CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 492 DE 11 DE ABRIL DE 2017

abra

Ano 3 | nº 49211 de Abril de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina em março cai 8% em volume e 3% em faturamento

As exportações brasileiras totais de carne bovina (in natura e processada) caíram em março em comparação com igual mês do ano anterior, em volume e em receita

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas 124,88 mil toneladas, 8% menos ante março de 2016. Em receita, o recuo foi de 3%, para US$ 489 milhões. A Abrafrigo atribuiu a queda à Operação Carne Fraca e disse que, com o retorno dos principais clientes do País às compras, o fluxo de envio ao exterior deverá voltar aos números próximos da normalidade entre abril e maio. No acumulado do primeiro trimestre, foram exportadas 331,8 mil toneladas com receita de US$ 1,3 bilhão, o que significou queda de 7% em volume e de 3% na receita em relação ao primeiro trimestre de 2016. A Abrafrigo afirma que a China adquiriu 118,9 mil toneladas de carne bovina brasileira até março, contribuindo com 36% das exportações do País. A Rússia foi o segundo maior cliente, com 40 mil toneladas.

O Estado de São Paulo

notícias

Cosalfa recomenda retirada do sorotipo C da vacinação contra a aftosa

Na 44ª reunião da entidade, realizada em Pirenópolis (GO), foi divulgado estudo mostrando que o último foco com esse sorotipo nas Américas ocorreu em 2004. Reunião foi precedida de Seminário com a presença de 13 países da região

Estudo do Centro Americano de Febre Aftosa que concluiu pela inexistência do vírus da febre aftosa tipo C na Sul América determinou recomendação da Cosalfa suspender a vacinação com esse sorotipo na região. A decisão foi tomada no encerramento da 44ª reunião ordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), que aconteceu na última semana, em Pirenópolis. De acordo com o estudo o último foco de febre aftosa com o sorotipo C nas Américas data de 2004. “Por essa razão, bem como em função de estudo que o Brasil tem, tomamos a decisão de, no futuro, retirar o vírus C de toda vacina produzida no país”, disse o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, eleito presidente da Cosalfa durante o evento. Outra decisão importante tomada por representantes dos 13 países (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai), que intregram a comissão foi criar o Banco Regional de Antígenos de Febre Aftosa (Banvaco), banco de vacinas com o objetivo de ter estoque estratégico para eventuais e futuras intervenções na região como um todo. “Para fazer frente a desafios futuros que possam ocorrer, inclusive por questões de bioterrorismo”, explicou Marques. O Brasil apresentou proposta de retirada da vacina de febre aftosa e de manter-se livre da doença, “O país tem um plano estratégico em uma década com ações gradativas a serem tomadas com vistas a alcançar esse status”, disse o Diretor do Mapa. “Esperamos que, no próximo ano, Roraima, Amazonas e Amapá sejam considerados livres da aftosa pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), o que concluiria uma etapa de erradicação da febre no país. Ou seja, em maio do ano que vem, nosso projeto é que todo o Brasil seja reconhecido como livre de febre aftosa”, comentou. Um termo de entendimento mútuo assinado com a Venezuela, no evento, contribui para alcançar essa meta. Foi considerada relevante a participação de delegação do país vizinho, que não vinha tomando parte em reuniões anteriores. Agora, houve, inclusive, a presença de representantes do setor produtivo, tornando possível o acordo para ações conjuntas na fronteira. O termo prevê atuação de ambos os lados, permitindo que profissionais brasileiros auxiliem autoridades venezuelanas na vacinação do seu rebanho, bem como no atendimento de eventuais suspeitas da doença. “Isso é muito importante porque Roraima, que faz divisa, do lado brasileiro, com o país, já reúne condições plenas para o reconhecimento como livre da febre”, comentou Guilherme Marques. “Estamos andando a passos largos, dando um exemplo para a região, para todo o continente, para avançar como área livre sem vacinação no futuro”. Temos como afirmar com base em todas as evidências, bem como os reconhecimentos já ofertados pela Organização Mundial de Saúde Animal, que praticamente todo o rebanho nas Américas já é reconhecido como livre de febre aftosa com ou sem vacinação, restando a Venezuela avançar nesse reconhecimento. O rebanho da América do Sul é da ordem de 350 milhões de cabeças de bovinos. Só o Brasil detém quase 220 milhões. E a Venezuela tem em torno de 15 milhões de animais aproximadamente. No caso brasileiro, faltam somente Roraima, Amapá e Amazonas que detêm aproximadamente 2 milhões de animais para o reconhecimento. “Mas temos condições plenas de avançarmos. Obviamente que aguardamos das autoridades do Amazonas e do Amapá a melhoria em alguns pontos que foram observados, que são necessários corrigir. “Na Venezuela o processo de erradicação é inicial, o que tende a levar ainda alguns anos de árduo trabalho. E, por essa razão, o governo brasileiro e os demais países, demostraram solidariedade para contribuir e colaborar com o enfrentamento da doença naquele país”, afirmou o Presidente da Cosalfa.

MAPA

impacto da “Carne Fraca” derruba em 5% a @ em MT

Em março o Estado registrou o menor número de abates desde dezembro de 2010, forte queda de 13,1% em relação a fevereiro

Desde o dia 17/03 (dia em que foi deflagrada a operação Carne Fraca), o mercado do boi gordo está patinando, com os frigoríficos comprando de forma comedida, alguns decretando férias coletivas, entre outras medidas. De acordo com o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ainda assim o abate total de março/17 foi levemente maior (1,99%) que o de fevereiro/17; foram abatidos 366,39 mil animais no último mês. No entanto, continua o Boletim, março/17 teve quatro dias úteis a mais que fevereiro/17, e, quando se analisa a quantidade diária de animais abatidos no Estado, observa-se uma forte queda, sendo 13.570 cabeças abatidas/dia (Indea-MT) em março/17, quantidade 13,1% menor no comparativo mensal. Além disso, esse é o menor abate diário desde dez/10, quando foram encaminhados ao matadouro 13.450 bovinos/dia. Diante desse cenário, tentativas de compra abaixo da referência tornaram-se comuns, e a queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos se intensificou mais uma vez. Vinte e um dias após a deflagração da operação Carne Fraca, os primeiros reflexos negativos para os pecuaristas, embora já esperados, começaram a ganhar maiores proporções. Além da operação, ainda na semana passada, o Supremo Tribunal Federal determinou o “retorno” do Funrural, pressionando assim os produtores e frigoríficos a retornarem com as contribuições determinadas. Em São Paulo (maior polo consumidor de carne bovina do país), entrou em vigor no dia 1º de abril o decreto extinguindo a isenção do ICMS que beneficiava as comercializações de proteína bovina no Estado. Sendo assim, o mercado bovino mato-grossense se viu diante de uma depressão nos preços, com o boi gordo exibindo recuo de 5% desde o dia 17/03. A crise, que era da “carne” e parecia estar sendo contornada, veio cobrar a “conta” com mais força do pecuarista do Estado, diz o boletim.

Imea

Couro do Brasil: Exportações em alta em março

O mês de março registrou aumento nas exportações de couro do Brasil

No período, o país vendeu ao mercado externo US$ 192,6 milhões, o que representa um crescimento de 3,8% em relação a março de 2016. Sobre fevereiro, a alta é ainda maior: 19,5%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, com análise da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Houve crescimento nas exportações de couros acabados, com maior valor agregado, e uma recuperação mais acelerada nas importações de mercados importantes como Estados Unidos, Vietnã e Alemanha, o que pode sinalizar um horizonte positivo para o segundo trimestre do ano. Sobre a área, destaca-se o expressivo índice de 17,2% a mais de metros quadrados de couro embarcados em março de 2017 sobre o mesmo período de 2016. “É uma das quantidades mais altas exportadas pelo Brasil em um único mês nos últimos anos”, destaca Rogério Cunha, da Inteligência Comercial do CICB. No acumulado do ano, a área exportada já chega a 51,8 milhões de metros quadrados, ou seja, 0,6% a mais do que nos primeiros três meses de 2016. O ranking dos estados exportadores de janeiro a março de 2017 está assim: em primeiro lugar, São Paulo (respondendo por 19,3% das exportações), seguido pelo Rio Grande do Sul (18,8%) e Goiás (15,7%). Principais mercados compradores do couro brasileiro: China / Hong Kong, Itália e Estados Unidos. Estatísticas em: www.cicb.org.br

CICB

Com reajustes positivos nos preços da carne no atacado e do boi gordo, mercado ganha sustentação

De maneira geral o cenário é de preços firmes no mercado do boi gordo, diferente das semanas anteriores após a operação Carne Fraca

As escalas de abate estão curtas. Este fator colabora para os pagamentos acima da referência, já que o mercado da carne vem apresentando cotações mais sustentadas. Em São Paulo, ainda existem tentativas de compra abaixo da referência, mas em menor quantidade e com pouco sucesso nas negociações. No estado as escalas de abate giram em torno de dois dias. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,62/kg, alta de 1,2% em relação à semana anterior.

SCOT CONSULTORIA

Mais uma semana de queda de preços do sebo bovino

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, a gordura animal está cotada em R$2,00/kg, um recuo de 2,5% em uma semana

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem em R$2,10/kg, uma queda de 2,4% no mesmo período. Com a maior produção de soja na safra atual (2016/2017) e, consequentemente, o aumento de oferta do óleo de soja (que disputa mercado com o sebo na produção de biodiesel), a demanda pela gordura animal segue restrita no mercado interno. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda continue restrita, mantendo o viés baixista no mercado de sebo bovino.

SCOT CONSULTORIA

Cepea: preço da carne bovina cai de patamar em março

A carcaça casada bovina foi negociada abaixo de R$ 10,00/kg em março, com preço médio mensal de R$ 9,76/kg, o menor, em termos reais, desde agosto de 2016 (de R$ 9,52/kg), para o atacado da Grande SP

Em março, os preços do boi gordo se consolidaram em patamares menores, devido à maior oferta de animais e à menor demanda de frigoríficos por novos lotes, reforçada pela operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, envolvendo a investigação de indústrias do setor. No mês, o Indicador ESALQ/BM&F Bovespa (Estado de São Paulo) acumulou queda de 3,7%, fechando a R$ 139,61 no dia 31. O encerramento “do período das águas” fez com que muitos pecuaristas estivessem com bons volumes de animais no pasto. Do lado comprador, a menor procura do frigorífico também esteve relacionada ao fraco desempenho das vendas de carne no mercado atacadista. A carcaça casada bovina foi negociada abaixo de R$ 10,00/kg em março, com preço médio mensal de R$ 9,76/kg, o menor, em termos reais, desde agosto de 2016 (de R$ 9,52/kg), para o atacado da Grande SP. No geral, a liquidez no correr de março foi baixa tanto no físico como no futuro, com as repercussões da operação Carne Fraca travando o mercado pecuário. Com a confirmação de embargos por parte de importantes compradores da carne bovina nacional, representantes de frigoríficos suspenderam as aquisições ou pressionaram com força os valores para obter novos lotes, levando, ainda, muitos pecuaristas a postergarem as negociações para abril. Entre as carnes substitutas, o frango resfriado acumulou queda de 1,8% em março, com o preço médio passando para R$ 3,75/kg no dia 31. Para a carcaça especial suína, a variação foi negativa em 12,2%, a R$ 6,47/kg, ambos no atacado da Grande SP. Para o bezerro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Mato Grosso do Sul) fechou a R$ 1.133,98, recuo de 4,3% no mês. A média da reposição em SP foi de R$ 1.163,15, baixa de 3,5% no período.

CEPEA

MT deixará de vacinar contra aftosa em 2021

Com o status de livre da doença sem vacinação, o país poderá comercializar carne com novos mercados. Para atingir o objetivo algumas medidas precisam ser implementadas

Durante o seminário internacional da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizado em Pirenópolis, em Goiás, na semana passada, foi anunciado que Mato Grosso deixará de vacinar contra a febre aftosa até 2021. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou, ainda no encontro, o plano para retirada da vacina em todo o país até 2023, quando o Brasil deve conquistar do status de zona livre da aftosa sem vacinação. O Diretor-Técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco De Sales de Manzi, afirma que a retirada da vacina já e um caminho sem volta “O Mapa anunciou que até 2023 o Brasil deixa de vacinar contra a febre aftosa em todo o país. Daí em diante começam os trabalhos técnicos que irão guiar as ações em todo o território. As discussões agora são como será a retirada e não mais se será retirada”. De acordo com Plano Estratégico para enfrentar os desafios da última etapa da erradicação da aftosa, o Mapa dividiu o país em cinco blocos. Os primeiros Estados a extinguirem a vacinação serão Acre e Rondônia, em 2019. Em 2020, está prevista a retirada da vacina no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima e também nos Estados do Nordeste, com exceção do Sergipe e da Bahia. Em 2021, encerram a imunização nos Estados do Centro Oeste e Sudeste, na Bahia, no Sergipe e no Paraná. O bloco 5, composto por Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também extingue em 2021. Segundo Francisco Manzi, o produtor já está confiante com relação à erradicação da doença e extinção da vacina. “Mato Grosso está há 21 anos sem registro da doença e a América do Sul está desde 2006. Chegamos ao ponto que temos a confiança, agora é preciso planejamento”. O principal ganho para a pecuária com aquisição de status livre de aftosa sem vacinação é de mercado. Alguns países, como Japão, não importam carne de países que ainda vacinam. “A aquisição desse status representa ganho de mercado e fortalecimento da nossa vigilância sanitária. Agora é preciso discutir junto com setor questões técnicas, de logística e até de exportação para que o país saia mais fortalecido deste processo”, afirma Francisco Manzi. O Diretor do Mapa, Guilherme Marques, explica que é preciso criar e manter condições sustentáveis para garantir o status do Brasil livre da febre aftosa sem vacinação. Para tanto, ressaltou, é necessário implementar uma séria de ações. Entre elas, a melhoria do sistema de segurança, com resposta mais rápida de todo serviço veterinário, diagnóstico de forma ágil e a reação do sistema com vista a debelar rapidamente eventuais focos. Para Francisco Manzi, um país livre de aftosa não é aquele que vacina, mas aquele que consegue agir rápido e conter os riscos de disseminação em caso de registro da doença.

Acrimat

Com mercado parado, pecuaristas não vendem gado há 15 dias em MT

A queda no consumo de carne bovina no mercado interno e os reflexos da investigação do suposto esquema de propina envolvendo alguns frigoríficos e fiscais agropecuários têm gerado prejuízos para a indústria e pecuaristas

Em Tangará da Serra há produtores que não vendem animais há, pelo menos, 15 dias. A venda de novilhas está parada na fazenda de Renato Casale Mauro está parada há aproximadamente duas semanas, por exemplo. As três indústrias que compravam animais do pecuarista suspenderam ou reduziram os embarques. Quanto à demanda o valor desanima: R$ 120 por arroba, dez a menos que na mesma quinzena de março. “Era uma negociação boa, uma negociação tranquila, aberta. Hoje eu tenho animais prontos para o abate, que eu precisaria abater, mas que não estou conseguindo. Mas daqui a 30, 40, 60 dias eu não vou ter porque estou deixando de produzir”. O mau momento para a comercialização deve alterar a forma de criação do gado. “Se eu abatia 300 cabeças por mês, eu talvez no mês que vem vá abater 200, no outro mês150. Então eu vou voltar à pecuária antiga, que a gente deixa o boi no pasto e tira quando achar que deve”, explicou. A volta a esse cenário é um reflexo da operação Carne Fraca, que mexeu com a cadeia produtiva da carne em todo o país. Mesmo sem ter nenhuma empresa investigada pela Polícia Federal, a pecuária também tem sentido diretamente as consequências.

G1 – MT.

ECONOMIA

Balança comercial tem superávit de US$ 1,596 bi na 1ª semana de abril

Puxaram a conta os embarques de soja em grãos, minério de ferro, carne suína, bovinos vivos, tripas e buchos de animais e minério de alumínio

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,596 bilhão na primeira semana de abril. O resultado, divulgado na segunda-­feira pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), decorre de exportações de US$ 4,688 bilhões e importações de US$ 3,092 bilhões no período. No ano, o saldo das transações comerciais é positivo em US$ 16,014 bilhões. As exportações na primeira semana, comparadas a abril de 2016 e considerando a média diária de embarques, subiram 22% com a contribuição das três principais categorias de produtos. A venda de produtos semimanufaturados puxou o desempenho com alta de 32%, para US$ 121,2 milhões em média por dia. Os principais itens que influenciaram o desempenho foram açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, ferro­ligas, couros e peles. O embarque de manufaturados cresceu 28,6%, para US$ 349,3 milhões, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio. Os itens básicos exportados cresceram 14,9%, para US$ 444,7 milhões em média por dia. Puxaram a conta os embarques de soja em grãos, minério de ferro, carne suína, bovinos vivos, tripas e buchos de animais e minério de alumínio. As importações avançaram 17,7% na primeira semana do mês, para US$ 618,5 milhões, considerando a média diária de abril de 2016. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (55,7%), borracha e suas obras (44,7%), equipamentos eletroeletrônicos (43,7%), plásticos e obras (32,3%) e siderúrgicos (25,6%).

VALOR ECONÔMICO

FEIRAS & EVENTOS

Operação “Carne Fraca”

“Nossa Carne é segura, Sim.”  No dia 18 de abril, o evento “ Nossa carne é segura, sim.”  será realizado no ITAL e falará sobre a Segurança dos Alimentos nas indústrias brasileiras.

A operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, investigou frigoríficos e indústrias de carnes no Brasil. A operação ganhou destaque internacional e levou insegurança quanto à qualidade da carne brasileira. Por isso, a BRQuality e o ITAL estão organizando o 2° Seminário de Gestão da Segurança dos Alimentos, “Nossa carne é segura, sim.”, afim de demonstrar a realidade da fabricação de produtos cárneos no Brasil. As indústrias do Brasil não têm fiscalização? É comum colocar aditivos em carnes? Como garantimos a segurança dos nossos produtos? Essas e outras perguntas serão tema das palestras do evento. O evento acontecerá no dia 18 de abril, de 8h às 18h, no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e é aberto a todos que estão interessados no assunto. A inscrição é gratuita e pode ser realizada pelo site (https://goo.gl/DUkBrZ).  O evento conta com as seguintes palestras:

Aditivos em produtos cárneos e suas funções (Kienast&Kratschmer Ltda.) 

Panorama sobre a indústria de carnes no Brasil (ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal) 

Microbiologia de produtos cárneos: o que devemos esperar em cada produto (Sylnei Santos – 3M dos Brasil) 

Certificação em segurança dos alimentos: uma realidade de nossas indústrias. (Caroline Nowak – IFS Brasil)

Qualidade da carne e dos produtos cárneos: contribuições do CTC/ITAL (Dra. Ana Lúcia da silva C. Lemos) 

Como garantimos a qualidade dos produtos fabricados em nossas indústrias.

Novas tecnologias para controle de qualidade e segurança dos alimentos: utilizando o sequenciamento de DNA (Luís Fernando V. Oliveira -Diretor de Negócios da Neoprospecta) 

Recall de alimentos: a realidade, sem preconceitos

Brasil Processed Food 2020  (Dr. Luis Madi – Diretor Geral do Ital) 

O que a operação carne fraca revela sobre nós (Débora e Cristiano Julião – Julião Training) 

Instituto de Tecnologia de Alimentos

INTERNACIONAL

Exportador de carne dos EUA mira China

Apesar de EUA e Brasil disputarem a liderança nas exportações globais de carne bovina, os dois países suprem necessidades diferentes do mercado

A possível reabertura do cobiçado mercado da China à carne bovina americana ­ no que parece ser uma tentativa de Pequim de atenuar a tensão resultante do superávit comercial anual de US$ 347 bilhões com os EUA ­ atende à estratégia do país asiático de diversificar as origens de suas importações sem atrapalhar seu maior fornecedor e parceiro de longa data na área agrícola: o Brasil. Apesar de EUA e Brasil disputarem a liderança nas exportações globais de carne bovina, os dois países suprem necessidades diferentes do mercado. Os EUA, que também são os maiores importadores de carne bovina do mundo, vendem especialmente cortes gourmet, ao passo que a carne do Brasil é mais usada como ingrediente em pratos prontos e para cozinha industrial. Na prática, os americanos concorrem mais com os exportadores de países como Austrália e Uruguai que, em comum com os EUA, têm um rebanho bovino de raças predominantemente europeias. O gado bovino europeu, em geral, caracteriza-­se por apresentar um maior teor de gordura entremeada na carne, mais apreciada para o consumo direto. No Brasil, predomina a raça zebu, que apresenta menos gordura na carne. Também por isso, os exportadores brasileiros vendem mais cortes do dianteiro bovino. No comércio internacional de carne, os brasileiros são vistos como fornecedores de carnes bovina “ingrediente” e “culinária”, enquanto americanos e australianos vendem carne “gourmet”. De todo modo, os americanos estão animados. Joe Schuele, Vice-­Presidente da Federação Americana de Exportadores de Carnes, disse ao Valor que ainda não tinha detalhes suficientes sobre o entendimento entre os presidentes americano e chinês, mas seu “sentimento é de que a demanda por carne bovina dos EUA será forte na China”. Para importantes negociadores, é um exagero dizer que o Brasil será o maior prejudicado pela abertura aos Estados Unidos. Até porque, avaliam, no longo prazo a concessão chinesa não vai fazer muita diferença para os brasileiros. A avaliação é que Pequim fez um gesto para os americanos e vai comprar alguns volumes de carnes deles, mas dificilmente colocará sua segurança alimentar em risco, em um cenário de confrontação crescente com os Estados Unidos. Ou seja, a China não vai querer depender de um só grande fornecedor, caprichoso e instável e sempre pronto a ordenar bloqueios, alijando os demais. Além disso, do ponto de vista chinês liberar as compras de carne dos EUA, além de um gesto político, é algo que faz sentido, visto que a autossuficiência em carne bovina já não é o objetivo buscado por Pequim há alguns anos. Dada a escassez de água e terras, o país asiático até mesmo admite que terá de ampliar a participação das importações para atender sua demanda por carne. Em um recente relatório que trata das perspectivas para o mercado de proteínas animais na China até 2020, o banco holandês Rabobank ressaltou a importância da decisão tomada em 2014 pelo Conselho de Estado do país asiático, autorizando mais importações de carne bovina para suprir a oferta. Não à toa, os chineses reabriram seu mercado à carne do Brasil em maio de 2015. “Esse foi um claro sinal de que o governo aceita ser menos autossuficiente em carne bovina e de que as importações são consideradas um importante canal para complementar a produção doméstica”, apontou o banco holandês. Nesse cenário, a instituição estima que as importações passarão a atender 20% da demanda chinesa por carne bovina em 2020, ante a atual taxa de 15%. Outra tendência apontada é a queda do contrabando de carne. As importações serão cada vez mais diretas, e não trianguladas por mercados como Hong Kong. Devido à maior dependência que a China terá da importação, é possível que empresas do país asiático adquiram frigoríficos brasileiros, afirmou em recente entrevista a analista do Rabobank baseada em Hong Kong, Chenjun Pan. Os chineses já adquiriram empresas de carne bovina no Uruguai e na Argentina. Dois executivos de empresas exportadoras de carne bovina do Brasil ouvidos pelo Valor observam, contudo, que os investidores chineses interessados em frigoríficos brasileiros esbarraram em dois problemas: as empresas que toparam negociar eram pequenas demais para as ambições chinesas e, do outro lado, os frigoríficos de grande porte ­ Marfrig e Minerva ­ não estão dispostos a vender uma fatia controladora. “Mas se eles [os chineses] decidirem comprar uma fatia minoritária, aí vai chover interessados”, disse uma fonte.

VALOR ECONÔMICO

Exportações da carne bovina argentina para a China crescem 70%

As vendas externas para o gigante asiático no primeiro bimestre passaram de 3.903 toneladas em 2016 para 6.639 toneladas

As exportações argentinas de carne bovina congelada para a China cresceram 70% no primeiro bimestre de 2017. É o que aponta um levantamento do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) do país. Segundo o órgão, as exportações passaram de 3.903 toneladas no primeiro bimestre de 2016 para 6.639 toneladas no primeiro bimestre deste ano. As exportações para a China representaram 40% das exportações totais de carnes frescas da Argentina nos dois primeiros meses de 2017, que ficaram em 16.568 toneladas. As vendas totais nesse período subiram 14%. No primeiro bimestre de 2017, os mercados que mais compraram da Argentina em volume, Israel e Chile, compraram menos carne fresca, 8% e 44% a menos, respectivamente.

Notícias Agrícolas

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment