CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 449 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 449 06 de Fevereiro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo sofre forte queda em janeiro

E não há grande expectativa de reação nos preços mesmo durante a primeira quinzena de fevereiro…

O mercado de boi gordo operou com forte queda nos preços ao longo do mês de janeiro. “Muitos frigoríficos têm testado o mercado neste momento, reduzindo a referência de preços em diversas praças do país”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia. Segundo ele, os frigoríficos de São Paulo têm suas escalas de abate compostas prioritariamente por boi gordo oriundo de outras regiões produtoras, principalmente Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. “Não há grande expectativa de reação nos preços mesmo durante a primeira quinzena de fevereiro, período de recebimento de salários e de maior consumo, pelo menos historicamente falando, pois, os estoques estão em níveis adequados. O fraco preço da carne bovina no atacado também contribui para este quadro de difícil reação no curto prazo”, assinalou. A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização do país em janeiro:

* São Paulo – R$ 150,76 a arroba.
* Goiás – R$ 137,61 a arroba.
* Minas Gerais – R$ 144,81 a arroba.
* Mato Grosso do Sul – R$ 138,65 a arroba.
* Mato Grosso – R$ 130,55 a arroba

AGÊNCIA SAFRAS

Cepea: demanda doméstica é o desafio do boi em 2017

Vai ser um ano para o pecuarista rever sua estrutura produtiva, implementando modificações simples e muito bem planejadas

Assim como no ano passado, em 2017, o setor pecuário brasileiro terá como principal desafio a demanda doméstica por carne bovina. O ritmo lento de crescimento do Brasil projetado para este ano, especialmente até meados do ano, deve manter enfraquecido o poder de compra do consumidor. Esse cenário combinado à expectativa de aumento da oferta pode pressionar as cotações em todos os elos da cadeia ao longode 2017. O Banco Central, por meio do Boletim Focus de dezembro, prevê crescimento de 0,5% no PIB (Produto Interno Bruto) para este ano. Uma modificação deste cenário pode vir do mercado externo, que, neste caso, dependerá da movimentação do câmbio. Segundo o Banco Central, as expectativas são de dólar a R$ 3,48no ano. A oferta de animais para abate, por sua vez, tende a iniciar uma recuperação em 2017, devido à diminuição no número de abate de matrizes nos últimos anos. Dados do IBGE indicam que, desde 2013, o abate de fêmeas em relação ao total se reduziu de 42,04% para 39% em 2015 – na parcial de 2016 (até o terceiro trimestre), o abate de fêmeas representou39,3%do total. Seguindo movimento já observado no ano passado, a oferta de bezerros deve crescer em 2017, o que pode limitar altas nos preços neste segmento. Os animais de até 12 meses que já estavam em maior volume no ano passado e a redução no número de lotes em confinamento em 2016 resultarão em maior oferta de boi magro para 2017. Segundo o IBGE, o volume de animais abatidos no terceiro trimestre de 2016, período em que boi gordo sai do confinamento, foi 3,5% inferior ao do mesmo período de 2015. Em setembro/16, especificamente, a redução foi de 7,6% frente a setembro/15. Esse cenário de possível demanda interna enfraquecida e de aumento na oferta de animais para abate, por sua vez, pode resultar em queda de preço em todos os elos da cadeia. Caso os valores subam, o movimento deve ficar abaixo da inflação esperada para o ano, de 5,13%, de acordo com o Banco Central. Nesse contexto, a conta do produtor só fecha com aumento de produtividade. Em todas as etapas da produção da bovinocultura de corte, os custos devem dar uma trégua neste ano ou oscilar abaixo da inflação. Ponderando-se todos os sistemas produtivos, os itens que mais pesam no custo (COE – Custo Operacional Efetivo, ou seja, sem considerar a depreciação), de acordo com levantamento realizado pelo Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), são a compra de animais, que representam 55% dos custos, a suplementação mineral, em torno de 12%, a mão de obra, com 11,7%, gastos administrativos, com 3,4%, e a dieta, 3,1%. Projeções do USDA e do FMI indicam crescimento mundial em 2017. A Europa deve seguir em recuperação este ano, ainda que a crise de alguns bancos europeus traga alguma preocupação. Quanto aos Estados Unidos, o setor brasileiro teme que o novo presidente norte-americano realize medidas que limitem avanços já adquiridos para a pecuária brasileira, como a abertura do mercado daquele país para a carne bovina in natura. A Ásia é a grande aposta para a carne bovina brasileira – vale ressaltar que a China adquiriu grandes volumes em 2016. Neste ano de incertezas, o produtor brasileiro deve fazer investimentos comedidos. Esta é uma ótima oportunidade de o pecuarista rever sua estrutura produtiva, implementando modificações simples e muito bem planejadas, sempre lembrando que a atividade pecuária é de longo prazo.

Cepea

Governo de MS quer que JBS retome operações em Coxim

A empresa encerrou as atividades de três unidades de carne bovina, apenas nesta semana. Coxim, MS, Santa Fé do Sul, SP e Cachoeira Alta, GO

O governo de Mato Grosso do Sul vai procurar a JBS para encontrar uma solução para o problema que levou a empresa a suspender as atividades na unidade de Coxim. “Caso a JBS não demonstre interesse, o governo vai procurar outro grupo para assumir a planta”, informa o governo estadual, em nota divulgada nesta sexta-feira, 3. O Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, se reuniu ontem, na Assembleia Legislativa, com o Prefeito de Coxim, Aluísio São José, entre outros políticos, para discutir a situação. Segundo o prefeito, o fechamento do frigorífico é bastante negativo para a cidade, pois é a maior empresa local. “O frigorífico vinha abatendo cerca de 400 cabeças por dia e era o único em operação na região norte”, diz o prefeito na nota do governo de Mato Grosso do Sul. “O que aconteceu foi uma desavença sobre valor do arrendamento, mas estamos vendo a disposição e a rapidez do governo em intervir e solucionar”, disse o prefeito, na nota. A estratégia primeira do governo é insistir com a JBS, segundo o secretário Jaime Verruck. O governador Reinaldo Azambuja deve falar diretamente com o presidente do grupo. “Não está afastada a ampliação de incentivos fiscais, caso seja necessário”, disse Verruck. A unidade de Coxim trabalhava exclusivamente com abate de bovinos. E, segundo a JBS, após tentativas de negociação com a locatária do estabelecimento (River Alimentos Ltda.) não foi possível chegar a um acordo que permitisse a manutenção da operação.  A JBS encerrou as atividades de três unidades de carne bovina, apenas nesta semana. Além da unidade de Coxim (MS), cujo anúncio do término da operação foi feito na quarta-feira, 1º de fevereiro, em virtude do término do contrato de sublocação da unidade, a companhia confirmou que também deixou de operar as unidades de Santa Fé do Sul (SP) e Cachoeira Alta (GO), seguindo decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

ESTADÃO CONTEÚDO

Pouca movimentação no mercado de reposição

As incertezas quanto ao mercado do boi gordo colaboram para afastar os compradores, o que resulta na diminuição das negociações, cenário que tem sido observado há algumas semanas.

Assim, com a oferta maior que a demanda os preços cedem. Esse cenário é observado principalmente para as categorias mais jovens, que apresentam as quedas mais expressivas. Na média de todas as categorias de machos anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, a queda nos últimos dias foi de 0,2%. Em relação ao início do ano os preços estão, em média, 0,5% menores. Em São Paulo, o bezerro desmamado (6@) está cotado em R$1.160,00, recuo de 1,7% desde o início de 2017. Atualmente no estado são necessárias 7,7 arrobas de boi gordo para compra de uma cabeça da categoria, queda de 1,0% em relação a janeiro/17 e de 12,1% frente ao mesmo período do ano passado. Em curto prazo, não são esperadas mudanças expressivas.

Scot Consultoria

EMPRESAS

Marfrig no RS exportará carne para os EUA

Segundo o Mapa, é a primeira vez que uma planta do Estado recebe o aval

O frigorífico da Marfrig em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, recebeu autorização para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Agricultura, é a primeira planta do Estado a receber o aval para vender o produto àquele mercado. A Marfrig confirmou que o documento de habilitação data do dia 23, mas não forneceu mais detalhes. Ainda de acordo com o Mapa, atualmente 11 estabelecimentos estão habilitados para exportação de carne in natura para os EUA. Brasil e Estados Unidos firmaram acordo para o início das vendas em julho do ano passado, após 17 anos de negociação. Conforme o acertado, o Brasil disputará espaço na cota anual de 64,8 mil toneladas que os EUA se dispõem a importar a cada ano. A primeira remessa de carne bovina in natura brasileira chegou ao país em setembro. Os norte-americanos importaram do Brasil, no ano passado, 846,25 toneladas da proteína in natura, no valor de US$ 3,348 milhões.

ESTADÃO CONTEÚDO

JBS fecha frigoríficos em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro

A JBS confirmou na sexta-feira (3) que encerrou as atividades em três unidades localizadas em Três Rios (RJ), Santa Fé do Sul (SP) e Cachoeira Alta (GO), além da unidade em Coxim (MS), cujo fechamento já tinha sido informado em meados da semana passada

O fechamento em Três Rios é resultado do fim do contrato de locação da unidade, cujo volume de produção será transferido para a fábrica de Barretos (SP). Cerca de 250 pessoas trabalhavam na unidade. Já as unidades em Santa Fé do Sul e Cachoeira Alta foram fechadas como resultado de decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Quando aprovou o arrendamento das unidades, o Cade tinha exigido que a JBS mantivesse as plantas, arrendadas da Rodopa, com os mesmos níveis de abate de bovinos realizados em 2013. Além disso, a JBS também deveria ter vendido duas marcas da Rodopa. Em outubro do ano passado, o Cade estabeleceu novos prazos para que a JBS cumprisse as exigências estabelecidas ou o acordo de arrendamento seria cancelado. A JBS informou em nota que a decisão do Cade “inviabilizou operacional e economicamente as atividades das unidades”. Segundo a JBS, o volume de produção dessas duas unidades, onde trabalhavam cerca de mil pessoas, será transferido para outras fábricas do grupo nos estados. Os funcionários das unidades fechadas terão a opção de serem transferidos para outras fábricas da JBS, caso queiram, informou a empresa.

CARNETEC

Conselho da Minerva aprova constituição de subsidiária na Inglaterra

O Conselho de Administração da Minerva aprovou a constituição de uma subsidiária na Inglaterra, cuja razão social será Minerva Europe Ltd, segundo informações na ata da reunião realizada no último dia 30 de janeiro.

O conselho também aprovou parecer favorável para aumento de capital social na Red Cárnica, empresa colombiana adquirida pela companhia em 2015. Ainda foi aprovada a nomeação de Abdulaziz Saleh Al-Rebdi como membro do conselho, em substituição a Mohammed Abdulaziz Alsarhan, que renunciou ao cargo.

VALOR ECONÔMICO

JBS capta US$2,8 bi em linha de crédito garantida para alongar perfil da dívida

Conforme a empresa, a operação permitiu à JBS alongar o perfil da dívida e economizar 8 milhões de dólares ao ano

A empresa de alimentos JBS captou 2,8 bilhões de dólares por meio de uma linha de crédito garantida com vencimento em 30 de outubro de 2022, a fim de pagar empréstimos e alongar o perfil da dívida, informou a companhia em comunicado divulgado nesta sexta-feira. Do total de recursos obtidos, 2,09 bilhões de dólares foram destinados ao pagamento de três empréstimos a vencer em 2018 (408 milhões de dólares), 2020 (486 milhões de dólares) e 2022 (1,19 bilhão de dólares). Conforme a empresa, a operação permitiu à JBS alongar o perfil da dívida e economizar 8 milhões de dólares ao ano. Os demais 710 milhões de dólares captados pela empresa serão usados para pagar dívidas de curto prazo e mais onerosas, o que representará uma economia de 50 milhões de dólares ao ano.

Reuters

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