CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 426 DE 04 DE JANEIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 426 04 de janeiro de 2017

 NOTÍCIAS

Mapa cria grupo para propor organização do Sistema    Nacional de Emergências Agropecuária

País definirá como enfrentar com mais rapidez situações inesperadas que ameacem animais e lavouras

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um grupo de trabalho (GT) para elaborar proposta de organização do Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias, objetivando dar mais agilidade no atendimento de situações inesperadas que possam afetar a produção agropecuária brasileira. A missão da equipe, composta por especialistas em defesa agropecuária, é definir as diretrizes para capacitação de técnicos, reconhecimento de pragas e doenças e a mobilização imediata em casos de emergência. A portaria que institui o GT foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (3). De acordo com o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, a criação do GT para elaborar o Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias garante mais eficiência ao país na área de sanidade animal e vegetal. Isso, acrescenta, vai evitar que pragas e doenças tragam prejuízos econômicos e fechem mercados potenciais à produção brasileira. “Temos que estar preparados para diagnosticar e agir rapidamente quando casos como o da febre aftosa, por exemplo, ou o aparecimento de novas doenças aconteçam”, assinala Rangel. “Juntar pessoas com maior expertise nesses tipos de emergências para construir as diretrizes de identificação de ameaças permite que possamos fazer as contingências específicas com mais agilidade”. O GT será formado por veterinários, zootecnistas, farmacêuticos, químicos e engenheiros agrônomos dos

estados e da União. A proposta de organização do Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias deverá ser apresentada pelo grupo em 90 dias. Se houver necessidade, o prazo poderá ser ampliado.

MAPA

DESVALORIZAÇÃO FOI O QUE MAIS SE VIU PARA A CARNE BOVINA EM 2016

A carne bovina tem um fator de elasticidade renda elevado e, à medida que a população foi tendo seu poder de compra corroído pela combinação entre recessão, aumento de desemprego e processo inflacionário de quase 17,0% entre 2015 e 2016, a venda de carne caía e ia deixando seus reflexos por toda a cadeia.

Nas pesquisas semanais realizadas pela Scot Consultoria, em 58,8% delas os preços da carne bovina sem osso vendida pelos frigoríficos vieram com algum recuo. Na última semana do ano, os cortes chegaram a ser vendidos por um preço nominal 1,2% menor do que no mesmo período de dezembro de 2015. Com a inflação no teto da meta, ao redor de 6,5%, isso representa uma queda real de quase 8,0% na receita das indústrias. A expectativa agora fica por conta de recuperação da economia, projeção que, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central, já foi melhor, chegando a ser esperado um crescimento de 1,5% nos meses finais de 2016, mas atualmente espera-se algo próximo a 0,5%.

SCOT CONSULTORIA

Oferta curta de boiadas, mas mercado estável

Mercado do boi gordo começou o ano com poucas alterações. 

O cenário de oferta limitada de boiadas, que seria um fator positivo, esbarra na demanda calma de início de ano e nas expectativas de que o cenário se mantenha assim no curto prazo.

De toda forma, as programações de abate das indústrias não estão confortáveis, o que faz com que surjam valores maiores que a referência, mas de maneira pontual. Houve alterações apenas em duas praças. No mercado atacadista de carne com osso as cotações estão estáveis, com os vendedores à espera de uma definição maior do mercado. Tanto oferta como demanda devem permanecer contidas, o que deve manter o cenário calmo para o boi gordo.

SCOT CONSULTORIA 

Ano começa com muita incerteza tanto em relação a oferta quanto a demanda para o boi gordo

Os primeiros negócios com a arroba do boi gordo no ano refletem as incertezas sobre o andamento do mercado em 2017. Sem sinais de como se comportaram indicadores importantes como oferta e demanda, a maior parte dos frigoríficos optam em manter a cotação de 2016.

O levantamento de preço realizado pela Scot Consultoria apontou que em São Paulo a cotação se manteve em 149/@ a vista, no sul de Goiás a R$ 141/@, e em Campo Grande (MS) a referência para os negócios está em R$ 139/@ a vista. Conforme explica o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, “os varejistas ainda não começaram a recompor seus estoques, então não sabemos como ocorrerá essa reposição”, diz. As indústrias aguardam, por tanto, um direcionamento da demanda – que segundo Lopes deve ocorrer a partir do final da segunda quinzena do mês -, para planejar suas compras. Por outro lado, as dúvidas sobre o volume de oferta neste início de ano, compõe o cenário de incerteza. A expectativa do analista é de que “há grandes chances dos preços mudarem nesta semana, devido ausência dos pecuaristas dos negócios”, destaca. No decorrer do ano a tendência é de que, refletindo a baixa no mercado de reposição, eleve a participação de fêmeas nas escalas de abate. Assim, caso a demanda não corresponda poderemos ter um mercado pressionado em 2017. Para Lopes a arroba deverá oscilar em linha com o IPCA, “mas não devemos nos surpreender se houver perda de receita real ao pecuarista”, alerta.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Exportação de carne bovina in natura termina 2016 com volume estável e queda na receita

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em dezembro último o Brasil exportou 87,3 mil toneladas métricas de carne bovina in natura

Apesar do aumento de 15,1% frente a novembro, houve queda de 16,1% na comparação com o mesmo mês de 2015. O faturamento foi de US$365,91 milhões, aumento de 8,9% na base mensal e queda de 15,4% na comparação anual. No acumulado de 2016, o país exportou 1,08 milhão de toneladas métricas do produto, o que representou uma estabilidade frente aos números de 2015 (queda de 0,1%). Para o faturamento acumulado, de US$4,35 bilhões, a queda foi de 6,7%.

SCOT CONSULTORIA 

2016 deve registrar o menor abate de bovinos desde 2003

A crise econômica reduziu o consumo de carne bovina no País em 2016, o que deve fazer com que o número de abate de bovinos no ano seja o menor dos últimos 13 anos, segundo levantamento da consultoria AgriFatto.

“Chegamos aos menores níveis de abate desde 2003, quando registrou-se 33,2 milhões de cabeças abatidas, entre números oficiais, consumo informal e consumo nas propriedades rurais”, afirma a consultora da casa Lygia Pimentel. Em 2016, a Agrifatto registrou um número parcial de 35 milhões. Em relação a apenas o terceiro trimestre de 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou, em dezembro, que os produtores brasileiros abateram 7,32 milhões de cabeças de bovinos no terceiro trimestre de 2016, quedas de 4,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 3,5% sobre o terceiro trimestre de 2015.

Para Pimentel, as dificuldades econômicas influenciaram diretamente o consumo de carne bovina. Com o comprometimento da renda do brasileiro houve forte substituição da proteína pela carne de frango, que é mais barata. Além disso, a queda do consumo pressionou os preços no atacado, mas a oferta ainda restrita por conta do ciclo pecuário manteve o preço do boi alto. “Isso acabou com a margem da indústria, que teve de escolher entre um prejuízo enorme com o processamento da carne ou um prejuízo menor com o custo fixo de plantas paralisadas”, diz Lygia em relatório, lembrando que em 2015 a Agrifatto contabilizou o fechamento de 43 plantas e outras 5 em 2016 (sendo a última em Alegrete, RS, da Marfrig).

A análise pondera que, por outro lado, de 2003 para hoje, houve mudanças relativas à carcaça bovina. A média ponderada de 16,47 arrobas por animal abatido em 2016 apresenta melhora de 7,3% em relação às 15,35 arrobas médias registradas em 2003. De toda forma, a produção de carne bovina caiu para 8,5 milhões de toneladas equivalente carcaça. “Um bom recuo que deve começar a reverter a partir de 2017”.

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