CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 652 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 652 06 de dezembro de 2017

 ABRAFRIGO

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Reunião no Senado Federal em Brasília, em 05.12, para tratar das questões do Funrural e do reconhecimento da Resolução 15/2017 sem que exista a necessidade de analisar o Projeto de Lei sobre o tema ainda em discussão na Câmara. Para a ABRAFRIGO, o Projeto de Lei ficaria prejudicado no Senado por que este, ao aprovar a Resolução 15/2017, já deliberou sobre o tema. Na foto, ao centro, o Senador Cristovam Buarque com o Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. Do outro lado, Luiz Antônio Nabhan Garcia, Presidente da UDR, junto com outros produtores rurais.

NOTÍCIAS

Em alta

Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas praças de comercialização nesta terça-feira, dia 5

Segundo a consultoria Safras & Mercado as cotações devem subir de forma mais acentuada durante a primeira quinzena de dezembro, período que marca o ápice anual de consumo de carne bovina. Além disso, a escala de abate dos frigoríficos segue apertada, posicionada entre dois e três dias úteis. Em São Paulo, a cotação da arroba do boi terminado está em R$ 144, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), alta de 1,1% nos últimos sete dias. Ofertas de compra acima da referência são comuns no estado e também na maioria das demais praças pecuárias. O destaque fica para Minas Gerais, cuja oferta de boiadas está pequena e consequentemente as escalas de abate não evoluem. Esse é o quadro em todas as regiões do estado. No mercado atacadista, os preços ficaram firmes. A tendência é de preços mais altos no curto prazo, uma vez que a reposição entre atacado e varejo está acelerada. No entanto, a concorrência em relação às outras carnes está bastante acirrada, o que pode atenuar a pressão de alta nos preços dos cortes bovinos.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

Araçatuba (SP): 144,00

Belo Horizonte (MG): 142,50

Goiânia (GO): 138,00

Dourados (MS): 132,00

Mato Grosso: 127,00-128,00

Marabá (PA): 134,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,70 (kg)

Paraná (noroeste): 138,00

Tocantins (norte): 137,00

CANAL RURAL

Procura mantém as cotações firmes no mercado do boi gordo

Dezembro começou com a cotação da arroba do boi gordo firme e subindo

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria a cotação subiu em treze. Em São Paulo, a cotação da arroba do boi terminado está em R$ 144,00, à vista, livre de Funrural, alta de 1,1% nos últimos sete dias. Ofertas de compra acima da referência são comuns no estado e também na maioria das demais praças pecuárias. Destaque para Minas Gerais, cuja oferta de boiadas está pequena e consequentemente as escalas de abate não evoluem. Esse é o quadro em todas as regiões do estado. O consumo de carne bovina está firme nestes dias o que, em certa medida, ajuda a explicar esse cenário de procura firme por boiadas. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$ 9,53/kg.

Scot Consultoria

Confinamento deve continuar crescendo em 2018

De acordo com a Assocon, movimento de alta se manterá e país pode confinar entre 3,4 e 3,8 milhões de cabeças no próximo ano. Primeiro semestre deve ter mais dificuldades do que o segundo para confinadores

Na expectativa de terminar o ano com 3,3 milhões de cabeças confinadas, o que representaria uma alta de 5,5% em relação ao número de animais terminados em cocho no ano anterior, a Associação Nacional de Confinadores (Assocon) espera que a atividade mantenha resultado positivo em 2018. A estimativa da entidade é que sejam terminados entre 3,4 e 3,8 milhões de animais no próximo ano. “Com base nos resultados desse último trimestre, é difícil acreditar que a atividade recue. O mercado está firme e não deve repetir as oscilações de 2017”, prevê o Gerente-Executivo da Assocon, Bruno Andrade. As projeções foram formuladas com base na pesquisa de intenção de confinamento aplicada em 1.400 propriedades dos associados da entidade. Embora as projeções sejam positivas, o executivo destaca que não será um ano imune a riscos. Em função da expectativa de aumento do preço dos grãos e a possibilidade de uma reposição ainda cara, os confinadores de primeiro giro, com animais entrando no cocho em março/abril e sendo abatidos entre junho/julho, devem encontrar algumas dificuldades no início do ano. “Será difícil para fechar a conta no primeiro semestre, mas esse período responde por apenas 15% das cabeças confinadas no ano”, destacou. Para mitigar os custos do primeiro trimestre do ano, Andrade recomenda que, se possível, os produtores adquiram os grãos a serem utilizados na alimentação dos animais ainda em 2017. A situação deve ser amenizada a partir do segundo semestre, em função da queda no preço dos animais de reposição em função do possível aumento na oferta gado terminado. O segundo giro de confinamento engloba os animais que entram em cocho entre os meses de julho e agosto e são abatidos entre outubro e novembro.

Portal DBO

Amapá fecha um ciclo fundamental no Plano de Erradicação da Aftosa

Blairo Maggi e o governador Waldéz Goes celebram o reconhecimento do Estado como livre de aftosa com vacinação

Em Macapá, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o Governador do Amapá, Waldez Góes, assinaram nesta terça-feira (5), a instrução normativa de reconhecimento do Amapá como zona livre de febre aftosa com vacinação. A região Amazônica está atualmente classificada pelo Ministério da Agricultura como de risco médio para febre aftosa. O último registro da doença ocorreu em 2004 no município de Careiro da Várzea, Amazonas. O novo status sanitário dos estados do Amazonas e Pará – reconhecidos ontem (4) – e Amapá – reconhecido hoje (5) – representa a consolidação do Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Em entrevista coletiva, o Ministro Blairo Maggi disse que hoje é um dia de celebração. “É o coroamento de 60 anos de trabalho para o Brasil ser livre de aftosa com vacinação”, disse Blairo Maggi. “O Amapá é o último Estado no qual o Ministério da Agricultura chancela esse reconhecimento. Em abril de 2018, o Brasil será reconhecido como país livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Na sequência já temos um programa em que o Brasil será declarado livre de febre aftosa, sem vacinação.”  A retirada da vacinação começa exatamente pela Região Norte. O ministro explicou. “Os estados do Norte foram os últimos a entrar no Programa de Erradicação da Febre Aftosa, mas serão os primeiros na atividade de produção. Isso porque o fluxo de animais segue do Norte para o Centro Oeste e para o Sul. Não poderá ser ao inverso.” Maggi esclareceu que oportunamente os produtores dos Estados da Região Norte estarão aptos a exportar carne bovina e suína para o mercado mundial sem nenhuma restrição. “Por não ser declarado ainda livre”, disse o Ministro, “há alguns mercados em que Brasil não pode atuar. Por exemplo, o Japão, que paga muito bem. A partir do reconhecimento, o Brasil passa a ter um mercado maior. O Brasil é hoje um grande exportador de carne, mas a preços menores porque enfrentamos essas dificuldades sanitárias. Resolvido isso, vamos aumentar nossos preços. Hoje vendemos carne para mais de 150 países mundo a fora. Queremos ampliar a oferta em mercados mais competitivos, que pagam melhor, que trarão mais renda para o produtor brasileiro.”

MAPA

PIB do agronegócio deverá crescer de 0,5% a 1% em 2018, estima CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, que inclui todos os elos das cadeias que compõem o setor, deverá crescer entre 0,5% a 1% em 2018 caso o clima continue favorável, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgadas ontem

Para 2017, a projeção é de baixa de 2%, determinada basicamente pelos problemas enfrentados pela indústria de insumos ao longo do ano. Segundo a entidade, se a expectativa de queda de 6% da colheita de grãos nesta safra 2017/18 se confirmar, os preços tendem a reagir. Essa estimativa, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), leva em consideração as previsões meteorológicas atuais, que sinalizam que o clima será favorável, ainda que “menos perfeito” que no ciclo 2016/17. Assim, o PIB da agropecuária, que envolve apenas a produção primária (“dentro da porteira”), deverá aumentar 5% no ano que vem, de acordo com as projeções da CNA. Para 2017, a estimativa é de expansão de 11%, alavancada pela safra recorde de grãos. A entidade também avaliou que as aprovações das reformas da Previdência e tributária serão importantes para que o agronegócio brasileiro continue em expansão. “As eleições preocupam, porque pode ter reflexos positivos ou negativos no câmbio. Mas tudo indica que vai haver recuperação de preços”, disse o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi, em evento realizado em Brasília. “Todo mundo está preocupado com o atraso das chuvas e com o quanto isso deve comprometer a colheita, mas 91% da safra de soja já foi plantada até o início de dezembro”, disse ele. Em função de preços mais animadores para o próximo ano, projetou a CNA, o valor bruto da produção (VBP) deverá crescer 7,1% em 2018, para R$ 559,6 bilhões. A estimativa é que o VBP agrícola aumente 6,1%, puxado pela soja, e o da pecuária cresça 9%. “O mais importante é que a agropecuária foi responsável por reduzir drasticamente a inflação no país em 2017”, lembrou Lucchi.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Confinamento entrega lucro no 2º giro

Propriedades visitadas pelo Tour DSM tiveram retorno sobre o investimento de 9,7% em três meses

A Tortuga/DSM divulgou na tarde desta terça-feira, 5 de dezembro, em São Paulo, SP, os resultados da terceira edição do seu Tour de Confinamento. A expedição percorreu dez unidades de engorda intensiva nos Estados de SP, MT, MG, GO, PA, BA, SE e PR e acompanhou o desempenho zootécnico e financeiro de cada uma delas. Na média dos resultados, as fazendas apresentaram Retorno sobre Investimento (ROI) de 9,7% em três meses. O cálculo foi feito por especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq USP) e teve como base os gastos e ganhos de todo o sistema produtivo; “Esse retorno é excelente do ponto de vista econômico e foi obtido com diferentes tipos de dietas, animais e estruturas, comprovando que o investimento em tecnologia é fundamental para atividade”, informa Marcos Baruselli, Gerente de Categoria Confinamento da Tortuga | DSM. Foram observados também vários ganhos zootécnicos, como ganho de peso elevado e outros benefícios que se estendem por toda a cadeia, desde a saúde dos animais até a melhora da qualidade da carne. A média de ganho de peso foi 1.530 g/dia e os animais engordaram, em média, 6,37@ em 86 dias. Considerando os custos operacionais e os de oportunidade (que são os investimentos de baixo risco disponíveis no mercado), o Cepea constatou ROI positivo em todas as etapas, principalmente das propriedades com maior investimento em tecnologia. Para quem apostou na atividade mesmo no primeiro semestre, os ganhos de produtividade (GPD e rendimento de carcaça) supriram cotações menores e deram retorno ao produtor, ajudados pelos menores custos de produção, entre eles, a reposição e a nutrição que, em média, representaram 73% e 23%, respectivamente – os 4% restantes consideram outros custos.
Portal DBO

INTERNACIONAL

Uruguai fecha acordo com China para certificação da carne

O Instituto Nacional da Carne do Uruguai (INAC) e o Grupo de Certificação e Inspeção da China (CCIC) assinaram um acordo no centro de convenções de Punta del Este, como parte da cúpula China-LAC, com o objetivo de “diferenciar a carne uruguaia com base na rastreabilidade”

O desafio será alcançado “através da implementação de uma plataforma de rastreabilidade comercial, através de um processo de certificação que garanta e preserve a identidade dos produtos à base de carne ao longo do processo de produção, processamento e distribuição.”

“A rastreabilidade comercial refere-se à soma de dados consistentes das etapas de produção de gado no campo e à industrialização da carne nos frigoríficos. Isso permite anexar aos produtos exportados de carne informações relevantes aos consumidores, a através de aplicativos para celulares, para garantir tudo o que é avaliado na decisão de compra: origem, autenticidade, especificações do produto e controle de processos, entre outros.” O acordo tem quatro pilares fundamentais em que se baseia: a soberania sanitária exclusiva do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP); a soberania do controle oficial da qualidade comercial exclusiva do INAC; a natureza voluntária para empresas exportadoras no Uruguai; e o caráter igualitário para todos os agentes da cadeia comercial, tantos exportadores do Uruguai como importadores e varejistas da China. Este esforço representa uma oportunidade única para colocar o consumidor da China em contato direto com as características dos processos de produção do Uruguai, através da leitura de um código QR em produtos à base de carne, permitindo aprofundar os conceitos de “venda de confiança e embalar a natureza” da marca Carnes del Uruguay, como forma de se diferenciar dos concorrentes, gerando valor e fidelidade dos consumidores. A plataforma de rastreabilidade comercial é possível graças ao trabalho conjunto e coordenado do Sistema Nacional de Informação sobre Pecuária (SNIG) do MGAP e do Sistema de Informação Eletrônica da Indústria de Carne (Seiic) do INAC, desenvolvendo operações de rotina, tanto no de campo como de plantas frigoríficas.

El Observador

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