CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 493 DE 12 DE ABRIL DE 2017

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Ano 3 | nº 49312 de Abril de 2017

NOTÍCIAS

Cenário de preços mais firmes para o boi gordo

Embora também sejam observados ajustes negativos, o cenário geral de mercado mais firme continua

Em São Paulo as programações de abate atendem em torno de três dias, com situações mais apertadas. Isto fez com que surgissem negócios e ofertas de compra acima da referência, de R$135,00/@, à vista, livre de Funrural (11/4). Vale lembrar que os valores de referência da Scot Consultoria estão sendo divulgados livres do imposto. Para as fêmeas, houve valorizações em oito praças, incluindo São Paulo, onde o preço de referência ficou em R$126,00/@, à vista, sem imposto. No mercado atacadista de carne com osso não houve alterações e o preço de referência para o boi casado de bovinos castrados está em R$9,62/kg. As próximas semanas, com feriados, devem ter impacto negativo nas negociações e alguma melhoria para a demanda. Isto pode amenizar o efeito de final de safra que se aproxima, quando normalmente a oferta de boiadas aumenta.

SCOT CONSULTORIA

Maggi diz que Funrural irá onerar a pecuária

Ministério discute junto à Frente Parlamentar da Agropecuária o que pode ser feito caso haja cobrança retroativa

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na terça-feira, 11, avaliar que a retomada da cobrança da contribuição previdenciária ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) em 2,3% para o empregador pessoa física configura bitributação e que deve onerar, principalmente, a pecuária. “É uma questão muito grave”, afirmou Maggi. “Um cidadão que tem mil bois vai ter de pegar 200 só para pagar o governo e à vista.” Maggi disse respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou a cobrança do imposto constitucional, e que está analisando, juntamente com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o que pode ser feito para “modular” a cobrança retroativa, caso ela realmente aconteça. Oferta de milho – Em conversa com jornalistas em São Paulo, Maggi também afirmou que o governo não deve empenhar “grandes recursos” para comercialização de milho nesta safra 2016/2017, embora admita que “vai sobrar muito milho” da safra deste ano. O país deve produzir uma supersafra do cereal, que pode variar de 91,47 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a 92,37 milhões de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Maggi estima um estoque de passagem de uma safra para outra de 10 milhões de toneladas. “Vamos ter muito problema na comercialização”, admitiu, citando como entraves o câmbio e os preços internacionais. “Vamos ter pouco incentivo à comercialização. O Brasil passa por uma crise financeira e orçamentária muito grande”, disse. Segundo ele, o governo deve ter alguns programas de balizamento de preço, como opções de compra, Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Pepro). Ele voltou a reafirmar que os juros para o crédito rural na próxima safra 2017/2018 devem ser menores, acompanhando a queda da Selic, mas disse que não há decisão ainda sobre esta questão.

ESTADÃO CONTEÚDO

Importador russo enfatiza qualidade das carnes brasileiras

Muitos brasileiros já levantaram a tese de uma “conspiração dos concorrentes externos” para justificar a irrupção da estabanada Operação Carne Fraca

“Toda essa história em torno da qualidade da carne brasileira é uma evidência do aumento da concorrência no mercado mundial de carnes. É provável que, ao proibir as importações de carne do Brasil, muitos países tirem proveito da situação. Mas, em minha opinião, essa decisão nada tem a ver com a qualidade da carne”. Muitos brasileiros já levantaram a tese de uma “conspiração dos concorrentes externos” para justificar a irrupção da estabanada Operação Carne Fraca. Mas nenhum deles foi levado a sério. Agora, quem manifesta a mesma opinião – expressa nas frases acima – é um russo. Mais exatamente, Viktor Linnik, Presidente da principal holding do agribusiness russo, a Miratorg. Conforme Linnik, sua empresa opera há 20 anos com empresas brasileiras do setor e pode garantir que o Brasil não tem problemas com a qualidade de suas carnes. De sua parte e como é natural, o governo russo reforçou os controles laboratoriais sobre a carne proveniente do Brasil. Mas não tomará nenhuma medida adicional, afirma Julia Melano, secretária de imprensa do Rosselkhoznadzor, o serviço federal veterinário da Rússia. Acrescentando que, pelas informações dos serviços veterinários brasileiros, apenas duas das 21 empresas denunciadas estavam habilitadas a exportar para o mercado russo, Melano observou que uma delas já não realizava negócios com a Rússia. Assim, apenas uma dessas empresas exporta para a Rússia, “mas qualquer decisão a respeito somente será tomada mais à frente”, esclarece. De maneira geral, a indústria de carnes russa adotou posição moderada em relação ao episódio, dando a entender que a dimensão dada ao problema foi exagerada. Por sinal, o Presidente da Miratorg não está sozinho ao defender a qualidade da carne brasileira que entra no país. Falando ao site especializado Global Meat News, Sergey Ushin, Presidente da Associação Nacional de Carnes da Rússia, afirmou ser impossível o envio de carne brasileira com algum problema de qualidade para o mercado russo, pois o Rosselkhoznadzor submete as carnes importadas ao mais rigoroso controle de qualidade. E não se limita a inspecionar os produtos fornecidos: também rastreia a cadeia produtiva e avalia o sistema veterinário do país fornecedor.

AGROLINK

Desempenho das carnes na primeira semana de abril

As exportações brasileiras de carnes in natura encerraram a primeira semana de abril

As exportações brasileiras de carnes in natura encerraram a primeira semana de abril (1 a 8, cinco dias úteis) com receita média diária pouco superior a US$57 milhões, valor 0,7% e 2,6% inferior ao que foi registrado em, respectivamente, março passado e abril de 2016. Como se observa, o índice de recuo não foi tão grande quanto o projetado após a deflagração da malfadada operação da PF. Porém, a situação preocupa, porquanto abril corrente, com apenas 18 dias úteis, se encontra entre os meses mais curtos do ano. Com isso, a queda ora registrada pode se tornar ainda mais grave, sobretudo se considerado que abril de 2016 teve dois úteis a mais e março passado cinco (!) dias úteis a mais. Sob esse aspecto, projetando-se os embarques da primeira semana para a totalidade do mês, tem-se – para a carne suína – volume próximo de 60 mil toneladas, 9% a mais que o registrado em março passado e 13% a mais que o alcançado há um ano. Esse é, porém, o único resultado positivo previsto. Porque, para a carne bovina, a projeção de 72,1 mil toneladas significa redução de 26% sobre março passado e de mais de 16% sobre abril de 2016, enquanto para a carne de frango as 254,3 mil toneladas ora projetadas correspondem a uma queda – preocupante! – de mais de 25% sobre o mês passado e de, praticamente, 33% sobre abril de 2016.

AVESITE

Crise pode sufocar ainda mais os frigoríficos em 2018

Lygia Pimentel, da Agrifatto, acredita que indústria pode ter novas unidades fechadas caso exportações e consumo interno não reajam

A cadeia produtiva da pecuária iniciou 2017 sabendo que o ano seria desafiador. No entanto, a deflagração da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal em 17 de março, acarretou uma pressão ainda maior sobre a atividade, sobretudo, sobre a indústria frigorífica. Segundo levantamento da Agrifatto, desde o início da operação da PF, 16 unidades de processamento de carnes tiveram suas atividades paralisadas em função de fechamentos definitivos e férias coletivas. Considerando-se situações similares nos últimos dois anos, o País tem hoje 60 plantas frigoríficas inoperantes. “Alguns desses frigoríficos devem encerrar suas operações após o término das férias, como tem acontecido recentemente. Desde 2015 a indústria vem buscando um ajuste de oferta. Este ano o baque foi maior pela queda no consumo interno e as oscilações das exportações”, destacou a analista de mercado Lygia Pimentel. “Até mesmo as unidades que permanecem abertas estão com níveis altíssimos de ociosidade”, acrescentou. A analista afirma que apenas a reação do consumo interno, que só será puxado pela retomada do crescimento econômico do País, poderia reverter o fechamento de unidades. “É impossível que a indústria consiga operar sem ter para onde escoar a carne. Se hoje o frigorífico compra um boi terminado, corre o risco de morrer com a carne na mão. A rentabilidade deste ano já está comprometida”. Se o cenário atual já não é muito animador, a situação pode se complicar ainda mais em 2018. “Estamos no primeiro ano do ciclo de baixa da pecuária, quando as coisas não costumam ser tão ruins. Geralmente, o cenário se agrava para toda a cadeia do segundo ano em diante”, avalia a analista. Exportações –  Lygia Pimentel reforça ainda que mesmo retomando a compra de carne brasileira, os países que haviam imposto suspensões temporárias com a Carne Fraca têm importado menos do que o habitual, desde a segunda quinzena de março. No entanto, até o momento, o resultado negativo foi neutralizado pelo forte desempenho dos embarques das primeiras semanas do mês. Nas projeções da Agriffato, se o ritmo atual se mantiver por mais 12 semanas (4 meses), as exportações de carne bovina podem recuar até 3,7% em 2017.

Portal DBO

Boi Gordo: Frigoríficos de menor porte em SP estavam pagando ao redor de R$ 140,00/@, por Radar Investimentos

As cotações em praças pecuárias como Goiânia-GO e Cuiabá-MT seguiram pressionadas

Na terça-feira (11/4), a média das escalas de abate em SP ficou no mesmo patamar desde a sexta-feira (7/4), em 3x dias úteis. Enquanto os frigoríficos de menor porte em SP pagavam ao redor de R$ 140,00/@, à vista, bruto de Funrural, as cotações em praças pecuárias como Goiânia-GO e Cuiabá-MT seguiram pressionadas.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Maggi: comitiva árabe tem boa impressão de frigoríficos brasileiros

Após Carne Fraca, o Brasil se prepara para receber missões de países compradores do produto brasileiro

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na terça-feira, dia 11, que a comitiva da Arábia Saudita que visitou frigoríficos brasileiros nos últimos dias foi “positiva”. Maggi se reuniu nesta tarde, em São Paulo, com representantes da Autoridade Saudita para Alimentação e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês). O Ministro não revelou detalhes do encontro; disse apenas que na volta a seu país os técnicos devem preparar um relatório oficial sobre a missão. “Eles vão passar as impressões deles lá e o departamento responsável do país vai apontar e sugerir coisas ao Brasil ou não”, afirmou. Após a operação Carne Fraca, o Brasil está se preparando para receber uma série de missões de países compradores do produto brasileiro, entre eles da União Europeia. Além disso, enviará missões a alguns países. Maggi, por exemplo, viaja no dia 10 de maio para Arábia Saudita, Emirados Árabes, Hong Kong, China e Bélgica. Nos cerca de 20 dias de viagem, ele estará acompanhado de representantes da iniciativa privada. Antes disso, o Secretário Executivo do Ministério, Eumar Novacki, vai à Argélia, Egito e Marrocos. A viagem acontece entre os dias 16 e 25 deste mês. “A visita deles é muito importante para nós”, disse Maggi. “Estamos agora neste fogo cruzado de acusações e precisamos reagir e mostrar que nossos processos são bons e fortes”, afirmou depois a jornalistas na sede da Superintendência Federal de Agricultura, em São Paulo. Quase um mês depois da operação que abalou o setor de carnes do país, Maggi disse que o trabalho no governo agora é manter a força tarefa para checar a qualidade dos produtos produzidos no país. “Em várias localidades que nós já fomos e checamos falta de conformidade com o que está escrito na legislação, fizemos intervenções”, disse. Segundo ele, a orientação para as equipes é que “não passem a mão na cabeça de ninguém” e visitem 100% dos estabelecimentos que têm o Serviço de Inspeção Federal (SIF). “Assim que foi divulgada a operação tivemos uma preocupação de não deixar que os mercados fossem fechados para o Brasil, por isso nossa atenção ao mercado externo, mas não em detrimento do interno”, disse. “Se você deixa fechar um mercado, é muito complicado. Gastamos mais de cinco anos para abrir um.” Maggi não acredita que a operação possa ter colocado em risco negociações que estavam em andamento, como o interesse do México em abrir o mercado para carne bovina e suína do Brasil. “Estamos conversando. Eles viriam aqui em abril e depois transferiram para maio, mas ainda não definiram a data. Encontrei na semana passada o Vice-Ministro do México e devo fazer uma visita ainda neste semestre ao país”, afirmou.

CANAL RURAL

FEIRAS & EVENTOS

BeefExpo 2017 reunirá indústrias de saúde, nutrição, equipamentos, genética

BeefExpo 2017 reunirá indústrias de saúde, nutrição, equipamentos, genética e serviços da cadeia da carne bovina entre 6 e 8 de Junho, em SP

Os 15 mil pecuaristas, empresários rurais, consultores e profissionais da cadeia produtiva da carne bovina do Brasil e de mais de 30 países esperados na BeefExpo 2017 (6 a 8 de Junho de 2017, no Centro de Eventos Pró-Magno, em São Paulo) poderão se atualizar e adquirir as mais recentes tecnologias desenvolvidas por 60 indústrias de saúde animal, nutrição animal, equipamentos para pecuária, genética, produtos diversos e serviços. “Trata-se da maior feira de negócios indoor da cadeia da carne bovina na América Latina. Um espaço exclusivo para negócios, troca de ideias, relacionamento e decisões estratégicas”, destaca a diretora da BeefExpo 2017, Flavia Roppa, da Safeway Agro. A BeefExpo 2017 foi planejada para ser um evento completo, que inclui mostra comercial, exposição de 500 animais de alta qualidade genética das raças Angus, Simental, Wagyu, Nelore, Senepol e Hereford, ciclo de palestras sobre os diversos segmentos da cadeia da carne, circuito gastronômico, premiação dos destaques da pecuária e discussões importantes sobre os rumos da atividade. “Num momento particularmente relevante, abriremos espaço na BeefExpo 2017 para questões essenciais sobre o futuro da cadeia produtiva da carne bovina, uma das mais importantes do agronegócio brasileiro, responsável pela oferta de 9,5 milhões de toneladas de proteínas animais e exportação e US$ 6 bilhões/ano ”, explica Flavia Roppa. A BeefExpo ocupa área climatizada de 36.000 m2, tem estacionamento amplo e total comodidade para os visitantes. “São Paulo é o centro econômico do Brasil e também da cadeia da carne bovina. Fazer a BeefExpo na cidade objetiva facilitar o acesso de todas as partes do país e do exterior. Além disso, o Centro de Evento Pró-Magno tem toda a infraestrutura necessária para abrigar o maior evento indoor da carne bovina da América Latina”, explica a diretora da Safeway. Mais informações sobre a Beef Expo: www.beefexpo.com.br / telefone (19) 3305-2295 / e-mail: beefexpo@sspe.com.br

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