CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 689 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2018

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Ano 3 | nº 689 09 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS

Carnes: escoamento melhora e carcaça do boi casado tem alta de 4% em uma semana

O mercado físico do boi gordo teve preços entre estáveis a mais altos nesta quinta-feira, dia 8, devido ao melhor escoamento da carne

Os frigoríficos ainda se deparam com o encurtamento de suas escalas, que estão posicionadas entre dois e três dias úteis. Enquanto isso, os pecuaristas adotam a estratégia da retenção dos animais, avaliando a boa condição das pastagens. Como na semana que vem haverá menos dias para a concretização de negócios, frigoríficos com escalas apertadas lançam ofertas de compra acima dos valores de referência. A expectativa ainda é pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida.  O mercado atacadista também teve preços mais altos. A boa demanda neste início de mês tem puxado os preços e a pressão de alta deve permanecer até a próxima semana, devido ao Carnaval. Em São Paulo, a carcaça casada do boi acumulou seu quinto dia consecutivo de alta, com média de negócios a R$ 9,81 o quilo. Na comparação com a quinta anterior, dia 1, o avanço foi de 4,45%.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

Araçatuba (SP): 146,00

Belo Horizonte (MG): 136,00

Goiânia (GO): 133,00

Dourados (MS): 133,00

Mato Grosso: 128,00 – 133,00

Marabá (PA): 125,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

Paraná (noroeste): 140,00

Tocantins (norte): 125,00

CANAL RURAL

Cotação do boi gordo reagiu

Melhorou o escoamento da carne bovina

E, como na semana que vem haverá menos dias para a concretização de negócios, os frigoríficos com escalas apertadas lançam ofertas de compra acima dos valores de referência. Em São Paulo, por exemplo, a cotação da arroba do boi gordo subiu na última quinta-feira (8/2) e ficou cotada em R$146,00 à vista, livre de Funrural. Aumento de 0,7% em relação ao fechamento anterior. No mercado atacadista de carne bovina com osso, após um mês sem valorizações nos preços, a cotação do boi casado de animais castrados está em R$9,79/kg. Aumento de 9,3% frente ao último levantamento. Essa mudança melhorou a margem de comercialização das indústrias que não desossam. A margem está em 16,3%. Aumento de 7,3 pontos percentuais na comparação com o fechamento de ontem.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: exportações de carne iniciam 2018 animadoras para o setor

O volume embarcado em janeiro é o mais elevado desde 2014

As exportações brasileiras de carne bovina in natura iniciam 2018 com resultados animadores para o setor. Segundo dados da Secex, o volume embarcado em janeiro (99,5 mil toneladas) e a receita em dólar (US$ 425,82 milhões) são os mais elevados desde 2014. Ainda que a quantidade embarcada tenha caído 8,3% frente à de dezembro, subiu 14,22% em relação à de janeiro/17. Em 2017, os embarques brasileiros surpreenderam, e esse cenário se deve especialmente às vendas a Hong Kong e à China. De 2016 para 2017, houve aumento na participação destas regiões asiáticas no total embarcado pelo Brasil, o que, segundo pesquisadores do Cepea, pode ser um alerta, visto que mostra a dependência de dois grandes compradores e, portanto, a necessidade de o País diversificar as vendas externas de carne bovina. Do total embarcado pelo Brasil no ano passado, 38,3% tiveram como destino Hong Kong e China. Os dois, juntos, foram responsáveis por 37,6% da receita arrecadada pelo Brasil em 2017. Em 2016, Hong Kong e China representavam 33,4% do volume embarcado e 32% da receita.

CEPEA/ESALQ

Coreia avalia a possibilidade de importar carne bovina do Brasil

Autoridades coreanas manifestaram ao secretário-executivo interesse do país em fechar acordo com o Mercosul

A comitiva brasileira que está em missão na Ásia, chefiada pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Eumar Novacki, reuniu-se nesta quarta-feira (7) com representantes do governo da República da Coreia para acelerar tratativas para exportação de carne suína para o país asiático. Na pauta brasileira constou pedido de celeridade nas tratativas finais com os asiáticos para a exportação de carne suína e evolução nas tratativas para a exportação da carne bovina brasileira. Novacki destacou a importância da parceria comercial com a Coreia. “De fato, é muito importante para o Brasil concluir, com rapidez, a exportação de carne suína para a Coreia. Essa é uma pauta prioritária para o governo brasileiro”. No final do ano passado, o Mapa destinou um adido agrícola para tratar das questões comerciais junto à Embaixada do Brasil na Coreia. A intenção do ministério com o apoio técnico é facilitar e acelerar as tratativas com os coreanos sobre os temas ligados a agropecuária. Segundo autoridades coreanas, a carne suína está na fase final da liberação e o país também avalia a possibilidade de importar carne bovina do Brasil. Como contrapartida comercial, a Coreia quer um Acordo de Livre Comércio com o Mercosul e exportar morangos para o Brasil. Os principais produtos exportados para a Coreia são milho, soja, carne de frango e café. A carne de frango brasileira representa 65% do volume de exportações. Também se destaca a venda de manga brasileira e estão em análise o comércio de mexerica, mamão e melão. Nesta quinta, a delegação brasileira segue para Cingapura. A comitiva ainda tem encontros bilaterais agendados na Indonésia, Malásia e Emirados Árabes Unidos, quando manterá reuniões com autoridades governamentais e lideranças empresariais desses países até 16 de fevereiro próximo. Nesta missão, temas como a promoção comercial, sanidade animal e vegetal, investimentos, infraestrutura, importação e exportação de produtos e segurança alimentar fazem parte dos debates da delegação nacional com as autoridades de Governo. A comitiva brasileira está composta por integrantes do Mapa, do poder executivo nacional, de governos estaduais e de representantes de empresas e entidades ligadas ao agronegócio.

MAPA

Normas para exportação de animais vivos serão atualizadas

Consulta pública realizada em 2017 recebeu 119 manifestações; relatório consolidado deve ser encaminhado para publicação em março. Segundo coordenadora de Trânsito e Quarentena Animal, mudanças já estavam programadas

As normas que regulamentam as exportações de animais vivos devem receber atualização em breve. “É um aperfeiçoamento da Instrução Normativa (IN) 13, de 2010, que é eficiente e já traz os conceitos essenciais”, afirma Júdi Maria da Nóbrega, coordenadora nacional de Trânsito e Quarentena Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com ela, o objetivo das alterações é facilitar a operacionalização do processo para o auditor fiscal ao colocar parâmetros em alguns pontos da normativa. “Temos previsão de finalizar os trabalhos de consolidação das manifestações e encaminhar para publicação até março”. Antes disso, o relatório ainda será apreciado na Comissão Técnica de Bem-Estar Animal para “enriquecer a norma” no aspecto técnico, diz Júdi. De acordo com ela, a mudança não tem relação direta com a suspensão recente dos embarques de gado vivo nos portos do país – e que já foi revertida – e essa programação do relatório está definida desde novembro do ano passado. Para se chegar à versão final, uma consulta pública foi realizada em março de 2017. A coordenadora afirma que a divisão recebeu 119 manifestações, sendo 38 de colaboradores do próprio ministério e 81 de externos – entidades e individuais. Do total, 102 tinham sugestões em relação a conteúdo, com boa parte se concentrando nos artigos 8º e 14º da minuta. O 8º veda a exportação de fêmeas em idade reprodutiva quando destinadas ao abate. De acordo com Júdi, várias manifestações eram contrárias a essa proibição pelo ponto de vista econômico, enquanto algumas argumentavam que, como não se trata de uma norma sanitária, não caberia à normativa fazer essa limitação. A IN 13 não proíbe a venda para abate, apenas exige que as fêmeas estejam “acompanhadas de atestado negativo ao exame de prenhez, realizado nos sete dias anteriores à data de seleção para exportação e firmado por médico veterinário”. Ainda não está definido como ficará a redação final do artigo. Em relação ao artigo 14º, parte das manifestações foi em relação aos parâmetros adicionados às condições exigidas para o Estabelecimento de Pré-embarque (EPE) e se os números eram os mais certos a serem adotados. Diferentemente da IN 13, a minuta da consulta pública apresenta referências, como a que determina a exigência de “piquetes de pastagem com drenagem adequada e cobertura forrageira em qualidade e quantidade para alimentação dos animais durante a quarentena e área de 10 a 40 m2/bovino ou bubalino e 5 a 10 m2/ovino ou caprino”. Em relação ao transporte marítimo em si, Júdi afirma que foi sugerido que se adotasse na nova normativa a tabela de referência internacional no que diz respeito à densidade de animais na embarcação. “São recomendações de parâmetros, até para que os fiscais do Mapa tenham base mais concreta para a operacionalização”. A portaria e a minuta da consulta pública podem ser consultadas na íntegra em: http://bit.ly/2GWKm38. Transporte rodoviário – Materiais de referência de boas práticas de transporte terrestre de animais de produção estão sendo preparados por uma equipe do Mapa para orientar e treinar os transportadores. A previsão é de que o lançamento seja feito no segundo semestre deste ano. O trabalho complementa a resolução nº 675 publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no ano passado, que coloca algumas exigências, como abertura total da traseira e ventilação e controle de temperatura adequados, para o deslocamento terrestre de animais de produção e que entrará em vigor em 2019. “Vamos evoluir muito nos próximos três anos no transporte rodoviário”, afirma Liziè Pereira Buss, chefe da Divisão de Bem-estar Animal e Equideocultura da coordenação de Boas Práticas e Bem-Estar Animal. Segundo ela, há também conversas entre o ministério e o Contran para que seja estabelecido um programa nacional de capacitação de condutores que realizam esse transporte.

Portal DBO

EMPRESAS

Ação da BRF atinge menor nível da ‘era Abilio’

A crise da BRF parece não ter fim

As ações da empresa atingiram ontem o menor nível da era Abilio Diniz, iniciada em 9 de abril de 2013. Em meio à desgastada relação entre os maiores sócios e o ceticismo de investidores, a gestão do novo CEO da BRF, José Aurélio Drummond, ainda não conseguiu recobrar a confiança do mercado. Nos últimos dias, as ações da empresa aprofundaram o movimento de desvalorização, na esteira de rumores sobre a republicação de balanços anteriores e da expectativa negativa sobre provisões, em parte ainda relacionadas ao desbalanceamento de estoque decorrente da Operação Carne Fraca. Procurada, a BRF não comentou. A empresa está em período de silêncio até o dia 22, quando divulgará o resultado do quarto trimestre de 2017. Entre janeiro e setembro do ano passado, a receita líquida da BRF somou R$ 24,5 bilhões. O prejuízo acumulado no período alcançou R$ 318,7 milhões. Nesse cenário, as ações da BRF recuaram ontem 3,96%, a quarta maior queda do Ibovespa. Com isso, fecharam a sessão na B3 a R$ 31,28, menor valor desde setembro de 2012. Em 2018, os papéis já caíram 14,5%. O Ibovespa subiu 6,7%. Em valor de mercado, a BRF já perdeu R$ 37,4 bilhões desde o auge, em agosto de 2015, quando a gestão do empresário Abilio Diniz, Presidente do conselho de administração, e do então CEO, o sócio da gestora Tarpon Pedro Faria, era festejada. Àquela altura, o milho mais barato e o câmbio levaram a empresa a reportar lucro e margens recordes. Embora admita que o boato sobre a republicação de balanços tenha prejudicado as ações nos últimos dias, uma fonte próxima à empresa assegura que isso não ocorrerá. Por outro lado, reconhece que a suspensão das exportações da unidade de Mineiros (GO) foi prejudicial e pode afetar o resultado do quarto trimestre. Na prática, a BRF teve de vender como matéria-prima mais barata a carne de peru que seria exportada a mercados nobres. Uma fonte graduada da BRF disse que a empresa teve perdas “relevantes” devido ao acúmulo de itens próximos da data de vencimento, fator que estimula promoções e leva à redução de preços, o que prejudica o valor do estoque. Nas duas últimas divulgações de resultados, os executivos da BRF já haviam tratado do nível elevado dos estoques. Em 11 de agosto, Pedro Faria disse que, devido ao impacto da Carne Fraca, a companhia sofreu um “desbalanceamento momentâneo na cadeia que empatou nosso negócio de processados”. Deflagrada em 17 março, e com ampla repercussão, a Carne Fraca inviabilizou momentaneamente as exportações, o que gerou o acúmulo de estoques. Além disso, a demanda de alimentos processados foi atingida nos primeiros meses devido à resistência dos consumidores brasileiros, que reagiram à suspeita infundada da inclusão de papelão na produção de salsicha. A reação afetou as marcas da BRF, mas também concorrentes como Seara e Aurora. Para lidar com os estoques mais altos, os executivos da BRF disseram, também em agosto, que tinham um plano “bastante forte” para reduzir o volume em 100 mil toneladas no segundo semestre. De toda forma, as provisões para os estoques vêm aumentando. No acumulado de 2017 até setembro, o saldo de provisões relacionadas aos estoques aumentou em R$ 20,4 milhões, para R$ 147,8 milhões. No mesmo intervalo do ano anterior, as provisões haviam crescido R$ 11,1 milhões, para R$ 92,9 milhões. Afora esses problemas, as ações da BRF também foram afetadas ontem por um relatório do Credit Suisse. O banco cortou o preço-alvo para os papéis, de R$ 37 para R$ 28, o que embute um potencial de queda de 10,5% sobre fechamento de ontem. O banco também reiterou o rating da BRF em ‘underperform’, o equivalente a recomendar venda das ações da companhia. No relatório, os analistas Victor Saragiotto e Ian Miller comparam a BRF a um cubo mágico devido à complexidade da empresa, que está exposta, a um só tempo, a diferentes proteínas – aves e suínos – e países.

VALOR ECONÔMICO

Acordo põe fim a ações por naufrágio com bois no PA

O naufrágio do navio “Haidar” com milhares de bois vivos no porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), ocorreu em outubro de 2015, mas apenas nesta semana o processo teve um desfecho

Na quarta-feira, as partes envolvidas chegaram a um acordo que encerrou a discussão judicial no âmbito indenizatório e administrativo. O armador (dono do navio) Tamara Shipping, a Minerva (dona dos bois), a Companhia Docas do Pará (administradora do porto), e a Norte Trading (operadora portuária) terão de pagar R$ 13,7 milhões. Conforme o acordo, serão extintas as ações com pedido de indenização impetradas pelas defensorias da União e do Estado do Pará, pelos ministérios públicos Federal e do Estado, e pelo município de Barcarena. Somados, os pedidos chegavam a R$ 71,5 milhões. A Tamara Shipping, a Companhia Docas e a Minerva pagarão, cada uma, R$ 4,5 milhões. A Norte Trading, responsável pela movimentação dos bois entre o cais e o navio, arcará com R$ 200 mil. Os pagamentos serão feitos em parcelas, que variam em cada caso, mas todas com vencimento neste ano. “Os valores foram apurados depois de análises e esforços conjuntos das empresas e autoridades para se chegar a um critério racional de indenização”, disse Rodrigo Bevilaqua, advogado do armador. Procurada, a Minerva não se pronunciou. Os ressarcimentos serão destinados para custear um fundo para projetos comunitários nos municípios afetados pelo acidente e indenizar as famílias atingidas. A gestão dos valores ficará a cargo da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil. Conforme o texto, o acordo “não importa confissão de culpa” e impede o ajuizamento pelos autores de novas ações e a repetição dos pleitos. Os valores relativos a pessoas que não aceitarem os termos do acordo serão devolvidos proporcionalmente ao órgão que assumiu o compromisso. Caberá à Companhia Docas retirar o navio e dar a destinação definida pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental do Pará. A Minerva terá de fazer o monitoramento ambiental das cavas nas quais estão enterradas as carcaças dos animais vítimas do naufrágio.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Carne australiana não deve sofrer efeitos de acordo entre UE e Mercosul

A Austrália enfrentará uma maior concorrência no lucrativo mercado de carne bovina quando um acordo entre a União Europeia e a América do Sul for assinado. No entanto, de acordo com especialistas, os produtos de exportação de carne da Austrália diferem daqueles produzidos na América do Sul e, como resultado, o impacto não deverá ser significativo

A abertura da UE para importar mais produtos agrícolas da América do Sul, especialmente a carne bovina, é uma grande preocupação para os agricultores europeus. A UE aumentou a oferta para importações de 99 mil toneladas de carne bovina da América do Sul com relação à oferta anterior, de 70 mil toneladas, para fechar o negócio. Os dados do Departamento da Agricultura federal mostram que a Austrália exportou 17.873 toneladas de carne bovina para a UE no ano passado. O analista sênior de proteínas animais do Rabobank, Angus Gidley-Baird, disse que a Austrália exportou produtos resfriados e de animais alimentados com grãos destinados ao comércio premium na UE, enquanto os países da América do Sul enviaram principalmente carne bovina congelada e significativamente menos carne de animais alimentados com grãos para a UE. “Então, se este acordo comercial for realizado, haveria mais concorrência, mas não estamos necessariamente competindo diretamente pela mesma participação de mercado”, disse Gidley-Baird. O analista de mercado, Matt Dalgeish disse que o acordo não afetaria significativamente a Austrália, porque a UE representa uma parcela relativamente pequena das exportações de carne bovina. No entanto, ele disse que o Brexit pode alterar os níveis de exportação, já que “uma vez que o Brexit ocorrer, poderíamos acabar com negócios separados para a UE e para o Reino Unido”.

The Weekly Times

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