CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 708 DE 13 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 708 | 13 de março de 2018

NOTÍCIAS

Receita publica instrução normativa sobre Refis do Funrural

Prazo para adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) foi prorrogado para 30 de abril. Instrução normativa foi publicada nesta segunda-feira

A Secretaria da Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que formaliza a ampliação do prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) para 30 de abril, conforme lei sancionada no mês passado. Antes, o prazo final para adesão era 28 de fevereiro. O PRR, que ficou conhecido como Refis do Funrural e foi instituído pela Lei 13.606/2018, permite que dívidas com a Fazenda Nacional dos produtores rurais pessoas físicas e dos adquirentes de produção rural de pessoa física, além das dívidas dos produtores rurais pessoas jurídicas, sejam renegociadas em condições especiais. Pelas regras, o contribuinte que aderir ao parcelamento terá de pagar 2,5% da dívida consolidada em até duas prestações iguais, mensais e sucessivas, com vencimento em abril e maio, sem desconto. O restante da dívida poderá ser dividido em até 176 parcelas, com redução de 100% dos juros de mora. A instrução pode ser acessada na íntegra em: http://bit.ly/2FywbAd.

ESTADÃO CONTEÚDO

Preço da carne bovina caiu no varejo, mas margem se mantém elevada

No varejo, ao contrário do que ocorreu no atacado, os preços da carne bovina caíram

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a desvalorização na última semana foi de 0,9%, no Paraná de 0,3% e de 0,3% no Rio de Janeiro. A única alta de preços registrada foi em Minas Gerais, de 0,3%. O recuo nas cotações permitiu aos varejistas melhorar o escoamento, o que favoreceu a reposição dos estoques. A margem dos açougues e supermercados paulistas segue nos maiores patamares do ano, 69,0% e cinco pontos percentuais acima do registrado nesta época em 2017, o que dá liberdade para reduzir os preços.

SCOT CONSULTORIA

Retenção elevada de gado no pasto pode levar a uma entressafra bem ofertada e produtor deve travar preço futuro

Momento apresenta indústrias comprando na oportunidade, em relação a algum repique no consumo e diante de seu estoque, mas depois o mercado para novamente

Oferta de vacas cresce pelo aumento da produção e por descarte, mas se começa a verificar se o excesso tem relação com vendas de vacas boas, com pecuarista saindo ou diminuindo o negócio. Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, destacou na segunda-feira (12) que o mercado do boi gordo terminou travado na última semana, devendo aguardar alguma reação do consumo nesta semana. Segundo o pesquisador, a tendência é que os movimentos de alta e baixa continuem, bem como as oportunidades de negócio pontuais. Do lado da oferta, o período de mais chuvas permite que muitos pecuaristas mantenham seus animais no pasto para aguardar por preços maiores. O consumo, apesar de se esperar uma reação, também é afetado pelo período da Quaresma, já que o Brasil possui uma maioria católica entre sua população. Ele também aponta que os produtores precisam saber o que há dentro de seu pasto para entender as informações disponíveis e, só assim, montar suas estratégias perante o mercado. A oferta de vacas também cresce devido a um aumento da produção e também por descarte.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Mercado do boi gordo travado

Mercado devagar, quase parando na última segunda-feira (12/3)

Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu em três e caiu em duas delas. Para a vaca gorda, em algumas regiões, o período de descarte provoca aumento da oferta e, consequentemente, ofertas de compra com preços abaixo da referência. No Triângulo Mineiro, por exemplo, a referência para a vaca gorda ficou em R$124,00/@, à vista, livre de Funrural. Em relação à sexta-feira, dia 9/3, houve queda de 1,6%. Para o curto prazo, a expectativa é de que o aumento da oferta de fêmeas continue, cenário comum para este período do ano.

SCOT CONSULTORIA

Aumento dos abates pode pressionar preço do sebo bovino

O cenário para o mercado do sebo bovino é de estabilidade

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a referência de preço está em R$2,15 por quilo do produto, sem imposto. Com o aumento dos abates, que tipicamente ocorre em março, aumenta a disponibilidade de sebo e é possível que ocorram desvalorizações em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Derivados da soja, celulose, milho e carne bovina se destacam na balança do agro

A quantidade exportada de carne bovina in natura, cresceu 24% em relação a fevereiro de 2017, totalizando 98 mil toneladas, equivalentes a US$ 392 milhões. As exportações de bovinos vivos também tiveram forte crescimento (US$ 48,79 milhões com aumento de 1.640%), com aquisições principalmente da Turquia (US$ 41,12 milhões)

Houve aumento da quantidade exportada na maioria dos produtos, compensando redução nos preços internacionais. No caso de farelo de soja, embarques foram 90,5% maiores. Foram destaques do agronegócio em fevereiro o forte aumento na quantidade exportada de farelo de soja (90,5%) e do óleo de soja (65,5%), gerando expansão no valor embarcado para o exterior de 100,3% e 54,7%, respectivamente. Outra evidência no mês foi a expansão de 74,4% no valor da celulose exportada. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve recorde tanto na quantidade (35,3%) do produto quanto do valor, considerando a séria histórica desde 1997. O milho também teve crescimento expressivo nas vendas externas, de 157% na quantidade exportada, que foi de 1,3 milhão toneladas. Outro aumento registrado foi na quantidade exportada de carne bovina in natura, que cresceu 24% em relação a fevereiro de 2017, totalizando 98 mil toneladas, equivalentes a US$ 392 milhões. As exportações de bovinos vivos também tiveram forte crescimento (US$ 48,79 milhões com aumento de 1.640%), com aquisições principalmente da Turquia (US$ 41,12 milhões). As exportações do agronegócio foram de US$ 6,23 bilhões em fevereiro de 2018, em alta de 5,2% em relação aos US$ 5,93 bilhões do mesmo mês em 2017. A análise do índice de quantum das exportações do agronegócio revela que a elevação da quantidade exportada foi fator determinante para a expansão do valor exportado no mês (+7,7%), uma vez que a mensuração do índice de preço das exportações revelou queda de 2,3% nos preços. Enquanto as exportações do agronegócio cresceram, as importações diminuíram 1,4%, caindo de US$ 1,10 bilhão em fevereiro de 2017 para US$ 1,08 bilhão em fevereiro de 2018. O incremento das exportações e a concomitante queda das importações resultou na expansão do saldo comercial do agronegócio de US$ 4,83 bilhões em fevereiro do ano passado para US$ 5,15 bilhões. No bimestre (janeiro-fevereiro), os destaques favoráveis dos embarques brasileiros foram os incrementos nas vendas de milho, algodão, carne bovina e celulose.

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