CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 729 DE 12 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 729 | 12 de abril de 2018

NOTÍCIAS

Apesar da dificuldade para escoar a produção, poucas alterações no mercado do boi gordo

No fechamento do mercado do boi gordo da última quarta-feira (11/4) houve três quedas no preço pago à vista e cinco quedas no a prazo

A cotação da arroba está sob pressão, mas a boa condição das pastagens permite que os negócios aconteçam gradativamente. Esse cenário tem provocado, ainda que paulatinamente, o encurtamento da escala de abate. Nas praças paulistas, por exemplo, a escala de abate atende a três dias. E a arroba desde o início de mês arrasta uma queda de R$0,50. Em curto prazo, os agentes de mercado acreditam em estabilidade, sem tendência desenhada. Contudo vale ressaltar que com o final da safra, com a senescência do capim, normalmente o mercado perde força.

SCOT CONSULTORIA

Exportações de carne passam a ser registradas no Portal Único de Comércio Exterior

Medida vale a partir desta quinta-feira, 12. Sistema antigo será interrompido em 2 de julho. Os exportadores terão até o dia 2 de julho para migrar completamente suas operações

A partir desta quinta-feira (12), as exportações de produtos e subprodutos de origem animal submetidas ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), embarcados em quaisquer terminais do país, devem, obrigatoriamente, ser registradas por meio do Novo Processo de Exportações e no Portal Único de Comércio Exterior(www.siscomex.gov.br). A medida atinge os embarques de carnes de ave, bovina e suína de 410 empresas, que em 2017 embarcaram US$ 14,9 bilhões. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos primeiros a aderir ao Portal, por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Além do MDIC e da Receita Federal, que coordenam a implantação do Portal Único, outros 20 órgãos do governo participam do projeto. Com o Portal, a troca de informações sobre o produto a ser embarcado será feita eletronicamente, sem a necessidade de emissão e conferência de papel, baseada no histórico do exportador. As exportações serão classificadas em diferentes níveis de fiscalização, obedecendo gerenciamento de risco (verde, amarelo, vermelho e cinza, com o verde gerando a liberação automática da carga e o cinza exigindo investigação e auditoria). O trâmite, que demorava vários dias, será concluído em poucos minutos, com ganho de eficiência no controle governamental e redução de custo para os exportadores. Os exportadores terão até o dia 2 de julho para migrar completamente suas operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. Os módulos de registro atuais permanecerão disponíveis apenas para consultas e retificações dos registros feitos anteriormente. O desligamento dos antigos sistemas de exportação obedecerá o cronograma disponível no portal Siscomex. O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destaca que, a partir de agora, o processo para exportação de carnes será mais ágil, inteligente e eficiente, garantindo importante redução de prazos e custos para o exportador, sem prejuízo do controle fundamental exercido pelo ministério. “Fomos desafiados a repensar nosso modelo de trabalho e hoje estamos entregando a prestação de um serviço de melhor qualidade à sociedade brasileira. Direcionaremos os esforços das nossas equipes para as situações que efetivamente representarem risco”, explicou o Ministro. O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, prevê que até o fim do ano o Portal estará disponível para as demais cadeias exportadoras do agronegócio. “Mais de 300 mil operações de fiscalização já passam a contar com um fluxo mais célere e menos burocrático. Novas funcionalidades estão sendo desenvolvidas para atender todas as exportações do agronegócio”. Entre os benefícios do novo Portal estão a eliminação de documentos; redução em 60% no preenchimento de informações; redução de 40% do prazo médio para a operação de exportação; integração com a Nota Fiscal Eletrônica (NFE); automatização da conferência de informações, entre outras melhorias. O Portal Único de Comércio Exterior é a principal iniciativa de desburocratização e facilitação do comércio exterior brasileiro. O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, destaca que já foi possível reduzir em mais de 40% os prazos médios de exportação por meio do Novo Processo de Exportações. “O Portal vem promovendo uma profunda simplificação e racionalização dos procedimentos para as operações de exportação”, afirma Marcos Jorge. Para o Secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, “o Mapa é um órgão fundamental para o comércio exterior brasileiro e nosso parceiro em iniciativas de facilitação de comércio. Trata-se de uma entrega de extrema relevância para os exportadores”.

MAPA

Maia promete à FPA que trabalhará por perdão na dívida com Funrural

Pré-candidato, Maia prometeu à bancada ruralista que vai trabalhar pelo perdão integral das dívidas de produtores rurais junto ao Funrural — 17 bi

Na corrida para tentar viabilizar sua candidatura à Presidência da República, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu à bancada ruralista, uma das mais poderosas no Congresso, que vai trabalhar pelo perdão integral das dívidas de produtores rurais junto ao Funrural, espécie de contribuição previdenciária do setor. Maia gravou um vídeo, ao lado de um produtor rural, em que promete votar logo a urgência do projeto e “aprovar o texto no plenário nas próximas três ou quatro semanas. Ele se comprometeu em votar a urgência de um projeto de lei que extingue o débito que soma cerca de R$ 17 bilhões. Maia se comprometeu, em viagem ao Mato Grosso do Sul na semana passada, em votar a urgência de um projeto de lei que extingue o débito, que soma cerca de R$ 17 bilhões. A medida pode potencializar o prejuízo já imposto à equipe econômica após a derrubada dos vetos à lei que abriu um programa de parcelamento de débitos com o Funrural. O Congresso restabeleceu descontos integrais para multas e juros, o que resulta em uma renúncia de R$ 15 bilhões do total da dívida. Um desastre do ponto de vista fiscal, uma vez que a previsão inicial era um perdão de R$ 7,6 bilhões.  Maia cita ainda que houve pedidos de parlamentares para que o projeto seja pautado. A promessa acendeu a luz amarela na área econômica, que está monitorando os próximos passos e vai decidir a estratégia a ser adotada para barrar a proposta. Além de ampliar a renúncia com o Funrural em pelo menos R$ 2 bilhões, tamanho da dívida remanescente que seria perdoada, o temor é que os produtores que pagaram o tributo nos últimos cinco anos exijam restituição, gerando uma fatura bilionária para o governo pagar aos produtores. Ainda não há cálculos precisos de qual seria o impacto dessa restituição. A previsão anual de arrecadação com o Funrural fica em torno de R$ 3 bilhões, mas nem todos os produtores estavam pagando o tributo porque o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda analisava a constitucionalidade da cobrança. No ano passado, a corte decidiu a favor do governo e contra os produtores, que deveriam então quitar o débito e retomar os pagamentos. A avaliação na área econômica é que a medida é uma ameaça ao ajuste fiscal e contribui para o agravamento do déficit da Previdência. Autor da proposta, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) disse ao Estadão/Broadcast que tratou hoje do assunto com Maia e espera obter do presidente da Câmara nesta quinta-feira uma previsão de data para a votação da urgência do projeto. Ainda segundo o deputado gaúcho, Maia reconheceu que o governo é contrário à aprovação da medida.

O Estado de S.Paulo

Carne bovina supera a carne de frango na receita cambial

Exportações de carne de frango e bovina – a primeira, enfrentando quedas no volume e no preço e, por decorrência, na receita cambial

O comportamento oposto nas exportações de carne de frango e bovina – a primeira, enfrentando quedas no volume e no preço e, por decorrência, na receita cambial; a bovina, registrando aumento de volume da ordem de 20% e obtendo boa valorização no produto industrializado, condições que proporcionam receita cambial quase um quarto maior que a do mesmo período de 2017 – firmam a posição de liderança do produto bovino na receita global das carnes. Tendência nesse sentido foi observada no fechamento dos resultados do primeiro bimestre de 2018: então, a receita cambial da carne bovina superou em cerca de US$500 mil a receita cambial da carne de frango, fato que não era observado desde os anos 1990. Por exemplo, 20 anos atrás (1998), quando a avicultura exportava apenas produto in natura, a receita da carne de frango girou em torno dos US$739 milhões e a da carne bovina (que já incluía produto industrializado) foi de US$573 milhões. Desde então prevaleceu a hegemonia da carne de frango. Com o fechamento dos resultados do primeiro trimestre de 2018 a carne bovina distancia-se ainda mais. Pois a diferença de 0,05% a seu favor registrada no acumulado de janeiro-fevereiro subiu para 0,73% no trimestre. E em vez de apenas US$500 mil, a diferença a mais em relação ao frango na receita cambial é, agora, de quase US$11,6 milhões. Mantidos os índices de aumento e redução do trimestre no restante do exercício e consideradas as receitas auferidas em 2017, a carne bovina encerrará 2018 com uma receita cambial quase 20% superior à da carne de frango.

AGROLINK

Mapa lança cartilha sobre aproveitamento de resíduos da produção de bovinos de corte e leite

Publicação orienta o produtor de sistemas intensivos a reduzir emissão de gases

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lança cartilha sobre o aproveitamento econômico dos resíduos bovinos de corte e leite com o objetivo de auxiliar o produtor a gerar renda a partir dos resíduos e diminuir os custos de produção, bem como reduzir os efeitos na atmosfera de gases como o metano. O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo MAPA com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas intensivos brasileiros. A pesquisa contemplou as tecnologias de gestão racional da água e dos alimentos, implantação de biodigestores, geração de energia elétrica por meio do uso do biogás produzido pelos dejetos, compostagem mecanizada e também o sistema de compost barn (cama de serragem). As atividades descritas no estudo priorizam o aproveitamento econômico dos resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas. O material também contém informações que estimulam o uso adequado do biofertilizante gerado pela atividade. Atualmente, a agricultura, incluindo a pecuária, contribui com 14% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), sendo o terceiro maior setor responsável pela emissão desses gases. Do total de emissões antropogênicas de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), a pecuária contribui em termos globais com 35% e 65% dos respectivos gases, sendo que a América Latina ocupa a segunda posição na lista dos principais emissores de metano entérico, responsável por 23,9% do total, ficando atrás apenas da Ásia. O material foi produzido por consultores que, durante o ano de 2017, mapearam as alternativas sustentáveis e economicamente viáveis de tratamento dos dejetos. As tecnologias são preconizadas pelo Plano ABC. Os técnicos percorreram os principais estados produtores de bovinos de leite e corte em sistemas intensivos, centros de pesquisas e propriedades modelos em tratamento de resíduos. O conteúdo também apresenta uma análise de viabilidade econômica das tecnologias de tratamento de dejetos de bovinos mitigadoras de emissões de gases de efeito estufa. Os processos tecnológicos consistiram na geração de energia elétrica a partir do biogás produzido dos dejetos de bovinos tratados em biodigestores e na compostagem dos dejetos e produção de biofertilizantes.

MAPA

Brasil deve ampliar exportação de vacinas

Embarques ajudariam a escoar a produção a partir de 2019, quando o país inicia a retirada da vacinação contra aftosa

O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Rangel, avalia que a exportação de vacinas, principalmente para a China, será uma alternativa de mercado para as indústrias brasileiras colocarem sua produção, quando o Brasil iniciar a retirada gradual da vacinação contra a aftosa, a partir de maio do próximo ano. As indústrias produzem cerca de 300 milhões de doses anuais de vacinas contra a aftosa. “É importante manter as fábricas desses produtos pujantes, porque elas fizeram altos investimentos para atingirem a qualidade e eficácia que têm atualmente”, completou Rangel. O secretário explicou que falta construir um protocolo de manipulação de vírus exóticos, não autorizados no Brasil, até o momento, pelo risco biológico que oferecem. A proibição poderá acabar, pois a Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) aponta como necessária à formação de um banco de antígenos, estratégicos para utilização em caso de reintrodução da aftosa em qualquer um dos países da América do Sul. A instalação do Banco Regional de Antígenos/Vacinas contra a Febre Aftosa (Banvaco), apoiada pelo Brasil, também poderá demandar parte da produção nacional. Estimativas apontam que o estoque estratégico de antígenos (matéria prima da vacina) deve ser suficiente para produzir de 10 milhões a 15 milhões de doses, para atender eventuais emergências sanitárias (focos de doenças). Os Estados Unidos e o Canadá já demostraram interesse em participar da implantação do banco.

Mapa

EMPRESAS

Esgotadas as possibilidades de solução negociada para a BRF

As fundações Petros e Previ decidiram que o comando da BRF será decidido no voto e que foram esgotadas as possibilidades de negociação com o empresário Abilio Diniz em busca de uma chapa de consenso para o conselho de administração que será eleito em 26 de abril

Na prática, isso significa que se o empresário quiser manter alguma participação no colegiado da BRF terá de partir para uma solicitação de adoção de voto múltiplo em assembleia – quando cada acionista distribui os votos que possui individualmente em candidatos, e não em uma chapa fechada. A Península Participações, veículo de investimentos de Abilio, tem 4% das ações da BRF. Em uma disputa por voto múltiplo, a gestora conseguiria pelo menos um assento no conselho. Do lado de Abilio, ainda há esperança em um acordo, apurou o Valor. Contudo, as fundações agora querem levar aos acionistas a chapa que já tinham apresentado, com dez nomes para o conselho da BRF, e não estão mais dispostas a mudanças. Os fundos de pensão, detentores de 22% do capital da empresa, iniciaram em fevereiro um movimento para trocar o colegiado, com o objetivo de encerrar a ascendência de Abilio na empresa e colocar em revisão a estratégia operacional da companhia, após dois anos de resultados negativos. O desgaste nas relações entre as fundações e Abilio se acentuou durante o último ano. Para a assembleia de acionistas de 2017, Petros e Previ já tinham manifestado o desejo de modificações na estrutura de comando da BRF. Segundo pessoas próximas à disputa, há uma diferença na visão de governança de Abilio e dos fundos. Enquanto o empresário entende que os acionistas de uma companhia têm papel importante na proposição da estratégia do negócio, os fundos defendem que essa definição cabe ao conselho de administração – que deve ser composto por membros independentes. Até o fim da semana passada, havia uma tentativa de negociação entre os acionistas para a formação de uma chapa de consenso, que não evoluiu. Na sexta-feira, Abilio, por meio do atual conselho da BRF, apresentou uma chapa concorrente. A intenção era ilustrar com a chapa uma composição mais próxima de um consenso entre os diversos atores envolvidos – o que inclui a maioria do atual conselho de administração e a direção da BRF. Na formação paralela divulgada ao mercado, foram modificados três dos nomes que os fundos de pensão propuseram e uma nova presidência. De um lado, Petros e Previ querem Augusto Cruz, presidente do conselho da BR Distribuidora, à frente do colegiado, enquanto que a chapa apresentada por Abilio e pelo conselho traz Luiz Fernando Furlan, herdeiro da Sadia e ex-ministro, para o comando do órgão. O que deu força para as fundações encerrarem o diálogo foi o pedido de Augusto Cruz, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para que seu nome fosse retirado da chapa apresentada por Abilio e conselho da BRF. Ao Valor, Augusto Cruz explicou que aceitou o convite dos fundos de pensão porque o grupo formado mostrou ter “as forças necessárias para fazer o que a BRF precisa”. De acordo com ele, o grupo demonstrou “comungar dos mesmos objetivos” para replanejar a BRF. Até o início da noite de ontem, outro convidado das fundações, José Luiz Osório, seguiu o exemplo de Cruz. A expectativa é que mais três indicados também façam o mesmo: Walter Malieni, Roberto Mendes e Vasco Dias. Os pedidos desses executivos, se formalizados, desidratam a chapa colocada por Abilio e conselho da BRF ao mercado. Na prática, em função dos prazos legais para detentores de ADRs e de usuários dos boletins eletrônicos, os votos no grupo colocada pelo empresário tem risco de serem desconsiderados. A estratégia agora é substituir e atualizar os documentos o mais rapidamente possível para minimizar esse efeito. Na noite de ontem, o ex-ministro e herdeiro da Sadia, Luiz Fernando Furlan, levou ao atual conselho uma proposta para substituir o nome de Cruz na formação concorrente às fundações: a empresária Luiza Helena Trajano, dona e presidente do conselho de administração da varejista Magazine Luiza. Ele também pediu que o colegiado avalie novos nomes para a chapa, em caso de novos pedidos de exclusão. Para tanto, Furlan solicitou uma reunião extraordinária do conselho – que tem de ser convocada por Abilio. Em entrevista ao Valor, Furlan ressaltou buscar uma solução que “pacifique” a BRF. “Não estou falando como um conselheiro e nem como porta-voz a companhia. É um desabafo de um acionista que sofre não apenas no bolso e na mente. Mas no coração”, afirmou Furlan. O ex-ministro também rechaçou as avaliações de que estaria vinculado à Abilio. “Todos os conselheiros da BRF sabem que sou conselheiro independente. Exponho minhas opiniões e não sou preposto de ninguém. Tenho essa independência e prezo por ela”, acrescentou. Por conta disso, Furlan indicou que não sairá da chapa proposta pelos fundos, na qual é membro comum. “Meu trabalho é para a empresa e não para este ou aquele”, disse o ex-ministro. Furlan também defendeu a recomposição de “chapa oficial” da BRF. “Temos vários nomes engatilhados de pessoas que conhecem o nosso negócio e são respeitadas pelo mercado”, disse. Furlan afirmou que a BRF sempre prosperou por ter pessoa competentes na gestão, e não por ser comandada por investidores institucionais. E elogiou os esforços do atual CEO da BRF, José Aurélio Drummond Jr. para debelar a crise da empresa. Furlan também reforçou a necessidade de respeitar os “stakeholders” da BRF – 100 mil funcionários, 15 mil granjeiros e gestores que, segundo ele, ficam intranquilos. Primeira gestora a anunciar apoio público às fundações, a Aberdeen reforçou ontem que marchará ao lado de Petros e Previ na troca do conselho da BRF. A gestora é a quarta maior acionista, com 5%. O Diretor da Aberdeen no Brasil, Peter Taylor, acredita que o movimento das fundações terá apoio da maioria.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina da Austrália se mantiveram estáveis em março

As exportações australianas de carne bovina em março totalizaram quase 90.100 toneladas – quase idêntico aos embarques no mesmo mês do ano anterior, e um aumento de 6% em relação às exportações de carne bovina em fevereiro

Durante o primeiro trimestre de 2018, as exportações de carne bovina registraram um aumento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado, em 237,7 mil toneladas. Um aumento maior do que o esperado em janeiro e fevereiro, como resultado das condições de seca no norte de New South Wales e Queensland, sustentou o aumento. Historicamente, as exportações em março ultrapassam os níveis de janeiro e fevereiro – este ano não foi diferente, dada a retomada do comércio após o período de férias e os dias adicionais de processamento. Algumas boas chuvas no início de março levaram a um abate de bovinos adultos, à medida que os produtores procuravam algum ganho de peso adicional enquanto as condições de umidade melhoravam. No entanto, durante a última parte do mês, um aumento nos níveis de abate semanal foi aparente, ajudando a suportar o total de exportação de março – com os produtores impulsionados por melhores preços no mercado. As exportações de carne bovina para o Japão totalizaram 26.100 toneladas, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Os embarques para os EUA totalizaram 19.750 toneladas – uma queda de 10% em relação ao ano anterior. As exportações para a Coreia aumentaram em 7% com relação ao ano anterior, para pouco menos de 13.000 toneladas. As exportações de carne bovina para a China aumentaram em 8% com relação ao ano anterior, para 11.500 toneladas. Os embarques para a União Europeia (UE) caíram em 21% com relação ao ano anterior, para pouco menos de 1.300 toneladas. As exportações para a Indonésia foram de 4.850 toneladas – 79% maior ano a ano. As exportações para o Japão e a Coreia apresentaram tendência contrária em março em relação ao ano passado. No entanto, ambos registraram aumentos para o ano até março, subindo 2% e 8%, respectivamente. Uma variedade de desafios de mercado afetou o comércio para a Coreia em 2017 e, enquanto alguns continuarão – especificamente a concorrência dos EUA – a carne bovina australiana continua sendo extremamente popular entre os consumidores coreanos, tanto no foodservice como no varejo. Também apoiando as exportações de carne bovina para a Coreia houve novas reduções tarifárias sob o Acordo de Livre Comércio entre Coreia e Austrália (KAFTA), com as tarifas de importação caindo 2,7% no início de 2018, para 26,6%. Para o Japão, até 31 de março de 2018, no âmbito do Acordo de Parceria Econômica Japão-Austrália (JAEPA), as tarifas de importação de carne bovina resfriada e congelada da Austrália foram reduzidas para 29,3% e 26,9%, respectivamente. Os embarques para os EUA caíram em relação ao ano anterior, uma vez que os mercados asiáticos sustentaram uma demanda robusta por produtos australianos. Além disso, houve aumento da produção nos Estados Unidos. As exportações de carne bovina para a China tiveram um forte desempenho durante os primeiros três meses de 2018, um aumento de 27%. Enquanto a China continua sendo um mercado muito sensível aos preços e, portanto, um mercado desafiador para a Austrália, as exportações durante os primeiros três meses fornecem uma forte indicação da crescente demanda na China por produtos australianos de alta qualidade. As exportações de carne de animais alimentados com grãos ultrapassaram 3 mil toneladas pela primeira vez em um mês. Em outros mercados, as exportações de carne bovina para a UE em março caíram em 21% em relação ao ano anterior, para 1.300 toneladas. As exportações de carne bovina para a Indonésia totalizaram 4.850 toneladas, um aumento de 79% em relação ao ano anterior.

Meat and Livestock Australia (MLA)

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