CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 605 DE 25 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 605 25 de setembro de 2017

NOTÍCIAS

Queda de preços da carne bovina no atacado

Queda de preços da carne bovina sem osso no atacado

O mercado não resistiu à queda nas vendas na segunda metade do mês e ao ligeiro aumento nas escalas de abate. Depois de quinze dias em alta, a desvalorização, presente em 60,0% das semanas deste ano no mercado atacadista, apareceu novamente. No acumulado dos últimos sete dias a queda foi de 0,3%. Os cortes de traseiro, de maior valor agregado, puxaram o mercado para baixo. Apesar da queda, desde o final de julho o mercado acumula alta de 7,0%, desenhando, até aqui, o cenário esperado para o segundo semestre, quando a tendência sazonal é de aumento gradual dos preços. É preciso, porém, ponderar que exatamente neste período a redução na oferta de boiadas foi forte, já que o primeiro giro do confinamento pouco ajudou as indústrias na compra matéria-prima e as expectativas de curto prazo eram de mercado em alta, o que fez o pecuarista endurecer as negociações. Isso enxugou os estoques de carne e permitiu as valorizações na indústria, embora estas altas não tenham, nem de perto, conseguido preservar as margens dos frigoríficos. Além disso, o varejo reduziu suas margens a ponto de chegar ao menor patamar de 2017. Ou seja, analisando de forma mais cuidadosa o mercado de carne, não houve um movimento que indique melhora de consumo, nem mesmo quando os preços subiram.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa perdendo força no mercado do boi gordo

Mercado do boi gordo calmo, no que diz respeito a testes de preços menores pelos frigoríficos. Houve, inclusive, valorizações em três praças pesquisadas pela Scot Consultoria na última sexta-feira (22/9)

Este fato pode sinalizar um maior cuidado com as escalas de abate, à medida que nos aproximamos da virada do mês. Em São Paulo, as programações atendem, em geral, entre quatro e cinco dias. Não estão apertadas, mas não permitem pressão de baixa mais expressiva.

De toda forma, o dia da semana tipicamente não é de grande volume de negócios.

SCOT CONSULTORIA

Viés de baixa no mercado do boi gordo

A oferta, sozinha, não tem força para imprimir tal conjuntura baixista

O viés do mercado do boi gordo é de baixa. Aos poucos, as indústrias têm conseguido recuperar parte da margem que foi perdida desde o começo de julho. A oferta, sozinha, não tem força para imprimir tal conjuntura baixista. O que existe é a combinação entre compras ligeiramente melhores, consumo patinando e incerteza quanto ao preço da arroba no curto prazo. Os contratos de outubro/17 e novembro/17 na Bolsa B3, por exemplo, que chegaram a R$143,00/@, atualmente estão entre R$138,00/@ e R$137,00/@. Essa sinalização de um cenário menos atrativo em termos de preços pode fazer o pecuarista, que eventualmente, adiava a entrega da boiada terminada, negociar com o frigorífico. Existe uma quantidade significativa, que chama a atenção, de indústrias fora das compras, bem no meio da semana, comportamento pouco comum. Não há necessidade de intensificar as aquisições, por enquanto. No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços estão estáveis. Já os cortes sem osso caíram 0,3% esta semana.

SCOT CONSULTORIA 

Em evento no MS, Maggi disse que estuda mudanças para dar maior segurança sobre qualidade de produtos

De acordo com o ministro, compradores do exterior precisam ter garantia de que não há interferência política onde o importante é análise técnica. Maggi lembrou o Agro + como primeiro desafio de sua gestão

Em Campo Grande, para participar do lançamento da versão estadual do programa Agro +, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi adiantou que há mudanças em curso que trarão maior tranquilidade para consumidores internos e externos em relação ao controle de qualidade de produtos do agronegócio. “Estamos conversando com servidores, com a população e com todos os interessados”, disse Maggi, quinta-feira (22). De acordo com o ministro, será importante dar segurança ao mercado internacional de que decisões que envolvem controle de qualidade não sofrem interferência política”. A discussão passa por aquilo de que o ministério não pode abrir mão”. Explicou ainda que poderá ser criado um comitê com representatividade ampla que funcione para deliberar sobre eventuais questionamentos. “Estamos criando estruturas para dar agilidade, tranquilidade e garantir aos consumidores que tudo o que chega à sua mesa passa pelo ministério, seja cerveja, cachaça, vinho carne de porco, bovinos”. Maggi lembrou que o primeiro desafio de sua gestão, iniciada em maio do ano passado, foi retirar amarras que emperravam o setor. E, por isso, logo, em seguida, em agosto lançou o Agro +, programa de modernização e de desburocratização. Para mudar mais de 700 procedimentos por meio do programa, ouviu todos os segmentos da atividade do agronegócio. “Nós fizemos a nossa parte dentro do governo federal, mas os estados também têm legislação própria. E nossa sugestão sempre foi de que chamassem também agricultores, pecuaristas, associações, entidades, políticos. Todo mundo senta à mesa e coloca sua preocupação, o que acha que está atrapalhando no Mato Grosso do Sul ou o que não ajuda a atividade. Ali há uma negociação e, quem sabe, se pode fazer uma mudança”, comentou. O Ministro advertiu que a ideia é desburocratizar, sem abrir mão de garantir que os alimentos são bem cuidados no Brasil.

MAPA

Ministério autoriza BRF a retomar exportações por Mineiros

A BRF pode retomar as exportações pelo frigorífico de Mineiros, em Goiás, após autorização do Ministério da Agricultura

Segundo a empresa, nos próximos meses missões comerciais de fora do Brasil deverão fazer vistorias técnicas que precedem o processo de habilitação da planta e, consequentemente, o início das exportações. Atualmente, a unidade produz mais de 7 toneladas de alimento por mês e emprega aproximadamente 2 mil pessoas. “O impacto positivo da retomada das exportações não ficará limitado às operações industriais. Os reflexos dessa nova realidade também serão sentidos no campo, onde a companhia mantém a criação das aves em parceria com produtores integrados”, diz a BRF em nota. A unidade estava impedida de exportar desde a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março.

VALOR ECONÔMICO

Mercado de sêmen cresce 7,6% no primeiro semestre, diz associação

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) informou que o mercado de sêmen cresceu 7,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com período análogo de 2016

A pecuária de leite foi o segmento que mais cresceu no período, com 24,8%. “Este setor demonstra claramente uma recuperação, mas este crescimento ainda não é suficiente. Estamos nos mesmos níveis de utilização da tecnologia de 2013/14. Estamos longe de retomar o patamar ideal”, comentou em nota o Diretor da entidade Márcio Nery. Os principais Estados compradores de sêmen leiteiro foram Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Também como era previsto pelo mercado, a pecuária de corte — impactada pela série de acontecimentos como Operação Carne Fraca, negociações em torno do Funrural, crise política envolvendo a JBS, e consequentes quedas no preço da arroba — sofreu queda de 3,4%. Os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul respondem por mais de 33% deste mercado. A associação também divulgou que as vendas externas cresceram 60,4% no primeiro semestre e somaram 162 mil doses de sêmen. “Estamos evoluindo em termos de segurança das centrais e de protocolos sanitários”, avaliou Nery.

VALOR ECONÔMICO

Mapa cria comissão consultiva de inspeção

Grupo ajudará no aperfeiçoamento da inspeção higiênico-sanitária e tecnológica de produtos de origem animal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial (DOU) de terça-feira, 19 de setembro, a Portaria nº 112, indicando os membros da Comissão Científica Consultiva em Tecnologia de Produtos de Origem Animal. A comissão deverá emitir pareceres e fornecer subsídios técnicos-científicos, subsidiar tecnicamente na definição de critérios de processos e elaborar propostas de normas, que contribuam para o aperfeiçoamento da inspeção higiênico-sanitária e tecnológica de produtos de origem animal. De acordo com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), José Vargas, trata-se de comissão de caráter consultivo e permanente, que assessorará todas as áreas do departamento em questões relacionada à tecnologia de produtos de origem animal. “A comissão é formada por profissionais com experiência reconhecida na área e irá subsidiar cientificamente as nossas decisões na avaliação de inovações tecnológicas a serem implementadas”, disse o diretor, explicando que ela “contribuirá substancialmente para o aprimoramento do serviço de inspeção”. Integram a comissão representantes de universidades, dos laboratórios oficiais, de institutos de tecnologia alimentar e de pesca e de empresas de pesquisa, além de um consultor e auditores fiscais federais agropecuários do ministério.

Mapa

Redução no ICMS do boi destrava mercado no MS

Medida resultou na venda de 86,9 mil cabeças de gado a outros estados
A medida do governo estadual, que reduz de 12% para 7% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a comercialização do boi em pé a outros estados, pode ajudar o setor pecuário de Mato Grosso do Sul a passar por nova crise envolvendo o grupo JBS. De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, da Produção e Agricultura Familiar (Semagro), de julho até a primeira quinzena de setembro, o Estado vendeu 86.986 cabeças de gado a outros estados. A redução da alíquota foi anunciada no mês de junho, como forma de desafogar o setor, e começou a vigorar no dia 1º de julho. No primeiro mês da medida, foram comercializadas 44.448 cabeças para unidades da federação vizinha. O aumento foi de 122% no volume de gado abatido em comparação com junho, quando foram exportados 20.002 animais. Em maio, foram vendidos 20.441 animais para frigoríficos de outros estados. Já em agosto, foram 30.029 cabeças abatidas fora de Mato Grosso do Sul e, em setembro, até o dia 15, já haviam sido processadas 12.509 cabeças. Quando comparados os dois meses anteriores à medida com os dois primeiros após a alíquota, verificou-se o aumento de 84,1% nas operações interestaduais: de 40,4 mil cabeças vendidas em maio e junho, houve um salto para 74,4 mil cabeças de entre julho e agosto.

CORREIO DO ESTADO

Calmaria no mercado de reposição diminui o fôlego das cotações

Mercado de reposição travado, com poucos negócios realizados

As recentes quedas nas cotações do boi gordo, observadas desde o início desta quinzena, afastaram os invernistas das compras. Além deste fator, as condições das pastagens, castigadas pelo clima seco, e o maior volume de incêndios nas invernadas, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país, esfriam os negócios para a reposição. Na média geral de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram valorização semanal de 0,3%. Apesar do reajuste positivo, essa é a menor valorização desde meados de agosto. Para o curto prazo, o cenário de poucas movimentações deve se manter, devido ao clima seco que seguirá afetando a qualidade das pastagens. 

SCOT CONSULTORIA

O que esperar do consumo de carne para o próximo trimestre

Sidnei Maschio: Alex, muita gente pensou que o consumo iria melhorar de verdade, mas foi só “fogo de palha”, não é mesmo? O que é que continua empatando uma recuperação mais consistente?

Alex Lopes: O que ocorreu recentemente, que deu a impressão de melhora no consumo, foi decorrente de uma grande redução na oferta de boiadas. Isso enxugou os estoques das indústrias. Ao mesmo tempo, houve aumento sazonal de vendas, no começo de mês, e isso permitiu às indústrias aumentar os preços das carnes. Com a oferta melhorando e a entrada do segundo semestre do ano, tudo voltou “ao normal”, consumo sem força e queda nos preços da carne.

Sidnei Maschio: O que foi que tirou o mercado do boi gordo do rumo de “morro acima”?

Alex Lopes: O aumento natural da oferta, em decorrência da proximidade do segundo turno de confinamento, sozinha, não tem força para imprimir tal conjuntura baixista. O que existe é a combinação entre compras ligeiramente melhores, consumo patinando e incerteza quanto ao preço da arroba no curto prazo. Os contratos de outubro e novembro na Bolsa B3, por exemplo, que chegaram a R$143,00/@, na segunda quinzena de setembro estão entre R$138,00/@ e R$137,00/@. Essa sinalização de um cenário menos atrativo em termos de preços pode fazer o pecuarista que, eventualmente, adiava a entrega da boiada terminada, negociar com o frigorífico. Isso trouxe pressão de baixa ao mercado.

Sidnei Maschio: Este procedimento atual do comprador de boiada já teve alguma serventia para mudar a situação das escalas de abate na indústria?

Alex Lopes: As escalas de abate estão confortáveis, em relação à demanda por carne bovina existente, mas se ela diminuir, certamente terá reflexo altista nos preços da arroba.

Sidnei Maschio: Apesar da redução nas compras de gado, o preço da carcaça caiu na semana passada, ao mesmo tempo em que a carne sem osso no atacado aumentou. Qual é a explicação para isso, Alex?

Alex Lopes: A carne com osso possui uma liquidez maior em função do menor tempo de prateleira. Isso faz com que este produto reflita, de forma mais rápida, as condições de mercado. Esta semana, por exemplo, a carne sem osso também trabalhou em baixa.

Sidnei Maschio: E a respeito dos preços ao consumidor, Alex, como é que está sendo o comportamento do mercado?

Alex Lopes: Os varejistas conseguem controlar melhor os estoques, realizando compras conforme a demanda surge, e isso ameniza o impacto das vendas ruins. Mas, ainda assim, na última semana, a margem dos açougues e supermercados trabalhou no menor patamar do ano, 63,0%.

Sidnei Maschio: Um dos principais objetivos do dono do frigorífico com essa reviravolta no mercado é segurar a sua margem de comercialização, ele está conseguindo fazer isso?

Alex Lopes: As indústrias conseguiram recuperar parte da margem perdida depois que a arroba subiu forte em julho e agosto. Mas ainda assim está longe dos 42,0%, recorde, alcançado este ano.

Sidnei Maschio: Voltando para questão do consumo de carne, normalmente o segundo semestre do ano sempre é melhor do que o primeiro.  Podemos contar com isso este ano?

Alex Lopes: Os índices econômicos do país melhoraram e isso nos dá esperança de que, diferente de 2016, este ano tenhamos acréscimo de consumo nos últimos três meses do ano, como sazonalmente ocorre em função do pagamento de décimo terceiro salário e bonificações.

Terraviva DBO na TV

Hong Kong suspende importações de carne de um exportador do Brasil

Os produtos em questão envolviam pés de frango e miúdos de bovinos e suínos

Hong Kong, um dos maiores importadores de carnes do Brasil, suspendeu as importações de produtos de carne de um exportador brasileiro e duas unidades produtivas do Paraná, após identificar fraudes nos certificados, informou a autoridade sanitária do país na quinta-feira. Segundo nota publicada no site do Centre for Food Safety (CFS), os produtos em questão envolviam pés de frango e miúdos de bovinos e porcos, que deveriam ser consumidos apenas por animais domésticos. A autoridade identificou dez lotes de produtos que foram enviados por exportador brasileiro antes de 21 de março de 2017, data em que o CFS havia suspendido às importações de carnes do Brasil à Hong Kong, por conta do anúncio da Operação Carne Fraca, que revelou um esquema de propina a fiscais agropecuários em frigoríficos, e que levou diversos países a suspenderem as importações do produto brasileiro. O embargo de Hong Kong à carne brasileira, em março, durou menos de dez dias, após as explicações de autoridades brasileiras. “O Centro já aumentou a vigilância de carne do Brasil. Desde 21 de março deste ano, foram coletadas 562 amostras (incluindo os pés de galinha congelados e miúdos de gado). Os resultados do teste mostraram que todas as amostras foram satisfatórias. A vigilância sobre o produto importado do Brasil continuará a ser aprimorada”, disse o órgão de Hong Kong. A suspensão às importações envolve as unidades da Brupet – Indústria e Comércio de Mastigáveis, em Londrina (PR), e Lamajo Comércio de Alimentos, de Arapongas (PR), assim como a exportadora Lamajo Comercial. A Reuters não conseguiu contato com as companhias. “A ABPA aguardará a comunicação oficial da autoridade de Hong Kong, mas ressalta que o CFS destacou em sua nota que todos os testes com os produtos brasileiros foram satisfatórios, indicando que este é um caso isolado, não traduzindo a postura do setor exportador de carne de aves e de suínos do Brasil”, disse a ABPA. A associação afirmou ainda que a ABPA tem combatido as fraudes por meio de campanhas internacionais e já encaminhou à Interpol mais de mil casos de fraudes relacionadas às exportações de aves e de suínos. Entre estes casos, estão a falsificação de certificados brasileiros, encaminhados junto à produtos originários de outros países.

REUTERS

Recuperação do mercado do boi será lenta

Queda da demanda interna por causa da crise econômica tem penalizado o setor, diz José Vicente Ferraz

Os preços baixos do boi gordo no mercado futuro, entre maio e junho, resultaram em um primeiro giro de confinamento negativo para o setor. Com a recuperação dos valores, que atualmente estão acima dos R$ 140 por arroba, o segundo ciclo anima os pecuaristas. Porém, segundo o Diretor Técnico da Informa Economics IEG | FNP José Vicente Ferraz, neste segundo semestre de 2017, e muito provavelmente durante o ano de 2018, o grande “driver” de mercado deve continuar sendo a fraca demanda interna, muito penalizada pela crise econômica que limita o poder aquisitivo dos consumidores, e que tem prejudicado o crescimento do setor.  “A fraca demanda, ainda que as exportações estejam em patamar muito bom, faz com que os preços se mantenham contidos, mesmo com uma oferta de gado para abate bem abaixo das estimativas”, avalia o especialista. Ferraz lembra que o Brasil não deixou, em momento algum, de ser um grande player no mercado mundial de proteínas animais (maior exportador de carne de frango, segundo maior de carne bovina se considerarmos a Índia a maior, embora se acredite que as exportações da Índia são em sua maioria de carne de búfalo, e sexto de carne suína), mas ainda precisa de alguns ajustes para consolidar sua posição. “Ajudaria muito se o Brasil tivesse, como muitos outros países, um programa permanente de promoção da carne brasileira no exterior e, principalmente, de esclarecimento quanto aos absurdos que são divulgados no exterior (infelizmente até certo ponto no país), de que a produção está desflorestando a Amazônia, que existe trabalho escravo sendo utilizado, entre outras coisas”, analisa Ferraz. Quanto aos confinamentos, segundo o Diretor da IEG | FNP, o volume de animais confinados em 2017 – já que os números finais só serão fechados após o final do ano – deve ficar bem abaixo do inicialmente projetado. “No início do ano tivemos uma queda expressiva dos preços pagos aos produtores e isso desestimulou muitos confinadores e, quando houve uma recuperação de preços, aparentemente, já era tarde para reverter a tendência de diminuição de animais em confinamento”, afirma Ferraz. Ele acrescenta que em 2018 é pouco provável que possa ocorrer um crescimento significativo para os confinamentos, uma vez que as perspectivas de reversão da crise econômica ainda são muito tênues. Para o especialista, aparentemente estão superadas as maiores restrições ao produto brasileiro, pois os números de exportações são muito bons. “A credibilidade do produto brasileiro parece ter se recuperado, se não total, muito próximo disto (talvez a exceção mais notável seja os EUA), observa. “Quanto ao mercado interno, depende de uma evolução significativa do emprego e da renda dos consumidores”. De acordo com o Diretor da IEG | FNP, o fato de o Brasil ter um produto de qualidade com custo mais baixo que seus concorrentes ajuda nesse processo de retorno da credibilidade e retomada do crescimento. “Sem dúvida, a qualidade de nossos produtos, aliada aos baixos custos, já está ajudando muito nesse processo. Tanto que isso chega a despertar medidas protecionistas, como as anunciadas pela China (investigação de dumping), embora mais focada na carne de frango”, arremata.

PORTAL DBO/SNA/SP

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