CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 666 DE 09 DE JANEIRO DE 2018

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Ano 3 | nº 666 09 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS

Hong Kong busca ‘filtrar’ empresas de carne do Brasil

No rastro da Operação Carne Fraca, Hong Kong quer criar uma lista com 80 frigoríficos brasileiros autorizados a exportar a seu mercado

A intenção das autoridades da região administrativa especial da China desagradou ao Ministério da Agricultura e aos exportadores. Se adotada, a medida poderá restringir as exportações do Brasil, sobretudo as de carnes bovina e suína. Hoje, mais de 230 estabelecimentos de produtos cárneos estão habilitados a vender para Hong Kong, mercado que costuma servir de ‘escala’ para o mercado da China continental. A região é a maior compradora da carne bovina do Brasil, respondendo por 25% dos embarques totais, e a segunda maior de carne suína, representando 22% das vendas. Embora o governo brasileiro aceite que Hong Kong defina os critérios, a lista de 80 unidades propostas pela região administrativa foi rechaçada. A lista foi feita considerando os maiores exportadores e, portanto, tem um viés comercial, e não sanitário, argumentou o Vice-Presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Na correspondência ao Ministério da Agricultura, o Itamaraty relatou que, segundo as autoridades da região administrativa, as 80 unidades representam 70% das exportações de produtos cárneos para Hong Kong. O risco é que empresas brasileiras de menor porte que atendam aos requisitos sanitários, mas só exportem esporadicamente – a depender das condições de mercado, tais como o câmbio -, fiquem impedidas de acessar Hong Kong. Mas os pequenos não são os únicos afetados. Na lista de 80 unidades propostas por Hong Kong, a JBS tem 20 frigoríficos, sendo 15 de bovinos e cinco de aves. Na lista geral que hoje define quem pode exportar para a região, a JBS tem mais de 70 plantas autorizadas. No caso da BRF, a proposta prevê nove plantas, ante as 20 da lista geral. A Marfrig, por sua vez, ficaria com apenas cinco frigoríficos autorizados a vender a Hong Kong, se a proposta avançar. Hoje, a empresa conta com nove unidades incluídas na lista geral. A Minerva veria o número de plantas diminuir de seis para somente duas. Como alternativa à proposta de Hong Kong, o Ministério da Agricultura quer emplacar uma lista com cerca de 200 unidades.

Valor Econômico

Cepea: Projeções para 2018 são positivas, mas ano requer cautela

Após um ano turbulento, o setor pecuário inicia 2018 mais otimista, porém, bastante atento

Conforme pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), espera-se um cenário economicamente favorável neste ano, tanto na esfera internacional como na nacional, que pode beneficiar toda a cadeia da carne bovina. No Brasil, a economia pode se recuperar, pautada na diminuição da taxa de juros, no controle da inflação, na relativa estabilidade do câmbio, na redução do índice de desemprego e na melhoria do PIB (Produto Interno Bruto). Esse contexto favorece o aumento do consumo geral da população. Com uma projeção de crescimento do PIB nacional em torno de 2,7% (estimativa do Banco Central no encerramento de 2017), o Cepea calcula que pode haver aumento de 2,2% no consumo interno de carne bovina. As projeções otimistas, contudo, podem ser afetadas por fatores que hoje ainda estão incertos, requerendo, portanto, cautela e também ações de operadores do setor pecuário.

Cepea

Boi gordo: frigoríficos testando o mercado

A expectativa para esta semana, é de que o mercado do boi gordo volte à normalidade com o incremento no volume de negócios

Os frigoríficos estão em uma situação confortável em relação a compra de bovinos, dado o lento escoamento da carne, cenário típico de início de ano. Ofertas de compra com preços abaixo da referência foram frequentes na última segunda-feira (8/1) na maior parte das praças pesquisadas, fato que fez as cotações se desvalorizarem em treze das praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. Para o curto prazo a tendência é de que o escoamento da carne continue lento. No mercado atacadista de carne bovina com osso, após fechar a última semana com desvalorização de 2,4%, a referência não teve alteração hoje. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,74/kg.

SCOT CONSULTORIA

Expectativas para o mercado de animais para reposição

Para 2018, a expectativa é de que a oferta de bezerros continue crescente, pois em 2016 a retenção de fêmeas se intensificou

Os bezerros gerados com essa retenção de matrizes serão desmamados e chegarão ao mercado este ano, o que tende a pressionar as cotações. Apesar do momento ser de preços em baixa para a reposição, o criador deve manter o nível de investimento da atividade para aproveitar o mercado quando ele se recuperar. A quantidade de fêmeas abatidas até setembro de 2017 foi maior que no mesmo período do ano anterior, o que mostra a tendência de menor oferta de bezerros a partir de 2019, movimentação que molda o ciclo pecuário de preços. Já para o recriador e invernista, 2018 traz um cenário que pode ser de oportunidades. O bezerro é o principal item de custo dentro do sistema de recria/engorda. Com preços decrescentes para a reposição, está possível iniciar a operação “menos pressionado”, o que certamente facilitará na apuração de resultados.

SCOT CONSULTORIA

Selo Agro + Integridade vai premiar conduta ética em outubro

Empresas podem se inscrever a partir de 1º de fevereiro

A premiação do Selo Agro+ Integridade ocorrerá no Dia da Agricultura, 17 de outubro deste ano (2018). É o prêmio de reconhecimento às empresas que adotam práticas de governança e gestão capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação, em especial, a Lei Anticorrupção (Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013). As inscrições para obter o selo serão abertas a partir de 1º de fevereiro e encerradas em 31 de maio. O resultado será homologado no final de setembro. As regras para premiar com o Selo Agro+ Integridade as empresas do agronegócio que desenvolvam boas práticas de gestão de integridade, ética e sustentabilidade foram publicadas na portaria 2.462, em dezembro de 2017, no Diário Oficial da União. A medida também discrimina os requisitos que a empresa precisa cumprir para habilitar-se à premiação, em termos de legislação trabalhista, de sustentabilidade e de ações anticorrupção.

A empresa deverá criar um programa de compliance – que inclua Código de Ética ou de Conduta –, aprovado pela sua diretoria ou pelo conselho administrativo, e divulgá-lo interna e externamente. Empregados e dirigentes deverão fazer cursos e treinamentos sobre os temas relacionados ao programa e ao código. É preciso criar também um canal de denúncia efetivo, com discriminação detalhada de seu site na internet, da forma operacional de funcionamento e dados de desempenho, tais como quantidade de denúncias registradas, analisadas, investigadas e tratadas para que se comprove sua efetividade. Entre os requisitos de compromisso ético, a empresa precisa comprovar que é signatária do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, promovido pelo Instituto Ethos. A empresa premiada poderá usar o Selo Agro Mais Integridade, anualmente, nos seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações. “Os clientes estão cada vez mais exigentes e as empresas precisam se adequar. Portanto, esse selo, nós entendemos que, muito em breve, passará a ser exigido no Brasil, pelo consumidor interno, e pelo mundo, em países que compram os produtos do agro brasileiro”, observou Eumar Novacki, Secretário-Executivo do Mapa. A empresa ou a entidade precisa comprovar que adota programa de compliance específico com código de ética e conduta, que possui canais de denúncia e realiza treinamentos voltados para mudança da cultura organizacional e, ainda, que atua com responsabilidade social e ambiental. Na comprovação de ações de responsabilidade social, a empresa precisa estar atualizada com suas obrigações trabalhistas, o que inclui: certidão de regularidade de FGTS; certidão negativa do INSS e de débitos trabalhistas; nada consta de multas decorrentes de infrações trabalhistas ocorridas nos últimos 12 meses, além de não constar na lista suja do trabalho escravo e infantil, ou em situação análoga, no Ministério do Trabalho. Também não pode constar da lista de estabelecimentos que incorreram em adulteração ou falsificação comprovadas em processos com trânsito em julgado no âmbito administrativo, gerenciada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa. Ações de responsabilidade ambiental devem ser comprovadas pela: implantação de programa com foco ambiental, com ações efetivas de boas práticas agrícolas e enquadramento nas diretrizes do Programa ABC (de redução na emissão de gás carbônico) ou em uma das metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da OTNU. É necessário também o nada consta da Justiça Federal em relação a crimes ambientais e de multas decorrentes de infrações ambientais, pelo Ibama, relativo aos últimos 12 meses.

MAPA

EMPRESAS

Após três meses em reformas, JBS reabre frigorífico de Goiânia

Após três meses em reforma, o frigorífico de bovinos da JBS em Goiânia retomou os abates na última sexta-feira, informou a empresa

A planta emprega 837 funcionários. “Goiânia é uma de nossas plantas mais importantes, pois além de abastecer o mercado interno conta com uma lista de mais de 60 países atendidos”, afirmou o presidente da JBS Carnes, Renato Costa, em nota.

VALOR ECONÔMICO

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