CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 542 DE 26 DE JUNHO DE 2017

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Ano 3 | nº 54226 de junho de 2017

 NOTÍCIAS

Frigoríficos testam os preços para o boi

Mercado com poucas movimentações, cenário comum para sexta-feira

Muitas indústrias saíram das compras, o que colabora para este quadro de poucos negócios. Por outro lado, também é possível notar empresas testando o mercado e ofertando preços abaixo da referência. No balanço semanal, houve poucas variações nos preços. Na média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreu queda semanal de 0,6% para a arroba do boi gordo. Diante do período final do mês, o mercado atacadista registrou queda após longo período de estagnação. O boi casado de animais castrados está cotado em 8,90/kg, queda de 1,9%.

SCOT CONSULTORIA

Ministério da Agricultura vai investigar vacinas e auditar frigoríficos

Blairo Maggi deve ainda enviar respostas ao governo dos Estados Unidos e realizar missão ao país para restabelecer venda de carnes in natura. A competição no mercado norte-americano é muito forte, muito dura, disse Novacki

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai investigar os motivos de reação causadas por vacina em bovinos e auditar plantas frigoríficas que exportam para os Estados Unidos com o objetivo de dar respostas ao governo e a importadores daquele país e restabelecer as negociações no setor. O Secretário-Executivo do ministério, Eumar Novacki, em entrevista coletiva, informou que será elaborado documento técnico para ser enviado ao governo norte-americano com informações da Secretaria de Defesa Agropecuária e procedimentos adotados em função da suspensão temporária da importação da carne brasileira in natura. Depois disso, o Ministro Blairo Maggi deverá encontrar-se com autoridades de governo nos EUA. E já estava prevista uma reunião entre técnicos dos dois países, no próximo mês de setembro. “É importante recuperarmos esse mercado, que serve de referência para outros países, e onde a competição é muito forte, muito dura”, disse o Secretário-Executivo. “O nosso produto é de qualidade e vamos demonstrar isso”, afirmou Novacki, lembrando que o Brasil exporta mais de 150 países e que cem por cento dos produtos embarcados têm recebido inspeção sanitária no momento em que chegam ao destino sem relato de problemas. O mercado norte-americano foi aberto ao Brasil, em setembro do ano passado, depois de 17 anos de negociações. De janeiro a maio, foram exportadas mais de 11 mil toneladas, equivalentes a cerca de US$ 49 milhões. “A determinação do Ministro Blairo Maggi é respondermos de forma contundente e com transparência”, afirmou Novacki. Questionado se seria retaliação por questões de mercado, ou se o governo havia sentido mudanças em relação ao Brasil a partir da posse de Trump (Donald Trump), o Secretário Executivo admitiu que há uma tendência do atual governo americano a adotar uma postura mais nacionalista, mas não crer que seja necessário recorrer à Organização Mundial de Comércio (OMC), por entender que não deve ser uma questão de protecionismo. Acreditamos que o relacionamento comercial se dê em bases éticas, do mesmo modo como o Brasil age com seus parceiros”.

MAPA

Mapa revisa normas de inspeção para restabelecer exportações de carne bovina in natura aos EUA

Ministro Blairo Maggi diz que viajará ao país, com equipe técnica, para debater fim do embargo ao produto brasileiro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está revisando as normas de inspeção em frigoríficos para atender as exigências dos Estados Unidos, que nesta quinta-feira (22) suspenderam temporariamente a importação de carne in natura do Brasil em razão de presença de abcessos em alguns cortes, disse o ministro Blairo Maggi. “Vamos ter uma metodologia de inspeção ainda mais rigorosa”. Maggi informou que viajará aos EUA, assim que a nova instrução normativa (IN) sobre o assunto estiver pronta, para negociar o fim do embargo ao produto brasileiro. “Quando os americanos receberem as informações do Brasil, vou até os Estados Unidos, com uma equipe do Mapa, para fazer as discussões necessárias para restabelecer as importações de carne in natura para esse mercado tão importante que conquistamos nos últimos anos”, acrescentou o ministro. Maggi enfatizou que o Brasil lutará para retomar a venda de carne fresca ao país, por ser um mercado muito importante. O Ministro lembrou que o Brasil já havia descredenciado cinco de 15 plantas frigoríficas habilitadas a exportar carne in natura para os EUA. “Assim que recebemos a informação sobre a presença de abcessos nos cortes, tomamos essa providência”. Segundo ele, o abcesso pode ser resultado de reação a componentes da vacina contra a febre aftosa.  “Vamos abrir imediatamente uma sindicância para ver o tipo de reagente utilizado e se, de fato, ele está causando esses resíduos nas carnes enviadas para lá”. Maggi reiterou ainda que o Mapa está atento à questão. “Não é um assunto que surgiu hoje. Tanto que já havíamos feito a suspensão voluntária de cinco plantas para evitar embargo. Agora vamos correr atrás, vamos tentar resolver esse assunto o mais breve possível, já que a pecuária brasileira passa por um momento de dificuldade com preços baixos para os produtores e o mercado americano é importante para manter as cotações de bovinos no Brasil”.

MAPA

É improvável que vacina cause abscesso em carne, diz indústria veterinária

Abscesso poderia ser decorrente de uma agulha rombuda (que perdeu a ponta) ou uma agulha mal esterilizada

Não é provável que a vacina seja a causa de abscessos encontrados pelo governo dos Estados Unidos na carne brasileira, problema este citado como um dos motivos para a suspensão dos embarques do Brasil aos EUA, disse um alto dirigente de associação da indústria veterinária do país. A afirmação foi feita após o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, ter afirmado nesta sexta-feira que há indicações de que os abscessos encontrados no produto são uma reação à vacinação do gado contra febre aftosa. “Para nós fica uma situação bastante difícil, mas não vamos sair da nossa linha. É improvável que seja da vacina, e não entendi por que o ministério se posicionou assim, uma vez que ele controla 100 por cento da vacina”, disse o Vice-Presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Carlos Salani, ao ser questionado sobre a afirmação da autoridade. Segundo ele, após a vacina ser produzida, o próprio ministério realiza uma série de testes de esterilidade, inocuidade e potência do medicamento, entre outros. Questionado sobre o que causaria um abscesso, ele disse que isso poderia ser decorrente de uma agulha rombuda (que perdeu a ponta) ou uma agulha mal esterilizada, mas não o medicamento em si. “Pode ser que tenha tido algum tipo de problema, dependendo do sistema, da agulha, se ela não está limpa ou adequada, não existe risco zero em tratando de biologia.” Há também uma chance maior desses abscessos serem identificados se a carcaça não for processada adequadamente pelo frigorífico. Mais cedo, um representante da indústria disse à Reuters que as companhias estão adotando uma prática de fracionar mais a carcaça, em busca de abscessos não aparentes, como medida para garantir o mercado dos EUA. Ele disse ainda que a posição da indústria veterinária do Brasil, que atua no terceiro maior mercado do mundo para esse tipo de produto, quer debater as causas do problema e não sair em movimento de “caça às bruxas”, para resolver a questão e restabelecer o fluxo do produto aos EUA. Após 17 anos de negociação, o Brasil conseguiu apenas no segundo semestre do ano passado acesso ao cobiçado mercado norte-americano do produto in natura. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, é o único país considerado livre de aftosa com vacinação que exporta aos EUA.

REUTERS

Sem estímulo, mercado de reposição ainda é de baixa movimentação

Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as referências recuaram 0,2% na semana anterior

Diante do cenário de baixa do boi gordo, parte dos pecuaristas ainda retém suas boiadas no pasto, esperando melhora nos preços da arroba. Outro fator que impacta na lentidão do mercado de reposição é a relação de troca que, mesmo que positiva na comparação anual, vem se estreitando cada vez mais. Atualmente em São Paulo são necessárias 7,9 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro de desmama (6@). Na comparação com junho de 2016, esta relação ainda é 1,9% melhor para o recriador. Porém, desde março deste ano, a queda já soma 8,4%. No curto prazo, a piora na capacidade de suporte dos pastos pode movimentar o mercado, junto à maior oferta de bezerros desta safra.

SCOT CONSULTORIA

Pecuaristas gastam até 600 milhões por ano com vacina da aftosa

Vice-presidente da CNPC volta a defender que o Brasil deve estar livre de vacinação até 2021. Medida proporcionaria abertura de novos mercados e redução nos custos de produção

Sebastião Guedes, Vice-Presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), afirmou novamente nesta semana que a suspensão dos embarques de carne brasileira para os Estados Unidos, pela formação de abscessos ou outras lesões causadas pela vacina da febre aftosa, é um erro primário e que deve levantar novamente as discussões em relação fim da vacinação. “Já temos mais de 118 milhões de cabeças em áreas onde a doença não é diagnosticada há mais de quatro anos. Esse é o prazo estabelecido pela a Panaftosa (Centro Panamericano de Febre Aftosa)”, pondera Guedes, lembrando que os grandes países em produção pecuária já não possuem mais a vacinação. Para ele, o Brasil poderá alcançar o status de livre, sem vacinação, até 2021, iniciando o processo a partir do primeiro semestre de 2019, pelos estados do Acre e Rondônia. “Temos todas as condições de fazer, os países da América do Sul possuem um bom controle sanitário e isso só beneficiaria a pecuária nacional”, diz. A medida garantiria melhor rentabilidade aos produtores, que além de ter problemas com a vacinação, chegam a gastar por ano 600 milhões com doses para aplicação. “São problemas que diminuíram a rentabilidade do criador nos últimos anos, na chamada toalete da carcaça. Muitos perderam até 6 kg de peso morto no abate dos bovinos, onerando de R$ 20 a R$ 30 na comercialização”, acrescenta. Além de propiciar ganho aos produtores, o status de livre de vacinação também garantiria acesso a mercados de melhor remuneração. Como exemplo, Guedes cita o preço pago pela tonelada da língua bovina no Japão, que chega a 20 mil dólares, contra os US$ 4 mil ofertados por outros países que aceitam a entrada de produto com a vacina. Guedes também ressalta que as medidas para o controle de foco da doença foram atualizadas, dispensando grandes matanças como ocorreram em outros anos. “Hoje, a OIE recomenda a interdição no raio de 6 km do foco abatendo somente os animais infectados, depois a vacinação perifocal da região, recuperando o status em apenas seis meses”, explica.

Notícias Agrícolas

Escândalos arranham imagem da carne brasileira no exterior

Com a sucessão de crises do setor nos últimos três meses, analista teme que trabalho de abertura de novos mercados vá por água abaixo

Mais um terremoto abalou a cadeia produtiva de carne bovina brasileira nesta semana. Após encontrar irregularidades na carne importada do Brasil, os Estados Unidos anunciaram a suspensão das compras do produto. As autoridades brasileiras afirmaram que as falhas encontradas são relacionadas à reação alérgica à vacina contra febre aftosa e que não trazem nenhum risco sanitário. No entanto, o setor segue apreensivo pois é o terceiro grande escândalo nos últimos três meses. Antes dele ocorreram a Operação Carne Fraca, em março, e a delação da JBS, em maio. “Sem dúvida essa sucessão de escândalos suja a imagem da carne brasileira no mercado externo. Todo o trabalho feito de abertura de mercados realizado nos últimos anos pode ir por água abaixo caso essa situação não seja revertida rapidamente”, destacou o diretor-secretário da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz. Embora os embarques de carne bovina para os EUA ainda não tenham grande representatividade em termos de volume e receita, o embargo imposto deixa o mercado receoso de que outros importantes parceiros comerciais do Brasil também tomem a mesma decisão. Recentemente, representantes da União Europeia criticaram o sistema de produção da carne brasileira, ameaçando impor restrições caso nenhuma medida seja tomada. Outro desdobramento deve ser a dificuldade de negociações com os demais importadores. “Sem dúvida os compradores aproveitarão a oportunidade para pressionar os preços e pagar mais barato pela carne brasileira”, prevê Ferraz. O analista também destaca que a série de problemas seria solucionada de forma mais efetiva caso a situação político-econômica fosse outra. “Atualmente o Brasil não tem governo. Os gestores estão totalmente perdidos e não têm a menor credibilidade tanto dentro do País como fora dele. Eles estão mais preocupados em abafar as denúncias de corrupção do que em resolver os problemas da economia”. Papel do Mapa – Para reverter este cenário, Ferraz acredita que é necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dê uma resposta rápida e inicie um trabalho de recuperação da credibilidade da imagem da carne brasileira no exterior junto a outras entidades e que combata constantemente as denúncias de corrupção no setor. “No caso da carne fraca o governo deu uma resposta rápida e efetiva a princípio, mas depois acabou cometendo um grave erro. Eles deveriam exigir que o Ministério Público e a Polícia Federal viessem a público para assumir que se precipitaram e divulgaram informações erradas”. Em nota em sua página no Facebook, o Ministro do Mapa, Blairo Maggi, lamentou a suspensão dos embarques e afirmou que irá aos Estados Unidos prestar todos os esclarecimentos em relação a produção de carne brasileira. Vale ressaltar que quando a Operação Carne Fraca foi deflagrada, na segunda quinzena de março, os EUA mantiveram as importações de carne do Brasil, enquanto outros países impuseram embargos temporários. Desde então as autoridades sanitárias americanas passaram a reinspecionar todos os carregamentos que chegavam do Brasil. Nesse período, 11% dos produtos foram rejeitados, conforme informou o Departamento de Agricultura Americano (USDA). Sem risco sanitário – Em entrevista ao Portal DBO, Enrico Ortolani, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, destacou que os nódulos encontrados pelas autoridades americanas são causados por uma reação alérgica dos animais à vacina de febre aftosa e não têm nenhum tipo de risco sanitário. Ele ressaltou que o problema é comum entre os países que fazem esse tipo de vacinação. No entanto, alertou que o descarte da área da carcaça onde está o caroço é um procedimento básico da indústria frigorífica no momento da toalete. Inspeção em xeque – As discussões em relação a falhas e corrupção na inspeção de produtos de origem animal têm ganhado força desde a deflagração da Operação Carne Fraca. O Mapa endossa a ideia de que a fiscalização seja feita por fiscais terceirizados. A medida é fortemente criticada por entidades do setor, que afirmam que isso enfraqueceria todo o processo de inspeção pois tiraria a autonomia do fiscal. 

Portal DBO

Após embargo dos EUA, Brasil teme perder mais mercados Suspensão das importações de carne bovina in natura pelos norte-americanos coloca em xeque credibilidade do país no cenário internacional

O embargo dos Estados Unidos à carne bovina in natura do Brasil levanta discussões que envolvem toda a cadeia produtiva. Dentro da porteira, há dúvidas se o pecuarista está fazendo o manejo do gado de forma correta. Do lado de fora, a questão é a fragilidade da inspeção nos frigoríficos e a urgente avaliação sobre a vacina contra febre aftosa. Além de diminuir a receita tão necessária neste momento de crise econômica, o embargo americano coloca em xeque a credibilidade do Brasil diante do mercado internacional. Além disso, a pecuária nacional, que já vive um momento delicado, tem um cenário encontra um cenário de incertezas por causa desse episódio. O mercado norte-americano é relativamente pequeno para o Brasil: os EUA compram cerca de 3% da carne bovina in natura exportada pelo país. De janeiro a maio deste ano, foram quase 12 mil toneladas, o que gerou receita de US$ 49 milhões. Ainda assim, o embargo ao produto brasileiro pode trazer grandes consequências, como a queda do preço do boi. Para o analista de mercado Maurício Nogueira, as exportações ao mercado americano representam 30 mil bois por mês, cuja carne terá que ser redirecionada para outros destinos. “Os frigoríficos têm que replanejar estratégia, pois não podem exportar e isto evidentemente vai influenciar o mercado no curto prazo. A gente espera aí mais um fator de pressão no preço, não tão grande, mas é um fator baixista”, diz. “Nas últimas cargas, nós deixamos de mandar o dianteiro completo e passamos a fracioná-lo. Com isso, algumas empresas passaram a ter prejuízo diário de mais de uma tonelada por dia”. Consultor em defesa agropecuária, Ênio Marques afirma que os americanos agiram de forma acertada ao suspender as compras do Brasil. “Tudo bem que uma lesão, uma cicatrização ou mesmo uma reação inflamatória não possa ser vista na peça a olho nu. Mas, se isto é um risco de não conformidade, os estabelecimentos têm que encontrar um meio de olhar isso”, diz Marques. O problema que seria causado pela vacina da febre aftosa levanta a discussão sobre a necessidade de vacinar o rebanho do país. Atualmente, apenas o estado de Santa Catarina é livre da doença sem vacinação. De acordo com o presidente interno do Conselho Nacional da Pecuária de Corte, Sebastião Guedes, países vizinhos como Peru, Chile, Guiana e Guiana Francesa já deixaram de imunizar o gado contra a aftosa. “No Brasil, os casos mais recentes ocorreram há 11 anos. Então eu pergunto: temos valor epidemiológico, ou nós estamos sendo submetidos ao uso de um produto que já não é mais tão necessário? ”, diz. Depois de anos de negociação, em agosto de 2016 o Brasil conseguiu fechar acordo com os EUA para a exportação da carne bovina in natura. Para os especialistas, quanto mais tempo durar o embargo, menor pode ser a participação do Brasil no mercado norte-americano. Para os pecuaristas, a recomendação é de cautela. O analista de mercado César Castro Alves reconhece que o cenário à frente não é bom, mas o mercado vai reagir de acordo com o desfecho dessa história e, portanto, não é hora de se apavorar. “O produtor neste ano está ligeiramente apoiado no clima, porque, como choveu bastante, ainda é possível esperar um pouco com o gado no pasto sem que tenha imediata perda de peso. Este é um ponto positivo, que permite segurar o gado no pasto na maior parte das regiões de pecuária”, diz Alves.

CANAL RURAL

INTERNACIONAL

Após oito anos livre, Colômbia reporta caso de febre aftosa à OIE

Oito anos após ser declarada uma zona livre de febre aftosa com vacinação, a Colômbia voltou a registrar casos da doença

Em nota divulgada hoje, o Instituto Colombiano de Agropecuária informou que notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a ocorrência do vírus no Departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela. De acordo com o instituto, o vírus foi detectado em uma fazenda que possui um rebanho de 136 animais. Do total, sete animais da propriedade testaram positivo para a doença. A cepa do vírus da febre aftosa detectada é a “O”, a mais comum na América Latina. Segundo o Instituto Colombiano de Agropecuária, os cinco últimos focos de aftosa que ocorreram no país, entre 2004 e 2009, levaram até cinco meses para serem erradicados. De rápida propagação, o vírus da aftosa costuma provocar embargos internacionais à carne do país. A Colômbia não é um grande exportador de carne bovina, mas nos últimos anos o governo vem atuando para abrir mais mercados para o país. Entre as empresas brasileiras, a Minerva é a única a possuir frigoríficos no país. No Brasil, detentor do segundo maior rebanho de gado do muno, não há registros de casos do vírus contra a febre aftosa desde 2005. Tanto é assim que, neste ano, o Ministério da Agricultura anunciou a programação para que o Brasil ganhe o status de livre de aftosa sem vacinação — países como o Japão não compram carne de países que vacinam. Não é possível saber como o recente caso na Colômbia pode afetar os planos do Brasil, mas pode ensejar ações na fronteira entre os dois países. A programação original do Brasil prevê retirar a obrigatoriedade da vacina entre 2019 e 2023. Nos últimos dias, as vacinas contra a febre aftosa voltaram ao debate público no Brasil devido ao embargo temporário anunciado na quinta­-feira pelos Estados Unidos. O embargo foi causado pela presença de abscessos — acúmulo de pus — na carne in natura exportado pelo Brasil. A presença desses abscessos é associada a uma reação da vacina contra aftosa nos bovinos.

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