CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 706 DE 9 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 706 | 09 de março de 2018

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Receita com exportações de carne bovina cresceu 22% em fevereiro

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) cresceram 21% em volume em fevereiro, na comparação ao mesmo mês de 2017, passando de 99,57 mil para 120,65 mil toneladas

Em receita, o crescimento foi de 22%, de US$ 394,5 milhões para US$ 482,4 milhões, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com dados compilados da Secretaria de Comércio Exterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 18% em volume e de 23% na receita, com um total de 244,36 mil toneladas exportadas e US$ 1 bilhão. Segundo a entidade, o crescimento ocorreu mesmo com a mesmo com a ausência da Rússia que, em dezembro do ano passado, embargou o produto brasileiro e foi um dos principais clientes do país em 2017. O maior comprador da carne brasileira foi a China, pela cidade estado de Hong Kong, com 117 mil toneladas e 40% das exportações brasileiras.

VALOR ECONÔMICO

Exportação total de carne em fevereiro cresce 21% em volume

Em receita, o avanço foi de 22%, para US$ 482,4 milhões ante fevereiro de 2017. A entidade projeta um crescimento de 10% no total deste ano

As exportações brasileiras de carne bovina totais (in natura e processada) subiram em fevereiro em comparação com igual mês do ano anterior, em volume e em receita. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas no mês passado 120,65 mil toneladas, 21% mais ante fevereiro de 2017. Em receita, o avanço foi de 22%, para US$ 482,4 milhões. No acumulado do ano, o crescimento é de 18% em volume e de 23% na receita, com um total de 244,36 mil toneladas e US$ 1 bilhão. “Estes resultados foram obtidos mesmo com a ausência da Rússia que, em dezembro do ano passado, embargou o produto brasileiro e foi um dos principais clientes do país em 2017”, informa a associação, em relatório. A entidade projeta um crescimento de 10% no total deste ano, com a volta de clientes tradicionais como os russos e abertura de novos mercados na Ásia.

ESTADÃO CONTEÚDO/GLOBO RURAL

Exportação de carne bovina sobe 21% em fevereiro, impulsionada por China

As vendas externas de carne bovina brasileira subiram 21% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2017, para 120,6 mil toneladas, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na quinta-feira (08)

Essas vendas equivaleram a US$ 482,4 milhões em receita para os frigoríficos exportadores, 22% acima do faturamento registrado em fevereiro do ano passado. No primeiro bimestre, o volume total de carne bovina brasileira exportada somou 244,4 mil toneladas, aumento de 18% na comparação com os dois primeiros meses do ano passado, mesmo com o embargo da Rússia ao produto brasileiro, iniciado em dezembro de 2017. A receita acumulada com as exportações no período somou US$ 1 bilhão, alta de 23%. A China é a principal responsável pelo grande volume de exportações de carne bovina brasileira. Hong Kong elevou em 72% suas importações em fevereiro e a China continental comprou 31% a mais que em igual mês do ano passado. As vendas para esses destinos totalizaram 117 mil toneladas, equivalente a quase 40% do total de carne bovina exportada pelo Brasil em fevereiro. A Abrafrigo informou em nota enviada à imprensa que considera que esses resultados são “um bom prognóstico para o comportamento do setor exportador de carne bovina em 2018, quando se espera um crescimento na movimentação e na receita ao redor 10%, com a volta de clientes tradicionais como os russos e abertura de novos mercados na Ásia”. Além da China, o Egito também foi um importante destino para o produto. O país elevou as compras em 168% em fevereiro de 2018 ante fevereiro de 2017, para 28,3 mil toneladas. Crescimentos relevantes também foram constatados nas importações por países da União Europeia, principalmente para Alemanha (+ 92,5%), Países Baixos (+35%), Itália (+29%), Espanha (+75%) e Reino Unido (+11%). Na América do Sul, o Chile elevou as compras em 68%. No total, 66 países aumentaram suas importações enquanto 50 reduziram as compras de carne bovina brasileira em fevereiro, na comparação anual.

CARNETEC/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROLINK

NOTÍCIAS

Produtores rurais anunciam megamanifestação contra o Funrural no dia 4 de abril em Brasília

Produtores rurais de todo país pretendem parar Brasília no próximo dia 4 de abril, durante o Manifesto Verde Amarelo, na Praça dos Três Poderes. Eles vão protestar contra a cobrança retroativa do Funrural e esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare-a inconstitucional para ter segurança jurídica em relação à questão. Segundo seus organizadores, o movimento ganha novas adesões continuamente. Entre as mais recentes, estão as da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).

Embora o Presidente Michel Temer tenha sancionado no mês passado a lei – aprovada pelo Congresso Nacional – que prevê o parcelamento das dívidas do Funrural, com prazo de adesão até 30 de abril, os produtores argumentam que isso representaria assumir um passivo que não tinham antes. Eles lembram que o próprio STF havia declarado a cobrança inconstitucional em 2010, mas mudou de entendimento em 2017 e considerou-a constitucional, criando “insegurança jurídica”. “O objetivo da manifestação é dar voz ao produtor rural contra as mazelas e pressões trabalhistas, ambientais, indígenas e de direito de propriedade, que recebe diariamente”, diz uma liderança do setor, que prefere não se identificar. Um dos principais focos da manifestação do dia 4, acrescenta, é a luta contra a cobrança retroativa do Funrural. A agropecuária é discriminada, mesmo com bom desempenho, assinala a liderança. O agro, observa, é uma das cadeias produtivas que mais contribuem para a geração de emprego e renda e o desenvolvimento regional. E as exportações agropecuárias crescentes, ressalta, têm garantido o superávit na balança comercial brasileira. No ano passado, completa, o setor cresceu 13%, permitindo o aumento de 1% no PIB e o fim da recessão. Por isso, há insatisfação entre as entidades de produtores que estão organizando o Manifesto Verde Amarelo, como a ANDATERRA (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra). Até o momento, 99 entidades apoiam o movimento.

AGROEMDIA

BOI/CEPEA: Com negócios pontuais, indicador tem leve alta neste início de mês

Negociações no mercado de animais para abate têm sido pontuais

Neste início de março, as negociações no mercado de animais para abate têm sido pontuais, com dias de maior participação de operadores e outros com atividades mais restritas, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. De modo geral, a oferta de animais não é expressiva, mas frigoríficos têm se posicionado de maneira recuada. No acumulado de março (até o dia 7), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo registrou aumento de 0,65%, com ajustes negativos em alguns dias desse período. Nessa quarta-feira, 7, o Indicador fechou em R$ 146,10.

CEPEA/ESALQ

Ligeira melhora no escoamento da carne bovina

O mercado do boi gordo começou a “se soltar”, resultado da ligeira melhora no escoamento da carne. A demanda fraca era o que travava os negócios e impedia o mercado de registrar alta na cotação da arroba

A oferta de gado está controlada desde o começo do ano. Pastagem boa e chuvas regulares é tudo o que o pecuarista precisa para endurecer as negociações com a indústria, o que ajuda o mercado a se manter ou subir, quando a carne permite, é claro. Em São Paulo foram verificados negócios por até R$1,00/@ acima da referência na última quinta-feira (8/3). Em todo o país não há muita especulação. A diferença entre o preço maior e o menor ofertado, em quase todas as praças pecuárias, dificilmente ultrapassa R$3,00/@. Os compradores cujas ofertas de compra são menores, são aqueles que alongaram as escalas de abate pagando mais nos últimos dias e agora, que a necessidade de comprar diminuiu, reduziram o preço. No mercado de carne bovina com osso, a cotação subiu 2,0% para o boi casado de animais castrados. A cotação dos cortes desossados, depois de semanas de queda, subiu, e os preços ficaram 0,4% maiores no acumulado dos últimos sete dias.

SCOT CONSULTORIA

Não há risco de novos embargos após nova fase da Carne Fraca, diz Maggi

A operação prendeu o ex-presidente-executivo da BRF, maior exportadora de carne de frango, Pedro Faria

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na quarta-feira que não há risco de mais embargos à carne do país após a mais recente fase da Operação Carne Fraca, que apontou fraudes na fiscalização sanitária dos produtos. A Polícia Federal anunciou a nova fase da investigação esta semana, emitindo vários mandatos de prisão e apreensão. A operação prendeu o ex-presidente-executivo da BRF, maior exportadora de carne de frango, Pedro Faria. Maggi disse a jornalistas que a fase mais recente trata de eventos em 2014 e 2015. Não houve novas acusações desde então. “Essas coisas estão no passado e nós queremos separar claramente o passado do presente e defender o ponto de vista do ministério de que estamos fazendo as coisas correta e transparentemente”, ele disse. O ministério enviou informações esclarecendo a natureza das novas acusações para parceiros comerciais e instituiu “auto embargos” como medidas preventivas, disse ele. Na segunda-feira, o ministério suspendeu as atividades em quatro fábricas da BRF. Foram suspensas ainda as exportações pelos frigoríficos envolvidos para 12 destinos: África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia, Vietnã e União Europeia, segundo nota do ministério da véspera. Junto com planos de continuar revisando e modernizando o sistema de segurança de alimentos do Brasil, o país está levando em frente um plano para centralizar as inspeções de frigoríficos, disse Maggi. O Brasil será dividido em dez regiões, com os frigoríficos em cada região sob a autoridade de um agente federal do serviço de inspeção animal, segundo ele.

REUTERS

Mudanças na inspeção

O Ministro Blairo Maggi voltou a defender o projeto de lei que o Ministério da Agricultura prepara para modernizar o sistema de inspeção animal no país

O PL começou a ser discutido após a 1ª fase da Operação Carne Fraca, que revelou esquema de corrupção entre frigoríficos e fiscais do ministério em março de 2017. “A modernização do sistema de inspeção é o nosso carro-chefe e vamos trabalhar nisso até o fim do ano. Não significa terceirização de serviço. O que estudamos é, dentro de processos, onde podemos tirar a mão do governo e colocar a mão da iniciativa privada”, disse Maggi na Expodireto Cotrijal

VALOR ECONÔMICO

Brasil pode ser o maior exportador de gado vivo do mundo

Com demanda global aquecida, analistas acreditam que o País pode embarcar mais de 1 milhão de cabeças nos próximos anos e assumir liderança desse mercado

Após sofrer uma baixa histórica em 2015, as exportações de gado vivo registraram em 2017 o seu segundo ano consecutivo de crescimento. Depois de ver seu até então principal cliente, Venezuela, ser assolada por uma crise econômica que perdura até os dias de hoje, o Brasil saiu à procura de novos importadores e encontrou na Turquia o parceiro ideal. Desde 2016 os turcos são clientes frequentes do Brasil e no ano passado foram responsáveis por 55,2% das exportações brasileiras de gado em pé. “A Turquia era conhecida por ser um comprador esporádico, mas há alguns anos viu no Brasil a disponibilidade da matéria prima que precisava”, destacou a analista da Scot Consultoria, Isabella Camargo. Atualmente, o Brasil é o quinto maior exportador de gado vivo do mundo. No ano passado o País exportou 400.664 cabeças, alta de 41,9% em relação à quantidade de animais embarcados em 2016. O líder do segmento é o México, que em 2017 exportou 1.200.000 animais. Toda a exportação mexicana foi absorvida pelos EUA. A União Europeia ficou em segundo lugar neste mercado, tendo comercializado 1.000.000 animais no ano passado. O terceiro lugar é ocupado pela Austrália, que embarcou 800.000 animais em 2017, e em quarto lugar ficou o Canadá, com 665.000 cabeças embarcadas. De acordo com o analista Rodrigo Albuquerque, da NF2R, a demanda aquecida pela compra de gado vivo em todo o mundo é crescente e o Brasil pode ampliar a sua participação nesse mercado, tornando-se o maior exportador mundial em um curto espaço de tempo. “Temos totais condições de exportar mais de 1 milhão de cabeças por ano e assumir o topo do ranking desse mercado”, destacou. Como prova do crescimento desse tipo de comercialização, Albuquerque destaca a distribuição dos embarques no Brasil. “Antes éramos restritos ao Pará. Agora temos uma grande quantidade de animais saindo via RS e SP”, disse. Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, também vê potencial para que o Brasil se torne o maior exportador desse mercado. No entanto, ele ressalta que a localização geográfica pode ser um grande entrave. “Os principais importadores desse mercado estão na Ásia e o Oriente Médio, o que faz com que a Austrália se beneficie diretamente dessa demanda”. Para manter o ritmo atual de crescimento, Isabella Camargo vê como essencial a abertura de novos mercados para que o país tenha um leque maior de compradores e consiga reduzir a dependência da Turquia. “Nunca é bom estar vinculado a um só cliente, pois caso ele passe por problemas econômicos as exportações serão comprometidas”, concluiu a analista. Outro desafio a ser superado pelo setor é a questão jurídica, evidenciada no Porto de Santos, SP, no fim de janeiro. Na ocasião, um navio com 27.000 bois foi impedido de deixar o porto após uma ação judicial de maus tratos promovida pelo Fórum Nacional de Proteção e Bem Estar Animal. O imbróglio levantou uma série de discussões relacionadas a bem-estar animal. “O Brasil precisa otimizar e reformular os procedimentos internos e regulamentá-los o quanto antes junto a organizações internacionais. Só assim seremos capazes de solucionar essa insegurança jurídica e seremos capazes de nos tornar os maiores exportadores de gado vivo do mundo”, opinou Rodrigo Albuquerque. Em meio a esse cenário, as exportações de gado vivo iniciaram 2018 a todo vapor e a expectativa é que a atividade cresça consideravelmente no acumulado do ano. De acordo com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, entre janeiro e fevereiro deste ano o Brasil embarcou 97.173 animais. No mesmo período no ano anterior, o País havia exportado apenas 3.000 cabeças.

Portal DBO

Custos totais do confinamento recuam

De acordo com Índice, custos da diária-boi para SP e GO, porém, aumentaram

A nona edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) aponta aumento dos custos da diária-boi (CDB) nas propriedades representativas de São Paulo e Goiás, mas redução dos custos totais. Nas fazendas do Estado paulista, alta de 5,1% para a média (3 mil animais/ano), chegando a R$ 8,65, e 4,04% na grande (27 mil animais/ano), para R$ 8,50. Já o CDB da unidade de Goiás (16.500 animais/ano) registrou crescimento de 0,67%, fechando fevereiro em R$ 7,53. Os preços dos itens alimentares aumentaram entre janeiro e fevereiro em São Paulo, o que resultou em diárias alimentares mais elevadas. O valor do milho grão subiu 14%, aproximadamente, no período. Desta forma, os co-produtos do milho e de outros da alimentos em São Paulo seguiram a mesma tendência de alta. Em Goiás, pelo contrário, a cotação do milho foi similar à de janeiro, o que contribuiu para estabilização do custo da dieta. Os custos com a reposição de animal magro reduziram nos dois estados pesquisados, desvalorização de 1,7% em SP e 2,25% em GO. E contribuindo para a redução dos custos do capital de giro, as taxas de juros de mercado têm se reduzido, alcançando os menores níveis desde o início do monitoramento, em abril de 2017. Apesar do aumento dos custos da diária-boi, o custo total caiu para todas as propriedades pesquisadas. “Apesar da redução do CT, a situação pode não ser favorável economicamente aos confinadores, já que os preços do boi gordo têm se reduzido”, alerta o informativo.

FMVZ-USP/PORTAL DBO

Ministério avisa importadores que reforçou controle de salmonela

O Ministério da Agricultura enviou na manhã de ontem um comunicado a todos os países importadores de carne do Brasil para avisar que reforçou o controle de salmonela sobre carcaças de frangos e perus nas 15 plantas de aves da BRF

A medida é consequência das fraudes no controle do vírus investigadas no âmbito da Operação Trapaça, a terceira etapa da Operação Carne Fraca deflagrada na segunda-feira. No documento, o Ministério explica que desde março de 2017 intensificou o controle e o monitoramento da Salmonella spp em granjas e abatedouros. “As medidas adicionais para evitar irregularidades nos laboratórios credenciados pelo ministério consistem no aprimoramento do ato regulatório que rege o credenciamento, na automação no sistema de solicitação de credenciamento e na intensificação do processo de monitoramento dos laboratórios credenciados”, conclui a Pasta.

VALOR ECONÔMICO

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