CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 716 DE 23 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 716 | 23 de março de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina: vendas ruins no varejo

No varejo, os preços da carne bovina subiram somente em São Paulo

A valorização média foi de 0,5%. Certamente isso é resultado de estoque mais ajustado à demanda, que não é boa. Segunda quinzena do mês é o período de recuo nas vendas. Este comportamento fez a margem de comercialização dos varejistas atingir o maior patamar desde o começo do segundo semestre do ano. No Paraná as cotações caíram 0,4% nesta semana, em Minas Gerais o recuo foi de 0,3%. No Rio de Janeiro, mercado estável.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: Preço da arroba e custos de produção variam pouco no 1º Bi

Após um 2017 conturbado para o mercado pecuário, 2018 se inicia com relativa estabilidade nos preços da arroba, de acordo com levantamentos do CEPEA

Após um 2017 conturbado para o mercado pecuário, 2018 se inicia com relativa estabilidade nos preços da arroba, de acordo com levantamentos do Cepea. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo recuou ligeiro 0,58% no primeiro bimestre. Pelo lado dos custos de produção, no mesmo período, houve pequena alta acumulada de 0,66% no COE (Custo Operacional Efetivo) e de 0,53% no COT (Custo Operacional Total, que engloba pró-labore e depreciações). Essas variações são referentes aos 13 estados (AC, BA, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SP e TO) que compõem a “média Brasil”, calculada pelo Cepea em parceria com a CNA. A elevação nos custos nestes primeiros meses de 2018 esteve atrelada, principalmente, às valorizações da suplementação mineral, dos combustíveis e da mão de obra. Quanto ao mercado de boi nestes últimos dias, de 14 a 21 de março, o Indicador do boi caiu ligeiro 0,4%, fechando a R$ 144,40 nessa quarta-feira, 21. De modo geral, tanto compradores quanto vendedores se posicionam de maneira recuada. 

CEPEA/ESALQ

Lentidão no mercado do boi gordo

No fechamento da última quinta-feira (22/3) houve maior quantidade de ajustes negativos do que positivos nos preços da arroba do boi gordo

Os compradores informam que estão com as aquisições ajustadas para atender a demanda dos próximos dias. Vale lembrar, que a “semana santa” será a próxima. Nesse período, o consumo de carne bovina cai, devido à tradição religiosa. Apesar disso, as cotações no mercado atacadista de carne bovina com osso estão estáveis frente ao último levantamento. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,23/kg.

SCOT CONSULTORIA

Novas oportunidades para aumentar rendimento no corte de carcaças bovinas

O rendimento significa diferentes coisas para diversos setores da indústria cárnea

Enquanto no setor de pesquisa o rendimento é sinônimo de quantidade de carne magra utilizável, para os processadores que comercializam carne interna e internacionalmente rendimento é mais um sinônimo de quantidade de carne e subprodutos comercializáveis (vísceras comestíveis, couro, entre outros) que provêm das carcaças. Para fins práticos deste artigo, levaremos em conta o rendimento como o percentual de carne comercializável que se obtém de uma carcaça para fins de elaboração de cortes e outros produtos. Confira aqui a íntegra do artigo escrito pela editora Ana Elia Rocha de McGuire, na revista CarneTec.

CARNETEC

IBGE: volume de carnes inspecionadas 3,24% maior em 2017

Dados ontem divulgados pelo IBGE apontam que a produção brasileira de carnes inspecionadas superou pela primeira vez os 25 milhões de toneladas

Os dados ontem divulgados pelo IBGE apontam que a produção brasileira de carnes inspecionadas superou pela primeira vez os 25 milhões de toneladas. O total produzido em 2017 – 25,092 milhões de toneladas – correspondeu a um aumento de 3,24% sobre 2016. Em valores relativos, a maior contribuição veio da carne bovina, cuja produção apresentou incremento de 4,27%. As carnes suína e de frango tiveram índice de expansão muito próximo entre si: 2,76% e 2,79%, respectivamente. Mas foi o frango que apresentou maior evolução no peso médio das carcaças – +3,12%, contra 0,45% do boi e 0,71% do suíno. Com isso, o frango não só reverteu a queda observada no número de cabeças abatidas, como também foi o principal contribuinte do aumento observado. Gerou 370 mil toneladas a mais de carne, contra 314 mil toneladas adicionais de carne bovina. A despeito das performances diferenciadas, as três carnes mantiveram, com variação mínima, o mesmo nível de participação de 2016. A carne de frango respondeu por 54,22% do total, a bovina por 30,58% e a suína por 15,20%.

AGROLINK

Maior descarte de fêmeas impulsionou abate de bovinos em 2017

O maior descarte de fêmeas impulsionou o abate de bovinos no País em 2017 e levou ao primeiro crescimento do volume em três anos

A diversificação do mercado externo de carne bovina, com a reabertura de plantas frigoríficas ao longo do ano, também sustentou o aumento, assim como a queda dos preços da arroba, após a deflagração da Operação Carne Fraca, que não chegou, porém, a afetar significativamente as exportações do setor. Na avicultura, os abates em 2017 foram marginalmente menores (-0,3%) ante 2016, o primeiro recuo em quatro anos. Entretanto, para a carne de aves, a investigação da Polícia Federal teve efeito mais significativo nas exportações, reduzindo os embarques. Em 2017, o Brasil abateu 30,83 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária, o equivalente a um aumento de 3,8% em relação a 2016, ou 1,13 milhão de cabeças a mais, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada nesta última quarta-feira, 21/3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao abate de frangos, foram 5,84 bilhões de cabeças, uma queda de 0,3% em relação a 2016, que significa 18,54 milhões de cabeças a menos. Na bovinocultura, pecuaristas enviaram um número maior de fêmeas para a linha de abate, depois que o preço do bezerro ficou menos atrativo. A analista da Agrifatto Lygia Pimentel aponta que apenas o abate de vacas e novilhas cresceu 9% no ano. Ela lembra também que a margem bruta dos frigoríficos melhorou consideravelmente, com a queda do preço da arroba do boi gordo, logo após a Operação Carne Fraca, em março do ano passado. O analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, confirma que a reabertura de novas plantas frigoríficas também colaborou com o movimento. A investigação da Polícia Federal, com forte impacto sobre a cadeia produtiva bovina, além da crise da JBS no mesmo período, estimulou a diversificação no mercado frigorífico de bois, com destaque para Mato Grosso, onde unidades que estavam paradas foram reabertas no ano passado por outras empresas do setor, o que também contribuiu para o aumento da produção. Hyberville acredita que o ritmo dos abates de bovinos deve se manter forte neste primeiro trimestre de 2018. Além da maior oferta de animais, ele aponta que o consumo doméstico mostra aos poucos sinais de melhoras, o que deve estimular a produção. Para Pimentel, a tendência para o fechamento de 2018 é de um volume de abate em linha com 2017.

ESTADÃO

“Jogo baixista” dos frigoríficos não muda mesmo com “oferta curta” em GO;

Novilho Precoce vai conversar com Minerva sobre bônus

Apesar de menos animais prontos, o abate teria crescido 64% no estado desde janeiro. Boi gordo transitando entre R$ 133/135. Associação Goiana do Novilho Precoce pretende reativar segmento, retraído depois que o governo retirou o incentivo, negociando prêmios com as indústrias e garantindo escala, segundo Maurício Velloso – Presidente da Associação Goiânia dos Produtores de Novilho Precoce.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

Abilio defende Furlan para o comando do conselho da BRF

Em reunião do conselho de administração da BRF realizada ontem, o Presidente do colegiado, Abilio Diniz, deu recados “explícitos” sobre as condições que aceitaria para recolher as armas e fechar um acordo com as fundações Previ e Petros, principais acionistas da companhia, com participação de 22%

O Valor apurou que o empresário sugeriu claramente que o ex-ministro Luiz Fernando Furlan assuma o comando do conselho. Membro da família fundadora da Sadia, Furlan está na chapa de dez nomes apresentada pelos fundos para substituir o atual conselho, na qual a presidência ficaria com Augusto Cruz. Este é desafeto de Abilio e dificilmente aceitaria ser “rebaixado” para a posição de membro do conselho para ceder o posto a Furlan. Trocar o presidente da chapa também é considerada por algumas fontes um revés para as fundações, e que lideram o movimento para afastar Abilio do comando da BRF. Além de manifestar apoio a Furlan, Abilio também deixou clara, na reunião de ontem, sua intenção de substituir três membros da chapa apresentadas pelos fundos: Francisco Petros, que é o atual Vice-Presidente do conselho da BRF e foi indicado pelas fundações para continuar na função, Roberto Funari e Guilherme Ferreira. No caso de Funari, a avaliação é que Abilio quer fortalecer o atual CEO da BRF, José Aurélio Drummond. O executivo assumiu o cargo em dezembro, após disputa acirrada com Funari, que é Vice-Presidente da Reckitt Benckiser. Uma fonte disse que Abilio pode até indicar dois nomes para a nova chapa, mas que os fundos não querem mais que isso. Mas há quem diga que os fundos poderão ceder por causa do risco de uma assembleia com voto múltiplo. Procurados, Abilio e os fundos não se manifestaram.

VALOR ECONÔMICO

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