CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 649 DE 01 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 649 01 de dezembro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Funrural: Abrafrigo diz que PL só beneficia grandes frigoríficos

Entidade é contra a permissão de uso de créditos com prejuízo fiscal apurados em qualquer período para abater a dívida. Projeto de lei deve ser votado até a semana que vem

O Presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, criticou, em nota, o projeto de lei (PL) criado para substituir a medida provisória que prevê o parcelamento das dívidas do Funrural e que caducou na terça-feira. Para Salazar, o projeto, elaborado com base em relatório da deputada Tereza Cristina (sem partido-MS) na comissão mista que analisou a MP, beneficia grandes frigoríficos. “É apenas mais uma manobra para proteger os interesses de grandes empresas como a JBS, que deve cerca de R$ 2 bilhões ao Funrural”, disse o Presidente Executivo da Abrafrigo, acrescentando que essas empresas conseguiram introduzir no projeto a permissão de uso de créditos com prejuízo fiscal apurados em qualquer período para abater a dívida do Funrural. “A Abrafrigo é frontalmente contra esse item do projeto de lei e vai pedir ao presidente Michel Temer que vete esta permissão para uso dos créditos, caso a lei seja aprovada na Câmara e no Senado”, disse. A previsão é de que o projeto de lei seja votado, em caráter de urgência, até a semana que vem. A entidade também observa que, caso seja aprovado, o projeto de lei “só vai aumentar ainda mais o imbróglio jurídico que está se criando em torno das dívidas com o Funrural”. O motivo, segundo a Abrafrigo, é que, quando o PL entrar no Senado, “vai encontrar a Resolução 15 de 2017 que declarou a cobrança do Funrural inconstitucional”, diz a nota. “Como o Senado vai votar uma lei que ele mesmo já declarou inconstitucional?”, questiona Péricles Salazar.

ESTADÃO CONTEÚDO/DBO/DINHEIRO RURAL

ABRAFRIGO diz que novo projeto de lei para o Funrural é apenas manobra para ajudar grandes empresas

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) criticou o projeto de lei criado para substituir a medida provisória (MP) que prevê parcelamento das dívidas de produtores e empresas com o Funrural, que caducou na terça-feira, antes de que fosse votada na Câmara e no Senado

O Presidente Executivo da entidade, Péricles Salazar disse que “o projeto de lei é apenas mais uma manobra realizada no Congresso para proteger os interesses de grandes empresas como a JBS, que deve cerca de R$ 2 bilhões ao Funrural, e que conseguiram introduzir no projeto à permissão às empresas rurais para utilizarem créditos com prejuízo fiscal apurados em qualquer período para abater a dívida do Funrural com a Receita Federal”. Segundo Péricles Salazar, a ABRAFRIGO é frontalmente contra este item da lei e irá pedir ao Presidente Michel Temer que vete esta permissão para uso dos créditos caso a Lei seja aprovada na Câmara e no Senado. O Presidente da ABRAFRIGO observou que uma pesquisa realizada ontem (29), pelo Canal Rural junto a produtores rurais revelou que 91% deles não pretende aderir ao programa de parcelamento das dívidas do Funrural e que somente 5% tinham essa intenção. “Se não é para ajudar os produtores rurais porque essa pressa de aprovar esta lei que não trará benefícios ao setor e apenas aos interesses das grandes empresas que são as que possuem os créditos com prejuízos fiscais?”, indagou ele. O projeto de lei aproveitou em grande parte o relatório da deputada Tereza Cristina (sem partido-MS) na comissão mista que analisou a MP e deverá ser votado na Câmara até a semana que vem. Segundo a ABRAFRIGO, mesmo que seja aprovado, o projeto de lei só irá aumentar ainda mais o imbróglio jurídico que está se criando em torno das dívidas com o Funrural porque, quando chegar no Senado, vai encontrar a Resolução 15 de 2017 que declarou esta cobrança do Funrural inconstitucional. “Como o Senado vai votar uma Lei que ele mesmo já declarou inconstitucional”? questiona Péricles Salazar.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROLINK/PORTAL AGRONOTÍCIAS

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta se confirma e preço da arroba sobe R$ 6,50 em novembro

O mercado físico do boi gordo teve preços entre estáveis a mais altos nesta quinta-feira, dia 30

Ofertas de compra em valores crescentes e negócios fechados com cotações mais altas são uma realidade no mercado do boi. Com isso, há uma contínua pressão de reajustes das referências para os bovinos terminados Em São Paulo, no acumulado de novembro, a arroba subiu R$ 6,50 ou 4,7%. Esta variação retrata bem o quadro vigente de firmeza. Este cenário é consequência de uma oferta que se mostra restrita, sobretudo em regiões em que o confinamento não é uma prática comum. A disponibilidade de bovinos terminados em pasto é muito baixa, típica da época do ano. Esta situação foi reforçada pelo atraso na chegada das chuvas nesta temporada. A expectativa é que os preços subam ainda mais, diante da expectativa de consumo aquecido na primeira quinzena de dezembro e da oferta restrita de animais prontos para o abate. O mercado atacadista também segue com preços firmes. Os estoques dos frigoríficos estão enxutos, o que deve provocar novas altas nos preços em dezembro.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

Araçatuba (SP): 143,50

Belo Horizonte (MG): 140,00

Goiânia (GO): 137,00

Dourados (MS): 132,00

Mato Grosso: 126,00-128,00

Marabá (PA): 133,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,65 (kg)

Paraná (noroeste): 137,50

Tocantins (norte): 136,00

CANAL RURAL

Boi/Cepea: Indicador sobe 2,42% em NOVembro e recupera perdas de outubro

Indicador registra alta de 2,42%, fechando a R$ 143,75

Após acumular baixa de 1,7% em outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi esteve firme no correr de novembro. Na parcial deste mês (até o dia 29), o Indicador registra alta de 2,42%, fechando a R$ 143,75 nessa quarta-feira, 29. Segundo pesquisadores do Cepea, a menor oferta de animais vem sustentando as cotações da arroba. Em alguns dias do mês, os valores oscilaram devido à entrada e saída de agentes no mercado e aos diferentes volumes de lotes negociados ocasionaram ligeiras oscilações de preços. Entre 2006 e 2016, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo registrou aumento real de 52% – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de outubro/17. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento de alta está relacionado a diversos fatores, como as mudanças no perfil de produção do pecuarista brasileiro – uma importante alteração no sistema de produção nestes últimos anos foi a redução na idade do abate dos animais. 

CEPEA/ESALQ

Com oferta restrita e recuperação nos preços da carne, a cotação da arroba do boi gordo está firme

Ofertas de compra em preços crescentes e negócios fechados com cotações mais altas são uma realidade no mercado do boi

Com isso, há uma contínua pressão de reajustes das referências para os bovinos terminados. Em São Paulo, no acumulado de novembro, a arroba subiu R$6,50 ou 4,7%. Esta variação retrata bem o quadro vigente, de firmeza. Este cenário é consequência de uma oferta que se mostra restrita, sobretudo em regiões em que o confinamento não é uma prática comum. A disponibilidade de bovinos terminados em pasto é muito baixa, típica da época do ano. Esta situação foi reforçada pelo atraso na chegada das chuvas nesta temporada. A oferta de bovinos confinados se apresenta de forma irregular. No mercado atacadista de carne bovina os preços também foram reajustados. As valorizações semanais para a carne com osso (boi casado) e sem osso foram de 1,7% e 0,9%, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Calmaria no mercado de reposição no Paraná

Ao contrário do que vem ocorrendo em grande parte do território nacional, desde o início do mês o preço do boi gordo no Paraná não reagiu como esperado

Em uma breve comparação, nos últimos trinta dias a arroba subiu 4,7% em São Paulo, mas no Paraná manteve-se inalterada. E essa falta de movimentação no preço da arroba do boi gordo não trouxe oportunidades interessantes para os pecuaristas realizarem o giro de animais na fazenda. A baixa procura pelos animais de reposição se equipara à oferta e, diante desse cenário, as cotações mantiveram-se praticamente estáveis nas últimas semanas. Porém, em curto prazo, a volta das chuvas e a consequente melhoria das pastagens apontam para uma tendência mais positiva. Dessa forma, se as cotações do boi gordo colaborarem, a expectativa é de que as negociações no mercado de reposição ganhem mais fôlego nas próximas semanas. Destacando que, o recuo nos preços, principalmente de categorias mais jovens, melhorou a relação de troca. Com o bezerro, por exemplo, a troca em julho estava em 1,72 e atualmente está 1,87. Melhora de 9,2% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Apetite da China deve continuar crescendo nos próximos anos

A China consome a maior parte das commodities agrícolas exportadas pelo Brasil. Há anos, o país asiático figura como um dos principais responsáveis pelos sucessivos resultados positivos na balança comercial do agronegócio brasileiro. E não há sinal de mudança dessa tendência no curto prazo

Até outubro deste ano, os chineses compraram US$ 23,8 bilhões em produtos do Brasil, o equivalente a quase 30% do total de US$ 81,99 bilhões, em relação a igual período de 2016. O país asiático também merece destaque nos números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A Pasta calcula saldo positivo entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões na balança comercial, sendo que, até setembro, apenas o superávit ligado às transações com a China representava 30% desse total. Parte considerável desse montante veio da compra de commodities agrícolas, como a soja. Com tamanho peso nas exportações brasileiras do agronegócio, a dúvida que sempre permeia as análises de especialistas do setor é se não é arriscado manter uma dependência nesse nível. Analistas concordam, porém que, se houver recuo nas compras da China, isso não deve ocorrer nos próximos anos. Para o analista Fábio Meneghin, da consultoria Agroconsult, o consumo de commodities brasileiras – não só as do agronegócio – pelo gigante asiático deve se expandir, mesmo porque se projeta um incremento anual da economia daquele país na taxa de 6% a 7% para os próximos anos. “A China deve continuar sendo principal parceiro comercial do Brasil.” O pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, lembra que o agronegócio do Brasil continuará a ser estratégico para o abastecimento não só da China, mas do mundo. Apesar de reconhecer que a tecnologia nacional ainda precise avançar, Carvalho ressalta que, em termos de clima, disponibilidade de solo e água, não há um país com vantagens comparativas maiores. Ele assinala que a disputa entre as commodities mais vendidas para lá deve se acirrar nos próximos anos, o que não prejudicaria o Brasil. A liderança deve permanecer com a soja, “até pelas escolhas políticas e de mercado tanto do governo brasileiro quanto do chinês”, diz. “Entretanto, as carnes ganharão cada vez mais espaço.” No dia 1.º de novembro, por exemplo, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou a habilitação, pela China, de mais 22 plantas frigoríficas brasileiras, sendo 11 de bovinos e 11 de frangos, com potencial para gerar US$ 50 milhões por ano. Além disso, em meados do mês um grupo de empresários chineses visitou Mato Grosso para conhecer a produção de suínos, informou o governo do Estado. O setor de carne bovina

projeta que o incremento da receita de exportações de carne bovina in natura só para a China, que até outubro deste ano foi de US$ 718 milhões, com 166 mil toneladas, deverá alcançar 10% – o volume embarcado até outubro já superava o total de 2016 em 7,4%, conforme dados do MDIC. A manutenção no poder do líder do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, indica que o país manterá a tendência de abrir mais a economia. A credibilidade da proteína animal brasileira naquele mercado conseguiu, inclusive, prevenir maiores estragos provocados pela Operação Carne Fraca, em março, além dos escândalos envolvendo os executivos a JBS.

Estadão

Carne sustentável quer sair do nicho e ampliar vendas

A onda da alimentação saudável veio para ficar – e agora ganha força na indústria de proteína animal brasileira. Para atender à demanda dos consumidores, empresas lançam linhas de produtos sustentáveis, como carnes sem antibióticos e ovos de galinhas criadas soltas, fora de gaiolas

A produção de proteína animal orgânica, ainda que tímida quando comparada às grandes cifras norte-americanas, vem crescendo no País. Segundo a consultoria Euromonitor, em 2016, foram vendidas 116,6 mil toneladas de carne orgânica no Brasil. Em igual período, foram comercializadas 1,3 mil toneladas de ovos orgânicos. Esse crescimento tende a se acelerar, uma vez que, em 2017, diversas empresas anunciaram revisão em seus processos de fabricação para seguir essa tendência global. Kraft Heinz, Nestlé, a rede Giraffas, o Grupo Pão de Açúcar e a BRF, maior exportadora global de frango, assumiram neste ano o compromisso de deixar de usar ovos de galinhas confinadas em gaiolas até 2025. A JBS se comprometeu a fazer o mesmo até 2020, e a International Meal Company – dona de empresas como Frango Assado, Viena e Brunella –, até 2022. No ano passado, diversas companhias também já haviam se posicionado: as redes McDonald’s, Burger King, Subway e Brazil Fast Food Corporation (do Bob’s, Pizza Hut e KFC). Já a Tyson Foods, maior processadora de carne dos Estados Unidos, eliminou em junho o uso de todos os antibióticos de seus frangos com a marca Tyson. Seguindo o movimento do varejo, a cadeia produtiva se mobiliza para suprir essa demanda. Desde julho, a granja Mantiqueira, a maior da América do Sul, localizada no interior de Minas Gerais, passou a produzir diariamente 154 mil ovos cage free – oriundos de galinhas livres de gaiola. O custo da nova linha, afirma, é de 35% a 40% maior que do que o sistema convencional. “A resposta do mercado é tímida. Porém, acreditamos no projeto e continuaremos investindo.” A granja também é fornecedora do Grupo Pão de Açúcar, que lançou a sua linha no meio do ano pela marca Taeq. “Apenas quatro meses após o lançamento, foi notada uma evolução significativa da venda – 112% acima da expectativa inicial”, afirmou a empresa, em nota. Em outubro, a linha correspondeu a 3,2% das vendas de todos os ovos de marcas exclusivas do grupo. Segundo o Pão de Açúcar, até dezembro, a expectativa é de que a participação chegue a 5%. Em breve, será lançada uma linha de ovos vermelhos cage free, que serão fornecidos pela granja Korin. Na trincheira da produção de carne livre de antibióticos e orgânica no País, a Korin, que também produz ovos, frutas e vegetais, vem expandindo sua gama de produtos – já são 236 – e acompanhando a evolução do mercado global. Neste ano, a empresa lançou linhas de embutidos sustentáveis e orgânicos, como almôndegas, quibes e hambúrgueres. “Ano que vem, será a vez do charque orgânico”, conta Reginaldo Morikawa, Diretor Superintendente da Korin. Este ano, a empresa realizou a primeira exportação de frango orgânico do Brasil, para Hong Kong. “Em fevereiro, exportaremos para os Emirados Árabes”, diz ele. A carne bovina orgânica comercializada pela Korin é produzida no Pantanal, seguindo normas técnicas e de sustentabilidade recomendadas pela Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO). “O uso de grãos orgânicos é um dos maiores gargalos para a produção desse tipo de carne, porque as safras de soja e milho orgânicos são muito pequenas, limitadas a pequenos produtores”, observa Sylvia Wachsner, Coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Cerca de 90% da colheita de grãos no País é de lavouras transgênicas.

Estadão

Megaoperação embarca mais de 27 mil bois em navio no Porto de Santos

Mais de 27 mil bois que eram criados em fazendas no interior de São Paulo estão sendo embarcados no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, em um navio com destino a Turquia

A megaoperação deve durar até cinco dias e marca a retomada de movimentação de “carga viva” no complexo portuário santista após quase duas décadas. A operação teve início na noite de quarta-feira (29), mas foi intensificada ao longo de quinta-feira (30), quando o cais passou a receber por hora três caminhões com 90 cabeças de gado cada. Os animais são procedentes de fazendas localizadas em Altinópolis e em Sabino, distantes 500 quilômetros do litoral, aproximadamente. Assim que chegam ao terminal portuário, os caminhões se posicionam de modo que os animais entrem em um corredor e depois passem por uma plataforma até embarcar no navio Nada, capaz de receber até 30 mil bois. A embarcação, de 12 decks (andares), possui veterinários e vaqueiros entre os 80 tripulantes.

G1

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