CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 505 DE 03 DE MAIO DE 2017

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Ano 3 | nº 50503 de maio de 2017

NOTÍCIAS

Carne Fraca derrubou embarques em abril

No primeiro mês completo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca da Polícia Federal­ em 17 de março ­, as exportações brasileiras de carnes registaram forte queda, conforme dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic)

Em abril, o pior desempenho em faturamento foi registrado pela indústria exportadora de carne bovina in natura. Ao todo, a receita com os embarques dessa proteína chegou a US$ 292,6 milhões, redução de 13,7% na comparação com os US$ 339 milhões reportados no mesmo mês do ano passado. Em volume, os embarques de carne bovina ao exterior totalizaram 70,2 mil toneladas em abril, uma diminuição de 18,5% ante as 86,5 mil toneladas comercializadas em abril do ano passado. Também houve redução nas exportações de carne de frango in natura. No mês passado, os embarques do produto renderam US$ 486,9 milhões, queda de 8,7% na comparação com os US$ 533,2 milhões reportados no mesmo intervalo de 2016. Ao todo, os frigoríficos brasileiros exportaram 293, 5 mil toneladas de carne de frango em abril, redução de 22,4% ante as 378,6 mil toneladas comercializadas em abril do ano passado. No caso da carne suína, o volume exportado também caiu, mas a forte elevação dos preços ­ 43,6% na comparação com abril de 2016 ­ sustentou a receita. Em abril, o faturamento das exportações de carne suína in natura totalizou US$ 120,9 milhões, crescimento de 20,9% na comparação com os US$ 100 milhões reportados no mesmo mês de 2016 do ano passado. Em contrapartida, a o volume exportado caiu 15,8%, alcançando apenas 44,5 mil toneladas. Em apresentação em Brasília, o Secretário de Comércio Exterior do Mdic, Abrão Neto, destacou que, apesar da redução do volume embarcado, a receita das exportações de carnes ficou praticamente estável se considerada a média diária de faturamento ­ com leve alta de 0,2%. Segundo ele, a queda do volume exportado pode estar relacionada à Carne Fraca, mas não só. “Isso está relacionado a uma série de fatores, tanto decorrentes da Operação Carne Fraca quanto de restrições de pagamentos em alguns países”. O Egito, relevante cliente dos frigoríficos, sofre com a escassez de dólares. Apesar da queda de abril, o governo já verifica uma tendência de normalização nas exportações brasileiras de carnes, disse. “Esperamos que, ao longo do ano, [as carnes] tragam uma contribuição muito positiva para a balança”, acrescentou Neto.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne bovina em abril atinge menor volume desde 2012

O volume de 70,2 mil toneladas é igual a abril de cinco anos atrás

As exportações de carne bovina do Brasil em abril apresentaram um resultado nada satisfatório. Segundo levantamento da Radar Investimentos, o volume de 70,2 mil toneladas é o menor dos últimos cinco anos, igualando-se a abril de 2012. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados nesta terça, o Brasil recuou 28,5% em volume se comparado ao mês passado e, 18,9% em relação ao igual período de 2016. Consequentemente, em receita os percentuais também caíram. Os embarques de abril totalizaram US$ 292,6 milhões, ficando 7,3% inferior a março/17 e 4,1% menor que em abril do ano passado. Para a Radar, o baixo desempenho das exportações se deu pela redução dos abates neste mês, após o susto com os embargos em razão da operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O levantamento preliminar da consultoria MBAgro apontou queda de aproximadamente 20% no volume de animais abatidos, em função do fechamento de unidades frigoríficas e a postura retida dos pecuaristas. Contudo, “a retomada de mais plantas na semana anterior e nesta terça-feira pode melhorar o quadro das exportações em maio/17 frente abril/17”, lembra a Consultoria.

Notícias Agrícolas

Anvisa proíbe venda de produtos de 2 empresas do Paraná envolvidas na Operação Carne Fraca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de produtos de duas empresas paranaenses envolvidas na Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março, segundo resolução no Diário Oficial desta quarta-feira

Conforme o documento, a decisão foi tomada após resultados de análises dos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro) em produtos de origem animal da Novilho Nobre e da Transmeat, ambas no Paraná. A resolução proíbe a comercialização de hambúrguer misto envelopado congelado (carne bovina e frango) da Novilho e hambúrguer bovino e congelado da Transmeat.

Reuters

Programa de Compliance deve evitar problemas de conduta em estabelecimentos agropecuários

Maggi quer que empresas reproduzam modelo adotado recentemente pelo Mapa e promete selo para distinguir frigoríficos. Blairo Maggi quer que frigoríficos adotem plano de conduta

Depois de criar um programa de compliance (de cumprimento de regras) próprio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministro Blairo Maggi quer estimular empresários do agronegócio a criarem também programas no mesmo modelo. Para estimular o setor privado a aderir a ideia, o Mapa deve conceder um selo de qualidade a empresa que atenderem padrões de excelência. O anúncio será feito nesta quarta-feira (3), às 14 horas, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, a representantes de entidades do setor, durante reunião de avaliação de balanço do Programa Agro+, que foi lançado em agosto do ano passado para modernizar, atualizar e agilizar normas do setor agropecuário. O programa de compliance do ministério foi criado no dia 7 de abril, por meio da Portaria nº 705, com o objetivo de implementar e aprimorar mecanismos de prevenção, detecção e remediação de fraudes, irregularidades e desvios de conduta. O Secretário-Executivo do Mapa, Eumar Novacki, acredita que se o Compliance estivesse em vigor há mais tempo, teria sido possível evitar problemas de conduta que desencadearam a Operação Carne Fraca. A portaria prevê um plano de integridade, contemplando diretrizes e mecanismos de apoio à implantação de políticas de compliance pelos estabelecimentos agropecuários sujeitos à fiscalização federal. Elaborado por um Comitê de Integridade, o plano deve mapear riscos de integridade, avaliar medidas já existentes, identificando vulnerabilidades e propondo medidas para solucioná-las.

Serviço: Reunião de Avaliação e Balanço do Plano Agro Mais   Data: 3 de maio de 2017 (quarta-feira) Horário: 14h Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães Sala de Reuniões da Condetur Ala Norte, 1º andar, Brasília – DF

MAPA

Lentidão nos negócios no mercado do boi gordo

Os negócios aconteceram de forma lenta na última terça-feira (2/5) para o mercado do boi gordo

Os pecuaristas voltam aos poucos aos negócios após o feriado. Além disso, alguns frigoríficos estão fora das compras aguardando uma melhor colocação no mercado. Outro fator que colabora para a lentidão nas negociações é a melhor condição das escalas de abate das indústrias que, na maioria dos casos, já estão para a próxima semana. Entretanto, este fator não foi suficiente para queda nos preços. De maneira geral o cenário ainda é de preços firmes.

Em São Paulo, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$139,00, à vista, já descontando o Funrural. No estado as escalas de abate giram em torno de cinco dias. Em curto prazo, fica a expectativa quanto ao aumento da oferta de animais terminados com a proximidade do final da safra.

SCOT CONSULTORIA

Maggi chefia missão ao exterior para atrair investimentos

Delegação poderá ser integrada por empresários e investidores do agronegócio

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) chefiará missão oficial à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait, onde manterá encontros com autoridades governamentais e empresariais, no período de 14 a 21 deste mês. O principal objetivo da missão é promover a atração de investimentos para o agronegócio brasileiro. A agenda do Ministro incluirá reuniões oficiais, restritas a autoridades governamentais, e eventos com a participação de representantes do setor privado. Representantes de entidades e de empresas brasileiras participantes da missão terão oportunidade de apresentar a potenciais investidores projetos para captação de investimentos e ampliar laços comerciais. Interessados em participar da missão devem solicitar mais informações à Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio: dpi.missoes@agricultura.gov.br e jucelino.bispo@agricultura.gov.br. Como as atividades nos encontros comerciais ocorrerão em inglês e árabe, é imprescindível o domínio de pelo menos um desses idiomas por parte dos representantes das empresas e entidades.

MAPA

Equipe da União Europeia visita frigoríficos e superintendências

Técnicos colhem informações sobre medidas adotadas após a Operação Carne Fraca

Uma missão veterinária da União Europeia está no Brasil para fazer inspeções em frigoríficos de todas as carnes (bovina, de frango e suína) até o próximo dia 12. Divididos em três grupos, seis veterinários percorrerão os estados do Paraná, Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso. Na terça-feira (2), os veterinários europeus passaram o dia no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Receberam mais informações sobre as medidas adotadas para garantir a segurança sanitária depois da deflagração da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Uma das medidas do ministério foi suspender o certificado de exportação de estabelecimentos que passaram a ser auditados. Também definiram juntamente com integrantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) os locais que visitarão. Nesta quarta-feira (3) os europeus iniciarão as visitas a Superintendências Federais da Agricultura (SFA) de Goiás, do Paraná e de Santa Catarina. Na sequência, cada dupla se dirigirá às plantas frigoríficas desses estados. Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, “a auditoria tem dois objetivos: obter mais esclarecimentos sobre os desdobramentos da Carne Fraca e para realizarem a auditoria anual de rotina, que garante a renovação da habilitação dos frigoríficos brasileiros para exportarem à União Europeia”. 

MAPA

Desvalorização no preço do sebo no Brasil Central

Apesar da melhora do escoamento da gordura animal nas últimas semanas, a oferta maior que a demanda resultou em desvalorização no Brasil Central

No Rio Grande do Sul, a oferta e demanda equilibradas mantém o preço do sebo estável. No estado, o produto está cotado em R$2,10/kg. No Brasil Central a gordura animal está cotada em R$1,95/kg, queda de 2,5% frente à semana anterior. Para os próximos dias a tendência é de que o aumento na procura por sebo devolva firmeza ao mercado.

SCOT CONSULTORIA

Piora na relação de troca em Tocantins

A boa quantidade de chuvas das últimas semanas melhorou a capacidade de suporte e a qualidade das pastagens no estado, dessa maneira, houve acréscimo na procura por categorias mais eradas, fato que piorou a relação de troca no estado

As categorias mais jovens tiveram as maiores desvalorizações, destaque para o preço do bezerro de desmama, que recuou 15,1% em um ano. Nesse mesmo intervalo, o preço do boi magro (12@) teve queda de 8,8%. A maior movimentação explica o aumento da demanda por essa categoria e a menor queda na cotação frente às demais categorias. No estado, as cotações do boi gordo cederam aproximadamente 10,4% nos últimos doze meses. Isso fez com que o poder de compra do invernista ficasse em patamares menos favoráveis. Atualmente é possível comprar 1,29 boi magro (12@) com o preço de venda de um boi gordo (16@). No mesmo período do ano passado, a relação de troca estava em 1,31, representando queda de 1,5% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Funrural: governo nega proposta de ruralistas para renegociar dívida

Parlamentares querem acordo, mas não dão detalhes sobre as conversas; produtores chegam a Brasília para pressionar o governo

A proposta da bancada ruralista de renegociação da dívida do Funrural foi negada pelo governo federal. Os parlamentares agora tentam um acordo, mas não dão detalhes sobre as conversas. A ideia é entrar em consenso dentro de 15 dias. Enquanto isso, produtores de todo o país chegam a Brasília para pressionar o governo. Desde a última semana, parlamentares da bancada ruralista tentam negociar o débito de produtores que deixaram de contribuir com o fundo desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, em 2011, que a cobrança era inconstitucional. Mas até agora nenhuma investida teve sucesso. A proposta inicial apresentada ao Poder Executivo pelos ruralistas era a opção de escolha do pagamento de uma taxa de 0,25% sobre a comercialização bruta ou 1% sobre a folha de pagamento. E produtores que estivessem em dívida com o Funrural deveriam contribuir com uma taxa maior, até a quitação total do débito. Mas, depois de sentar com o governo, os parlamentares perceberam que entrar em acordo vai ser mais difícil do que se esperava. De acordo com o Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), sempre que qualquer o governo tem uma receita para receber, a proposta é uma só: receber a dívida e parcelá-la. “O que tem é uma contraproposta, exatamente para evitar essa cobrança do passado e olhando apenas para o futuro, tentando criar um novo modelo, que já estava no relatório da reforma da Previdência, desonerando o produtor dessa quantidade de obrigações que há hoje, reduzindo esse pagamento para o futuro e acrescentando para aqueles que estão devendo um pequeno percentual”, afirma Leitão. Para a Vice-Presidente da FPA, a deputada federal Tereza Cristina (PSB-MS), já existe um pedido para o abatimento do valor de multa de até 100% da dívida e também dos juros. As comissões de Agricultura da Câmara e do Senado realizam, nesta quarta-feira, dia 3, uma audiência pública sobre o assunto. Produtores de todo o país estão em Brasília para participar do encontro. Alguns se reuniram com os deputados, para pedir que a bancada pressione o governo, segurando a votação da reforma da Previdência até que se tenha uma decisão sobre o Funrural. O Diretor da associação dos criadores de Mato Grosso do Sul, Chico Maia, afirma que, primeiramente, os produtores irão tentar resolver a questão com o governo. Mas conta com o apoio da FPA. No entanto, a bancada ruralista não deve levar o pedido adiante. “Nossa vontade é a de resolver o Funrural no mês de maio. Eu não acredito que a Previdência seja votada nas próximas três semanas. Até agora, o presidente Michel Temer só deu aceno de colaboração, nenhuma vez de atrapalho, então você não vai fazer um clima de ameaça para quem não está te ameaçando, não é o caminho”, diz Nilson Leitão. A concentração dos produtores acontece na Praça Portugal, que fica no setor de embaixadas de Brasília, perto da Esplanada dos Ministérios. O presidente do Sindicato Rural do Distrito Federal, Geovani Müller, o movimento é espontâneo e está se intensificando. “Hoje (terça, dia 2), ao meio dia, não tinha praticamente ninguém ainda, agora já tem bastante gente chegando na praça e o movimento será mais forte amanhã (quarta). A ideia é sensibilizar os deputados de que a gente realmente não tem condições de pagar esse débito”, afirma.

CANAL RURAL

EMPRESAS

JBS conclui aquisição da americana Plumrose

­ A Plumrose possui cinco fábricas de produtos preparados, localizadas nos Estados de Indiana, Iowa, Mississippi e Vermont, e dois centros de distribuição, localizados em Indiana e Mississippi

A empresa produz itens como bacon, presunto, carnes fatiadas e cortes suínos. A receita líquida anual da companhia é de aproximadamente US$ 500 milhões e o valor da aquisição foi de US$ 230 milhões. A aquisição da Plumrose aumenta a presença da JBS no segmento de produtos preparados e de alto valor agregado, principalmente na categoria de produtos de conveniência à base de carne. A Plumrose também possui um portfólio de marcas tradicionais e presentes nos segmentos de food service e varejo nos Estados Unidos.

VALOR ECONÔMICO

JBS faz importação inédita de picanha dos EUA e prevê volumes crescentes

A picanha dos EUA é produzida a partir de um gado com origem europeia

A brasileira JBS, maior produtora global de carnes, realizou a primeira importação de carne bovina in natura norte-americana para o Brasil, um pequeno carregamento de 12 toneladas de picanha que vem para desenvolver um mercado premium no qual a companhia vê grande potencial no país. A importação pela JBS de um tipo de corte que tem um apelo muito maior entre os consumidores brasileiros do que entre norte-americanos pode atingir pelo menos 150 toneladas ao mês, segundo as projeções iniciais da companhia, o equivalente a quase 10 por cento da produção de picanha da companhia no Brasil, e um indicativo do tamanho do nicho de mercado que a empresa busca. A picanha dos EUA, produzida a partir de um gado com origem europeia, é mais macia por ter mais gordura entremeada do que a produzida com o boi predominante no rebanho nacional, das raças zebuínas, que resulta em uma carne mais “magra”. E vem para atender a um mercado premium, cujo valor agregado viabiliza importações, apesar da tarifa de pouco mais de 10 por cento no Brasil, atualmente o maior exportador global de carne bovina, enquanto os EUA são os maiores produtores. “O brasileiro gosta de carne, existe potencial de consumo que pode ser explorado… Acho que é um mercado que tende a crescer muito”, afirmou à Reuters o Diretor Técnico da JBS Carnes, Bassem Sami Akl Akl, lembrando que o negócio foi possível após os dois países firmarem, no ano passado, um acordo bilateral que permite também a exportação de carne brasileira in natura aos EUA. Se a demanda brasileira pelo produto for boa neste primeiro momento, a importação da JBS poderia atingir até 200 toneladas por mês. A título de comparação, a JBS produz no Brasil 1.700 toneladas mensais de picanha. “No momento em que você disponibiliza, está oferecendo mais opção. Vai ter quem se disponha a pagar um pouco mais, em detrimento de uma (picanha) nacional”, declarou Bassem. A importação de carne bovina in natura dos EUA, que passou a ser possível por qualquer empresa após o acordo de equivalência sanitária no ano passado, tem uma facilidade comercial para a JBS pelo fato de a companhia ter grande operação na América do Norte. O diretor comercial da JBS Carnes, Antônio Sobrinho Almeida Souza, acrescentou que a companhia não precificou, neste primeiro momento, o valor de venda do produto, que inicialmente será comercializado nos “principais restaurantes de São Paulo”, até pelo pequeno volume da primeira carga que não poderia atender o varejo como um todo. Souza acrescentou que a empresa tem ainda a meta de fornecer a carne dos EUA aos principais empórios e, mais adiante, vender o produto nas lojas Swift, da própria JBS. “Vamos fazer essa experimentação, sentir o que mercado entende do produto, qual vai ser a aceitação, e aí vamos para todo o Brasil, com picanha, maminha, alcatra completa.” Souza disse ainda que a empresa já tem outras cargas de carnes do EUA já contratadas para desembarque no Brasil. Esse primeiro carregamento, que chegou ao porto de Santos, já foi liberado e está atualmente em um armazém da companhia, onde será aberto em um evento simbólico na quarta-feira com a presença de representantes do governo dos EUA. A JBS, assim como outras companhias do setor, tem interesse também em exportar carne in natura do Brasil aos EUA, um mercado que deverá ser dominado, entretanto, por um produto de menor valor agregado que a picanha. A ideia é que as exportações brasileiras sejam concentradas em cortes de dianteiro para a produção de hambúrguer, um produto bastante consumido nos EUA, numa operação que já vem sendo realizada pela empresa e outras companhias do segmento. A empresa vem trabalhando na importação de cortes nobres dos EUA desde o ano passado, e enviou para lá uma equipe para desossar a carne ao gosto do brasileiro, disse Bassem. Questionado sobre qual unidade da JBS seria exportadora líquida de carne bovina, a dos EUA ou a do Brasil, o executivo disse que essa é uma “equação difícil de ser fechada hoje”. “Neste momento, o que mandamos para lá é uma commodity, produtos para industrialização”, disse ele, referindo-se à matéria-prima para hambúrguer. A JBS USA Carne Bovina, que inclui Austrália e Canadá, teve faturamento em 2016 de mais de 20,5 bilhões de dólares, o que representa mais do dobro do faturado pela unidade Mercosul.

REUTERS

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