CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 707 DE 12 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 707 | 12 de março de 2018

NOTÍCIAS

Descarte de fêmeas deve aumentar nos próximos dias

O mercado do boi gordo encerrou a semana passada com lentidão nos preços

Ao contrário do esperado para um início de mês, a reposição do atacado vem deixando a desejar, fato que indica uma venda fraca no varejo. De acordo com a consultoria XP Investimentos, o problema maior não está nos volumes comercializados, que são medianos, mas sim no nível de preços praticado. São comuns os comentários de que qualquer avanço nas referências, tanto de carne com osso quanto desossada, fazem a comercialização parar. De maneira geral, este fato encolhe a margem de operação das indústrias e as reclamações são cada vez mais frequentes. Parte destes comenta que, diante da falta de apetite na ponta final, a única maneira de recuperar as margens operacionais seria pagar menos pela arroba. Com as escalas prontas para esta semana, boa parte dos balcões de compra dos frigoríficos testam preços menores. Cientes da pressão, pecuaristas dificultam as vendas e entregam apenas lotes pingados, ainda assim suficientes para um ambiente confortável. A Scot Consultoria alerta que há uma expectativa de aumento no volume de fêmeas ofertadas devido ao descarte sazonal neste período do ano.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba (pagamento à vista)

Araçatuba (SP): 145,50

Belo Horizonte (MG): 138,00

Goiânia (GO): 133,00

Dourados (MS): 133,00

Mato Grosso: 128,50 – 133,00

Marabá (PA): 130,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)

Paraná (noroeste): 143,00

Tocantins (norte): 128,00

CANAL RURAL

Receio dos compradores trava o mercado de reposição

A qualidade das pastagens é um dos fatores que interfere diretamente na decisão do recriador e invernista em comprar ou não bovinos de reposição

Estamos no período do ano em que as pastagens apresentam seus maiores índices de qualidade, e consequentemente, aumenta-se a capacidade de suporte dos pastos, o que gera tendência de aumento na demanda no mercado de reposição. Entretanto, isso não está ocorrendo, pois com a arroba do boi gordo sem firmeza, há receio dos compradores em investir na reposição e os negócios esfriam. Esse cenário travado é recorrente na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria, e isso fica evidenciado no balanço semanal das cotações. Nos últimos sete dias, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, os preços fecharam em alta de 0,1%, ou seja, praticamente estáveis. Vale destacar que exceções acontecem. É o caso de Mato Grosso, onde o mercado começa a se aquecer e as cotações registraram alta semanal em todas as categorias de machos anelorados. Para o curto prazo fica a expectativa da chegada, cada vez maior, de bezerros desmamados ao mercado e também a demanda por categorias mais eradas para atender os confinamentos.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo travado

A última sexta-feira (9/3) foi marcada por cotações estáveis na maioria das praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria

Das trinta e duas praças pecuárias, a cotação subiu em quatro delas e caiu em três. A oferta de boiadas está comedida. A boa condição de suporte das pastagens permite a venda de boiadas conforme a necessidade de caixa e propicia a melhora na oferta de preço pelos compradores. Por outro lado, a melhora do consumo de carne nos últimos dias com o início do mês, fez com que as ofertas de compra fossem lançadas acima da referência. Em São Paulo, as escalas de abate giram em torno de quatro a cinco dias. Para o curto prazo, a expectativa é de aumento no volume de fêmeas ofertadas, devido ao descarte sazonal neste período do ano.

SCOT CONSULTORIA

Dez anos para ‘enquadrar’ a salmonela

Em meio aos desdobramentos da Operação Trapaça, o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, admitiu ao Valor que o Brasil deve levar cerca de 10 anos para conseguir reduzir dos atuais 17% para 7% o índice de contaminação por salmonela na carne de frango, e com isso atingir a média dos países desenvolvidos registrada nos últimos cinco anos

Na segunda-feira passada, a Polícia Federal deflagrou a Trapaça, nova fase da Operação Carne Fraca, que revelou um esquema de fraudes envolvendo laboratórios e a BRF na análise de salmonela na carne de frango. Rangel afirmou que há um longo caminho pela frente para alcançar a meta, já que o índice de contaminação registrado no Brasil é considerado elevado para os padrões internacionais, que toleram no máximo 20% de ocorrência da bactéria em amostras do produto. “Para reduzir de 17% para 7% a prevalência de salmonela vão no mínimo 10 anos. Mas em função do risco de contaminação que está controlado no país não é muito tempo”, disse. “Nos Estados em que está em 13%, vou chegar a 7% em três anos, mas em outros tenho que fazer um esforço maior”. Rangel lembrou que o país só pôde identificar esse alto grau de contaminação depois que o Ministério da Agricultura passou a fazer testes em sua rede oficial de laboratórios (Lanagro), a partir de uma Instrução Normativa editada no fim de 2016. Antes disso, porém, só laboratórios privados contratados por frigoríficos realizavam esses testes. Informações de mercado apontam que a prevalência da salmonela informada nessa época era em torno de 4%. Mesmo assim uma tabela com a série histórica da presença da bactéria Salmonella spp (uma das espécies mais comuns) em amostras de carcaça de frango coletadas em frigoríficos sob fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ao qual o Valor teve acesso, indica que a prevalência desse micro-organismo praticamente não mudou desde 2013. Entre 2013 e 2015, a incidência da bactéria foi de 16,69%, enquanto em 2016 foi de 17,17%, e em 2017, 17,2%.

VALOR ECONÔMICO

Maggi grava vídeo em fábrica da BRF para divulgar novo modelo de inspeção

Apenas quatro dias após da deflagração da terceira fase da Carne Fraca, a Trapaça, que teve como alvo a BRF, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, gravou na sexta-feira, 9, um vídeo diretamente da linha de processamento de suínos da empresa, na unidade de Concórdia, em Santa Catarina. “Estou aqui onde, junto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), estamos fazendo um novo modelo de inspeção para as carcaças de suínos”, diz ele no início do vídeo, vestindo trajes de segurança sanitária e capacete que leva o logotipo da empresa. A companhia foi o principal alvo da mais recente investigação da Polícia Federal e o Ministério Público que apura se executivos e técnicos da exportadora mantinham um esquema sistematizado de fraudes em laudos e adulteração de dados para ocultação de informações ao Ministério da Agricultura.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

Carne Fraca: BRF dá férias coletivas para 1,1 mil funcionários em GO

A BRF dará férias coletivas, a partir de amanhã, para 1.120 funcionários do frigorífico de aves em Mineiros (GO)

Do total, 497 funcionários da área de produção de perus ficarão parados por 30 dias. No caso da área de produção de frangos, 623 funcionários ficarão em férias coletivas por 10 dez dias, informou a empresa. Na última segunda-feira, a unidade de Mineiros teve as exportações suspensas pelo Ministério da Agricultura em decorrência da deflagração da Operação Trapaça, terceira fase da Operação Carne Fraca. Em razão da suspeita de fraudes sanitárias, o Ministério da Agricultura suspendeu, além da planta de Mineiros, as exportações de outras duas fábricas da BRF, em Rio Verde (GO) e Carambeí (PR). Apesar disso, a BRF informou que a parada temporária do frigorífico de Mineiros já estava programada desde o ano passado. A empresa alega que precisa fazer uma “readequação de layout” na área de perus. No caso da unidade de frango, a justificativa da BRF é que a área será adaptada para aumentar a capacidade da linha de corte. “Os colaboradores, o sindicato da categoria e o Ministério Público foram devidamente informados entre janeiro e fevereiro”, informou a BRF. A segunda fase da Carne Fraca, que atingiu em cheio a BRF, foi deflagrada depois, em 5 de março.

VALOR ECONÔMICO

Juiz mandar soltar ex-presidente da BRF Pedro Faria

O juiz federal substituto de Ponta Grossa (PR), André Duszcak, expediu na sexta-feira o alvará de soltura de Pedro Faria, ex-presidente da BRF que estava preso temporariamente desde segunda-feira, no contexto da Operação Carne Fraca

A soltura foi solicitada pela procuradora do Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Grossa (PR), Lyanna Kalluf. Faria, que comandou a empresa de alimentos entre 2015 e 2017, foi preso temporariamente na segunda-feira, no âmbito da Operação Trapaça, fase da Carne Fraca com foco em irregularidades e fraudes sanitárias que teriam sido cometidas pela BRF. Assim que for solto, o ex-presidente da BRF não precisará cumprir medidas cautelares. A procuradora lembrou que o executivo já não integra a BRF e que tem um contrato de não competição em empresas do setor válido por três anos. Além do pedido de soltura de Faria, o MPF também requereu alvará para outros funcionários e ex-funcionários BRF, como o ex-vice-presidente de operações da companhia, Hélio Rubens Mendes dos Santos Jr.

VALOR ECONÔMICO

Justiça afasta seis executivos de suas funções na BRF

A Justiça Federal determinou na sexta-feira o afastamento de seis executivos e funcionários da BRF que são investigados na Operação Trapaça, terceira fase da Operação Carne Fraca

O pedido de afastamento dos cargos foi apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Grossa (PR), sob a justificativa de que há risco “à ordem pública e econômica” e ao andamento das investigações. Caso a determinação da Justiça não seja cumprida, os investigados, que foram liberados da prisão temporária, ficam sujeitos à decretação de prisão preventiva. Eles estão impedidos de frequentar a companhia ou outros estabelecimentos operacionais, inclusive laboratórios e estão suspensos de suas atividades profissionais “junto da empresa ou de qualquer estabelecimento ligado a ela”. O pedido de afastamento foi acatado pela Justiça ao término do prazo da prisão temporária. Segundo nota do MPF, as medidas atingem Fabiana Rassweiller de Souza, responsável pelo setor de Assuntos Regulatórios do Corporativo da BRF; Décio Luiz Goldoni, gerente agropecuário da unidade da BRF de Carambeí; Andre Luis Baldissera, “teoricamente afastado da BRF desde a primeira fase da Operação mas percebendo salário”; Harissa Silverio El Ghoz Frausto, que trabalha com os laboratórios de análises que atendiam a BRF; Helio Rubens Mendes dos Santos, ex-vice-presidente da BRF; e Natacha Camilotti Mascarello, analista de qualidade da fábrica de rações em Chapecó.

VALOR ECONÔMICO

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