CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 608 DE 28 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 608 28 de setembro de 2017

NOTÍCIAS

Demanda e oferta equilibram as cotações do boi gordo

A oferta de bovinos terminados é curta na maior parte do país e de maneira geral as escalas de abates estão mais justas. Porém, o escoamento das indústrias está lento

Diante disso, nem mesmo essa baixa oferta é capaz de garantir maior firmeza ao mercado do boi gordo, como a observada até o final da primeira quinzena do mês. Do lado da demanda, em curto prazo, fica a expectativa quanto ao início de mês, período no qual sazonalmente há uma melhora de consumo, diante da entrada de salários, o que pode movimentar as cotações. Já do lado da oferta, o cenário não deve ter grandes mudanças. É fato que já se observa negócios com boiadas oriundas do segundo giro do confinamento, mas o volume desse gado não deve se elevar a ponto de causar excesso de oferta no mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso não houve variação frente ao último levantamento. A carcaça de animais castrados ficou cotada em R$9,34/kg (27/9).

SCOT CONSULTORIA

Rio Grande do Sul pode antecipar declaração de área livre da febre aftosa

Estado pedirá auditoria ao MAPA para alterar estado sanitário até 2019

O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão de acelerar o processo foi tomada nessa terça-feira, em reunião do Vice-Governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o Secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminha nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. “A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério”, destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. “Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal”, prevê. O Presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, destacou que o pedido de antecipação tem efeitos imediatos nas cadeias produtivas. “Vai renovar ânimos e aumentar a disposição do setor com a visualização de novos mercados”, comentou. A vacinação contra a aftosa é fator de restrição para a exportação de carne bovina, suína e de aves para diversos mercados. Japão e Estados Unidos já importam carne de Santa Catarina, único estado brasileiro livre da doença sem vacinação. O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação. 

CORREIO DO POVO

Melhora no poder de compra do invernista em São Paulo

A queda nos preços no mercado de reposição vem resultando em melhora no poder de compra do recriador em relação ao mesmo período do ano passado

Em São Paulo, atualmente são necessárias 7,3 arrobas de boi gordo para a compra de uma cabeça de bezerro desmamado (6@). Comparado ao mesmo período do ano passado, a relação é 7,1% melhor, resultado da queda de 4,6% no preço da arroba do boi gordo e de 11,4% para a reposição. As quedas de preços para o mercado do boi gordo que aconteceu principalmente no primeiro semestre de 2017 e melhora na oferta da categoria, resultado da menor participação de fêmeas nos abates principalmente em 2015, colaborou para as quedas nos preços da reposição na maioria das praças pesquisadas.

SCOT CONSULTORIA

Perdão de dívidas do Funrural é possível, diz ministro Marco Aurélio

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse ontem ser possível o perdão das dívidas com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) acumuladas por produtores rurais durante mais de uma década

Marco Aurélio, um dos cinco ministros que votaram pela inconstitucionalidade da cobrança do Funrural a partir de 2001- apesar de a maioria do STF ter decidido pela constitucionalidade, em março – também avaliou como uma “opção” política a Resolução do Senado 15, fruto de um projeto da Senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que suspendeu as cobranças retroativas dessa contribuição previdenciária feitas antes dessa data, numa espécie de perdão fiscal. “[A Resolução do Senado] é uma opção política, que cabe simplesmente aos deputados e senadores. A decisão do Supremo foi prolatada, mas nada impede que se venha a evoluir dessa ou outra forma visando o bem maior que é a sociedade”, afirmou Marco Aurélio, em um seminário sobre reforma tributária promovido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Sendo objetivo o desenvolvimento nacional, sendo objetivo o crescimento do país, é possível haver perdão”, concluiu. Hoje, o STF publicou o acórdão integral sobre a decisão de março, porém não trouxe nenhuma modulação sobre a cobrança do Funrural como o esperado, no sentido de delimitar qual o período de cobrança que a Receita Federal deve considerar nas notificações aos produtores. Há uma expectativa no setor do agronegócio de que o STF defina que só possam ser cobradas dívidas contraídas no máximo durante os últimos cinco anos, como é de praxe do Supremo em questões tributárias. Porém, é possível que seja considerado todo o período em que a lei do Funrural está em vigor, ou seja, desde 2001.

VALOR ECONÔMICO

Fiscais agropecuários devem fazer greve

Mobilizados em Brasília desde o início desta semana, a maioria dos fiscais do Ministério da Agricultura lotados em todas as regiões do país tende a optar por uma greve geral por tempo determinado a partir das próximas semanas, apurou o Valor

No entanto, a contagem dos votos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Federais Agropecuários (Anffa Sindical) ainda está em andamento e não havia, até o fechamento desta edição, mais detalhes sobre a paralisação. Se confirmada, a greve será uma reação dos fiscais à contratação de profissionais terceirizados pelo Ministério da Agricultura. Na semana passada, a Pasta propôs a contratação de médicos veterinários e agrônomos do setor privado, sem concurso público, para parte dos trabalhos de defesa agropecuária, entre os quais apoio à fiscalização de fábricas de alimentos e frigoríficos. Os fiscais agropecuários receberam mal a proposta de um novo modelo de gestão para a área de defesa, resultado de uma consultoria contratada pelo ministério que apontou a necessidade de fortalecer e transformar a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) em um órgão com autonomia orçamentária, administrativa e financeira. O sindicato pede para ser consultado sobre o texto final da proposta de lei que o ministério quer enviar ao Congresso Nacional entre novembro e dezembro deste ano. Mas o Ministério da Agricultura tem urgência em propor uma reformulação da área, como parte da reação aos efeitos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março com foco em casos de corrupção entre fiscais e frigoríficos. O Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, já explicou, entretanto, que o “poder de polícia” dos ficais, que lhes garante prerrogativa para multar estabelecimentos, condenar carcaças de animais com doença ou interditar fábricas, por exemplo, não será em hipótese alguma delegada a terceiros.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

JBS reforça seus padrões sanitários

Ainda arranhada pela Operação Carne Fraca, que colocou em xeque a qualidade da carne brasileira, e pela crise detonada pelas delações dos irmãos Batista, a JBS deu início a um amplo projeto de revisão de padrões sanitários em suas unidades frigoríficas no Brasil, na Austrália, na Irlanda e nos EUA

Nesse contexto, chegou na segunda-feira ao Brasil o novo diretor global para Segurança Alimentar e Garantia da Qualidade da empresa, o americano Alfred Al Almanza, que por 39 anos trabalhou como inspetor do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) – até receber o convite de Wesley Batista (então CEO da JBS) e assumir o cargo, em agosto. Caberá a ele uniformizar as operações globais e “elevar a régua” para abrir novos mercados à companhia brasileira. “As plantas da JBS já têm um bom padrão sanitário, mas podemos melhorar alguns pontos”, afirmou ao Valor. Até a quarta-feira que vem, o executivo, que desembarcou no Brasil vindo da Austrália, visitará a unidade de frango da empresa em Forquilhinha (SC) e a de carnes, couros e colágeno em Lins (SP). Depois, voltará ao Colorado, nos Estados Unidos. No período em que trabalhou no USDA, Almanza conheceu grande parte das plantas da JBS nos EUA. Na visita à Austrália, notou diferenças que terão de ser estudadas e comparadas às condições no Brasil. “Não sei ainda onde [a investigação] vai terminar, mas há peculiaridades que precisam ser alinhadas”. Ele disse não haver um padrão “ótimo” a ser seguido, mas uma pulverização de boas práticas que serão reunidas numa política comum. Na Austrália, por exemplo, Almanza se deparou com a desossa inteira do animal. Nos EUA, o boi é cortado por partes, em diferentes linhas de produção. “Que diferença isso faz para a rastreabilidade? Como um governo é capaz de ter certeza sobre o que a empresa está fazendo no caso de recall de um produto? Certo ou errado, são mecanismos de produção distintos”. O uso de recursos digitais – pouco avançado nos frigoríficos brasileiros – é outro ponto citado. Almaza afirmou que “algumas plantas apenas cumprem os padrões exigidos” e que o seu papel é fazer com que todas excedam padrões regulatórios. Ele foi abordado por Wesley em março, mês em que estourou a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, focada em casos de corrupção entre fiscais agropecuários e funcionários de frigoríficos. Nascido no Texas, o agora executivo disse que conhece o setor de carnes a fundo: seu primeiro emprego, aos 15 anos, foi no frigorífico de um tio. “Comecei lavando a área de abate”, contou. “Sei como funciona simplesmente cada parte de um frigorífico”, afirmou ele. Filho de inspetor, Almanza começou no governo americano também com inspeção de abates e passou por todos os animais (exceto coelhos e codornas) até assumir a secretaria de segurança alimentar do USDA entre 2014 e 2016. Almanza é a segunda autoridade americana que a JBS atrai para seus quadros. No início do ano, o ex-presidente da Câmara dos Representantes americana, John Boehner, foi indicado para o conselho de administração da subsidiária JBS Foods Internacional. Na JBS, o diretor global de segurança alimentar se reportará ao principal executivo da área de operações da empresa, Gilberto Tomazoni. Almanza dará expediente em Greeley, no Estado do Colorado, onde fica a sede da JBS nos EUA. Mas é no Brasil que Almanza enfrentará a tarefa mais difícil, diante dos gargalos do sistema de inspeção sanitária do país de se reconstruir após as críticas dos importadores após a Carne Fraca.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Exportações argentinas de carne atingirão maior volume em nove anos, estima USDA

Em 2018, as exportações de carne bovina argentina crescerão em 25% e atingirão os maiores volumes em nove anos com recuperação no consumo doméstico, de acordo com estimativas feitas pelos técnicos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires em seu último relatório sobre o setor pecuário argentino

A produção de carne no próximo ano aumentaria cerca de 5% para 2,9 milhões de toneladas – o maior nível desde 2008/2009 – como resultado do aumento dos abates e um aumento marginal no peso médio da carcaça. “Apesar de um maior abate devido ao aumento da produção de bezerros, a maioria dos contatos pesquisados acredita que levará tempo para que a Argentina aumente significativamente sua produção de carne, já que o negócio de exportação continua apresentando baixa rentabilidade”, disse o relatório. Os técnicos do USDA preveem que, no final de 2018, o rebanho bovino atingirá 55,215 milhões de cabeças, com uma expansão de um milhão de animais em relação ao final deste ano. A produção de bezerros aumentaria em 600 mil cabeças para fechar no próximo ano com 14,8 milhões de animais. “Espera-se que o preço dos bezerros se mantenha em um nível firme. O investimento em genética de maior qualidade, novas pastagens e mais vacas é amplamente visto em diferentes partes do país. No entanto, a venda de touros está muito ativa com preços elevados”, afirmou o relatório. Além disso, as perspectivas de aumento da produção de animais pesados são moderadas. “O setor de pecuária e carne está estruturado de modo a que o mercado continue abatendo animais jovens, novilhos e novilhas, produzindo um volume muito menor de carne por animal do que pode ser obtido se terminassem com maior peso como fazem os países vizinhos”. Entre as razões para que continue esse comportamento, estão a alta inflação e altas taxas de juros que levam a ciclos de produção curtos. “O forte valor do peso e os altos custos domésticos em termos de dólares impulsionam os exportadores a demandas pequenos volumes de gado. A isso, acrescenta-se que não há prêmio no preço para os novilhos pesados, a categoria principal demandada pelos exportadores. A disponibilidade de novilhos pesados – de mais de 440 quilos vivos – é metade da média histórica”. A partir de pequenos volumes, espera-se que as exportações de carne cresçam em 25% em 2018 para 350 mil toneladas de peso de carcaça. A metade do aumento da produção – 140 mil toneladas – será direcionada para o mercado externo e a outra para o interno, com um consumo interno que fechará 2018 em 2,55 milhões de toneladas.

El Observador

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