CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 494 DE 13 DE ABRIL DE 2017

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Ano 3 | nº 49413 de Abril de 2017

NOTÍCIAS

Missão da UE virá ao Brasil

Há 256 estabelecimentos autorizados a exportar carnes ao mercado comum europeu

Uma missão de auditores da União Europeia chegará ao Brasil na primeira quinzena de maio para apurar as condições sanitárias de unidades produtoras de carnes, ainda no rastro das irregularidades apontadas pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. O Valor apurou que a UE já informou o Ministério da Agricultura sobre a data da missão, mas ainda vai detalhar o que realmente quer ver. Há 256 estabelecimentos autorizados a exportar carnes ao mercado comum europeu. Serão auditadas, principalmente, plantas de carnes bovina e de frango. Recentemente, deputados de diferentes partidos de países como França, Áustria, Reino Unido, Alemanha e Holanda acusaram a Comissão Europeia de falhar no controle das importações nas fronteiras da UE. Em plenário, indagaram se era necessária uma maior harmonização para tornar a vigilância sanitária mais eficiente no bloco. E vários deles insistiram que a UE deveria estar preparada para interditar toda a importação de carnes procedente do Brasil, se necessário.

VALOR ECONÔMICO

Escalas curtas e preços firmes no mercado do boi gordo

O cenário é de preços firmes para o mercado do boi gordo

Os pecuaristas estão preferindo segurar a boiada terminada, o que diminui a oferta e dificulta o alongamento das escalas dos frigoríficos. As pastagens permitem a retenção das boiadas na fazenda. De qualquer forma, é preciso que o pecuarista “faça as contas” para saber até que ponto é válida a permanência do animal no pasto, além da atenção total aos rumos do mercado. Em São Paulo, a referência para o macho terminado ficou em R$136,50/@, à vista (12/4), livre de Funrural, alta de 1,2% em sete dias. No estado as escalas de abate giram em torno de três dias e há alguns frigoríficos com escalas menores. No mercado atacadista de carne com o osso, o boi casado animais castrados ficou cotado em R$9,62/kg.

SCOT CONSULTORIA

Anvisa requer recolhimento de linguiça e fechamento de unidade no PR

A unidade ficará fechada por 90 dias

A Anvisa determinou o recolhimento de um lote de linguiça calabresa defumada da empresa paranaense Frigosantos. Também determinou o fechamento da unidade de produção do mesmo frigorífico em Campo Magro, Paraná, após resultado de análise laboratorial em empresas que foram alvo da Carne Fraca. Segundo resolução publicada hoje no Diário Oficial da União, o lote 30/04/2017, data de validade 30/04/2017, apresentou “condições sanitárias insatisfatórias”. O problema, detectado após análise no Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro), não foi detalhado. A unidade ficará fechada por 90 dias.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Valor da produção agropecuária deve alcançar R$ 550 bi

Para o VBP dos cinco principais produtos da pecuária brasileira, entretanto, a estimativa do ministério caiu para R$ 179,5 bilhões, ante os R$ 180,8 bilhões estimados em março e os R$ 184,1 bilhões de 2016

Alavancado pelo bom desempenho das safras de soja e milho, o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país caminha para se recuperar do tombo de 2016, quando adversidades climáticas prejudicaram a colheita desses grãos e de diversas outras culturas, e bater um novo recorde histórico neste ano. Segundo levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Agricultura, o VBP do setor deverá somar R$ 550,4 bilhões em 2017, R$ 2,5 bilhões a mais que o projetado em fevereiro e montante 4,2% ­ ou R$ 22,1 bilhões ­ superior ao calculado para 2016. Para os 21 produtos agrícolas que fazem parte da pesquisa, o ministério passou a prever um VBP de R$ 370,9 bilhões, R$ 3,8 bilhões acima da previsão do mês passado. Se confirmado, esse total representará um aumento de 7,8%, ou R$ 26,7 bilhões, em relação a 2016. Para o VBP dos cinco principais produtos da pecuária brasileira, entretanto, a estimativa do ministério caiu para R$ 179,5 bilhões, ante os R$ 180,8 bilhões estimados em março e os R$ 184,1 bilhões de 2016. Entre todos os produtos que compõem o levantamento, a soja é o carro­-chefe, com VBP agora projetado em R$ 127,3 bilhões, incremento de 9,6% sobre 2016. Mas o grande destaque continua a ser a recuperação do milho depois das perdas observadas no ano passado. Para o cereal, o ministério elevou sua previsão de VBP em 2017 para R$ 58,1 bilhões, 39,7% mais que em 2016. Entre a soja e o milho estão os bovinos, com VBP que passou a ser estimado em R$ 71,5 bilhões, em queda de 2,2% na comparação com o ano passado. Na sequência vem a cana­-de-­açúcar (R$ 54,3 bilhões, alta de 2%) e o frango (R$ 48,9 bilhões, baixa de 11,3%). Enquanto a cana continua a se recuperar de uma crise que marcou boa parte desta década, bovinos e frango sentem a pressão, sobretudo, de um mercado doméstico ainda retraído para as carnes.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Justiça condena JBS a pagar R$ 2 milhões por riscos a trabalhadores em Colíder (MT)

Do total a ser pago, R$ 1,3 milhão será por dano moral coletivo pela conduta da empresa e os outros R$ 700 mil por dumping social

A JBS foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 2 milhões por expor trabalhadores a riscos em sua unidade de Colíder (MT), segundo decisão em primeira instância emitida no último dia 4 de abril, informou o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região nesta semana. Do total a ser pago, R$ 1,3 milhão será por dano moral coletivo pela conduta da empresa e os outros R$ 700 mil por dumping social. A JBS disse em comunicado que a decisão será matéria de recurso. “A companhia ressalta seu compromisso com a segurança de seus colaboradores e que realiza, constantemente, investimentos e melhorias nos processos administrativos, estruturais e de produção, visando assegurar sempre as melhores condições de trabalho”. O juiz considerou que “procedimentos de segurança não estão sendo observados rigorosamente, ficando clara a negligência da empresa, ao expor os trabalhadores em ambiente de trabalho inadequado, inseguro e desprotegido, sem quaisquer ações preventivas e de gerenciamento de riscos em relação aos vasos de pressão”, segundo nota divulgada pelo TRT. A decisão da Justiça é resultado de processo movido pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso contra a JBS, após um caso de intoxicação com amônia envolvendo uma trabalhadora da planta em 2013. O MPT também encontrou outras irregularidades no frigorífico em inspeção realizada em 2016, como o não funcionamento do sistema de alarmes, vias de circulação e evacuação obstruídas, falta de um Plano de Resposta a Emergência. O juiz também considerou que houve violação de direitos dos trabalhadores “com o objetivo de conseguir vantagens comerciais e financeiras, através do aumento da competitividade desleal no mercado, em razão do baixo custo da produção de bens e prestação de serviços”, o que é chamado de dumping social. A empresa ainda terá de corrigir irregularidades persistentes na planta, sob pena de multa adicional de R$ 50 mil por obrigação descumprida. 

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