CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 479 DE 23 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 47923 de Março de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Pequenos e médios frigoríficos de carne bovina aguardam desenrolar da crise para redefinir escalas

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgou nota na quarta-feira (22) informando que a maioria de seus associados paralisou momentaneamente a compra de boiadas, à espera de “uma melhor definição do que acontecerá no mercado”.

A entidade representa 80% das médias e pequenas empresas do país – com abate de até 800 cabeças/dia. Embora não exista indicação alguma de envolvimento de frigoríficos de carne bovina que distribuem o produto in natura nas investigações da Polícia Federal, diz a associação, o setor foi o mais atingido pelas denúncias. “O setor inteiro foi sobressaltado pelo noticiário e agora o Ministério da Agricultura corre atrás para tentar recuperar os prejuízos ocasionados pela crise causada pelas notícias desencontradas e, às vezes, absurdas”, disse em nota Péricles Salazar, Presidente da Abrafrigo. Segundo a nota, o setor é muito dinâmico e os estoques são apenas para três dias, havendo entregas quase diárias do produto, principalmente para supermercados, que respondem por 70% das vendas da carne in natura no país. “Todos aguardam o desenrolar da crise para definições, mas caso se confirme a suspensão das exportações brasileiras para seus principais clientes, esta carne deverá ser desviada para o mercado interno e os prejuízos serão enormes. Ainda estamos avaliando os impactos da notícia no mercado internacional, assim como seus desdobramentos, antes de tomar qualquer posição”, disse Salazar. “E há ainda a questão de como irá se comportar o próprio mercado interno, que é responsável pelo consumo de 80% da carne bovina produzida no Brasil”, acrescentou o dirigente.

CARNETEC

Frigoríficos reduzem compras

Associados da Abrafrigo estão “em compasso de espera” na hora de decidir sobre a aquisição de boiadas

Os pequenos e médios frigoríficos brasileiros, representados em sua maioria pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), estão reduzindo as compras de bovinos para abate em função da repercussão e das incertezas em torno da Operação Carne Fraca, deflagrada no dia 17 de março pela Polícia Federal. Conforme o presidente da entidade, Péricles Salazar, a maior parte dos associados está “em compasso de espera” na hora de decidir sobre a aquisição de boiadas, esperando uma melhor definição sobre o que ocorrerá no mercado de carne bovina. A Abrafrigo destaca que, embora não exista até o momento nenhuma indicação de envolvimento de abatedouros de bovinos que distribuem o produto in natura nas investigações, o setor acabou sendo o mais atingido pelas denúncias da PF. “O setor inteiro ficou sobressaltado pelo noticiário”, comentou Salazar. O dirigente explicou, ainda, que este segmento de frigoríficos é muito dinâmico e os estoques são apenas para três dias, havendo entregas quase diárias do produto, principalmente para supermercados, que contribuem com 70% das vendas de carne in natura do País. “Todos aguardam o desenrolar da crise para definições, mas, caso se confirme a suspensão das exportações brasileiras para seus principais clientes, esta carne deverá ser desviada para o mercado interno e os prejuízos serão enormes”, comentou. “Há, ainda, a questão de como vai se comportar o mercado interno, que consome 80% da carne bovina produzida aqui”.  A Abrafrigo representa 80% das médias e pequenas empresas frigoríficas do País, com abates de até 800 bovinos/dia. A maior parte da produção é destinada ao mercado interno.

ESTADÃO CONTEÚDO

Carne Fraca: frigoríficos de pequeno porte reduzem compras de bois

Estão reduzindo as compras de bovinos para abate em função da repercussão e das incertezas em torno da Operação Carne Fraca

São Paulo, 22 – Os pequenos e médios frigoríficos brasileiros, representados em sua maioria pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), estão reduzindo as compras de bovinos para abate em função da repercussão e das incertezas em torno da Operação Carne Fraca, deflagrada no dia 17 de março pela Polícia Federal. Conforme o Presidente da entidade, Péricles Salazar, a maior parte dos associados está “em compasso de espera” na hora de decidir sobre a aquisição de boiadas, esperando uma melhor definição sobre o que ocorrerá no mercado de carne bovina. A Abrafrigo destaca que, embora não exista até o momento nenhuma indicação de envolvimento de abatedouros de bovinos que distribuem o produto in natura nas investigações, o setor acabou sendo o mais atingido pelas denúncias da PF. “O setor inteiro ficou sobressaltado pelo noticiário”, comentou Salazar. O dirigente explicou, ainda, que este segmento de frigoríficos é muito dinâmico e os estoques são apenas para três dias, havendo entregas quase diárias do produto, principalmente para supermercados, que contribuem com 70% das vendas de carne in natura do País. “Todos aguardam o desenrolar da crise para definições, mas, caso se confirme a suspensão das exportações brasileiras para seus principais clientes, esta carne deverá ser desviada para o mercado interno e os prejuízos serão enormes”, comentou. “Há, ainda, a questão de como vai se comportar o mercado interno, que consome 80% da carne bovina produzida aqui”. A Abrafrigo representa 80% das médias e pequenas empresas frigoríficas do País, com abates de até 800 bovinos/dia. A maior parte da produção é destinada ao mercado interno.

ISTO É

NOTÍCIAS

Peritos da Polícia Federal contestam conclusões da operação carne fraca

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota na terça-feira, 21, afirmando que as conclusões da Operação Carne Fraca referentes aos danos à saúde pública não têm embasamento científico, uma vez que os peritos federais foram acionados pela Polícia Federal (PF) apenas uma vez durante as investigações e que o laudo resultante desse trabalho não comprovou tais danos. Deflagrada na sexta-feira da semana passada, a operação investiga 21 frigoríficos no País.

Segundo a associação, embora a PF tenha à sua disposição 27 peritos criminais formados em medicina veterinária e outras dezenas de especialistas nas áreas de química, farmácia/bioquímica, medicina, agronomia e biologia, a participação dos especialistas em análise de fraudes alimentares não foi devidamente empregada durante a condução das investigações. “As afirmações relativas ao dano agudo à saúde pública não se encontram lastreadas pelo trabalho científico dos peritos criminais da Polícia Federal, sendo que apenas um Laudo Pericial da Corporação, hábil a avaliar tal risco, foi demandado durante os trabalhos de investigação, sem que se chegasse, no entanto, a essa conclusão”, diz a entidade, em nota. A associação afirmou ainda que, embora a Operação Carne Fraca seja mais uma das ações de combate à corrupção da PF, ela tornou-se “uma clara demonstração de como o conhecimento técnico e o saber científico não podem ser deixados de lado em favorecimento dos aspectos subjetivos da investigação criminal” e que a atuação adequada dos peritos poderia ter “poupado o País de tão graves prejuízos comerciais e econômicos”. Questionada sobre as afirmações da APCF, a assessoria de imprensa da Polícia Federal afirmou que não comenta posicionamentos de entidades de classe vinculadas à instituição. O Presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, afirmou que houve “falha de comunicação” na divulgação dos resultados da Operação Carne Fraca, que investiga frigoríficos do País, por suspeita de venda irregular de carne e também esquema de corrupção entre empresas e fiscais do Ministério da Agricultura para a habilitação de frigoríficos que não cumpriam as normas vigentes. A ação, que cumpriu mais de 30 mandados de prisão e mais de uma centena de busca e apreensão, foi divulgada como a maior da história da PF. “A operação foi necessária, havia corrupção, servidores públicos envolvidos e alguns frigoríficos. Havia crime e a investigação aconteceu. Ao final, a nota da PF diz que foi a maior operação da história. Por causa do quê? Você dizer que é a maior, envolve uma série de variáveis com importância, repercussão econômica, social”, ressaltou Sobral. “Ao dizer que é a maior, dá uma dimensão muito grande, que talvez tenha gerado essa interpretação de que aqueles fatos eram um problema sistêmico, de todo o mercado produtivo brasileiro”, completou. O delegado considerou que, apesar de a investigação ter durado dois anos, não significa que a saúde dos consumidores tenha sido colocada em risco. “Não tenho detalhes da investigação. Do que eu vi, quando havia risco de um produto chegar ao consumidor, algumas medidas eram acionadas para evitar isso. Você continua com a investigação, mas não permite que a saúde seja prejudicada. É algo comum numa investigação dessa envergadura.” Desde segunda-feira, a associação dos delegados da PF realiza o Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, em Florianópolis. Cerca de 400 policiais federais participam do evento, até esta quinta-feira.

O Estado de S. Paulo – Broadcast Agro

Exportações diárias de carne caem de US$ 63 milhões para US$ 74 mil

As exportações diárias de carne despencaram ontem em meio à apreensão do mercado internacional com os desdobramentos da operação Carne Fraca

Segundo acompanhamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as vendas externas brasileiras somaram apenas US$ 74 mil, bem abaixo dos US$ 60,5 milhões registrados no dia anterior. De acordo com o Ministro da Indústria, Marcos Pereira, o valor médio das exportações brasileiras em março é de US$ 63 milhões. Pereira solicitou um acompanhamento diário das vendas externas do país para monitorar os impactos da operação Carne Fraca na balança comercial. Os dados referentes às exportações de hoje serão divulgados amanhã, segundo o Mdic.

VALOR ECONÔMICO

JBS reduz abate de bovinos em até 30%

JBS reduz abates de bovinos em até 30%

A interrupção quase total da exportação de carnes do Brasil provocada pela Operação Carne Fraca já resultou em uma forte redução dos abates de bovinos no país. Maior indústria do setor, a JBS, que abate cerca de 30 mil cabeças por dia, reduziu o ritmo entre 25% e 30%. A Marfrig Foods, segunda maior companhia de carne bovina do país, não envolvida na investigação, manteve a escala de abates.

VALOR ECONÔMICO

Maggi tem falado com autoridades de países importadores para esclarecer medidas adotadas em frigoríficos

Prestar informações claras com transparência é o melhor a fazer neste momento, disse o ministro em audiência no Senado

Em audiência conjunta nas comissões de Agricultura e de Economia do Senado, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), explicou, nesta terça-feira (22), as medidas adotadas após a Operação Carne Fraca da Polícia Federal e lamentou a repercussão negativa no mercado internacional. “Estou preocupado, mas confiante de que vamos resolver os problemas com os países que têm comércio com o Brasil”, disse o ministro, observando que o embarque de carnes no dia anterior foi de US$ 74 mil, enquanto a média de embarque diário era de US$ 63 milhões. Maggi disse que tem conversado com autoridades de governo de países importadores de carne do país para explicar a real dimensão das investigações da PF e as iniciativas que tem tomado, como a de suspender temporariamente as exportações de 18 frigoríficos, colocados sob suspeição e que se encontram em regime de auditoria. Foi uma medida preventiva para dar maior segurança ao mercado internacional e evitar que embarques dos demais frigoríficos sejam prejudicados.  Três frigoríficos apontados pela operação encontram-se interditados. Agir com transparência e ter clareza de informações, segundo ele, é o melhor a fazer neste momento. “Sempre tivemos, no agronegócio, na agricultura, na pecuária, muita esperança para que o Brasil pudesse sair da crise em que se encontra e que foi envolvido a partir de 2014”, observou. O Ministro afirmou que a cada denúncia de irregularidade que chega ao ministério é aberto procedimento. “Ninguém deixa de abrir, de tomar providências. Mas nem sempre acontece na velocidade que gostamos”, explicou.

MAPA

PF produziu apenas um laudo para embasar Carne Fraca, diz delegado

O delegado Roberto Biasoli, responsável pelas investigações da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, informou na quarta-­feira à Justiça Federal no Paraná que a PF produziu apenas um laudo técnico em um dos 21 frigoríficos investigados para embasar a operação, e usou informações de outro laudo de 2015, que faz parte de um processo administrativo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Não foram realizados outros laudos pela Polícia Federal com relação às demais empresas envolvidas na investigação (…) pela dificuldade de se identificar quais produtos estavam envolvidos em fraude ou onde pudessem ser encontrados, sem que se quebrasse o sigilo necessário à investigação”, disse o delegado, segundo informações do portal Uol. Ao todo, 37 pessoas chegaram a ser presas na operação. De acordo com a PF, a investigação que culminou na operação Carne Fraca já acontecia havia dois anos. Na terça-­feira, o juiz Marcos Josegrei, da 14ª Vara Federal de Curitiba, determinou que todas as perícias da investigação fossem apresentadas depois que o Ministério da Agricultura pediu mais detalhes sobre as provas e indícios da operação. O laudo realizado pela PF foi em 2016 em produtos da Peccin Agroindustrial, um dos frigoríficos investigados. De acordo com a PF, a empresa é acusada de utilizar de carne estragada em salsichas e linguiças, utilização de cms (espécie de mistura de carnes para embutidos) acima do permitido, uso de aditivos acima do limite ou de aditivos proibidos na planta de Jaraguá do Sul (SC). Em nota, publicada em seu site, a Peccin Agroindustrial disse ter “amplo interesse em contribuir com as investigações” e que está “inteiramente à disposição das autoridades policiais para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”. A nota diz, ainda, que a empresa está “confiante” de que os “órgãos competentes saberão discernir a efetiva veracidade dos fatos”. O outro documento técnico utilizado, produzido durante a apuração no Mapa, é sobre o frigorífico Souza Ramos. A PF afirma que o documento mostra que o frigorífico Souza Ramos teria fornecido às escolas estaduais do Paraná, após vencer licitação para fornecimento de merenda escolar, salsichas de frango em como se fossem peru. O Mapa começou a investigar o caso depois de uma denúncia.

VALOR ECONÔMICO

Mercado do boi gordo praticamente sem referência

Apesar de as empresas que estão no mercado, que não são muitas, estarem tentando impor um viés baixista, isso não dá condição para estabelecer um novo patamar para as referências. O que mais se vê entre estes frigoríficos é nenhuma compra efetivada essa semana

O mercado segue incerto, e isso fica claro com o posicionamento das indústrias, que saíram das compras, aguardando os reflexos reais nas vendas, depois da operação da Polícia Federal ainda no final da última semana. Qualquer posição ou decisão tomada neste momento corre grande risco de estar desalinhada com o mercado quando ele voltar a operar pelos fundamentos de oferta e demanda. O Oeste do Rio Grande do Sul foi a única praça onde houve um reajuste na referência já que, diferente da maioria dos estados, as indústrias estão ativas nas compras.

SCOT CONSULTORIA

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