CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 488 DE 05 DE ABRIL DE 2017

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Ano 3 | nº 48805 de Abril de 2017

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo mais calmo

Aos poucos o mercado do boi gordo vai se recuperando da forte pressão de baixa observada na semana passada

Há ainda algumas praças onde se observa uma pressão sobre a arroba, porém, também há praças onde a arroba está mais firme e em alguns casos há registro de alta nas referências. Outro fato a ser destacado é a questão do Funrural. Há muita dúvida a respeito do assunto. É certo que existem frigoríficos que adotaram a cobrança do Funrural e frigoríficos que não estão descontando o imposto. Em São Paulo a referência está estável em R$139,50/@, à vista, com ofertas de até R$132,00/@ nas mesmas condições, porém neste patamar os negócios não avançam. No mercado atacadista de carne bovina com osso o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$9,21/kg.

SCOT CONSULTORIA

Sete frigoríficos em MT concedem férias coletivas diante instabilidade de mercado

A instabilidade de mercado provocada pela Operação Carne Fraca elevou o número de frigoríficos com férias coletivas

A instabilidade de mercado (interno e externo) provocada pela Operação Carne Fraca elevou para sete o número de frigoríficos com férias coletivas, sejam elas totais ou parciais dos funcionários. Além da JBS e do Minerva Foods, a Marfrig e a mato-grossense Frialto entraram em processo de “pausa” para “encontrar equilíbrio”. Segundo o setor frigorífico, o consumo somente no mercado brasileiro caiu entre 15% e 20% desde a divulgação da ação da Polícia Federal. Ao contrário da JBS e Minerva Foods, a Marfrig e a Frialto suspenderam parcialmente as atividades, ou seja, apenas algumas etapas da produção foram paradas. A Marfrig, por meio de sua assessoria de imprensa, revela que “concedeu férias coletivas a apenas ao segundo turno no setor de abate na unidade de Tangará da Serra (MT) pelo período de 10 dias”. Já a Frialto, conforme o Diretor Comercial Paulo Belincanta em entrevista ao Agro Olhar, concedeu na unidade de Matupá férias coletivas de 20 dias para a divisão de desossa. Ele pontua que no caso dos abates os trabalhos seguem normalmente. “É uma pausa para encontrar um equilíbrio diante a situação vivida pela cadeia produtiva de carne no país devido a Operação Carne Fraca, que causou uma redução muito grande do consumo tanto no mercado interno quanto no externo”, explica Belincanta. Ainda de acordo com o diretor comercial da Frialto, somente no mercado interno sentiu-se queda entre 15% e 20% no consumo. Enquanto, no mercado externo a queda foi “bruta”. Belincanta ressalta que além da situação provocada pela Operação Carne Fraca, o mercado da carne deparou-se também entrou em vigor no dia 1º de abril em São Paulo a volta da cobrança do posto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre a carne, o que não acontecia desde setembro de 2009. O decreto do governo paulista acaba com a isenção do ICMS na venda de qualquer tipo de carne levando o comércio varejista naquele Estado a ter que recolher 11% do imposto. Apesar de todas as dificuldades, o Diretor comercial da Frialto acredita em uma retomada do setor como um todo. Na semana passada a JBS, como o Agro Olhar já comentou, concedeu férias coletivas de 20 dias para 10 unidades de bovinos dentre as 36 que possui no Brasil. Apenas em Mato Grosso são quatro unidades, que estão localizadas em Juína, Diamantino, Alta Floresta e Pedra Preta. A Minerva Foods confirmou à reportagem no final de semana que também entra em férias coletivas na unidade de Várzea Grande. Segundo pontuado por sua assessoria de imprensa, a pausa é para “manutenção” na unidade. Em recente entrevista ao Agro Olhar, o Presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, avaliou as suspensões das atividades nos frigoríficos em Mato Grosso como “péssima” para os pecuaristas. “O que estamos vendo é uma consequência de fatores. Além da Operação Carne Fraca, temos um crescimento do desemprego no Brasil, o que acarreta em uma redução do consumo no mercado interno. Esse é um momento em que o pecuarista tem de ter cautela e esperar que o mercado se equilibre”, pontuou Pires ao Agro Olhar. Ele comenta que desde a deflagração da Operação Carne Fraca, no dia 17 de março, pela Polícia Federal, a arroba do boi gordo já recuou 15%, aproximadamente, em Mato Grosso em pleno período de safra da pastagem.

Olhar Direto

Carne Fraca antecipou ciclo de queda da @

Redução só iria ocorrer entre maio e junho, por conta da oferta de animais terminados para o abate

A Operação Carne Fraca, deflagrada em 17 de março pela Polícia Federal, antecipou em dois meses a grande depressão de preços do boi gordo, segundo avaliação do analista e proprietário da Scot Consultoria, Alcides Torres. A queda nos preços ocorrida desde então só iria ocorrer entre maio e junho, de acordo com Torres, por conta da oferta natural de animais terminados para o abate prevista para esse período futuro. “O mercado volta a funcionar normalmente, mas essa crise toda antecipou, não sei se nessa intensidade, o ciclo de baixa com grande depressão de preços previsto para maio e junho. Esses dois meses que o pecuarista teria de faturamento foram perdidos e ele vai ter de recuperar isso dentro da fazenda”, afirmou o consultor, durante encontro de confinadores e recriadores da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP). Torres avalia, ainda, que apesar da crise econômica recente e da virada de ciclo com o um cenário futuro de baixa, a pecuária de corte ainda é “um excelente negócio” e nem todos perdem na atual conjuntura. De acordo com o consultor, os preços dos bezerros de reposição ainda estão altos, o que favorece o criador desses animais de reposição, e o preço do milho, insumo fundamental para pecuária, vem caindo, o que ajuda a reduzir o custo da engorda, por exemplo. Mesmo assim, o ciclo de baixa no setor de pecuária de corte só deve se recuperar para todos os elos da cadeia em 2020, de acordo com Torres. “Tivemos uma queda, mas a maior vai ser no ano que vem e talvez tenhamos uma recuperação em 2020, pois eu não sou nem otimista para 2019”, destacou. Torres avalia que o cenário atual de queda nos preços de bezerros, do boi magro e de insumos favorece o aumento do confinamento na pecuária de corte em 2017. Ele estima que o total de animais confinados deva ficar entre 3,5 milhões e 4 milhões de cabeças este ano, ante um total entre 3 milhões e 3,5 milhões em 2016. “No ano passado houve uma retração grande em virtude dos custos de produção e este ano os custos caíram. Temos queda do farelo de soja, do milho e do próprio animal de reposição, que representa 70% do custo”, explicou Torres. De acordo com o consultor, a diferença de até 1 milhão de cabeças de bovinos que deixou de ser confinada no ano passado acabou indo para o mercado neste começo de ano, já que foi terminada em pastos. Essa oferta pressionou o mercado e o preço da arroba recuou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Incertezas travam o mercado de reposição

As dúvidas quanto ao mercado do boi gordo colaboram para enfraquecer a procura pelos animais de reposição o que gera calmaria nos negócios

Na média geral de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria a desvalorização na última semana foi de 0,3%. As fêmeas tiveram os maiores ajustes negativos, com destaque paras as categorias desmama (5@) e bezerra (6@), ambas apresentaram quedas de 0,7% frente à semana anterior. Atualmente em São Paulo, compram-se 2,17 bezerros desmamados (6@) com a venda de um boi gordo de 16,5@, redução de 2,2% quando comparado com o início do mês. Isto demonstra que o mercado do boi gordo tem sofrido mais impacto que o mercado de reposição. Se o sistema permitir aguardar, recomendamos cautela nos negócios com reposição até que a especulação diminua.

SCOT CONSULTORIA

Funrural pode onerar pecuária de corte

Cobrança da contribuição previdenciária trará despesas da ordem de R$ 14 bilhões a R$ 16 bilhões para o setor

O analista e proprietário da Scot Consultoria, Alcides Torres, afirmou na terça-feira, 4, que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retomar a cobrança da contribuição previdenciária ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) em 2,3% para o empregador pessoa física pode onerar o setor de pecuária de corte entre R$ 14 bilhões e R$ 16 bilhões. Isso porque, segundo Torres, além do encargo sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção, frigoríficos também pagariam o tributo, uma alíquota de 2,7%, suspenso desde 2015 por determinação do próprio STF. “O Funrural é uma sangria do setor e se junta a outros impostos e a outros custos, como o ambiental e o trabalhista. Já há um monte de impostos e agora vem mais um que vai tirar recursos do setor que está em progresso”, disse Torres, durante encontro de confinadores e recriadores de gado da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto, SP. Além do retorno do Funrural, que só deve ocorrer após a publicação do acórdão da decisão do STF tomada semana passada, ainda é incerto se os valores não depositados pelos pecuaristas e produtores entre 2015 e 2017 serão cobrados retroativamente. “Se o frigorífico não recolhe, o fazendeiro é responsável. O fazendeiro vai recolher e vai processar o frigorífico para receber de volta?”, afirmou. “O mínimo é que isso valesse a partir de agora”, emendou. Torres acredita que a volta do Funrural fará com que o tributo seja novamente tratado como uma moeda de troca entre pecuaristas e frigoríficos nas negociações de animais. Até a suspensão da cobrança, alguns frigoríficos ofereciam o pagamento do Funrural a pecuaristas dependendo da situação de mercado e do tamanho e qualidade dos lotes de animais negociados.

ESTADÃO CONTEÚDO

Maggi agradece apoio de países vizinhos após Operação Carne Fraca

Declaração foi feita durante reunião do Conselho Agropecuário do Sul que acontece em Buenos Aires. Próxima reunião do conselho será em São Paulo, em agosto

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) agradeceu a ministros da Argentina, do Uruguai e do Paraguai pelo apoio dado ao Brasil no momento em que o país enfrentava críticas após a deflagração da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Para o Ministro, o apoio dos países vizinhos foi importante, pois confirmou a confiança e a parceria entre eles. A declaração foi feita durante a 33ª Reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), que acontece em Buenos Aires. O CAS é formado pelos ministros da Agricultura da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. É um fórum de discussão e coordenação de ações e de políticas públicas criados desde 2003. A próxima reunião do conselho será no Brasil, nos dias 29 e 30 de agosto, na cidade de São Paulo, quando também será realizado o Salão Internacional da Avicultura (Siave), para discutir, entre outros temas, o bem-estar animal. A proposta brasileira é discutir na reunião de agosta do CAS uma ação conjunta dos países da região para prevenção da gripe aviária e também para o combate à resistência antimicrobiana. Na semana passada, foi realizado seminário, em Brasília, sobre esse assunto com a participação do Comissário da União Europeia para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis. “Não queremos colocar pessoas em risco pelo uso massivo de antibióticos”, alertou o Ministro. Na reunião desta terça-feira (3), na Argentina, Blairo Maggi pediu aos seus pares apoio à candidatura do brasileiro e servidor do Mapa, Guilherme Costa Júnior, à presidência do Codex Alimentarius, que acontecerá em julho. O Codex Alimentarius é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio como órgão para a solução de disputas sobre segurança alimentar e proteção do consumidor.

MAPA

Itaqui quer ser opção de saída para carnes

O porto público investiu R$ 30 milhões para adequações que permitirão a movimentação de contêineres simples e os “reefers” ­ refrigerados e voltados a perecíveis

O porto maranhense de Itaqui, localizado na capital São Luís, pretende iniciar no segundo semestre deste ano as operações com contêineres, abrindo caminho para uma ambição antiga do Estado: tornar­-se mais uma opção de saída para a carne exportada pelo Brasil. O porto público investiu R$ 30 milhões para adequações que permitirão a movimentação de contêineres simples e os “reefers” ­ refrigerados e voltados a perecíveis. Não é pouca coisa, diz Ted Lago, superintendente de Itaqui. “Pegamos um porto sucateado”. Após registrar aumento de cem vezes em seu lucro líquido entre 2014 e 2016, para R$ 400 milhões, Itaqui precisa se diversificar, diz Lago. Além de combustíveis, celulose e outros granéis sólidos, o porto cresceu nos últimos dois anos em grãos, com a chegada do Tegram. Nesse sentido, as apostas no setor de proteína animal ganham peso à medida em que os grãos avançam em Matopiba. Itaqui recebe soja e milho de seis Estados, além do Maranhão. Com o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, com 7,6 milhões de cabeças, a verticalização da cadeia da proteína foi colocada no topo da agenda. “Não queremos ser apenas um corredor do grão para o exterior, mas agregar valor colocando o grão na boca do boi”, diz Lago, que esteve em São Paulo para a feira de logística Intermodal. Entre as benfeitorias, ele cita a ampliação do pátio para contêineres e a instalação de “centenas” de tomadas ­ sem as quais não se tem refrigeração. Isso exigiu uma readequação geral da rede elétrica. A extensão do ramal ferroviário, operado pela VLI, até o futuro pátio também está contemplada nos investimentos. Outros R$ 255 milhões ­ dinheiro de caixa ­ foram aprovados para reformar os sistemas de iluminação, combate a incêndios e de radares para navios, além da construção de novo berço de atracação. Itaqui chegou a movimentar contêineres com alumínio, mas as operações foram paralisadas, diz Lago. Os investimentos atuais, no entanto, devem ter efeito cascata sobre os demais elos da cadeia, beneficiando pecuaristas do Estado e atraindo frigoríficos. O Maranhão tem apenas duas unidades de abate de bovinos. As futuras exportações de carne não deverão substituir eventuais embarques de boi em pé. Em 2015, um acidente no porto de Vila do Conde (PA) redirecionou animais do Minerva para Itaqui. “Esses dois únicos embarques geraram R$ 40 milhões a quase 200 pecuaristas do Maranhão”, diz Lago. “Carne processada e boi tem tempos diferentes. Podemos fazer os dois”. O Estado tem a seu favor o status de livre de aftosa com vacinação. Lago diz que um resultado concreto desse novo viés é a instalação da primeira unidade de abate de aves no Estado. Segundo ele, o Grupo Notaro, de Pernambuco, investe em unidade em Balsas com capacidade de abate de 150 mil aves/ dia. Procurado, o Notaro não se manifestou até o fechamento desta edição.

VALOR ECONÔMICO

Produtores se organizam para mobilização contra o Funrural

O movimento de protesto contra a cobrança do Funrura vai ter manifestação em 1 de maio, em Brasília

O movimento de protesto contra a cobrança do Funrural, que deverá culminar com a manifestação marcada para 1ª de maio em Brasília, não somente cresceu em tamanho, mas, mais significativo, vem ganhando qualidade na diversificação setorial. Com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) apoiando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e por extensão o governo, algumas das federações estaduais que formam o sistema se rebelaram. E as que ainda relutam ou se negam aderir ao movimento, enfrentam o endurecimento das bases regionais. O Sindicato Rural de Balsas, por exemplo, já decidiu que apoia a “luta dos produtores”, mesmo porque o “pessoal da Faema (Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão) está lá em São Luís há muito e é aqui no Sul que se faz agricultura, nós é que sentimos”, explicou o presidente Jorge Vieira Salib. Para Salib não importa se outros sindicatos locais vão seguir o de Balsas. “Estamos em contato direto com a Aprosoja estadual e vamos seguir o que a Aprosoja nacional sugerir como forma de protesto em Brasília”, completou Salib, salientando que os produtores do cerrado, pelas características da atividade regional, são mais penalizados (veja box abaixo) apesar de que os 2,3% do tributo (2,1% Previdência e 0,2% Senar/CNA) é para todos. No extremo Sul do Brasil, Gilberto Pilego, da Associação dos Arrozeiros de Alegrete (AAA), já está em contato direto com os rizicultores de outras regiões do Estado, e não tem dúvida de que, para eles, Brasília “é logo ali”. Para o produtor, em plena colheita, com o dobro de mão de obra ocupada nesse período, pagar a Previdência com desconto em folha é até justo, mas pela alíquota do Funrural o peso é maior. Dentro do espírito que move o gaúcho, acostumado a defender as posições mais modernas da agricultura – lembra-se, por exemplo, a soja transgênica – não deverá haver a menor resistência contra a ideia do protesto, assegura o arrozeiro de Alegrete. Na Orplana, que reúne as associações de canavieiros do Centro-Sul, o presidente Eduardo Romão ainda está consultando as bases, as inúmeras associações regionais, mas ele naturalmente disse se sentir indignado com a situação imposta pelo STF e CNA. Na sua Associcana, da região de Jaú, da qual também é presidente, Romão lembra que os associados têm tradição de luta, destacando, por exemplo, que foi de lá que nasceu o movimento nacional a favor do etanol quando do auge da crise há 4 anos. Entre o cooperativismo paranaense, a força do movimento poderá sair da assembleia geral que a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) realizava em Curitiba. “Certamente esperamos uma posição firme, porque não é possível sermos penalizados”, destacou Irineu da Costa Rodrigues, Presidente da LAR – Cooperativa Agroindustrial, de Medianeira, que desde quinta-feira, quando terminou o julgamento no STF, não para de atender chamadas do pessoal do campo. Mas Costa Rodrigues avisa, em outras palavras: nada impede que cada cooperativa tome sua decisão caso a Ocepar opte pela neutralidade. É praticamente o que disse o Presidente do Sindicato Rural de Unaí, Minas Gerais. Alti de Souza Maia foi convocado, como outras lideranças mineiras, para uma reunião na Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), para o próximo dia 6, quinta-feira. — ‘Não vou até Belo Horizonte para sair de lá sem uma decisão quanto à participação nos protestos. Nós de Unaí vamos participar e ponto”. O fato desapontador foi o apoio da CNA à questão.

Notícias Agrícolas

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