CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 519 DE 23 DE MAIO DE 2017

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Ano 3 | nº 51923 de maio de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: ainda existe muita incerteza no mercado

Compradores e vendedores permaneceram na defensiva em função da delação premiada da JBS, divulgada na última quarta-feira (17/5)

De maneira geral, os frigoríficos continuaram fora das compras nesta segunda-feira (22/5) e os que voltaram ofereceram preços abaixo da referência. A maior oferta de animais terminados e consequentemente o alongamento das escalas observadas nas últimas semanas colaborou para este cenário. Em São Paulo, as tentativas de baixa são cada vez mais comuns. Existem ofertas de compra até R$3,00/@ abaixo da referência. No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$136,50, à vista, já descontado o Funrural, queda de 1,8% desde o início no mês. As escalas de abate giram em torno de cinco dias. Em algumas praças, como no Norte do Tocantins, a maior parte dos frigoríficos continuou fora das compras. Esse cenário é observado desde a semana passada. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,07/kg. Em curto prazo não são descartadas quedas de preço.

SCOT CONSULTORIA

Impasse entre ruralistas e governo ainda trava MP do Funrural

Reações contrárias da bancada ruralista continuam travando a publicação da Medida Provisória que o governo prepara há um mês para resolver dívidas e pagamentos futuros do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)

A Casa Civil pretende publicar o texto ainda nesta semana, mas o acordo continua esbarrando em proposta feita pela equipe econômica, segundo a qual a Receita Federal começaria a cobrar ainda em 2017 pelo menos 5% dos débitos que cada produtor rural contraiu com essa contribuição previdenciária. Só a partir de 1º de janeiro de 2018 cobraria 2,3% toda vez que o produtor emitir uma nota fiscal de venda de sua produção, até ele quitar seus débitos com o Fisco. O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o Secretário­ Geral da Receita Federal, Jorge Rachid, vêm se reunindo desde ontem para acertar os detalhes finais do texto, e até havia uma expectativa de que a MP fosse publicada ainda na edição desta segunda­-feira do “Diário Oficial da União”. Contudo, ruralistas entendem que qualquer cobrança relacionada ao Funrural deve valer apenas a partir de 1º de janeiro de 2018 e, portanto, resistem a fechar um acordo com o governo. “Eles têm pressa para editar a MP, mas não haverá acordo final até nós [bancada ruralista] fazermos uma nova reunião para discutir o tema internamente”, disse o deputado Nilson Leitão (PSDB­MT), Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Está tudo suspenso por enquanto”, afirmou. Leitão admite que a crise política vivida pelo governo contribuiu muito para atrasar as negociações. As turbulências levaram ao adiamento da reunião que a bancada teria com Meirelles na quarta-­feira para tentar acertar os últimos pontos pendentes. Também alimenta o impasse o fato de a bancada ruralista insistir em discutir qual o indexador — Selic ou TJLP —, seria mais adequado para corrigir juros, multas e pagamentos de honorários advocatícios devidos por produtores inadimplentes. Geralmente a Receita usa como referência a Selic para corrigir juros devidos por contribuintes que têm dívidas com o Fisco ou aderem a programas de parcelamento de débitos tributários como o Refis. A Fazenda já concordou em reduzir de 2,3% para 1,5% a alíquota que os produtores rurais passarão a pagar ao Funrural. Pela negociação, quem não tem dívidas com o fundo já pagaria esse novo percentual a partir de janeiro do ano que vem.

VALOR ECONÔMICO

Mercado do sebo com preços em queda

A oferta maior que a demanda mantém os preços do sebo em baixa

A maior disponibilidade do óleo de soja tem feito com que as indústrias optem por este produto, em relação ao sebo, na produção de biodiesel. Com isso, a cotação da gordura animal está em queda desde o início do ano, e, no Brasil Central, o preço do sebo atingiu o menor valor desde novembro de 2015 e está cotado, em média, em R$1,90/kg, segundo levantamento da Scot Consultoria. Na comparação com à semana anterior houve queda de 2,6%. Frente ao mesmo período do ano anterior a desvalorização foi de 20,8%. No Rio Grande do Sul, o cenário é semelhante e o sebo está cotado em R$2,05/kg. Queda de 2,4% na comparação semanal. Para o curto e médio prazos a perspectiva é de que mercado continue pressionado.

SCOT CONSULTORIA

No ‘olho do furacão’  JBS já perdeu R$ 9,6 bi

A intensa exposição dos crimes delatados pelos irmãos Batista durante o fim de semana resultou ontem no pior dia da história da JBS

Em meio à aversão de investidores, a empresa perdeu R$ 7,45 bilhões em valor de mercado. Na bolsa, as ações da JBS recuaram 31,3%, na maior desvalorização desde que a empresa abriu o capital, em 2007. Desde quarta­-feira, quando surgiram as primeiras notícias da delação de Joesley Batista, os papéis da JBS caíram 37% na B3 (ex­BM&FBovespa), o que fez o valor da empresa cair de R$ 25,9 bilhões para apenas R$ 16,3 bilhões nesse período. A reação dos investidores condensa, em grande medida, a espiral negativa que sacudiu a empresa. Ainda que as perspectivas operacionais permaneçam positivas ­ fato que ajudou a conter a queda das ações na última sexta-­feira­, as delações geram temores sobre a sustentabilidade financeira da JBS. Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os ratings da JBS e da JBS USA, e colocou a nota da companhia em revisão para um novo rebaixamento. A Fitch rebaixou o rating da JBS e também colocou a nota em observação para possível rebaixamento. Por seu turno, a Standard & Poor’s (S&P) colocou em observação para possível rebaixamento o rating da Moy Park, subsidiária da JBS. O risco de pesadas multas também pressiona a companhia. No âmbito das negociações do acordo de leniência, o Ministério Público Federal (MPF) pede o pagamento de mais de R$ 11 bilhões em multas à JBS, mas ainda não chegou a um entendimento com a controladora J&F. E isso não é tudo. Fatalmente, a JBS terá de pagar multa nos EUA ­ a empresa negocia acordo com o Departamento de Justiça (DoJ) ­, onde também já é alvo de ações coletivas. O escritório americano de advocacia Rosen Law Firm abriu novo chamado para interessados em participar de uma possível ação de classe contra a JBS, motivada pelos impactos na companhia da delação e também pela Operação Bullish, que investiga irregularidades nos aportes feitos pelo BNDESPar, que tem 21,3% do capital da JBS. O escritório alega que a JBS pode ter divulgado informações enganosas aos investidores. Além disso, a empresa também pode sofrer ações coletivas relacionadas à Operação Carne Fraca. A crise de confiança é outro fator que abala a JBS, sobretudo no Brasil, onde consumidores fazem campanhas de boicote às marcas da empresa ­ Friboi, Seara, Doriana, Swift, entre outras. Não à toa, a rival BRF ganha espaço junto aos consumidores e aos investidores. Ontem, as ações da dona das marcas Sadia e Perdigão subiram 6,1%, gerando um ganho de R$ 2 bilhões em valor de mercado. Há também efeitos colaterais da delação, com a possível punição da JBS pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo uso de informações privilegiadas. A autarquia investiga se a empresa lucrou com a compra de dólares antes da divulgação da delação, sabendo que a exposição dela afetaria o câmbio. Os controladores da JBS também estão na mira da CVM pelo possível “insider trading” pela venda de ações da JBS antes da divulgação da delação. Para o gestor de um fundo de pensão, a forte baixa das ações da empresa no pregão de ontem está ligada à zeragem de posições especialmente por parte dos investidores internacionais. A exposição em JBS virou um problema para o estrangeiro, uma vez que hoje há muito mais risco do que retorno potencial no médio prazo. Além disso, o estrangeiro, que conta com um leque de opções com mais de 300 papéis do setor para investir no mundo inteiro, não tem tempo para acompanhar os desdobramentos do caso da JBS, os processos judiciais, se os controladores vão ser presos. Esse risco, argumentou o gestor, ficou mais claro após o fim de semana, com os questionamentos acerca das vantagens obtidas na delação pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e as investigações sobre se teriam lucrado com a própria denúncia. O valor de R$ 11,6 bilhões pedido pelo MPF para fechar o acordo de leniência, apesar de não aceito, é outro risco. “O valor de R$ 11 bilhões acabaria com a empresa”, afirmou o gestor. Diante de tudo, histórias do passado mal­ explicadas, como as condições do acordo que selou a incorporação do frigorífico Bertin pela JBS, voltam à tona, adicionando incertezas no cenário já conturbado. Notícias veiculadas na imprensa na semana passada dão conta de que a Procuradoria ­Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pediu que a Justiça cancele o negócio, alegando fraudes fiscais e societárias pela JBS. O pano de fundo desse caso do passado é a possível apropriação indevida de um ágio na incorporação do Bertin. A suspeita é que os Batista compraram, em 2009, uma participação maior dos Bertin do que divulgaram ao mercado, o que pode ter lesado minoritários e a Receita. A participação oculta da família Batista, que foi aventada pelo advogado Sérgio Bermudes em 2013, se daria pela Blessed Holdings, empresa americana sediada em Delaware. A Blessed, por seu turno, é controlada duas empresas sediadas em paraísos fiscais: Lighthouse Capital Insurance Company, cuja sede fica nas Ilhas Cayman, e a U.S Commonwealth Life, que é de Porto Rico.

VALOR ECONÔMICO

Mapa publica norma para abate de animais

Novas regras atendem a exigências da UE, um dos principais compradores dos produtos cárneos do Brasil Procedimentos também serão adotados internamente

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n°12, com as normas de credenciamento para treinamento em manejo pré-abate e abate de animais. O treinamento é necessário para obter certificado de aptidão dos responsáveis pelo abate humanitário com fins comerciais. O abate humanitário é um conjunto de diretrizes técnicas e científicas que garantem o bem-estar do animal, desde o embarque na propriedade até o frigorífico, evitando maus tratos, negligência e reduzindo perdas na cadeia produtiva. Segundo a Coordenadora–Geral de Agregação de Valor da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor e Cooperativismo (SMC), Charli Ludtke, “o objetivo da IN é credenciar entidades para ministrarem cursos de abate humanitário e, dessa forma, manter o monitoramento da qualidade dos treinamentos, com a adequada formação e distribuição de material didático. Isto possibilitará contar com um maior número de equipes capacitadas nos estabelecimentos de abates”. O credenciamento de entidades para abate humanitário é exigência da União Europeia (UE). A UE é um dos principais compradores dos produtos cárneos do país. Charli Ludtke disse que essa prática tem avançado nos últimos anos. “Desde 2008 já capacitamos mais de 10 mil profissionais de frigoríficos que têm inspeção oficial. Quanto ao mercado interno, os critérios serão os mesmos. Buscar a harmonização. Nosso foco é reduzir os problemas ocasionados pelo manejo incorreto e fornecer à mesa do consumidor, um produto de qualidade produzido de forma sustentável”. Os procedimentos de manejo no pré-abate e abate de animais para o consumo, não podem ser ignorados, assim como bem-estar animal em todas as etapas. Se realizado de forma incorreta, perde-se na lucratividade, uma vez que, estressados podem produzir cortes de carnes com defeitos, lesões e fraturas. Os interessados devem procurar a Superintendência Federal de Agricultura do seu estado para maiores informações.

Mapa

ITAL prepara indústrias para atender o mercado dos EUA

O Instituto de Tecnologia de Alimentos é a única instituição na América do Sul reconhecida pelo FDA para treinar profissionais das indústrias para atender as exigências da exportação

Exportar alimentos para os Estados Unidos é um desafio para as indústrias brasileiras. O mercado norte-americano requer condições especiais para a comercialização de produtos classificados como de baixa acidez, pelo risco de saúde pública que estes alimentos podem oferecer. “Os americanos solicitam como pré-requisito um curso voltado a profissionais responsáveis pelos processos térmicos tanto das empresas americanas, como daquelas que querem exportar produtos de baixa acidez ou acidificados para esse país. Os mesmos rigores que tratam a qualidade e segurança microbiológica dessa classe de alimentos nos Estados Unidos, são solicitados a seus exportadores”, explica Maria Isabel Berto, Diretora do Grupo de Engenharia de Processos (GEPC) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Atualmente o ITAL, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é a única instituição na América do Sul reconhecida pelo Food and Drug Administration (FDA) para treinar os profissionais das indústrias para atender as exigências para exportação. “Para nós é um privilégio oferecer este curso que reforça nosso compromisso com a pesquisa e inovação, pois cada detalhe do processamento do alimento garante para a sociedade a tranquilidade em adquirir e consumir um alimento seguro”, destaca a Diretora. O treinamento aplicado pelo ITAL engloba toda a teoria da produção de alimentos de baixa acidez que são estáveis mesmo armazenados à temperatura ambiente. “São produtos que você compra e pode deixar na sua despensa, fora da refrigeração, por exemplo: suco, leite, creme de leite, água de coco envasados em embalagem cartonadas (caixinhas); vegetais, atum e carnes em conserva, envasados em embalagens metálicas ou pouches (embalagens flexíveis). O interessante é ver que alimentos de baixa acidez enlatados, de caixinha ou em pouches são considerados “alimentos enlatados”, pois a nomenclatura não no evoluiu como modernização das embalagens. Mas todos eles foram produtos esterilizados”, explica Isabel.

Mais informações no website: http://www.ital.agricultura.sp.gov.br

ITAL

Brasil deve recuar nas exportações da Cota Hilton

Depois de alcançar o seu melhor desempenho da década em 2016, país deve voltar a ter resultado negativo nos embarques de cortes nobres à UE

Uma semana depois de completar dois meses de sua deflagração, a Operação Carne Fraca segue causando danos à cadeia produtiva de carne bovina do Brasil. Com a queda nos embarques de abril, as exportações somam recuo de 10,7% no acumulado do ano em relação a igual período do ano passado. Além de comprometer as projeções iniciais dos exportadores para 2017, a redução dos embarques para a União Europeia deve impedir que o Brasil cumpra a sua meta dentro da Cota Hilton, que tem seu ano/calendário vigente até o fim de junho. “É muito provável que o Brasil não consiga cumprir a cota deste ano. Muitas plantas que exportam para a UE foram fechadas recentemente em função de férias coletivas ou manutenção”, destaca Lygia Pimentel, analista de mercado da Agrifatto. A Cota Hilton é constituída de cortes especiais do quarto traseiro, de novilhos precoces, e seu preço no mercado internacional geralmente é mais alto do que o da carne em geral. Para se enquadrar nesse acordo é necessário que os animais sejam rastreados desde a desmama e alimentados exclusivamente a pasto. Os Estados autorizados a exportar são ES, GO, MG, MT, MS, PR, RS e SP. O Brasil tem direito a enviar 10.000 toneladas de carne para a Cota Hilton. No ano passado, o país atingiu 92,9% desse volume, sendo o melhor desempenho desde 2006/2007, quando tinha direito ao envio de apenas 5.000 toneladas. Apesar de o Brasil ter rompido os embargos impostos durante a Carne Fraca, diversos países importadores de carne bovina brasileira adotaram maior fiscalização aos produtos, o que ainda tem afetado os embarques. “Esse controle mais rígido exige uma série de procedimentos, que tornaram todo o processo mais lento e, consequentemente, diminuíram o ritmo das exportações”, explica a analista de mercado da Scot Consultoria, Isabella Camargo. “Ainda é muito cedo para falar se a delação da JBS também influenciará nesse cenário”, acrescentou. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de maio o Brasil exportou 56.970 toneladas de carne bovina in natura, média de 4.100 t por dia. Conforme projeções da Scot Consultoria, se o ritmo atual permanecer, o mês fechará com recuo de 10,7%  em relação ao volume embarcado em igual período no ano passado.

Portal DBO

Ministério terá adido agrícola na Arábia Saudita ainda neste ano, diz Maggi

O Ministro afirma que haverá pessoas contratadas localmente para atender as demandas dos países árabes

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, postou, na manhã de segunda-feira, (22/05), um vídeo no qual informa que o Brasil terá ainda neste ano um adido agrícola na Arábia Saudita e representantes contratados para cuidar dos interesses setoriais nos países árabes. “Tem muita coisa boa aqui, o Brasil tem presença grande, mas precisa ampliar. É nítido que quem faz negócios é quem tem amizade, quem tem a presença no dia a dia, e nós vamos colocar, aqui, na Arábia Saudita, ainda este ano, um adido agrícola e vamos ter pessoas contratadas localmente para poder atender as demandas desses países (árabes)”, relata o Ministro no vídeo. Maggi afirmou ainda que Brasil tem grandes chances de ampliar seus negócios com os países árabes, “mas também precisa investir, precisa estar presente, estar aqui olhando as coisas e dando as respostas”, disse. “O árabe é amigo e compra de quem é amigo. O Brasil é amigo dos árabes e precisamos estar presentes aqui”, concluiu. O Ministro encerra nesta segunda a visita a missão a quatro países árabes – Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes – iniciada dia 11. Ele deve reassumir o cago na quarta-feira, dia 24. A missão foi feita justamente para agradecer a retomada do mercado de carnes pelos países, após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e reforçar os laços comerciais. Durante o período em que esteve ausente, o Ministério da Agricultura voltou a ser alvo de duas operações da Polícia Federal (Fugu e Lucas) que investigaram, assim como na Carne Fraca, o envolvimento de fiscais da Pasta em suspeitas de corrupção com frigoríficos.

ESTADÃO CONTEÚDO

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