CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 720 DE 29 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 720 | 29 de março de 2018

NOTÍCIAS

Desalinhamento entre oferta e demanda no mercado de boi gordo

Desde o início do ano as cotações no mercado atacadista de carne bovina com osso recuaram 7,5% e a carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,23/kg

O comportamento das vendas, visto de forma independente, deixa a sensação de queda no consumo, mas o incremento dos abates demonstra que, aparentemente, o aumento oferta tem tamponado a melhora da demanda, o que causou a queda de preços da carne. Com este cenário, a movimentação efetiva de baixa no mercado do boi gordo começou a aparecer com mais intensidade. O aumento da produção de carne tem desafiado a capacidade do mercado interno de absorver esse volume, portanto, as indústrias estão mudando suas estratégias de compra, diminuindo o volume de animais abatidos ou pulando dias de abate, para regular seus estoques e segurar suas margens. Por fim, fica a expectativa do impacto destas táticas no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

MEIO AMBIENTE

Novos softwares comprovam a preservação ambiental no Brasil

Mapa lança plataformas virtuais ABC e Webambiente, em parceria com a Embrapa e o Ministério do Meio Ambiente

plataforma virtual ABC – Agricultura de Baixo Carbono –, que monitora as emissões de gases de efeito estufa –, e a plataforma Webambiente, com soluções tecnológicas e serviços para fazer cumprir o Código Florestal brasileiro foram lançadas nesta quarta-feira (28), em Brasília. As duas ferramentas foram desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Meio Ambiente. Em seu discurso, o Ministro Blairo Maggi disse que “o Brasil está muito à frente dos demais países na questão da preservação ambiental. Essas duas ferramentas comprovam o que está acontecendo nas propriedades rurais”. Maggi explicou que agora será possível responder de forma inequívoca aos questionamentos sobre as ações do Brasil no desenvolvimento de uma agricultura sustentável. “A partir de agora vamos monitorar as emissões de gases de efeito estufa”, disse o Ministro, “porque quando dizíamos o que estávamos fazendo, éramos questionados: e como vocês demonstram isso? como vocês garantem que é isso o que está acontecendo? Agora, nessa interação do Ministério da Agricultura com o Ministério do Meio Ambiente, e mais a Embrapa, que é ligada ao MAPA, nós vamos poder demonstrar e certificar que estão aqui os nossos dados, que é isto o que nós monitoramos, que sabemos exatamente o que está acontecendo e onde está acontecendo.” A Plataforma ABC é mais uma ferramenta digital a ser utilizada pelo Governo Federal na execução da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) e do Plano Setorial para Consolidação de uma economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), lançado em 2010. A Plataforma WebAmbiente, via internet, agrega informações sobre os biomas brasileiros classificados em módulos de cadastro de áreas, diagnóstico interativo, espécies nativas indicadas e seu potencial econômico, técnicas e modelos disponíveis (viveiros, mudas, cursos) análise de custos e biblioteca digital. As duas plataformas são consideradas fundamentais para viabilizar o Plano ABC e o Novo Código Florestal, assim como cumprir os compromissos assumidos na 15ª Conferência das Partes (COP-15), realizada em dezembro de 2009, em Copenhague, e, posteriormente, na 21ª Conferência do Clima (COP-21), em dezembro de 2015, em Paris. O Presidente da Embrapa, Maurício Lopes, explicou que não se faz pesquisa in loco nas propriedades rurais de um país gigantesco como o Brasil, já que existem métodos científicos por amostragem que podem modelar e calcular os impactos do Plano ABC. “A plataforma ABC identificará regiões do Brasil que são representativas das diferentes condições de produção”, afirmou Lopes. “Levantará os dados e fará uma modelagem para o Brasil todo e assim, em 2020, estaremos plenamente aptos para mostrar em qualquer ambiente internacional os impactos reais da política pública do chamado plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). A plataforma já estava prevista na formulação original do plano ABC, com a estruturação de uma rede de laboratórios iniciada em 2013 e concluída em 2016. “Estamos lançando agora a governança”, explicou o presidente da Embrapa, “porque essa é uma plataforma que envolve muitas instituições trabalhando de forma integrada e, desde agora, até 2020, teremos de levantar dados e informações que demonstrem o impacto do plano ABC. Ao longo desses anos, o Brasil aplicou recursos, estimulou os nossos produtores a incorporarem tecnologias como a integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta e fixação biológica de nitrogênio. Agora nós temos que demonstrar que essas tecnologias aplicadas produziram ganho na redução da emissão de carbono e tornaram nossa agricultura mais sustentável.” A plataforma Webambiente já está acessível nos sites do Ministério do Meio Ambiente e da Embrapa. Segundo Juliana Ferreira Simões, Secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, a Webambiente é muito fácil de usar e serve para apoiar o produtor na recomposição e recuperação de locais degradados de reserva legal e de Área de Proteção Permanente (APP). “A plataforma”, disse Simões, “informa como o produtor rural pode trabalhar a área para fazer reconstrução, sugere as melhores tecnologias e também indica as melhores e mais adequadas espécies para recomposição da reserva legal e da APP”.

MAPA

Pantanal espera enchente rigorosa para 2018

Embrapa Pantanal recomenda a retirada total dos rebanhos bovinos de fazendas do baixo Pantanal

A Embrapa Pantanal recomenda, em laudo técnico entregue esta semana ao Sindicato Rural de Corumbá, a retirada total dos rebanhos bovinos de fazendas do baixo Pantanal, nas sub-regiões do Abobral (Miranda, Negro, Aquidauana), Nabileque (incluindo o Jacadigo) e Paraguai (entre as morrarias do Amolar e Urucum), em função da cheia deste ano. Nas propriedades de outras regiões do bioma, a recomendação é que até metade dos rebanhos seja deslocada para áreas mais altas. A conclusão veio de análises realizadas por meio de uma comissão nomeada pelo chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, constituída pelos pesquisadores Carlos Padovani, Urbano Gomes, Ivan Bergier e coordenada pelo também pesquisador José Aníbal Comastri. “Nós buscamos mostrar o fluxo e a dinâmica das águas acumuladas das chuvas, como elas escoam no Pantanal, que regiões estão inundadas”, explica Lara. No bioma, algumas propriedades são afetadas apenas pelas enchentes que sofrem a influência das chuvas; outras sofrem também os efeitos das cheias influenciadas pelo nível dos rios. De acordo com as informações do documento emitido pela instituição, a inundação deste ano atingiu uma área total de cerca de 40 mil km2 até o mês de fevereiro. As áreas do médio e baixo Pantanal são as mais sujeitas aos impactos das grandes enchentes. As águas das chuvas de verão registradas entre os meses de outubro e março regulam a dinâmica hidrológica no bioma. Por isso, quando essas chuvas são volumosas, espera-se um alagamento relativo maior e mais duradouro, cita a publicação elaborada pela unidade de pesquisa. Dessa forma, a régua de Ladário no Rio Paraguai deve atingir de 4,81 a 5,78 metros em 2018, com estimativa de área de inundação entre 71 e 90 mil km² em toda a planície pantaneira. O laudo técnico descreve que existem mais de 2 milhões e 300 mil cabeças de gado na região do baixo Pantanal. Com a falta de logística adequada para a movimentação dos rebanhos, o custo total do deslocamento dos animais por meio de comitivas até os pontos de embarque deve ficar em torno de R$ 5 milhões.

EMBRAPA

EMPRESAS

Marfrig tem foco na desalavancagem em 2018

A Marfrig Global Foods concentrará os esforços neste ano para reduzir a alavancagem e realizar a oferta pública inicial (IPO) de ações de sua subsidiária Keystone nos Estados Unidos, em meio à expectativa de um cenário ainda desafiador para o setor de carnes, disseram executivos da empresa na quarta-feira (28)

A planejada venda de participação na Keystone, já anunciada desde o ano passado, é tida como essencial para reduzir a alavancagem da Marfrig medida por dívida líquida/EBITDA para 2,5 vezes ao final de 2018, ante 3,94 vezes ao final do ano passado. “Temos para 2018 uma visão novamente de um ano desafiador, mas com grandes oportunidades”, disse o presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, em teleconferência com analistas. “A venda de uma participação da Keystone é parte fundamental de nosso plano de desalavancagem…Esse compromisso é inegociável e estamos todos focados nisto”, disse o CEO Martin Secco. A Marfrig reduziu o prejuízo líquido em 33% em 2017 ante 2016, para uma perda de R$ 461 milhões, quando realizou investimento recorde visando ampliar a capacidade de abates no Brasil por meio da reabertura de plantas. Em 2018, a empresa pretende reduzir os investimentos de CAPEX para níveis históricos, em torno de R$ 500 milhões, depois de desembolsar R$ 824 milhões em 2017. Secco disse que o primeiro trimestre deste ano para a Divisão Beef foi mais fraco que o último do ano passado, seguindo tendência sazonal do mercado, mas que as perspectivas para 2018 seguem positivas. “Esperamos crescimento nas economias globais e também que isto seja acompanhando por maior demanda”, disse. A reabertura do mercado norte-americano para a carne bovina brasileira e abertura do mercado japonês para a carne do Uruguai são alguns acontecimentos esperados para este ano e que devem favorecer os negócios da Marfrig. A margem EBITDA consolidada da companhia deverá se manter em “patamares saudáveis” em 2018, segundo Secco. Para a Divisão Beef, a estimativa é que a margem fique entre 8% e 10%.

CARNETEC

Lucro líquido da JBS mais do que dobra em ano de dificuldades

A JBS S.A. teve lucro líquido de R$ 534,2 milhões em 2017, alta de 128,7% ante 2016, apesar de registrar prejuízo nos últimos três meses do ano e das dificuldades relacionadas ao escândalo de corrupção envolvendo executivos do grupo

A empresa informou na noite de quarta-feira (28) que sua receita líquida caiu 4,2%, para R$ 163,2 bilhões, impactada pela variação cambial e venda de ativos dentro do programa de desinvestimentos da companhia. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 13,4 bilhões, 18,9% superior ao registrado no ano anterior. A margem EBITDA aumentou para 8,2% em 2017, ante de 6,6% em 2016. A dívida líquida caiu 3,5% para R$ 45,2 bilhões ao fim de 2017, e a alavancagem medida por dívida líquida/EBTIDA passou de 4,16 para 3,38 vezes, na mesma base de comparação. No mercado doméstico, a JBS registrou redução nas vendas da Seara (-3,8% para R$ 17,5 bilhões), afetada pela queda no faturamento com aves in natura. A unidade de carne bovina JBS Brasil também teve redução de receita (-16,9% para R$ 23,4 bilhões), reflexo da venda das operações de carne bovina da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai e da redução de 14% no volume de animais processados no Brasil. Já as unidades internacionais tiveram desempenhos positivos, com crescimentos de receitas, EBITDA e margens. O aumento nos volumes de vendas e preços dos produtos finais colaborou para a alta de 5,4% na receita líquida da JBS USA Carne Bovina, para US$ 21,6 bilhões. A JBS USA Carne Suína teve alta de 16,2% na receita, para US$ 6,2 bilhões, refletindo o crescimento da demanda por carne suína nos mercados doméstico e internacional e a expansão do negócio nos EUA por meio da aquisição da Plumrose, em maio de 2017. A Pilgrim’s Pride Corporation, que reúne negócios de processamento de aves nos EUA, teve receita de US$ 10,8 bilhões, 9% maior que a de 2016, como resultado de maiores vendas nos mercados em que atua. “Em 2017, fechamos mais um ano de resultados sólidos, consistentes e que demonstram nossa capacidade de superação. Determinação e disciplina foram fundamentais para alcançarmos, no período, um dos melhores resultados operacionais da nossa história”, disse o CEO e fundador da companhia, José Batista Sobrinho.

CARNETEC

Câmbio levou JBS ao prejuízo no 4º tri de 2017

A JBS fechou o ano mais turbulento de sua história com razões para comemorar. Após o ápice da crise na qual a empresa brasileira se viu mergulhada, com a delação dos controladores e sua posterior prisão, a JBS conseguiu mais do que dobrar o lucro líquido no ano passado, reduzindo drasticamente os índices de endividamento

O balanço de 2017, divulgado ontem, também reduziu as incertezas que pairavam sobre a companhia. Pela primeira vez desde a delação dos irmãos Batista, em maio, a JBS apresentou um balanço com parecer do auditor. “Essa é a maior façanha”, comemorou uma fonte próxima à JBS. Sem o balanço anual assinado pelo auditor, a empresa que fatura mais de US$ 50 bilhões anuais poderia sofrer resgate antecipado das dívidas. Mas o desempenho da JBS poderia ter sido melhor, não fosse a valorização do dólar nas últimas semanas de dezembro, o que provocou um impacto negativo de cerca de R$ 1 bilhão no valor da dívida da companhia em moeda estrangeira. Com isso, a JBS encerrou o quarto trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 451,7 milhões. No mesmo intervalo do ano anterior, havia lucrado R$ 662,8 milhões. No ano, porém, o resultado da JBS melhorou. A empresa reportou um lucro líquido de R$ 534,2 milhões em 2017, mais que o dobro do ganho de R$ 233,6 milhões registrado no ano anterior. Não fosse a adesão da empresa ao programa de regularização tributária, o lucro líquido teria sido de R$ 2,1 bilhões. As vendas da JBS cresceram no quarto trimestre, mas tiveram redução no ano. Ao todo, a receita líquida da empresa somou R$ 163,1 bilhões, queda de 4,2% em relação aos R$ 170,3 bilhões registrado em 2016. Em relatório, a JBS atribuiu a queda à variação cambial e à venda de ativos – em meados de 2017, a empresa vendeu as operações de carne bovina na Argentina, Uruguai e Paraguai para a rival Minerva Foods. Essa venda, que rendeu cerca de R$ 1 bilhão, visava a reforçar a estrutura de capital após a delação dos Batista. No quarto trimestre, a receita líquida da JBS voltou a aumentar. Entre outubro e dezembro, as vendas somaram R$ 42,7 bilhões, aumento de 2,7% na comparação com os R$ 41,1 bilhões registrados em igual período de 2016. No front operacional, a JBS teve, em 2017, um dos melhores desempenhos da história nos Estados Unidos, país que responde por mais de 50% das vendas da empresa. De certa forma, as operações americanas atenuaram a severa crise enfrentada na operação de carne bovina no Brasil, onde a resistência dos pecuaristas provocou uma queda de 14% nos abates. No quarto trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da JBS totalizou R$ 3,198 bilhões, crescimento de 2,7% ante o Ebitda de R$ 3,112 bilhões de um ano antes. No trimestre, a margem Ebitda se manteve estável, em 7,5%. No acumulado de 2017, o Ebitda ajustado da empresa chegou a R$ 13,415 bilhões, alta de 18,9% em relação aos R$ 11,286 bilhões de 2016. Com isso, a margem Ebitda aumentou de 6,6% para 8,2%. Do lado financeiro, a JBS conseguiu reduzir o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses), cumprindo o acordo para renegociação de dívidas de curto prazo firmado em julho do ano passado com bancos no Brasil. Em dezembro, o índice de alavancagem atingiu 3,38 vezes, ante 3,42 vezes em setembro. Quando a delação dos Batista veio à tona, o índice superava 4 vezes. A redução da alavancagem seria maior, não fosse o impacto da alta do dólar sobre as dívidas. Do endividamento total da companhia, 95% é denominado em dólar. Em 31 de dezembro, a dívida líquida da JBS totalizava R$ 45,2 bilhões. Para 2018, a expectativa de fontes próximas à JBS é que o bom momento nos Estados Unidos continue. Com demanda aquecida, baixo desemprego e custos baixos na compra de bovinos, a empresa deverá se beneficiar. No negócio de carne de frango (Pilgrim’s Pride), a tendência para as margens também é positiva, segundo essas fontes. O único senão é o negócio de carne suína nos EUA, que pode sofrer com a retaliação da China às medidas protecionistas adotadas pelo governo Trump. Por outro lado, os negócios no Brasil terão desafios pela frente, como o milho mais caro que afeta a Seara e a acirrada competição no negócio de carne bovina. Afora isso, as operações de couro também atrapalham a recuperação da companhia.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig amplia parceria com o Hospital de Amor

Pecuaristas agora poderão doar R$ 1,00 por animal abatido pela companhia ao hospital, ampliando assim a parceria existente entre a Marfrig e o Hospital de Amor que desde dezembro de 2017 recebe mensalmente 8 toneladas de carne bovina Montana

Em parceria com o Hospital de Amor, a Marfrig Global Foods, uma das maiores companhias de alimentos à base de proteína animal do mundo, por meio de sua divisão Beef, já doou para a instituição 24 toneladas de carne bovina da marca Montana. Desde dezembro de 2017, a companhia tem fornecido a carne necessária para suprir o consumo diário do hospital, tendo atendido neste período 16 mil pessoas por mês. Ao todo, foram mais de 48 mil pessoas beneficiadas pela iniciativa. Outra novidade é que a partir do dia 2 de abril, o pecuarista poderá contribuir com o programa “O Agro contra o Câncer”. Na prática, isso significa que todos os pecuaristas parceiros da Marfrig poderão doar R$ 1,00 por animal abatido para o hospital o que colaborará com a manutenção dos tratamentos, prevenção e diagnóstico precoce do câncer que são realizados na entidade de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria entre a Marfrig e o Hospital de Amor faz parte das ações vinculadas ao movimento de expansão e reposicionamento da marca Montana que, além da linha Premium já existente e direcionada ao preparo de churrasco, passou a ter a linha Dia a Dia, voltada ao mercado de altos volumes e ao consumo cotidiano. De acordo com Henrique Prata, presidente do Hospital de Amor, a economia gerada pela parceria com a Marfrig tem ajudado a reduzir o déficit operacional de mais de 21 milhões de reais mensais em um momento de crescimento da instituição. Criada no início dos anos 2000 pela dupla de cantores sertanejos Chitãozinho e Xororó, a Montana, na época, foi direcionada principalmente ao mercado premium, com cortes embalados a vácuo de acordo com a necessidade de cada cliente. Em 2006, a marca foi adquirida integralmente pela Marfrig Global Foods, que levou a marca para o mercado internacional. Com 8 cortes na linha Premium, a Montana expande seu portfólio por meio da criação da linha Dia a Dia, que tem 72 cortes e passa a oferecer produtos para o mercado de altos volumes, o maior segmento de consumo. Para marcar a nova fase da Montana logotipo e embalagens foram redesenhados e um slogan foi criado – “É boa demais”. Além da Montana, a divisão Beef da Marfrig é dona das marcas Bassi, uma das primeiras do segmento premium no Brasil, Marfrig e outras.  

MARFRIG

INTERNACIONAL

Seca leva a estoque histórico de animais em confinamento nos EUA

As condições de seca nas planícies do sul dos Estados Unidos que estão com pastagens limitadas estão forçando os produtores a colocar mais gado em confinamento do que os analistas esperavam, uma tendência que levanta algumas preocupações sobre o ritmo do abate

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse na sexta-feira que o total de animais confinados no país em 1º de março era de 11,715 milhões de cabeças, quase 9% a mais do que o registrado um ano antes. Esse númer, quase 1% maior do que a que os analistas projetaram antes da publicação do relatório, é o maior rebanho confinado em março desde 2006. Os operadores de confinamento colocaram 1,82 milhão de cabeças em confinamento em fevereiro, cerca de 7% a mais que no ano anterior e, segundo o Daily Livestock Report (DLR) do Steiner Consulting Group, quase 13% acima da média de 5 anos. Os analistas esperavam que as colocações aumentassem apenas 4,5%. O desvio, segundo o DLR, foi maior do que o esperado nas planícies do Sul, onde a seca está empurrando os bezerros mais leves para os confinamentos. As colocações combinadas do Texas, atingido pela seca (alta de 14%), do Kansas (alta de 10,5%) e de Oklahoma (alta de 12%) representaram cerca de 75% do aumento geral das colocações de fevereiro. A maior parte desse aumento foi derivada de gado de 300 quilos ou mais pesado, semelhante ao mês passado. As comercializações de gado gordo durante fevereiro totalizaram 1,68 milhão de cabeças, 2% acima de 2017. Os analistas do DLR observam que, apesar do fator da seca, os fatores que impulsionam o aumento das colocações são a maior safra geral de bezerros e a deterioração da lucratividade, empurrando mais bezerras para confinamento. Com a diminuição das taxas de comercialização (proporção de gado comercializado em relação ao estoque total) em declínio, “a principal preocupação dos participantes do mercado nas últimas semanas é o ritmo de abate em relação à oferta de gado em engorda”, escreveram os analistas. Os contratos futuros de boi gordo da Bolsa Mercantil de Chicago caíram para o patamar mais baixo em quatro meses, de acordo com a Reuters, que também citou os preços mais fracos da carne bovina no atacado. Na segunda-feira, o número de bois vivos de junho fechou em US $ 105,175, queda de US $ 1,025.

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