CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 650 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 650 04 de dezembro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Funrural: Abrafrigo diz que projeto de lei só beneficia grandes frigoríficos

“É apenas mais uma manobra para proteger os interesses de grandes empresas como a JBS, que deve cerca de R$ 2 bilhões ao Funrural”, disse o presidente executivo da Abrafrigo

O Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, criticou, em nota, o projeto de lei (PL) criado para substituir a medida provisória que prevê o parcelamento das dívidas do Funrural e que caducou na terça-feira. Para Salazar, o projeto, elaborado com base em relatório da deputada Tereza Cristina (sem partido-MS) na comissão mista que analisou a MP, beneficia grandes frigoríficos. “É apenas mais uma manobra para proteger os interesses de grandes empresas como a JBS, que deve cerca de R$ 2 bilhões ao Funrural”, disse o Presidente Executivo da Abrafrigo, acrescentando que essas empresas conseguiram introduzir no projeto a permissão de uso de créditos com prejuízo fiscal apurados em qualquer período para abater a dívida do Funrural. “A Abrafrigo é frontalmente contra esse item do projeto de lei e vai pedir ao presidente Michel Temer que vete esta permissão para uso dos créditos, caso a lei seja aprovada na Câmara e no Senado”, disse.

GLOBO RURAL/PORTAL DO AGRONEGÓCIO/UNIVERSO AGRO

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo entra em dezembro com preços em alta

A cotação da arroba do boi gordo está firme e em alta

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, na última sexta – feira (01/12), alta em seis delas e firmeza nas restantes. Destaque para Goiás, cujo cenário foi de mais um dia de alta nas duas praças pecuárias. Em novembro, a arroba do boi gordo subiu 7,8% na região de Goiânia e 6,2% no Sul do estado. Considerando o mercado como um todo, a oferta restrita de boiadas e a consequente redução da escala de abate, permite que as ofertas de compra sejam apregoadas acima das referências de mercado. Com relação ao consumo de carne bovina, o quadro está positivo. Tanto a cotação da carne sem osso como a com osso subiram na semana. O boi casado de bovinos castrados está cotado em R$9,52/kg, alta de 1,7% nos últimos sete dias.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição ganhando ritmo

Estimulados pelo cenário firme no mercado do boi gordo, recriadores e invernistas buscam negócios de reposição com mais afinco

Além disso, as pastagens ganham cada vez mais capacidade de suporte, devido ao período chuvoso, o que também contribui para aumento nas movimentações do mercado de reposição. Cabe ressaltar que as categorias de garrotes e boi magros são as mais procuradas. Isso porque estas têm o giro mais rápido e podem ser terminadas nas águas ou então no próximo giro de confinamento. Com a demanda voltando a se aquecer, após longo período de lentidão, os vendedores forçam as cotações para cima, o que reduz a liquidez do mercado. No balanço da última semana, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações praticamente se mantiveram, com alta de 0,1%. Para o curto prazo o mercado deve permanecer ganhando ritmo.

SCOT CONSULTORIA

Ações da Vigilância Agropecuária Internacional serão mais simples e seguras

Instrução Normativa publicada nesta sexta-feira (1/12) define regras e procedimentos para fiscalização do trânsito de produtos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou hoje (1/12), no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa n° 39, aprovando o funcionamento do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), definindo as regras e os procedimentos técnicos, administrativos, de controle e fiscalização a serem executados nas operações de comércio e trânsito internacional de produtos agropecuários nos portos, aeroportos e fronteiras do Brasil. A Instrução Normativa 39 é inovadora, segundo o auditor fiscal agropecuário Fernando Mendes, Coordenador-Geral do Vigiagro, ao estruturar princípios importantes de facilitação para o comércio, o que já era esperado pelo setor empresarial. Entrará em vigor em 9 de abril de 2018.  “Nosso compromisso é com a harmonização e simplificação dos procedimentos de fiscalização”, explicou Mendes. “Agiremos com transparência e previsibilidade em nossas ações, com o uso de tecnologias e a implementação do gerenciamento de risco, o que possibilitará mais segurança na tomada de decisão e na conclusão das ações fiscalizatórias”. O Vigiagro atua em 102 unidades técnicas distribuídas por 17 aduanas de interior, 24 aeroportos, 28 postos de fronteiras, 33 portos e 47 unidades técnicas regionais. Na condução do sistema trabalham cerca de 800 servidores do Ministério da Agricultura, integrantes das carreiras de auditores fiscais agropecuários e técnicos de fiscalização agropecuária. Da pauta de produtos certificados pelo Mapa fazem parte as exportações de soja, milho, algodão, tabaco, frutas, café, carnes, pescado e madeira. Esses setores representam US$ 85 bilhões de produtos exportados, que direta ou indiretamente dependem das ações de fiscalização bem-sucedidas. Nas importações são rotineiramente inspecionadas sementes, mudas, fertilizantes, agroquímicos, material genético, medicamentos veterinários, animais vivos, pescados, frutas, produtos lácteos, óleos e azeites, castanhas, vinhos e demais bebidas, além de embalagens e suportes de madeiras. O objetivo da fiscalização é impedir a introdução, a disseminação e o estabelecimento de pragas e enfermidades no território nacional.

MAPA

Blairo Maggi reconhecerá oficialmente zonas livres de aftosa na Região Norte nesta segunda e terça-feira (4 e 5/12)

O Ministro Blairo Maggi viaja para a Região Norte nesta segunda-feira, 4 de dezembro, e participa de cerimônias de reconhecimento de Zona Livre de Aftosa, com vacinação, para os Estados do Amazonas e Amapá, e de Zona de Proteção para o Estado do Pará

Prevê-se que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) faça o reconhecimento internacional da condição sanitária dessas Zonas em maio de 2018. A comitiva ministerial é integrada pelo Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e pelo Diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Dia 4 (segunda-feira): Às 9:30h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, o Ministro Blairo Maggi, e o Governador de Amazonas, Amazonino Mendes, assinam Instrução Normativa sobre o reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação. Às 11:00h haverá entrevista coletiva. Às 16:30h, no Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, Blairo Maggi participa da cerimônia de abertura do V Encontro Nacional de Defesa de Sanidade Animal – ENDESA 2017. O Ministro também assinará as Instruções Normativas sobre sanidade animal, prevenção, controle e erradicação do mormo e uso de vacinas vivas atenuadas contra salmonela paratífica em aves matrizes; o acordo de cooperação técnica entre o Mapa e o Conselho Federal de Medicina Veterinária; e a portaria que define as diretrizes para a compartimentação da cadeia produtiva de suínos no Brasil. Em conjunto com o Governador paraense Simão Jatene, o ministro Maggi assina a Instrução Normativa que reconhece as Zonas de Proteção do Pará como livres de Febre Aftosa, com vacinação. Em seguida, o ministro apresentará o aplicativo Pecuária Saúde Animal destinado a veterinários, produtores e pessoas interessadas em saúde e bem-estar animal. Às 18:00h, entrevista coletiva. Dia 5 (terça-feira): Às 10:00h, em Macapá, o ministro participa com o governador Waldez Góes da cerimônia de reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, no Estado de Amapá. Às 11:30h, entrevista coletiva.

Às 12:00h, o Ministro e o governador visitam as instalações do centro de pesquisa da Embrapa.  A seguir, está prevista a visita ao porto Docas de Santana. Às 15h, o Ministro Blairo Maggi inaugura a Casa do Agro na atual sede da Aprosoja/AP e Acriap.

MAPA

Brasil fatura mais com carne bovina e de frango e menos com carne suína

Em novembro, só no produto bovino, o crescimento foi de 47% em relação ao mesmo mês no ano passado

As exportações brasileiras de carne bovina e de frango in natura cresceram no mês de novembro, em volume e em receita, ante igual mês do ano passado. Já os embarques da proteína suína foram menores, na mesma base de comparação, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (1/12), pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O Brasil faturou 47% mais com as exportações de carne bovina in natura em novembro de 2017 ante igual mês de 2016. No mês passado os embarques externos renderam US$ 495,4 milhões – ante US$ 336,1 milhões em novembro/2016. Em quantidade, as vendas externas de carne somaram no mês passado 116,2 mil toneladas, ou 53,29% mais que as 75,8 mil toneladas de novembro do ano passado. O faturamento cresceu mesmo com o preço médio por tonelada ser 3,79% menor, de US$ 4.264,10. Já ante outubro deste ano, quando o País faturou US$ 503,2 milhões, o faturamento em novembro caiu 1,5%. Em volume, o recuo foi de 2,43%, já que no mês passado o País exportou 119,1 mil toneladas. Carne de frango – Os embarques de carne de frango cresceram tanto em volume (+1,7%) quanto em faturamento (+8,84%) em novembro. O País faturou US$ 492,5 milhões com a venda de 297,7 mil toneladas no mês passado, quando em igual mês de 2016 as exportações alcançaram US$ 452,9 milhões, para um total de 292,7 mil toneladas embarcadas. O preço médio foi o grande diferencial no faturamento, já que o volume se alterou menos de um ano para outro. Em novembro, os importadores pagaram 7% mais, ou US$ 1.654,60 em relação a novembro/2016. Na comparação com outubro deste ano, quando o País exportou 335,2 mil toneladas, os embarques cederam 11,18%. Em faturamento, também houve queda, de 1,55%, pois no mês retrasado o País arrecadou US$ 559,3 milhões. Carne suína – As exportações brasileiras de carne suína renderam ao País US$ 110,7 milhões em novembro, com o embarque de 45,8 mil toneladas – rendimento 27,6% menor e volume 21% menor em relação a novembro do ano passado, quando o Brasil vendeu ao exterior US$ 152,9 milhões e 58,3 mil toneladas. Em comparação com outubro de 2017, quando o Brasil vendeu US$ 119,8 milhões, o faturamento cedeu 7,59%. Em volume, no mesmo comparativo, a queda foi de 6,53%, pois em outubro deste ano as vendas externas alcançaram 49 mil toneladas. No acumulado do ano, de janeiro até novembro, as vendas de carne bovina totalizaram 1,102 milhão de toneladas, ante 972,8 mil toneladas de igual intervalo de 2016 (+13,3%). Já o faturamento ficou em US$ 4,621 bilhões este ano, ante os US$ 3,487 bilhões de janeiro a novembro de 2016, ou 32,5% maior. Quanto à carne de frango, o Brasil embarcou ao exterior até novembro de 2017 um total de 3,599 milhões de toneladas, ante 3,633 milhão de toneladas de janeiro a novembro de 2016 (-0,93%). O faturamento acumulado até o penúltimo mês deste ano é de US$ 5,96 bilhões, ou US$ 5,44 bilhões entre janeiro e novembro do ano passado (+9,55%). Finalmente, em relação à carne suína, o faturamento acumulado até novembro de 2017 é de US$ 1,362 bilhão valor 15% maior ante o US$ 1,179 bilhão de 2016. O volume de 2017, de 547 mil toneladas, recuou em relação ao de 2016, que foi de 585 mil toneladas – queda de 6,49%.

MDIC

EMPRESAS

Minerva Foods embarca 27 mil bois vivos para a Turquia

A Minerva Foods, terceira maior empresa de carne bovina do Brasil e maior exportadora de gado vivo do país, está embarcando 27 mil cabeças de gado para a Turquia por meio do Porto de Santos

Trata-se da primeira carga viva registrada no porto desde 1996, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O embarque do rebanho bovino no Porto de Santos começou na última quarta-feira (dia 29 de novembro) e será concluído no próxima segunda-feira (4 de dezembro). De acordo com a Codesp, o embarque é acompanhado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Receita Federal e Vigilância Agropecuária (Vigiagro).

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