CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 513 DE 15 DE MAIO DE 2017

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Ano 3 | nº 51315 de maio de 2017

NOTÍCIAS

Governo pode definir situação do Funrural nesta segunda

Expectativa é de que Temer anuncie medida provisória que diminui alíquota e define pagamento de passivos; assessor jurídico do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Rudy Ferraz explica como ficam os processos judiciais e outras pendências relacionadas ao fundo

As discussões acerca do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) movimentaram a semana em Brasília. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), bem como as diversas entidades do setor, estiveram reunidas com o governo para novas tentativas de consenso acerca do imposto, mesmo que o acórdão no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não tenha sido publicado. Na última quinta-feira, dia 11, num encontro entre a FPA, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e representantes da Receita Federal, ficou decidido que a alíquota será de 2,3% sobre a comercialização bruta para quem deixou de pagar o Funrural (incluindo 0,2% referente ao Senar) até que ocorra a quitação de todos os débitos. Após isso, a porcentagem será equalizada às dos contribuintes que estavam em dia com a contribuição. O número pode variar entre 1,5% e 1,9% e só será fechado nesta segunda-feira, dia 15, e apresentado pelo presidente Michel Temer. Há a expectativa de que o governo também perdoe todos os juros, 25% de multa e sucumbência. Mas, diante desse cenário que se desenrola para a resolução do problema dos produtores surgem, algumas dúvidas. Mesmo que o governo aplique nova normativa sobre o imposto, como fica o processo judicial que corre no STF? E as liminares espalhadas pelo Brasil? Há ainda a esperança do setor para um Projeto de Lei do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que pede a remissão total da dívida acumulada. É possível que seja aprovado? Para responder essas e outras dúvidas, o Direto ao Ponto do domingo, dia 14, recebeu como convidado o assessor jurídico do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Rudy Ferraz. O entrevistado deu um panorama de como o Funrural tem sido tratado nas três esferas do poder: Legislativo, Executivo e Judiciário, além de apresentar uma avaliação sobre como o tema tem sido tratado pelos envolvidos. De acordo com Ferraz, tanto o governo quanto o Congresso têm autonomia para tentar criar mecanismos de resposta ao imbróglio do Funrural e dar uma posição ao produtor daqui para frente. No STF, embora tenha se declarado constitucional o imposto, o acórdão ainda não foi publicado e cabem ainda dois tipos de recursos. “Temos duas estratégias, que é embargo declaratório e todas as entidades que estão no processo já afirmaram categoricamente que vão entrar com esse recurso. Nós temos cinco dias após a publicação do acórdão. E a outra questão é a modulação dos efeitos”, afirma o advogado. Todavia, segundo o entrevistado, só com a ata da decisão do Supremo, a Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda já começaram a oficiar os processos para derrubar as liminares vigentes, o que causa a insegurança jurídica para o produtor, num primeiro momento. O especialista orienta que, enquanto não sair nada definitivo, o produtor precisa aguardar o andamento do seu caso específico na justiça. “Tem ‘N’ situações no Brasil. Cada produtor tem que aguardar a sua decisão liminar. Então, é importante observar cada caso. Você está resguardado do Funrural por uma liminar. Se a sua liminar demorar um ano para cair e a do seu vizinho demorar uma semana para cair, cada um está sob uma égide diferente”, diz. Se a liminar cair, o produtor vai ter um prazo – estabelecido por lei em 30 dias – para pagar a dívida sem multa qualquer. Mas, cada caso tem suas peculiaridades”, ressalta Ferraz. Questionado sobre a possibilidade de remissão da dívida, o advogado afirma que é preciso ter cautela. “Vai esbarrar na Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo não pode se negar a cobrar algo que o próprio judiciário reconheceu que é constitucional a menos que dê outra receita para ele. Então temos aí um problema fiscal desse recurso.” Por tal razão, Ferraz afirma que, caso o Congresso aprove uma lei que anistia débitos e créditos, será preciso muita cautela, porque o que está sendo questionado é a fórmula do cálculo, já que a contribuição é obrigatória. Ou seja, provavelmente haverá a criação de um novo tributo. “O que está se discutindo é a forma como vai ser feita essa contribuição para o produtor rural pessoa física. Porque, aquele produtor que já tem um processo que foi transitado em julgado, mesmo que esteja livre da contribuição pela receita bruta, terá de pagar pela folha.

CANAL RURAL

Blairo Maggi se reúne no Kuwait para tratar de exportação de carnes

Em missão empresarial, o Ministro visitará ainda Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, esteve reunido, neste domingo (14), no Kwuait, com a diretoria da Autoridade Pública da Agricultura e Recursos de Pesca do país para tratar de exportações brasileiras. De acordo com o ministro a reunião foi muito produtiva para o interesse do país. “Estivemos com autoridades do Ministério da Sanidade Animal e Vegetal, quando expliquei o caso da Operação Carne Fraca e me garantiram reabrir o mercado para carnes bovinas e de frangos”, disse o ministro, que tratou também de bois vivos, ovos férteis, pintinhos de um dia, milho e soja. Ainda para esclarecer sobre a operação da PF, ocorrida em março em frigoríficos, Maggi explicou que o Brasil segue todos os protocolos internacionais de sanidade. “Alguns funcionários cometeram atos relacionados a inconformidades e, por problema de comunicação, a PF acabou colocando em cheque a sanidade da carne. Mas temos 11 mil funcionários comprometidos com a qualidade dos nossos produtos e exportamos para mais de 159 países seguindo padrões de conformidade internacional”, explicou. O Ministro ouviu das autoridades locais que “o governo do Kuwait sabe da qualidade dos produtos brasileiros” e que aguardam apenas a emissão de certificado brasileiro para retomar os negócios. De acordo com representantes daquele país, não haverá aumento de burocracia. Os certificados aguardados são os emitidos pelos próprios fiscais na planta frigorífica, a serem reconhecidos pela embaixada e pela câmara Árabe, para garantia total e evitar crítica de consumidores. Acompanhado do Secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva, e do Presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o Ministro Blairo Maggi, fez questão de falar da importância dos avanços na agricultura proporcionados pela empresa de pesquisa, vinculada ao ministério, responsáveis, afirmou, por transformar o Brasil de importador de alimentos em um dos maiores players do agronegócio no mundo. Falou também sobre a preservação do meio ambiente sob responsabilidade dos próprios produtores rurais, que respeitam no Brasil uma das leis mais rigorosas do mundo nessa área, mantendo 61% do território nacional intocável. Do lado do Kuwait, estiveram presentes, Zahra Al-wazzan, vice-diretora geral de Saúde Animal do país, entre outras autoridades e Michel Alaby, Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Árabe-Brasil.

MAPA

Mercado do boi gordo com poucas alterações

A semana que passou foi marcada por um maior volume de negociações, com mais oferta de boiadas, e as escalas se alongaram

Mesmo com este cenário, não houve reflexo nas referências que tiveram poucas alterações nos últimos dias. Porém, na última sexta-feira (12/5) já não se notava mais aquela firmeza nos preços vista na semana anterior e em alguns casos já foi possível observar pressão de baixa. Outro fato a ser destacado é que algumas indústrias que estavam com escalas mais “folgadas” saíram do mercado e aguardam o início desta semana para traçarem suas estratégias de preços.  O mercado atacadista de carne bovina fechou em queda. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,26/kg, desvalorização de 2,27%.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo sofrem forte baixa com reposição mais lenta, diz Agência Safras

O mercado de boi gordo teve preços mais baixos na segunda semana de maio

“ A perspectiva é que haja nova queda das indicações durante a segunda quinzena do mês, considerando o arrefecimento da demanda que leva a uma reposição mais lenta ao longo da cadeia produtiva”, aponta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. O contraponto é a queda dos preços do atacado às vésperas do dia das mães, fato que não é tradicional neste mercado em especial, consequência de determinados frigoríficos de maior porte que aproveitaram o período de ótima demanda para girar os estoques. No entanto, a frente fria prevista para o final do mês deve resultar em pressão de oferta, considerando que a deterioração das pastagens é mais rápida nessas condições, dificultando a retenção da oferta. A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização ficou assim na segunda semana de maio.
São Paulo – R$ 139,00 a arroba, estável frente a primeira semana.
Goiás – R$ 121,00, contra R$ 126,00.
Minas Gerais – R$ 132,00, contra R$ 135,00 a arroba.
Mato Grosso do Sul – R$ 128,00, contra R$ 131,00 a arroba.
Mato Grosso – R$ 127,00, contra R$ 129,00 a arroba.
As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 77,1 milhões em maio (4 dias úteis), com média diária de US$ 19,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 18,5 mil toneladas, com média diária de 4,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.162,30. Na comparação com abril, houve ganho de 18,6% no valor médio diário da exportação, alta de 18,8% na quantidade média diária exportada e perda de 0,1% no preço médio. Na comparação com maio de 2016, houve ganho de 1,7% no valor médio diário, baixa de 3,7% na quantidade média diária e valorização de 5,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Agência Safras
Mercado do sebo estável

A oferta ajustada à demanda manteve os preços do sebo estáveis

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a gordura animal está cotada em R$1,95/kg. Queda de 25,0% frente ao início do ano. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,10/kg. Apesar da melhora por parte da demanda, a oferta disponível tem sido suficiente para atender o mercado. Para o curto e médio prazos a expectativa é que o mercado continue com preços andando de lado.

SCOT CONSULTORIA

Investimentos do BNDES na JBS entram na mira da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na sexta-­feira a operação Bullish, que investiga fraudes em empréstimos e aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) ao grupo frigorífico JBS/Friboi. As operações da instituição podem ter gerado prejuízo de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos

A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou a condução coercitiva do empresário Joesley Batista, do Grupo JBS/Friboi, durante as ações desencadeadas na sexta-­feira pela operação Bullish. O empresário, no entanto, não foi localizado pela Polícia Federal (PF) ­ ele está em viagem à Nova York. Cinco pessoas investigadas estão em viagem ao exterior e são monitoradas pela PF. Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, inclusive na casa e escritório do ex-­presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho no Rio de Janeiro. Coutinho foi alvo de mandado de condução coercitiva pela Justiça do DF. Também houve buscas em endereços de ex-­diretores do BNDES e de ao menos um atual diretor do banco, segundo fonte a par das investigações. Wesley Batista, irmão de Joesley, foi levado para prestar depoimento na PF em São Paulo. O juiz Ricardo Soares, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, autorizou a realização de 37 conduções coercitivas, 30 no Rio e 7 em São Paulo, além de 20 mandados de busca, sendo 14 no Rio e 6 em São Paulo. O magistrado também determinou a indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que são alvos da investigação, até o limite do prejuízo que teria sido causado aos cofres públicos. Os controladores do grupo JBS estão proibidos de promover alterações societárias sem prévia comunicação à Justiça. A investigação, realizada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF), apura uma série de indícios de fraudes e irregularidades nos aportes concedidos pela subsidiária BNDESPar, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao grupo JBS. Os desembolsos, realizados a partir de 2007, durante o segundo mandato do ex­-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tinham por objetivo a aquisição de empresas do ramo frigorífico totalizando R$ 8,1 bilhões, de acordo com os autos da investigação. Realizadas após a contratação da empresa Projeto Consultoria, do ex-­ministro da Fazenda Antônio Palocci ­ preso preventivamente e réu por corrupção na Lava­Jato ­, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde, de acordo com as investigações. Além disso, a PF sustenta que tais transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando prejuízo estimado de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. O nome da operação refere-se à tendência de valorização gerada entre os operadores do mercado financeiro em relação aos papéis da empresa, para a qual os aportes da subsidiária BNDESPar foram imprescindíveis. “Bullish” é um termo usado no mercado para definir movimentos de alta nos preços dos ativos. Investimentos Os investimentos do BNDESPar na JBS totalizaram, direta ou indiretamente R$ 8,1 bilhões. Atualmente, o banco tem uma fatia da 21,3% da empresa. Os aportes do BNDES na JBS faziam parte daquela que ficou conhecida como a “política das campeãs nacionais”. A estratégia do banco estatal visava impulsionar companhias de setores nos quais o Brasil pudesse ter relevância global. A cadeia produtiva de proteína animal era uma delas. Além da JBS, o BNDES investiu nos frigoríficos Bertin, Marfrig e Independência. O Bertin quase foi à bancarrota e acabou incorporado pela JBS, em uma operação no qual o BNDESPar aumentou sua fatia na JBS. O Independência também quebrou, pediu recuperação judicial e, no início de 2013, também foi vendido para a JBS. O primeiro aporte aconteceu em junho de 2007. Na ocasião, o BNDES investiu R$ 1,13 bilhão na compra de ações, ao preço de R$ 8,15. Os recursos aportados pelo banco foram usados pela JBS para adquirir a americana Swift. No ano seguinte, investiu mais R$ 988 milhões em um aumento de capital, a R$ 7,07 por ação. Mas os maiores investimentos do BNDES na JBS aconteceriam em 2009, quando o banco estatal aceitou subscrever R$ 3,5 bilhões em debêntures conversíveis em ações. O montante foi utilizado pela JBS na aquisição da americana Pilgrim’s Pride. À época, o apoio para a JBS comprar a Pilgrim’s foi visto como uma forma de a JBS aceitar assumir o frigorífico Bertin, que estava quebrado — assolado por má gestão e pela crise econômica de 2008. Em 2008, o BNDES havia investido R$ 2,5 bilhões no Bertin, e corria o risco de perder parte dos recursos se a empresa quebrasse. Desse modo, o Bertin foi incorporado pela JBS. O BNDES, então, recebeu 250,2 milhões de ações da JBS em troca da participação que tinha no Bertin. Pelos termos das debêntures emitidas em 2009, a JBS deveria fazer o IPO da subsidiária JBS USA nos Estados Unidos, mas as condições de mercado não eram favoráveis na época e a empresa acabou desistindo. Sem o IPO, a JBS pagou multa ao BNDES, que por sua vez converteu as debêntures em ações da JBS no Brasil. O banco estatal chegou a ter quase 35% das ações da JBS. No fim de 2012, porém, o BNDES transferiu uma fatia de 10% para a Caixa Econômica Federal, em uma operação polêmica de “contabilidade criativa” realizada para capitalizar o banco. Em 2016, a participação do BNDESPar na JBS era avaliada, pela própria instituição, em R$ 5,7 bilhões, e correspondia a 21,4% do capital total. Em 2015, o total de investimentos era de R$ 6,7 bilhões, oscilando por conta da variação do valor do papel. Em relação à participação em coligadas no total do banco, a fatia da JBS correspondia em dezembro a 42,6%. Do total das participações societárias, a JBS é a terceira maior, com 9,2%, atrás de Vale e Petrobras. Em 2015, o BNDESPar reduziu sua participação na empresa em 4,52%, com a venda de 142 mil ações. Levando em conta os financiamentos realizados pelo BNDES diretamente para a companhia entre 2005 e 2010, foram transferidos R$ 487 milhões para a JBS, segundo as informações disponíveis na página do banco na internet.

VALOR ECONÔMICO

JBS nega fraude com BNDES

“Não houve favor algum à empresa”, diz em nota

O Grupo JBS afirma que não foi favorecido por qualquer operação financeira envolvendo a BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Deflagrada na sexta-feira (12.05), a Operação Bullish da Polícia Federal investiga irregularidades em aportes de R$ 8,1 bilhões do banco de fomento à JBS entre os anos de 2007 a 2011. Em nota oficial, a JBS diz que “sempre pautou seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente. Todo o investimento do BNDES na companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo às regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”. “Todos os atos societários advindos dos investimentos da BNDESPar foram praticados de acordo com a legislação do mercado de capitais brasileiro, são públicos e estão disponíveis nos sites da CVM e de relações com investidores da JBS”, conclui o comunicado.

AGROLINK

EMPRESAS

BRF tem prejuízo de R$ 286 milhões apesar de melhor desempenho no Brasil

A BRF teve um prejuízo líquido de R$ 286 milhões no primeiro trimestre, afetada por menores resultados operacionais e aumento de despesas, entre as quais estão custos relacionados aos impactos da divulgação da Operação Carne Fraca, ofuscando a melhora do desempenho no mercado doméstico

A receita líquida do grupo somou R$ 7,8 bilhões, queda de 3,8% na comparação anual, impactada por menores preços e volumes comercializados. O Ebitda (lucro antes de juros impostos, amortização e depreciação) caiu pela metade em relação ao mesmo período do ano anterior para R$ 505,7 milhões no primeiro trimestre de 2017. A margem Ebitda teve redução de 6,1 pontos percentuais, para 6,5%. As despesas líquidas da companhia somaram R$ 176,9 milhões, um aumento de 281% em relação ao mesmo período do ano passado, impactadas por gastos de R$ 40 milhões relacionados à Operação Carne Fraca (gastos de mídia, escritórios de advocacia, comunicação, fretes, armazenagem), além de outros custos referentes a uma ação civil pública em Uberlândia (R$ 39 milhões), entre outros. A empresa deixou de embarcar cerca de 15 mil toneladas de carnes como resultado das suspensões temporárias de compras de carnes brasileiras por alguns países importadores após a divulgação da Operação Carne Fraca, em 17 de março, segundo o CEO global Pedro Faria, em teleconferência de resultados com analistas na sexta-feira (12). Ele acrescentou que reflexos do anúncio da operação ainda deverão ser sentidos nos resultados da empresa no segundo trimestre. Em alguns mercados internacionais, a BRF também enfrentou cenário competitivo e a apreciação do real em relação a outras moedas, incluindo o dólar. No mercado doméstico, houve aumento nos volumes de produtos negociados, segundo o Presidente do Conselho de Administração da companhia, Abílio Diniz. “Embora o resultado da companhia no primeiro trimestre não seja um resultado satisfatório, nota-se que no mercado doméstico o resultado foi muito bom. Tivemos um crescimento em volume e um Ebitda maior que em 2016, com margem maior, de 14,7%.” Por outro lado, a companhia teve uma redução na participação de mercado nas principais categorias de produtos nas quais atua, segundo a última leitura da empresa de consultoria Nielsen, referente ao primeiro bimestre do ano. Em embutidos, a participação de mercado da BRF caiu de 35,9% no fim do ano passado para 35,2%. Em frios, o market share caiu de 57,1% para 55,6%. Em pratos prontos, a participação passou de 58,9% para 58,6%. “Esses decréscimos foram resultado, principalmente, do impacto do aumento de preço feito em dezembro de 2016. As categorias que tiveram os menores aumentos, como a de pratos prontos, foram as que menos sofreram”, informou a companhia no release de resultados. Ao longo do 2016, empresas do setor de proteína animal no Brasil realizaram elevação de preços para compensar o aumento nos custos de grãos. Esses custos de produção tendem a diminuir em 2017, diante das expectativas de safra recorde no país neste ano. A BRF reportou pela primeira vez os resultados consolidados de sua nova unidade de negócios, a OneFoods, que considera todos os países muçulmanos onde a companhia atua. A receita operacional líquida dessa unidade somou R$ 1,3 bilhão, queda de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao último trimestre do ano passado, a queda foi de 11,1%, impactada por redução de 2% nos volumes vendidos e preços médios menores em reais. A One Foods registrou uma elevação de 4,1 pontos percentuais na participação de mercado nas regiões em que atua, para 43,1%.

CARNETEC

Missões veterinárias dos Estados Unidos e da Coreia do Sul inspecionam frigoríficos em seis estados

Visitas vão ocorrer em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná

A partir desta segunda-feira (15), dois auditores do serviço veterinário dos Estados Unidos começarão a inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos, além de laboratórios, superintendências federais de Agricultura (SFAs) e escritórios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em cinco estados. O trabalho dos norte-americanos se destinada à renovação das autorizações de exportação de carnes bovina e suína e vai até 2 de junho. As equipes visitarão abatedouros em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás.  Está prevista inspeção em nove plantas frigoríficas. Em 2016, o Brasil exportou cerca de US$ 284 milhões de carne bovina e US$ 306 mil de cortes de frango para o mercado americano, segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa. Também nesta segunda-feira veterinários da Coreia do Sul vão iniciar inspeção em oito plantas frigoríficas de suínos e aves para habilitar o Brasil a exportar esses produtos para aquele mercado. Serão fiscalizadas unidades em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. No ano passado, a Coreia do Sul importou do mercado mundial US$ 1,26 bilhão de cortes suínos e US$ 266 milhões de carne de frango.

MAPA

INTERNACIONAL

EUA e China anunciam acordo comercial sobre carne, gás e serviços financeiros

China autorizará importações de carne bovina após embargo de 13 anos e empresas chinesas poderão comprar gás natural nos EUA

Washington e Pequim anunciaram na sexta-feira (12) um acordo comercial para exportações de carne e gás dos Estados Unidos para a China, que também vai aceitar alguns serviços financeiros americanos. A China autorizará as importações de carne bovina após um embargo de 13 anos e as empresas chinesas poderão comprar gás natural nos Estados Unidos, de acordo com o texto do acordo, apresentado como o primeiro resultado concreto dos contatos entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Trump, que durante a campanha eleitoral criticou duramente a China, recebeu o Presidente Xi no início de abril em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida. Após a reunião, Trump celebrou o que chamou de “progressos espetaculares” na relação China-EUA e prometeu um “plano de ação” de 100 dias para reforçar a cooperação entre os dois países. O texto do acordo estabelece que a China autorizará até o fim de julho as importações de carne bovina americana. A China suspendeu totalmente as importações de carne bovina dos Estados Unidos em 2003, após a descoberta de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como “mal da vaca louca”, no país. Washington solicitava há vários anos a reabertura do mercado chinês, onde o consumo de carne aumentou de forma espetacular e que os fazendeiros americanos consideram crucial. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos suprimirá “o mais rápido possível” as restrições à importação de carne de ave chinesa. No campo da energia, Washington autorizará as empresas chinesas a comprar gás natural americano. “A China não será tratada menos favoravelmente que outros países” que não dispõem de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, estabelece o acordo. Como parte do acordo, Pequim autorizará empresas estrangeiras a oferecer serviços de classificação financeira na China. Também promete “acesso rápido e completo” ao mercado chinês aos sistemas americanos de pagamento eletrônico. Por fim, a China celebrou o envio de uma delegação americana ao fórum diplomático “Novas Rotas da Seda”, que começa no próximo domingo em Pequim. No comunicado, o governo dos Estados Unidos reconhece a “importância” do fórum. O acordo China-EUA segue o compromisso de Trump de reduzir o colossal déficit comercial de Washington com Pequim, que em 2016 foi de quase US$ 350 bilhões.

France Presse

Confira previsões do USDA para o mercado de carne bovina

A produção global de carne bovina e de vitelo deverá crescer menos de 2% em 2017, para quase 62 milhões de toneladas, principalmente devido aos ganhos nos Estados Unidos, Brasil e Argentina

O crescimento brasileiro é impulsionado pelo aumento das exportações para a Ásia e pela moderada expansão da demanda doméstica à medida que a economia brasileira se recupera. A produção argentina será impulsionada pela remoção de impostos de exportação e liberalização de moeda, facilitando a demanda de exportação. A produção de carne bovina diminuirá mais na Austrália e na África do Sul, uma vez que os rebanhos estão sendo reconstruídos, após o aumento nas taxas de abates provocado pela seca. A produção também cairá moderadamente na Nova Zelândia, já que os produtores estão retendo vacas e novilhas para reconstruir o rebanho. As exportações mundiais em 2017 deverão aumentar em 2%, para 9,6 milhões de toneladas. As exportações da América do Sul, da Índia e dos Estados Unidos vão mais do que compensar as quedas nas vendas da Austrália e da Nova Zelândia, ambas prejudicadas por menores ofertas. O consumo crescente no Leste da Ásia, em particular na China, irá impulsionar as exportações. No entanto, a demanda de outros importadores importantes cairá em 2017, incluindo o Egito (desvalorização da moeda) e a Rússia (poder de compra limitado e concorrência de outras carnes). A demanda de carne bovina no Oriente Médio e no Norte da África permanece estável, uma vez que os baixos preços do petróleo continuam impedindo o crescimento econômico. A produção de carne bovina e de vitelo nos Estados Unidos deverá crescer mais de 5% em 2017, para mais de 12 milhões de toneladas, atingindo o maior volume em 9 anos. Agora, no terceiro ano de um novo ciclo pecuário, maiores ofertas e preços mais baixos de carne bovina nos EUA impulsionarão as exportações para o Japão e a Coréia do Sul, ao mesmo tempo em que moderarão a demanda de importação dos EUA. Os Estados Unidos também se beneficiarão da redução da oferta da Austrália, à medida que os dois países competem nos mercados asiáticos. A força relativa do dólar permanece um desafio para o crescimento das exportações em alguns mercados, como o México e o Canadá, embora os preços mais baixos dos EUA compensem alguns dos impactos cambiais. As exportações de couros e peles dos EUA foram avaliadas em US$ 1,9 bilhão no ano fiscal de 2016. Os couros bovinos representaram cerca de 60% do valor total das exportações de couros e peles dos Estados Unidos no ano fiscal de 2016. Outros produtos significativos incluíram peles de marta e de búfalos. Completando a lista estão as peles de ovelha e cordeiro, de suínos, de répteis, etc. Os Estados Unidos é o maior exportador mundial de couro bovino, representando pouco mais da metade do comércio mundial. Os três maiores fornecedores (UE, Austrália e Canadá) combinados oferecem apenas uma parte do nível das vendas dos EUA. Geralmente, assume-se que a produção de couro bovino em qualquer ano reflete os abates oficiais de gado comercial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Assim, uma vez que as ofertas de couro seguem a tendência do rebanho, uma queda nos abates pode diminuir a disponibilidade de couros para exportação. No mercado mundial, os couros bovinos norte-americanos são considerados um produto de alta qualidade devido aos métodos de produção de confinamento que resultam em menos defeitos no couro em comparação com sistemas a pasto, como na Austrália e no Brasil. Por exemplo, ao longo dos últimos três anos, os couros de bovinos inteiros dos EUA exportados para a China receberam um preço premium de pelo menos um terço a 50% em comparação com o seu principal concorrente, a Austrália. A expectativa é de que a demanda de couro pela Ásia continue relativamente fraca até o ano fiscal de 2017 e, assim, as exportações de couros e peles dos EUA deverão se manter estáveis, em US$ 2 bilhões.

USDA.

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