CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 487 DE 04 DE ABRIL DE 2017

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Ano 3 | nº 48704 de Abril de 2017

NOTÍCIAS

Três estabelecimentos que estavam sob auditoria do Mapa poderão voltar a exportar

Suspensão dos certificados de exportação foi medida do governo para tranquilizar importadores, considerada como auto embargo

Três estabelecimentos que vinham sendo auditados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca, foram liberados, uma vez que não foram constadas irregularidades, sejam de natureza econômica ou de impacto sobre a saúde humana. Com isso, Argus (SIF 1710), FrigoSantos (SIF 2021) e Breyer & Cia (SIF 3522) podem voltar a exportar. Assim, de 21 estabelecimentos submetidos à inspeção de força-tarefa do Mapa, restam 18, sendo seis interditados com produção interrompida. O Serviço de Inspeção Federal, conhecido mundialmente pela sigla SIF e vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), é o responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo. Estabelecimentos que realizam comércio interestadual ou internacional de produtos de origem animal devem ser registrados no DIPOA, onde se habilitam ao registro no SIF.

MAPA

Operação Carne Fraca – Voltando a normalidade

Há exatamente duas semanas foi deflagrada a Operação Carne Fraca, que desencadeou uma crise no setor de proteína animal e derivados

Passados 15 dias desde as primeiras notícias acerca da operação, realizamos uma sondagem com varejistas e entidades representativas das empresas do setor para medir a reação dos consumidores e as expectativas para a volta à normalidade. Na última quinta-feira (30/03) e sexta (31/03), estivemos conversando com uma dezena de diretores e gerentes de compras e operações de redes supermercadistas, com o objetivo de falar sobre os impactos da operação carne fraca. Há o consenso de que as vendas de proteína animal e derivados já retornaram à normalidade, se equiparando ao nível de expectativa de vendas para o período, que havia sido projetado antes da Operação Carne Fraca. Os entrevistados relatam que o impacto nas vendas foi sentido apenas no final de semana em que foi deflagrada a operação, e se restringiu à carne bovina – o fato de as notícias terem se centrado em frigoríficos de carne bovina e também a influência do nome da operação, fizeram com que os consumidores focassem sua restrição de compras à carne bovina –. O impacto nas vendas de frangos, embutidos e congelados foi praticamente zero. A queda nas vendas de carne bovina variou entre 5% e 15%, no final de semana em questão, a depender do varejista. Os executivos também afirmam que houve um aumento significativo nos questionamentos a respeito da origem das carnes e que prepararam suas equipes para fornecer as informações de procedência e das iniciativas das lojas para averiguar a qualidade dos produtos. Também perceberam nas lojas forte aumento de visitas da vigilância sanitária. A redução nas exportações e a pequena e rápida queda no mercado interno levou a uma queda de 8% no preço da carne bovina, segundo um varejista, o que tem impacto direto na venda de frango. Pois, a troca de carne de frango por carne bovina é automática quando os preços de bovino caem, dada a preferência do consumidor brasileiro por esta carne. Vale monitorar nas próximas semanas. Os varejistas que atuam no estado de São Paulo apontaram que suas preocupações em relação às vendas de proteína animal já são outras. A provável volta do ICMS para a categoria no estado está sendo monitorada com grande receito. Os executivos estimam que a volta do imposto tem significativo impacto nas vendas – em torno de um dígito alto. Conversamos também com presidentes e diretores das principais organizações representativas das empresas do setor e dos produtores. Os executivos estavam bastante satisfeitos com a forma como as negociações e esclarecimentos evoluíram de forma rápida – inclusive elogiam a atuação do governo – e consideram que foi possível praticamente acabar com a crise em apenas 15 dias. Todos os principais mercados que haviam realizado algum tipo de bloqueio já retomaram as importações da carne brasileira – Hong Kong, China, Egito, Chile, México, entre outros –. Os próximos passos serão os esforços de reabertura dos mercados que ainda não liberaram a entrada da carne brasileira, e um trabalho conjunto de recuperar a imagem da indústria brasileira de proteínas e do controle sanitário do país, através de visitas aos países importadores e organização de visitas às plantas brasileiras. Deve-se monitorar quais serão os próximos passos da União Europeia. Os impactos nos preços ainda estão sendo medidos. Porém, consideram que o período do ano e as medidas de controle da oferta que foram tomadas irão amenizar uma provável queda nos preços.

BEEF POINT/XP Investimentos Corretora

Exportação de carne registra alta de 9% na média diária de março

A Operação Carne Fraca não foi capaz de afetar substancialmente a média diária das exportações de carnes bovina, de frango e suína em março

O Diretor de estatísticas e apoio às exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, afirmou ontem, ao comentar os resultados gerais da balança comercial brasileira, que a Operação Carne Fraca não foi capaz de afetar substancialmente a média diária das exportações de carnes bovina, de frango e suína em março. Em valores, as vendas externas dos três principais tipos de carne registraram alta 9% na média diário. “Notamos uma menor média diária na quarta semana, de US$ 50 milhões de dólares. Essa média menor pode ter conotado maior cautela dos importadores, mas isso não afetou esse mercado”, explicou Brandão. “Pontualmente a Operação não explica o movimento da queda das carnes bovina no mês nem no trimestre. No primeiro bimestre, por exemplo, às exportações dessa carne já havia caído 4,5%”, completou. Na avaliação de Brandão, o governo agiu rápido para conter possíveis efeitos mais severos para o comércio externo de carnes causados pela operação da Polícia Federal. “O governo conseguiu reverter os principais mercados, como União Europeia, China Hong Kong e Coreia do Sul. A ação do governo foi decisiva”, concluiu. De acordo com o técnico do ministério, a média diária de embarques das três principais carnes registrou US$ 63 milhões até a terceira semana de março. Na quarta semana, foram US$ 50 milhões, mas houve ligeira recuperação na quinta semana, quando a média diária chegou a US$ 52 milhões na quinta. Na média diária do mês, essas carnes totalizaram US$ 57 milhões de exportações. Juntas, a receita com exportações das carnes de frango, bovina e suína cresceu 9%, para US$ 1,113 bilhão em março frente ao mesmo mês de 2016. No primeiro trimestre, a receita com as exportações das três carnes aumentou 9,29%, totalizando US$ 3,045 bilhões no primeiro trimestre.

VALOR ECONÔMICO

França propõe que UE amplie restrições a produto do Brasil A França, maior produtor europeu de carne bovina, propôs ontem no comitê de ministros da Agricultura que a União Europeia (UE) amplie restrições ou mesmo interdite toda a carne proveniente dos três Estados brasileiros com estabelecimentos investigados na Operação Carne Fraca, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e funcionários de empresas, apurou o Valor

Segundo fontes a par do tema, os franceses focam especificamente Paraná, Goiás e Minas Gerais. Na reunião, em Luxemburgo, a delegação francesa foi acompanhada pela rigidez da República Checa, que não hesitou em expressar o termo “proibição”. Por sua vez, a Holanda, país com os portos que mais recebem o produto brasileiro ­ depois distribuído a outros mercados, ­ insistiu que, se a Europa não receber todas as garantias de segurança das importações, deve considerar “medidas mais fortes” que as já adotadas. A Áustria foi menos incisiva desta vez, mas continua a ser o país­ membro mais rigoroso na atual crise, solicitando o bloqueio das importações. Fontes europeias dizem que essa é uma posição geral dos austríacos em casos envolvendo segurança de alimentar. A Irlanda mostrou­-se surpreendentemente prudente. No momento, porém, os que querem decisões mais duras em relação produto brasileiro não têm maioria. Mas, nesse ambiente, o comissário de Saúde e Segurança Alimentar da UE Vytenis Andriukaitis, confirmou a possibilidade de medidas adicionais em relação às importações de carne do Brasil, deixando claro que tudo depende da resposta das autoridades brasileiras à crise. “Sim, a questão não está fechada”, disse ao ser indagado em entrevista, ontem, após relatar aos ministros europeus da Agricultura sua visita ao Brasil. Para uma fonte europeia, tudo agora vai depender do resultado dos controles reforçados e de como o Brasil vai reforçar a sua inspeção sanitária. Segundo Andriukaitis, a conversa com as autoridades brasileiras na semana passada, foi “franca”, maneira de dizer que sua mensagem foi clara: “A segurança dos produtos alimentares exportados para a UE não é algo opcional. Enfatizei que cabe ao Brasil restaurar a confiança em suas exportações de carne, garantindo a confiabilidade, previsibilidade, credibilidade e independência dos controles brasileiros de segurança alimentar”. O comissário tentou “tranquilizar os cidadãos europeus de que todas as remessas dos estabelecimentos implicados na fraude, que estão a caminho da UE, serão rejeitadas e devolvidas ao Brasil”. Comentou que recebeu ontem uma carta do Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, insistindo que o problema tem a ver com corrupção e não com controle ou qualidade da carne brasileira. As medidas tomadas pela UE incluem proibição das importações de estabelecimentos implicados; reforço dos controles nas fronteiras da UE; realização, em breve, de auditorias no Brasil; e garantia de que as autoridades dos 28 membros sejam continuamente informadas sobre a evolução da situação no Brasil. Para a União Europeia do Comércio de Gado e de Carnes da UE (UECBV), que representa importadores e indústria de carnes, as medidas adotadas são “proporcionais ao risco”. Para a entidade dirigida por Jean­Luc Meriaux, as medidas podem ser reforçadas com uma revisão do sistema brasileiro de segurança alimentar, para “garantir plenamente que a carne brasileira se enquadra nas normas da UE”. Em nota, a entidade diz que “a UECBV e seus membros se opõem totalmente a fraude em alimentos, não importa qual seja a alegação”. Diz ainda “apoiar plenamente as medidas tomadas pela Comissão Europeia e pelas autoridades dos Estados­ Membros para expurgar as supostas práticas ilegais da cadeia de abastecimento caso tenham ocorrido”. Por sua vez, o Comissário de Agricultura, Phil Hogan, descartou que a crise tenha impacto nas negociações UE­ Mercosul sobre acordo de livre comércio. “Essa crise afeta o Brasil, não outros países do Mercosul”, observou. “Mas é muito claro que queremos um capítulo muito forte sobre medidas sanitárias e fitossanitárias (no acordo UE­ Mercosul”. À noite, Andriukaitis foi ao Parlamento Europeu, onde o debate sobre as importações do Brasil tem sido animado. Observadores em Bruxelas estimam que os parlamentares não deverão mudar a posição da Comissão Europeia. A avaliação é de que a comissão tem força política, no momento, para manter a estratégia de dar um pouco de tempo ao Brasil para que forneça as garantias prometidas. No Parlamento, 31 deputados europeus falaram ontem, e a maioria continuou a cobrar medidas mais duras contra a carne brasileira.

VALOR ECONÔMICO

UE usa crise para pressionar Brasil a abrir seus mercados

A União Europeia (UE) está usando a crise gerada pela Operação Carne Fraca para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso às suas exportações de produtos agroalimentares, apurou o Valor

Documento da UE aos 28 Estados­ membros para o debate sobre a “fraude da carne no Brasil” no comitê de ministros europeus de Agricultura, que acontece nesta segunda-­feira, faz um claro vínculo entre as duas questões, e eleva a pressão sobre o governo brasileiro para abrir o mercado. No documento, a União Europeia relata que o comissário de saúde e segurança alimentar, Vytenis Andriukaitis, na visita que fez ao Brasil, na semana passada, pediu informações adicionais sobre os controles sanitários e concordou com um novo encontro técnico nos próximos dias para receber mais informações sobre as investigações da Carne Fraca. O documento sublinha que o comissário “aproveitou a oportunidade para destacar a forte insatisfação dos Estado-membros com as dificuldades no acesso ao mercado para exportações europeias de produtos agroalimentares ao Brasil, que contrasta com a abordagem transparente e construtiva em relação ao Brasil, inclusive na atual situação”. A UE avisa que, dependendo dos controles reforçados, da evolução da situação e das respostas das autoridades brasileiras a demandas de medidas corretivas, a Comissão Europeia e os 28 Estados-­membros vão decidir se novas medidas serão necessárias em relação à importação da carne brasileira. A comissão vai também enviar auditores ao Brasil o mais rápido possível, provavelmente não antes de meados de maio. O Ministério da Agricultura registrou em comunicado que os técnicos da União Europeia, na visita a Brasília, além de discutirem controle e auditoria sobre a carne, apresentaram uma agenda comercial, que inclui a visita de técnicos brasileiros a empresas do bloco que desejam exportar para o Brasil. A UE quer exportar sobretudo produtos lácteos ao Brasil, além de embutidos, carne suína processada, frutas processadas e outros alimentos com valor agregado, que precisam passar por análise de risco. Para uma fonte do Ministério da Agricultura, os europeus vêm aproveitando o momento de fragilidade do Brasil, em meio a uma crise que questiona a qualidade da carne brasileira, para tentar avançar com sua pauta de exportações. Esse vínculo “é inadequado e uma espécie de ameaça”‘, reage uma importante fonte diplomática, em Brasília, considerando que a questão da carne tem em princípio que ser resolvida por mérito sanitário e científico. Desde 2003, a União Europeia reclama de barreiras do Brasil contra 65 produtos agrícolas do bloco. Alguns produtos foram liberados, mas a montanha de pedidos europeus continua. A UE quer que todos os 28 Estados­-membros sejam tratados como um território único para os exames sanitários e fitossanitários. E isso dificulta decisões pelas autoridades brasileiras, para quem, às vezes, é melhor autorizar produto de um país e não de outro, já que a situação sanitária não é igual em todos os países europeus. Além disso, cada país da UE tem diferentes produtos prioritários na lista de pendências, e cada um quer ser o primeiro a ter seu exportador atendido. Do lado brasileiro, há o problema de falta de recursos para examinar os pedidos rapidamente. Na reunião de hoje entre os ministros de agricultura do bloco, em Luxemburgo, a fraude da carne no Brasil será o último item da agenda. A França quer a suspensão de todas as importações de carnes brasileiras, enquanto Portugal defende que nenhuma restrição adicional seja aplicada. Os outros países navegam entre os dois, segundo uma fonte.

VALOR ECONÔMICO

Maggi aproveita encontro com países vizinhos para esclarecer sobre carnes brasileiras

Ministro participa terça (4) e quarta-feira (5), na capital argentina, de reunião do Conselho Agropecuário do Sul. Embora a finalidade da viagem à Argentina seja a reunião do CAS, Maggi aproveitará para se reunir com parceiros comerciais

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participa terça (4) e quarta-feira (5) desta semana, em Buenos Aires, da XXXIII Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).  Ele também aproveita o encontro para esclarecer aos países vizinhos, do Mercosul e Chile, sobre a Operação Carne Fraca, ressaltando que a Polícia Federal investiga condutas de pessoas e não a sanidade da carne brasileira. Reafirmará também que os problemas detectados até agora se referem a questões como rotulagem, sem representar risco à saúde humana. Além do contato com os ministros de Agropecuária dos países vizinhos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento agendou outros encontros com países importadores das carnes brasileiras. Em meados deste mês, o Secretário-Executivo Eumar Novacki viaja ao Irã, Egito e Argélia. Em maio, Maggi deverá visitar Ásia, Oriente Médio e Europa, para dar maiores informações aos mercados consumidores. Entre os temas que serão debatidos na XXXIII Reunião do CAS, na capital Argentina, estão a importância de regras sólidas de comércio para o desenvolvimento da agropecuária – situação atual e perspectivas – e a cooperação técnica com os organismos internacionais. Na quarta-feira, será aprovada a declaração dos ministros do Conselho Agropecuário e, em seguida, haverá reunião com representantes do setor privado.

MAPA

Eslováquia retira frango brasileiro do mercado após detectar salmonela

A decisão do governo eslovaco já havia sido tomada na última sexta-feira, enquanto o recolhimento dos produtos foi realizado neste fim de semana

O governo da Eslováquia informou que retirou toneladas de carne de frango brasileira de seu mercado depois que o produto foi alvo de exames que detectaram salmonela e outros problemas. O anúncio foi feito às vésperas de uma reunião, marcada para esta segunda-feira, dia 3, entre ministros de Agricultura da Europa para avaliar se devem ou não tomar medidas contra os produtos brasileiros depois da eclosão da Operação Carne Fraca. Os testes foram realizados depois que as autoridades de Bruxelas instruíram cada um dos 28 governos do bloco a manter vigilância sobre os produtos brasileiros. A decisão do governo eslovaco já havia sido tomada na última sexta-feira, enquanto o recolhimento dos produtos foi realizado neste fim de semana. “A carne brasileira foi importada para a Eslováquia pela Holanda e Polônia”, confirmou a Ministra de Agricultura do país, Gabriela Matecna, indicando que o volume chegaria a 21 toneladas.  “Os exames mostraram que dois produtos de origem brasileira e que estavam implicados no escândalo foram importados, mesmo depois das garantias da UE de que esses produtos não entrariam em nossos mercados”. De acordo com ela, dos 66 testes sensoriais realizados, dez não foram aprovados e envolviam carne de frango. Depois de reuniões em Brasília, a Comissão Europeia informará nesta segunda-feira o que ouviu das autoridades brasileiras. O tema será um dos principais entre os ministros de Agricultura. Não se espera uma decisão, mas os comentários dos 28 governos devem ser fundamentais para que a Comissão examine um embargo total. No plenário do Parlamento Europeu, o tema também será tratado nesta segunda-feira. Deputados vão questionar a Comissão Europeia sobre as medidas adotadas. Bruxelas admite que deve sofrer pressões por parte de deputados, principalmente de representantes de países exportadores de carne e que competem com o Brasil. De acordo com documentos obtidos, entre janeiro de 2016 e março de 2017, 55 carregamentos de carnes brasileiras foram detectados com problemas sanitários na Europa.

Estadão Conteúdo

Unidade do Minerva em MT concede férias coletivas

Previsão é de que as atividades parem por pelo menos 20 dias a partir desta terça-feira,4, em frigorífico de Várzea Grande

A unidade de bovinos do frigorífico Minerva de Várzea Grande, em Mato Grosso, entra em férias coletivas a partir da terça-feira, 4, por um período de 20 dias. Segundo a empresa, o motivo é uma parada de rotina para manutenção de maquinários e instalações. De acordo com o site do frigorífico, a fábrica tem capacidade de abate de 1.500 cabeças por dia e de 1.100 cabeças para desossa. Esta paralisação deve adicionar mais pressão ao mercado pecuário do país que foi fortemente abalado pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Como consequência desta ação, por exemplo, a JBS concede a partir desta segunda férias coletivas de 20 dias para 10 de suas 36 unidades de abate de bovinos no Brasil – uma em São Paulo, três em Mato Grosso do Sul, uma em Goiás, quatro em Mato Grosso e uma no Pará. As férias coletivas podem se estender por mais dez dias. Segundo o Minerva, a medida é necessária em virtude das suspensões temporárias impostas à carne brasileira por alguns dos principais países importadores, assim como pela retração nas vendas de carne bovina no mercado interno nos últimos dez dias. O Minerva não foi citado na Operação Carne Fraca. Os preços dos animais vivos prontos para o abate tiveram forte recuo desde a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março. Em Mato Grosso, o preço da arroba caiu de 2% a 4% do dia 16 para o dia 28 de março, reduzindo de R$ 126,81 para R$ 123,11 em média no Estado, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirma que alguns pecuaristas relataram redução de até 10% no valor da arroba em 12 dias, passando de R$ 126 para até R$ 113 em algumas regiões como no norte e noroeste do Estado.

ESTADÃO CONTEÚDO

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