CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 446 DE 01 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 446 01 de Fevereiro de 2017

NOTÍCIAS

Melhora na qualidade das carcaças reduz diferencial de preço entre boi gordo e vaca gorda

Nos últimos anos foram crescentes o avanço de preço da vaca gorda em todo o país, reduzindo anualmente o ágio frente ao boi gordo. Mas, quais fatores explicam esse estreitamento na cotação das categorias?

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a comercialização da vaca chega a custar 21,0% menores em 1996. Atualmente o deságio em relação ao boi é de apenas 5,0%. Em São Paulo, praça de Barretos, a cotação do boi gordo fechou na segunda-feira (30) a R$ 147/@, ao passo que a vaca gorda, no mesmo referencial, foi cotado a R$ 140,5/@. “Nossa interpretação é de que a melhoria da qualidade das fêmeas destinadas ao abate é o fator determinante desta evolução”, destaca a Consultoria. Com progresso dos pacotes tecnológicos nos últimos anos a terminação de bovinos (machos e fêmeas) evoluiu na qualidade da terminação das carcaças, elevando assim a atratividade pela engorda de vacas. E essa tendência deve ser observada em 2017? O levantamento histórico da Scot apontou que apesar da inclinação a altas, os preços das fêmeas continuam respeitando o ciclo pecuário. Dessa forma, para este ano, “caso a fase de baixa do ciclo pecuário realmente se confirme (queda dos preços reais), deveremos presenciar o início de um “alargamento” do diferencial macho-fêmea, tendência que deve durar – entre altas e baixas -, alguns anos”, analisa a Consultoria.

Notícias Agrícolas

Pressão de baixa no mercado do boi gordo

Os compradores seguem “apertando” o mercado, tentando comprar por preços cada vez menores. Por enquanto, não há sinalização de melhora nas vendas de carne, mesmo que a semana de pagamento de salários esteja mais próxima, e daí vem a pressão para reduzir custo da matéria-prima.

Apesar das margens, tanto da operação de desossa quanto de venda da carcaça, estarem acima da média histórica, isso pouco tem ajudado o mercado do boi gordo, já que o giro dos estoques está ruim e a ociosidade é considerável, o que mantém a falta de interesse em alongar as programações de abate. A seca, a falta de pasto em algumas regiões e a consequente redução na capacidade de suporte do capim ajudam na pressão baixista. Assim, fica fácil testar o mercado com preços até R$3,00/@ menores que a referência. É claro que não há compras neste patamar, o mercado trava mediante estas ofertas, mas as indústrias “sentem” o mercado com este comportamento. Em São Paulo, há quem oferte, mesmo sem folga nas escalas de abate, até R$144,00/@, à vista. Preços maiores que a referência geralmente são com prazos maiores. Há possibilidade, por exemplo, de negócios por R$151,00/@ para pagamento em quinze dias. A carne bovina está estável. Há certa resistência, apesar do mercado ruim, em reduzir os preços para, pelo menos, preservar as margens de venda.

SCOT CONSULTORIA

Mais qualidade e renda ao produtor são objetivos do Precoce MS

Programa do governo do Estado, que substitui o Novilho MS, inicia no dia 1° de fevereiro com ações de incentivo à modernização na pecuária

Carne com mais qualidade e maior rentabilidade ao produtor. Essa é a proposta da nova versão do programa Novilho Precoce, que a partir de agora, se chama Precoce MS. Segundo o secretário da Sepaf (Secretaria de Estado de Produção Agrícola e Familiar) Fernando Lamas, a principal mudança entre o programa lançado em 1990 e o atual, que inicia em 1° de fevereiro é estrutura de avaliação do animal. “A versão anterior considerava apenas o animal na avaliação. Agora, será considerado o sistema de produção, boas práticas agropecuárias, idade, uniformidade do lote e acabamento de gordura, entre uma série de variáveis, que garantem a qualidade do lote”, avalia Lamas. Ainda segundo o secretário, o Precoce MS é um incentivo à aplicação de tecnologias na pecuária, o que torna a produção mais eficiente. “Haverá avaliação por pontuação, onde dos 100 pontos avaliados em cada lote, 70 equivalem ao modelo de produção e 30% ao aprimoramento dos processos. Se um lote não tiver ao menos 60% dos animais no padrão, será descartado. Esperamos que esse mecanismo seja um incentivo para modernizar a pecuária, oferecendo uma carne diferenciada e de alta qualidade ao consumidor”, relata. Precoce MS – O então denominado Novilho MS foi suspenso em 2015, após serem encontradas irregularidades, como lotes com animais com idade acima do permitido. A reformulação do programa inclui ajustes técnicos e fiscais, realizados pelo Governo do Estado na reformulação do programa, para incentivar a qualidade da produção, premiando o produtor com incentivo financeiro, com foco na qualidade da carne, avaliando o processo produtivo. Por meio do programa, o produtor que abater o animal precocemente poderá ter isenção de até 67% do valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias de Serviços) com a manutenção da qualidade de carcaça em alto nível, através da utilização das boas práticas agropecuárias para a melhoria do rebanho e sustentabilidade ambiental. “O incentivo fiscal do governo do Estado é um meio para a modernização da pecuária”, pontua o secretário da Sepaf, Fernando Lamas. Na última terça-feira (17) iniciou a capacitação das empresas que realizarão o credenciamento dos lotes. Reuniões com frigoríficos também já foram realizadas. “Estamos trabalhando com cronograma que está em dia, o credenciamento para o produtor já está aberto, está havendo uma demanda muito boa e já estamos na fase de capacitação, tanto dos profissionais que realizarão a assistência técnica, quanto das empresas de credenciamento”, detalha Lamas.

Campo Grande News

MT: Aumento da oferta de bovinos já se reflete nos preços

Cautela: Aos poucos o mercado do boi já começa a precificar o aumento na oferta de bovinos e os reflexos sobre os preços são significativos. Nesse sentido, de jan/16 a jan/17 os preços do bezerro de ano e do boi magro desvalorizaram 12,68% e 8,08%, respectivamente, ao passo que o preço da arroba do boi gordo obteve leve queda de 1,14%.

Tais variações demonstram a pressão de baixa nos preços vivenciada por todos os sistemas de produção durante o ano, mas a engorda vinha sendo menos onerada. Porém, desde novembro/16 a arroba do boi gordo vem registrando desvalorizações consecutivas, atingindo no dia 26/01/2016 o menor valor desde set/15, reação gerada pela demanda reprimida. Assim, ainda que o produtor nutra esperanças para os próximos meses, os fundamentos (maior descarte de fêmeas – fruto do fim da estação de monta – e demanda ainda fraca) não indicam uma possível melhora no preço.

* Pela segunda semana consecutiva, a arroba do boi gordo e da vaca gorda registrou desvalorização, ficando cotados a R$ 126,19 e R$ 121,83, respectivamente.

* O valor do bezerro de ano permaneceu estável no comparativo semanal, ficando cotado a R$ 1.117,24/cab.

* Nesta semana, o equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos (ECD) foi o único que registrou queda de 0,98%. Tal recuo se deve à desvalorização do preço das carnes desossadas no atacado e varejo.

* O diferencial de base SP-MT exibiu recuo de 0,66 p.p. na comparação semanal. Com o preço da arroba do boi gordo m SP diminuindo mais do que em MT, o indicador está agora em 16,06%.

POR QUE CRESCEU? Na semana passada, o boletim semanal do Imea trouxe os dados do rebanho mato-grossense, e, como já reiterado, o crescimento de 3,32% no rebanho ocorreu principalmente pelo aumento na quantidade de vacas. Este processo é denominado de retenção de fêmeas e aconteceu basicamente com as vacas com mais de 36 meses. Para se ter ideia, somente esta categoria aumentou sua quantidade em mais de 1,1 milhão desde 2013. Daí a pergunta que se faz é: por que isso aconteceu? A resposta está no preço do produto que a vaca gera, o bezerro. Após anos estagnada (fruto da oferta em excesso e da crise de 2008), a cotação do bezerro começou a avançar em 2012, em 2015 atingiu o maior valor real da série histórica, R$ 1.434,97/cabeça. No entanto, como se pode observar no gráfico ao lado, o preço do bezerro já começou a depreciar em 2016 e com mais fêmeas reproduzindo em 2017, o cenário de preços torna-se nebuloso.

Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Aplicativo permitirá ao produtor acompanhar abate

A novidade foi apresentada pelo Conselho Deliberativo do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Testes mostraram 100% de segurança

Pecuaristas em Mato Grosso terão um aplicativo que permitirá acompanhar os bovinos em tempo real durante todo o processo de abate. A novidade, assim como a presença de um QR Code no selo da carne que possibilitará ao consumidor saber a origem do animal, foi apresentada pelo Conselho Deliberativo do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Testes no sistema de emissão dos selos de qualidade mostraram 100% de segurança. De acordo com o Diretor de Operações do Imac, Wagner Bachi, testes quanto à emissão dos selos de qualidade do Imac, que envolvem o produtor até a chegada do produto ao consumidor final, foram realizados durante uma semana e apresentaram 100% de segurança. Durante reunião do Conselho Deliberativo do Instituto na quarta-feira, 25 de janeiro, Bachi salientou que o sistema é informatizado e que somente o Imac poderá gerenciar. A carne bovina mato-grossense que receber o selo de qualidade do Imac terá garantia de procedência, rastreabilidade e de sanidade, o que resulta em um produto de alto padrão. “Isso tudo fará com que os produtores passem a enxergar o seu produto com mais apreço e também possibilitará o aumento do valor bruto da produção que elevará os rendimentos fomentando toda a cadeia”, destacou Bachi. Mato Grosso é detentor de um rebanho bovino comercial de 30 milhões de cabeças. Nos últimos dois anos em torno de 4,7 milhões de cabeças de bovinos foram enviados para o abate. Hoje, Mato Grosso exporta carne bovina para 18 países. “Queremos ser reconhecidos como o Estado que produz a melhor carne do País. Para isso, precisamos ter um produto com garantia de origem, respeito às boas práticas de produção e responsabilidade social. Isto é fundamental para o Estado. Todo mundo tem a ganhar com isso”, explicou o Presidente do Imac, Luciano Vacari. O Imac possui quatro pilares de atuação: padronização e tipificação da carcaça; promoção e marketing da carne; orientação ao consumidor e ajudar na criação de produtos; garantia de origem da carne e sistema de balança. O Imac foi instituído por meio da Lei n° 10.370/2016 e é formatado no exemplo do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (Inac). Foi criado em 2016 pelo governo de Mato Grosso e a participação é voluntária. Os produtores que optarem por aderir devem preencher requisitos de rastreabilidade, indicadores socioambientais, cadastro ambiental rural (CAR) e adquirir as balanças de pesagem. Segundo o Instituto, os produtores que estiverem 100% de acordo com os critérios entram no Sistema Eletrônico de Informação das Indústrias de Carne (SEIIC), que é gerenciado pelo próprio Imac, e a partir daí receberá o selo “Imac – Carne de Mato Grosso”. “Hoje, o Estado conta com 40 frigoríficos, porém, apenas 22 estão ativos e a ideia do Imac é abater 100% dos animais no Estado, iniciando pela Marfrig, em Tangará da Serra, que hoje tem abate de 1.200 animais/dia. Quando o sistema estiver operando em todos os frigoríficos do Estado, acreditamos atingir entre 1,5milhão a 2milhões de cabeças/ano certificadas pelo Imac”, explicou Bacchi.

Agro Olhar

EMPRESAS

Minerva deve apresentar bons resultados do 4º tri; JBS com melhora em bovinos nos EUA

A Minerva Foods deverá apresentar resultados positivos referentes ao quarto trimestre de 2016, enquanto a JBS deve registrar em igual período melhora nos negócios de bovinos nos Estados Unidos, segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual na segunda-feira (30)

Fortes exportações e desempenho positivo no mercado doméstico deverão colaborar para que a Minerva apresente sua melhor margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) no quarto trimestre, em relação aos outros trimestres do ano, a 10,9%, segundo os analistas. O BTG Pactual também continua vendo espaço para crescimento da receita da Minerva em 2017 e expansão de margens, diante do cenário positivo esperado para o setor de carne bovina brasileiro neste ano. Para a JBS, os analistas esperam melhora no desempenho da unidade de carne bovina nos Estados Unidos, colaborando para um aumento de 10% no Ebitda consolidado do grupo, em comparação com o mesmo período do ano anterior (4T/2015), para R$ 3,4 bilhões. A margem Ebitda esperada para o grupo é de 8,1% no quarto trimestre. Já para a Marfrig, os analistas do BTG esperam uma queda de 17% no Ebitda ajustado do quarto trimestre, na comparação com mesmo período de 2015, para R$ 438 milhões. O câmbio no quarto trimestre foi desfavorável para a consolidação dos resultados da subsidiária norte-americana Keystone e as margens do negócio de carne bovina deverão apresentar apenas leve melhora, segundo o BTG. Para a BRF, os analistas esperam uma queda de 59% no Ebitda ajustado do quarto trimestre, para R$ 780 milhões, e uma margem Ebitda ajustada de 8,5%. Os analistas também esperam que a empresa registre prejuízo no período, com apresentação de fracos resultados operacionais. A temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2016 das empresas brasileiras de proteína animal começa em 21 de fevereiro, com a Minerva. A BRF e a Marfrig divulgam seus resultados em 23 de fevereiro e a JBS em 13 de março.

CARNETEC

EMA inaugura Frigorífico Marinho que oferece carne do Pantanal

A Empresa Marinho de Agropecuária do Pantanal Ltda (EMA), que teve seu início em 1985, em Corumbá/MS, acaba de inaugurar um frigorífico – o Frigorífico Marinho (FRIMA) -, que abate e vende carne do Pantanal produzida pelos animais das fazendas da própria EMA.

A empresa se especializou na pecuária de corte e faz o ciclo completo de produção: cria Região Pantanal (Paiaguás, Nhecolândia e Jacadigo), recria (Jacadigo) e engorda (Serra de Corumbá -Albuquerque e Maria Coelho). Agora, foi inaugurado o FRIMA.  “Com essas características únicas nas mãos, apenas um processo faltava: garantir que a carne fosse entregue com essa qualidade ao consumidor – o abate e a distribuição. Após três anos de pesquisas e investimentos, a empresa inaugura o FRIMA, o Frigorífico Marinho”, informa o vídeo institucional da empresa. A empresa afirma que a fim de minimizar o estresse pré-abate e maximizar o sabor, decidiram levar o frigorífico até o boi. Por isso, o frigorífico foi levado até uma das fazendas do grupo.

Empresa Marinho de Agropecuária do Pantanal Ltda (EMA)

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