CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 535 DE 14 DE JUNHO DE 2017

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Ano 3 | nº 53514 de junho de 2017

NOTÍCIAS

Carne: China avalia 15 novos frigoríficos

Informação foi passada para o ministro Blairo Maggi em reunião com dirigentes da estatal chinesa de alimentos

Dirigentes da Cofco, estatal chinesa de alimentos, informaram que estão avaliando 15 novos estabelecimentos do Brasil para importação de carne bovina. “As carnes do Brasil têm boa qualidade e bom preço”, disse o chairman da companhia, Shuianglian Zhao. As informações são do Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que está naquele país para participar da reunião de ministros da Agricultura dos países membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Conforme comunicado do ministério, em outra reunião, com a AQISIQ (equivalente à Secretaria de Defesa Agropecuária brasileira), Maggi tratou das possibilidades de ampliar a pauta de comércio. Foram objeto da conversa: material genético, lácteos, asininos (jumentos), frutas, como melão e pera, dioxina, geleias, e miúdos de bovinos e de suínos. Maggi também enalteceu a compreensão do país asiático com as explicações dadas pelo governo brasileiro sobre a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada em 17 de março passado. Maggi reuniu-se, ainda, com representantes da CropLife, associação internacional de empresas do agronegócio e da AgroBio.

ESTADÃO CONTEÚDO

Mercado do boi gordo menos pressionado

Após iniciar a semana com pressão nas cotações e muitas indústrias fora das compras, na abertura do mercado da última terça-feira (13/6) o cenário foi de maior firmeza e, em alguns casos, houve até registros de alta na cotação da arroba do boi gordo

É certo que em algumas praças os testes abaixo da referência ainda são frequentes, caso de São Paulo. A arroba no estado ficou cotada em R$128,50, à vista, livre de Funrural. Porém, houve ofertas de até R$127,00, nas mesmas condições. Vale ressaltar que negócios nestes patamares menores não ocorrem ou ocorrem de forma muita lenta. Já o mercado atacadista de carne bovina com osso não registrou nenhuma alteração de preços, embora seja esperado piora nas vendas à medida que se aproxima a segunda quinzena do mês. Com isso, alterações para este mercado não estão descartadas no curto prazo. A última alteração nas cotações do mercado atacadista ocorreu no dia 16/5. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,07/kg.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho externo das carnes no 1º decêndio de junho

Pelos resultados atuais, apenas a carne bovina tende a registrar resultado positivo no mês. Projeta pouco mais de 100 mil toneladas, resultado que significa crescimento de 5,06% sobre junho do ano passado e de 12,29% sobre maio de 2017

Depois de abrirem o mês (1ª semana, dois dias úteis) com o melhor resultado dos últimos treze meses, as exportações brasileiras de carne sofreram fortíssimo refluxo na 2ª semana de junho. A ponto de a receita cambial – da ordem de US$62,888 milhões, pela média diária – recuar quase 25% de uma semana para outra (US$47,189 milhões/dia entre 5 e 9 de junho). Como resultado, os primeiros sete dias úteis (de um total de 21 dias úteis de junho corrente) está sendo fechado com uma receita cambial que, pela média diária, se encontra 4,5% e 10,9% abaixo das que foram registradas em maio último e em junho de 2016, meses com 22 dias úteis. Pelos resultados atuais, apenas a carne bovina tende a registrar resultado positivo no mês. Projeta pouco mais de 100 mil toneladas, resultado que significa crescimento de 5,06% sobre junho do ano passado e de 12,29% sobre maio de 2017. No tocante às carnes suína e de frango, as projeções do momento sugerem redução superior a 22% sobre o mês passado, que já não foi dos melhores. Mas os índices de queda sobem assustadoramente na comparação com junho de 2016, pois a tendência é de uma queda de 36% para a carne de frango e de pouco mais de 39% para a carne suína.

AGROLINK

Irritada com governo, Europa ameaça exportações brasileiras

Uma auditoria da União Europeia (UE) descobriu mais de cem casos de contaminação da carne brasileira, e Bruxelas ameaça impor novas restrições aos produtos nacionais

O resultado da auditoria foi apresentado na segunda-feira, 12, para os ministros de Agricultura da Europa que, numa reunião em Luxemburgo, deixaram claro que estão preocupados com a situação sanitária das exportações brasileiras. O levantamento, realizado em maio em fazendas e frigoríficos brasileiros, concluiu que o controle é “insatisfatório” e que, mesmo depois da Operação Carne Fraca, o governo não implementou o que havia prometido. Nesta segunda-feira, a Comissão Europeia enviou uma carta ao Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deixando claro sua preocupação depois da realização da auditoria. A missão foi enviada depois da eclosão da Operação Carne Fraca, em março, e que revelou corrupção no controle sanitário no Brasil. “Como o resultado da auditoria não foi considerado como satisfatório, a Comissão indicou que novas ações eram necessárias por parte das autoridades brasileiras”, indicou a UE. Na carta a Maggi, os europeus insistem que o governo não tomou as medidas que havia prometido, ainda em março. Num tom direto e duro, os europeus alertam que a “credibilidade” dos controles no País foi colocada em dúvida e que, mesmo depois do escândalo, as ações não foram implementadas. Diante da situação, a Europa quer agora que o Brasil interrompa toda a exportação de carne de cavalo para o mercado europeu. Bruxelas também exige que nenhuma nova empresa seja solicitada a entrar na lista de exportadores de frango ou carne bovina. Daquelas empresas que ainda têm o direito de vender, a Europa vai exigir testes microbiais em 100% das exportações. Todos os contêineres terão de ser acompanhados por certificados de saúde antes mesmo de deixar o Brasil. Durante a reunião, delegações expressaram suas preocupações sobre a fraude. Alguns, porém, pediram uma atitude ainda mais dura por parte da Comissão em relação às autoridades brasileiras. Em resposta aos países, a Comissão indicou que vai “monitorar de perto a situação”. Num relato publicado sobre o encontro, Bruxelas também indicou que “se o Brasil fracassar em cumprir os pedidos da Europa, ações mais decisivas poderiam ser consideradas”. Durante a auditoria, realizada no começo de maio, mais de cem casos de salmonella e E. Coli foram registrados nas carnes brasileiras.

Estadão

Na disputa pelo espaço deixado pela JBS na compra de animais, frigoríficos grandes e pequenos já se movimentam

As informações de que dois grandes frigoríficos têm intenção de reabrir unidades no Mato Grosso, é considerado – a princípio – um fôlego extra para o mercado. Mas, na visão do analista da MB Agro, César de Castro Alves, embora as notícias sejam positivas, “não são suficientes para atender toda a oferta do estado”.

Segundo fontes relataram ao Estadão, a Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste e Várzea Grande, ambas adquiridas da BRF e mantidas inativas até então. As informações também dão conta que a Marfrig, avalia reabrir as operações em Nova Xavantina, no próximo mês. De acordo com Alves, essas unidades estão concentradas no sul do Estado, sendo as mais preocupantes – no sentido de concentração da JBS – localizadas ao norte. “Mesmo o Marfrig reabrindo suas plantas, não dará conta de atender a demanda”, ressalta. De acordo com o analista há uma movimentação de diversas empresas concorrentes a fim de aproveitar o espaço deixado pela JBS. A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) encaminhou, inclusive, a direção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um pedido de reunião para tratar do atendimento aos pequenos e médios, que segundo eles “terão papel preponderante neste novo mapa estrutural que se prevê.” Mas, Alves diz que “vê muita dificuldade dos pequenos em absorver essa capacidade de abate de bovinos da JBS, embora fosse muito saudável pulverizar o mercado”. E acrescenta ressaltando que “não existe um candidato natural para aquisição dessas plantas”. Sem opções de venda, já que o temor tomou conta das operações com a JBS, os produtores tentam negociar com os frigoríficos concorrentes. O problema é que esses estão bem escalados e chegam a ofertar até R$ 10 abaixo da referência, dependendo da região do país. “Em determinados frigoríficos há possibilidade de escalar o gado para até 20 dias, mas sem perspectiva de preço”, diz Alves. “Por isso a situação é bastante preocupante: escalar sem preço definido, ou entregar com pagamento no prazo”, acrescenta. Aos pecuaristas que não tem outros frigoríficos nas proximidades, só resta à opção de entregar boi à prazo para o JBS, que até o momento não registra nenhum caso de atraso. Segundo Alves, embora a medida de mudança na forma de pagamento tenha causado preocupações no mercado “do ponto de vista de preservação do caixa, faz sentido permanecerem com 30 dias para honrar os compromissos.”

Notícias Agrícolas

Rio Grande do Sul quer privatizar inspeção do processo de abate

A proposta foi levantada pelo governo após a impossibilidade de novas contratações de profissionais para atender a demanda

A crise financeira do Rio Grande do Sul fez com que o governo apostasse na privatização da inspeção do processo de abate em frigoríficos. Um projeto de lei baseado em práticas feitas no Paraná e até fora do Brasil deve ser aprovada, apesar da oposição de alguns setores. Atualmente, quem inspeciona o abate nas indústrias é um veterinário da Secretaria de Agricultura do estado, mas a nova lei determina que a indústria local contrate médicos veterinários para acompanhar esse processo. A fiscalização, no entanto, ainda será feita por um médico credenciado pelo governo. A mudança serve apenas para agroindústrias que produzem para o mercado interno, já que a exportação é fiscalizada pelo governo federal. “É uma mudança no sistema de inspeção abrindo a possibilidade para o sistema misto. A inspeção pode ser feita e executada pelo serviço oficial, como também poderá ser executada por médicos veterinários treinados, capacitados e habilitados pelo serviço oficial”, disse o secretário de agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo. A proposta foi levantada pelo governo após a impossibilidade de novas contratações de profissionais para atender a demanda. Atualmente, 20 indústrias de proteína animal querem aumentar turnos de abate e não podem por causa da falta de veterinários para acompanhar. Ao todo, o estado tem 140 médicos lotados nas plantas frigoríficas para atender 238 indústrias. “Estamos falando em aproximadamente R$ 20 milhões e quase 500 empregos que deixam de ser gerados pela falta de estrutura do estado”, disse Polo. A cooperativa Languiru, uma das maiores indústrias do Rio Grande do Sul, concorda com a mudança mesmo sabendo que teria que pagar por este profissional. “No todo não há um encarecimento para as empresas e sim uma agilidade maior para que elas possam implantar os seus projetos”, disse o Vice-Presidente da cooperativa, Renato Kreimeier. O Fundo de Defesa Sanitária Animal (Fundesa) acredita na manutenção da sanidade e confia na lei. “Com isso nós teremos condições de atender ao setor produtivo, pois vamos ter um sistema de inspeção moderno que tem a validação de organismo internacional ou a recomendação da Organização Internacional de Saúde Animal, além de atender as legislações brasileiras, olhando para o consumidor”, disse o Presidente da entidade, Rogério Kerber. Para passar a valer, o projeto ainda vai passar pela Assembleia Legislativa, onde enfrenta oposição. Os fiscais estaduais acreditam que a sanidade poderia ficar comprometida com as mudanças. “Nós acreditamos que fica comprometida, pois nós vivemos uma realidade complexa onde servidores são presos em câmaras frias, servidores têm o carro baleado. Então, é uma estrutura muito complexa para se pensar numa mudança nessa magnitude, tirando o poder de polícia administrativa de quem está no dia a dia da inspeção sanitária”, avaliou o conselheiro da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), Antônio Augusto Medeiros.

CANAL RURAL

Senado arquiva projeto de anistia a dívidas do Funrural

1 Segundo o senador Ronaldo Caiado, autor do texto, havia brechas que permitiriam perdão de pessoas jurídicas

Os senadores aprovaram, nesta terça-feira, dia13, um requerimento para arquivar o projeto de lei que propõe anistia das dívidas de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O projeto já estava pronto para votação no plenário do Senado. O requerimento é de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que também assinava o projeto. De acordo com o senador, havia brechas no texto do projeto que permitiriam anistia de dívidas de pessoas jurídicas. O arquivamento foi possível após acordo com a oposição. O PT gostaria de manter o projeto para beneficiar os produtores rurais. Caiado se comprometeu a apresentar outra proposta com regras mais rígidas e a oposição cedeu.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Exportações do campo mantiveram ritmo forte em maio

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 9,7 bilhões em maio, 12,8% mais que no mesmo mês do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura

As importações do setor aumentaram 30%, para US$ 1,3 bilhão, e, com isso, o superávit dessa balança registrou alta de 10,5%, para US$ 8,4 bilhões. Os embarques voltaram a ser puxados pelo chamado “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo). As vendas da matéria-prima e seus derivados ao exterior renderam US$ 4,7 bilhões, resultado 7,5% superior ao do mesmo mês de 2016. Segundo o ministério, apenas as exportações do grão alcançaram praticamente 11 milhões de toneladas ­ um novo recorde mensal histórico ­, ou US$ 4,1 bilhões, com um aumento de 2,1% do preço médio. Já os embarques de carnes recuaram 4,1% em maio, para US$ 1,2 bilhão. “Com exceção de carnes, miudezas e preparações, cujas exportações aumentaram 15,9% (acréscimo de US$ 4,05 milhões), todos os demais itens do setor assinalaram quedas nas vendas. As exportações de carne de peru caíram 49,1%, as de carne bovina recuaram 5,1% e as de carne de frango caíram 2,5%”, diz nota divulgada pelo ministério. Sempre segundo o ministério, as exportações de açúcar e etanol chegaram a US$ 1,1 bilhão em maio, 49,2% mais que no mesmo mês de 2016, ao passo que os embarques de produtos florestais subiram 24,4% na comparação, para US$ 972,7 milhões, e os de café cresceram 22,4%, para US$ 442,5 milhões. Nos primeiros cinco meses deste ano, as vendas externas do agronegócio brasileiro também apresentaram resultado positivo: cresceram 5,9% em relação a igual intervalo de 2016, para US$ 38,9 bilhões. As importações cresceram 22,8%, para US$ 6,1 bilhões, e o superávit cresceu 3,3% para US$ 32,7 bilhões. De janeiro a maio, os embarques brasileiros do “complexo soja” cresceram 18%, para US$ 16 bilhões, os de carne aumentaram 5,4%, para US$ 6 bilhões e os de açúcar e etanol registraram alta de 31,7%, para US$ 4,5 bilhões. No período, a China foi o destino de 33,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Joesley Batista retorna ao Brasil, diz estar à disposição da Justiça

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, controladora da JBS, informou por meio de nota que está de volta ao Brasil desde domingo (11)

O empresário se ausentou do país depois de ter realizado delação premiada na qual admitiu esquema de pagamento de propina e corrupção envolvendo políticos brasileiros. “Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público”, informou a assessoria de imprensa do empresário na noite de terça-feira (13). O empresário estava na China e rebateu notícias de que ele estaria “passeando na Quinta Avenida, em Nova York”, acrescentando que seu destino não foi revelado por razões de segurança e que viajou com autorização da Justiça brasileira. Na segunda-feira, Joesley Batista participou de reuniões em Brasília, e na terça-feira, de “encontros de trabalho” em São Paulo, segundo divulgou na nota, sem dar detalhes. O empresário acrescentou que está “à disposição do Ministério Público e da Justiça brasileiros”.

CARNETEC

Minerva confirma retomada de atividades na unidade de Mirassol D’Oeste (MT)

A Minerva S.A. informou no fim da tarde de terça-feira (13) que irá retomar as atividades em sua unidade de Mirassol D’Oeste (MT) a partir de meados de julho

“A unidade de Mirassol D’Oeste possui capacidade de abate e desossa de aproximadamente 1.100 cabeças por dia”, informou a Minerva em comunicado. A planta frigorífica tinha sido fechada em julho de 2015, quando ocorreu o desligamento de cerca de 700 funcionários. À época, a Minerva informou que o fechamento visava a “melhorias de eficiência em rendimento, economia de custos por aumento da otimização de capacidade instalada e incremento de rentabilidade por reequilíbrio geográfico de suas operações”.  O jornal O Estado de S. Paulo havia noticiado mais cedo na terça-feira que essa unidade da Minerva seria reaberta e que a Marfrig também estuda reaberturas, de acordo com fontes não identificadas na reportagem. A Marfrig não se pronunciou oficialmente sobre o tema até o fim da tarde de terça-feira (13).

CARNETEC

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