CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 425 DE 03 DE JANEIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 425 03 de Janeiro de 2017

NOTÍCIAS

Frigoríficos amargaram perdas em 2016

Custos de produção mais elevados, deterioração do mercado consumidor brasileiro e câmbio desfavorável à exportação prejudicaram as ações das empresas de carnes do país no ano passado

Nesse ambiente, os frigoríficos brasileiros tiveram um desempenho bem aquém do Ibovespa ­ o índice se valorizou 39% em 2016. Entre as empresas de carnes brasileiras listadas na BM&FBovespa, a BRF teve o pior desempenho. Dona das marcas Sadia e Perdigão, a empresa líder do mercado brasileiro de alimentos processados (à base de carnes) perdeu R$ 9,1 bilhões em valor de mercado em 2016. No período, os papéis da companhia caíram quase 11% na bolsa. De certa forma, a trajetória descendente da BRF é uma continuidade de 2015. As ações da companhia liderada por Abilio Diniz já haviam se desvalorizado 11,4% naquele ano, pressionadas pelo movimento de perda de participação de mercado para marcas como a Seara, que pertence à JBS. No último ano, o acirramento da concorrência que já vinha afetando a BRF se somou à corrosão da renda das famílias, intensificando o ‘trade down’ ­ a troca por marcas e categorias de produtos mais baratos. Mas não só. Em meados de 2016, o CEO da BRF, Pedro Faria, chegou a dizer que a empresa brasileira atravessava uma ‘tempestade perfeita’. Explica­-se: o milho, responsável por cerca de 30% dos custos de produção da BRF, disparou em razão da quebra da safra brasileira de inverno. Também havia excesso de frango no Brasil e no mundo, o que dificultou o repasse para compensar a alta aos consumidores. Em importadores ­chave, como a Arábia Saudita, o preço da carne de frango atingiu mínimas históricas. Também atingida pela conjunção negativa que afetou os mercados de frangos e suínos no Brasil, a JBS perdeu R$ 2,7 bilhões de valor de mercado de 2016, e as ações registraram recuo de 3,3%. Além do momento difícil enfrentado pela subsidiária Seara, as ações da JBS também foram afetadas pela apreciação do real, o que prejudicou não só a margem das exportações da companhia, como também a receita das operações fora do Brasil. No caso da JBS, a receitas no exterior representam mais de 85% do total. Diante do delicado cenário setorial e também das turbulências que cercaram a empresa ­ o CEO global Wesley Batista foi alvo de condução coercitiva pela Polícia Federal no âmbito da operação Greenfield ­, o desempenho dos papéis da JBS poderia ter sido pior. Isso porque o BNDES vetou, em outubro, a reorganização societária que transferiria os ativos responsáveis por mais de 80% do faturamento da companhia à JBS Foods International, que teria sede na Irlanda e ações em Nova York. Quando o banco vetou a operação, a JBS perdeu R$ 3,9 bilhões em valor de mercado em um dia. Em dezembro, porém, a JBS encontrou uma alternativa que entusiasmou os investidores e fez os papéis ganharem R$ 5 bilhões em valor de mercado em um só pregão. No lugar da criação da companhia irlandesa que controlaria os negócios no Brasil, a JBS Foods International será uma subsidiária sediada na Holanda. Com isso, a empresa permanecerá com o controle no país ­ o que evitará a desnacionalização criticada pelo BNDES. A subsidiária, que também terá ações na bolsa de Nova York, deve ajudar a ‘destravar’ valor aos acionistas, conforme analistas. Segunda maior exportadora de carne bovina do Brasil e maior produtora da América do Sul, a Minerva Foods também viu suas ações desabarem. Em 2016, os papéis da companhia caíram 8,65%. Nesse caso, os custos mais elevados para adquirir boi gordo e a exportação menos rentável ­ a companhia elevou a fatia de vendas no Brasil em detrimento das exportações ­ foram os fatores de pressão sobre as ações. No entanto, como a Minerva fez um aumento de capital no primeiro semestre ­ o fundo saudita Salic investiu cerca de R$ 750 milhões para se tornar o segundo maior acionista ­, o valor de mercado da empresa aumentou em R$ 360 milhões. Na contramão, a Marfrig foi a única a registrar alta nas ações em 2016 ­ 4,09%. Os papéis, que patinaram na maior parte do ano, ganharam fôlego nos últimos meses com a confirmação de que as debêntures detidas pelo BNDES serão convertidas em ações e o aumento da participação do controlador, Marcos Molina. Em nota, a empresa avaliou que a melhor performance reflete o “reconhecimento” do trabalho de gestão de dívida e o “forte desempenho” da subsidiária Keystone.

VALOR ECONÔMICO

Cepea: Preços reais caíram em 2016

Os preços reais praticados em todos os elos da cadeia pecuária brasileira caíram em 2016, refletindo o consumo doméstico limitado, diante das condições econômicas desfavoráveis, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

Para o bezerro, a média atual do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Mato Grosso do Sul), na parcial de dezembro, está 12% inferior à de dez/15 – deflacionamento pelo IGP-DI de nov/16. Para o boi gordo, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) está 4% menor e, para a carne (carcaça casada) no atacado da Grande São Paulo, 3% abaixo em igual comparativo e também em termos reais. Quanto ao mercado internacional, o volume exportado no acumulado deste ano supera o do mesmo período de 2015, mas ainda fica aquém do esperado pelo setor.

CEPEA

Margem da indústria termina o ano desalinhada ao cenário de crise

Os frigoríficos conseguiram terminar o último ano com margens de comercialização praticamente iguais às de 2015 e superiores às de 2014

A economia do país recuou quase 8,0% depois de dois anos de recessão, o desemprego disparou, a inflação acumulou alta de 17,0% e tudo isso fez o poder de compra da população reduzir significativamente. Apesar de todo esse acúmulo de adversidades, no final de dezembro de 2016, as indústrias que fazem a desossa operaram com margem (diferença entre receita e o preço de compra da arroba) ao redor de 25,0%, a mesma de um ano atrás e quase oito pontos percentuais acima do resultado de 2014, no mesmo período do ano. Na média de 2016, porém, o resultado foi de 18,1% contra 19,2% em 2015. No segundo semestre, enquanto a arroba do boi gordo patinava e em algumas praças os preços de referência recuavam, desalinhados com o comportamento normal para o período do ano, mas em linha com os reflexos que a situação econômica trazia à cadeia, a indústria elevava seu resultado de 10,0%, registrado entre julho e agosto, para os 25,0% do final de dezembro, quatro pontos percentuais acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Receita com exportações de carne bovina in natura cai 7% em 2016

O faturamento com as vendas brasileiras de carne bovina in natura caiu 6,8% em 2016 na comparação com 2015, para US$ 4,3 bilhões, segundo informações preliminares da balança comercial divulgadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) na segunda-feira (2) 

A queda anual na receita com vendas de carne bovina já era esperada por entidades representativas do setor, como consequência na redução da demanda por Rússia, Venezuela, Irã e Egito. Somente no mês de dezembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram US$ 366 milhões, queda de 15,4% em relação a dezembro de 2015. Em volume, as exportações atingiram 87,6 mil toneladas, redução de 16% ante dezembro do ano anterior. Já as vendas de carne de frango in natura somaram US$ 5,9 bilhões em 2016, queda de 4,6% em relação ao ano anterior. Em dezembro, as vendas do produto somaram US$ 498,6 milhões, queda de 5,5% ante dezembro de 2015. Em volume, houve queda de 9,7% na comparação anual, para 326,8 mil toneladas. Em 2016, apenas o faturamento das exportações de carne suína in natura aumentou em relação a 2015, a 15,4%, somando US$ 1,35 bilhão. No último mês do ano, as vendas externas somaram US$ 97,7 milhões, alta de 36% ante dezembro de 2015. Em volume, também houve aumento de 14,4% ante mesmo período do ano anterior. Os dados completos sobre exportações de carnes em 2016, que incluem produtos in natura e processados, ainda não foram divulgados.

CARNETEC

Início de ano com incertezas no mercado do boi gordo

Mercado do boi gordo inicia 2017 com lentidão e incertezas. A situação da oferta e, principalmente, da demanda de começo de ano, estão indefinidas, por enquanto

A queda no ritmo dos negócios observada na última semana de 2016 ainda não foi revertida e as escalas encurtaram. Muitos pecuaristas ainda estão fora das negociações e alguns frigoríficos aguardam uma maior clareza do cenário para a abertura de compras. O mercado atacadista de carne bovina com osso segue sem novidades. A reposição dos varejistas ainda não começou, ou ocorre de maneira muito lenta. O boi casado de animais castrados ficou estável, cotado em R$10,01/kg.

SCOT CONSULTORIA 

Exportação de carne bovina reage em dezembro

No acumulado do ano, os embarques ficaram em linha com o resultado alcançado em 2015, em volume e faturamento

Após dois meses consecutivos de queda nas exportações de carne bovina in natura brasileira, os embarques voltaram a crescer em dezembro ante o mês anterior em volume e em faturamento, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira, 2, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Apesar do avanço na comparação mensal, em relação ao mesmo período de 2015, o cenário é de queda. As vendas externas de carne de frango avançaram em dezembro em relação a novembro, mas recuaram ante dezembro de 2015. As de suínos recuaram em relação ao mês anterior, mas foram maiores na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, os embarques de carne bovina ficaram em linha com o resultado alcançado em 2015, em volume e faturamento. Os de frango superaram os do ano anterior em quantidade, mas tiveram uma receita menor. Já os de suíno avançaram no ano, em ambos os quesitos. Assim, em carne bovina in natura foram exportadas 87,3 mil toneladas, 16% menos do que as 104 mil toneladas de dezembro de 2015, mas 15,2% acima das 75,8 mil toneladas embarcadas em novembro último. A receita somou US$ 365,9 milhões, 15,4% menos do que os US$ 432,7 milhões obtidos em dezembro de 2015, mas alta de 8,9% ante os US$ 336,1 milhões de novembro. O preço médio pago pela tonelada, no entanto, caiu 5,4% ante novembro passado, de US$ 4.432,80/t, para US$ 4.193,40, e ficou 0,8% acima em relação à média de US$ 4.161,9/t de dezembro de 2015.

Os embarques de carne de frango in natura, por sua vez, somaram 326,8 mil toneladas, 9,8% menos ante dezembro de 2015, quando foram embarcadas 362,1 mil toneladas. Na comparação com novembro, no entanto, quando foram exportadas 292,7 mil toneladas, a alta foi de 11,7%. O faturamento atingiu US$ 498,6 milhões, 5,5% abaixo dos US$ 527,7 milhões registrados em igual período de 2015 e 10,1% superior à receita de US$ 452,9 milhões de novembro. O preço médio da tonelada embarcada, de US$ 1.525,5 ficou 1,4% abaixo do registrado no mês anterior (US$ 1.547,40) e 4,7% maior em comparação com igual mês de 2015. Já as vendas externas de carne suína in natura totalizaram 43 mil toneladas – o menor volume desde janeiro -, 14,3% mais que as 37,6 mil toneladas embarcadas em dezembro de 2015, mas 26,2% abaixo das 58,3 mil toneladas de novembro/2016. A receita somou US$ 97,7 milhões, alta de 36,3% ante os US$ 71,7 milhões registrados em igual mês do ano anterior, mas queda de 36,1% ante os US$ 152,9 milhões de novembro. No mês passado, o preço médio da tonelada ficou em US$ 2.269,5, queda de 13,4% ante US$ 2.620,7/t em novembro, mas alta de 19,1% ante os US$ 1.905,6/t em dezembro de 2015. No acumulado de 2016, as vendas de carne bovina totalizaram 1,077 milhão de toneladas, ante 1,080 milhão de toneladas em 2015. O faturamento ficou em US$ 4,350 bilhões este ano, 6,7% menor que os US$ 4,664 bilhões obtidos de 2015. No que tange às vendas externas de carne de frango in natura, houve alta de 2% no volume, para 3,960 milhões toneladas, ante 3,888 milhões toneladas. Em faturamento, a queda foi de 4,5%, de US$ 6,231 bilhões para US$ 5,948 bilhões. Também no acumulado do ano, o faturamento com as exportações de carne suína in natura avançou 15,5%, atingindo US$ 1,349 bilhão ante US$ 1,168 bilhão em 2015. Em quantidade, o avanço foi de 33%, passando de 472,7 mil toneladas para 628 mil toneladas.

ESTADÃO CONTEÚDO

Eficiência será o segredo para o sucesso da pecuária em 2017

2017 será um ano melhor para pecuária do que foi 2016. A afirmativa é do diretor da ABS no Brasil, Márcio Nery. Segundo o executivo, o grande impulso para o setor será a queda dos preços de milho e soja, traçando um cenário mais atrativo para o confinamento e melhorando a qualidade do produto final

“Os preços dos grãos são fiéis dessa balança. Com uma redução do valor, a pecuária intensiva será estimulada, funcionando como uma grande mola para impulsionar uma série de bons resultados em toda a cadeia, como a produção de bezerros de melhor qualidade e maior rentabilidade para o produtor”, justifica Márcio Ney. Em 2016, os confinadores enfrentaram dificuldades com o preço das raçoes e o volume de animais terminados no cocho registrou queda maior que 20% em algumas regiões. “Vimos também um grande número de fêmeas abatidas, o que não deve acontecer em 2017”, ressalta, acrescentando: “O cenário o final do ano foi muito melhor em comparação com dezembro de 2015, sem dúvida nenhuma; E, em 2017, apesar das dificuldades, o cenário será bem melhor tanto para a pecuária de corte quanto para a de leite”. No caso da atividade leiteira, outros pontos ainda influenciarão no contexto otimista, como a reabertura do mercado chinês para o produto brasileiro e a redução do estoque de leite em pó estrangeiro. A receita para o sucesso em 2017, segundo o diretor, é ter foco na gestão da propriedade e menos preocupação com os preços do mercado. “O produtor deve olhar para seu negócio, se atentar para os custos da porteira para dentro e buscar desenvolver uma pecuária mais eficiente, com maiores índices de produtividade”, afirma, lembrando que os rankings com as melhores fazendas do país revelam que muitas conseguiram crescer em 2016, mesmo com os desafios e crise. E para aumentar a eficiência, os investimentos em genética devem continuar. “A genética exerce um papel fundamental na busca por essa produtividade que garante o lucro para o produtor. O custo é muito baixo diante o resultado que se conquista. Por isso, não há razão para que façam corte em melhoramento”, afirma o Diretor da ABS. O setor ainda aguarda o relatório completo a ser emitido pela Asbia com o desempenho de 2016, mas é esperado aumento em comparação com o ano anterior. “E temos confiança que em 2017, as vendas de sêmen serão ainda melhores”, acredita.

AGROLINK

Mercado de reposição em ritmo lento no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro o mercado de reposição apresenta variação diferente da maioria dos estados pesquisados pela Scot Consultoria. No estado, todas as categorias de reposição, além do boi gordo, tiveram valorizações na comparação anual

Os efeitos das chuvas já são notados nas pastagens, com boa parte delas já recuperada e com boa capacidade de suporte. Porém, mesmo com a retomada capacidade de suporte, o mercado segue parado e já se nota maior oferta do que procura. Na comparação com o mesmo período do ano passado, destaque para as cotações das categorias de machos anelorados mais jovens (bezerro e desmama) pesquisadas pela Scot Consultoria, que tiveram altas de 9,6% e 5,9%, respectivamente. Atualmente, é possível comprar 2,11 bezerros de desmama com a venda de um macho terminado de 16,5@ no Rio de Janeiro, redução de 5,2%.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL 

Mercado global de carne bovina deverá alcançar US$ 2,1 trilhões em 2020

O mercado global de carne bovina deverá alcançar US$ 2,1 trilhões até 2020, de acordo com um novo estudo do Grand View Research Inc., de San Francisco

A carne bovina é a terceira carne mais consumida globalmente. A crescente preferência dos consumidores por carnes como fonte de proteína deverá ser o principal direcionador da demanda por carne bovina durante o período previsto. Além disso, o crescimento da renda disponível em mercados emergentes resultou em um maior consumo de carne bovina em comparação com carne suína e de aves. O mercado deverá também ver um crescimento significativo devido a questões de segurança alimentar, como resíduos químicos e detecção de patógenos em outros produtos de carne. A carne moída é o produto mais consumido, com a demanda excedendo 29,5 milhões de toneladas em 2013. A popularidade da carne moída vem de seu uso em hambúrgueres e almôndegas. Os bifes bovinos deverão ser o segmento de mais rápido crescimento devido à maior preferência por carne bovina de qualidade, particularmente na América do Norte. O segmento deverá ver um crescimento de uma taxa de crescimento anual composta estimada de 1,24% de 2014 a 2020. As principais descobertas do estudo sugerem que:

– A demanda global por carne bovina foi de 67,4 milhões de toneladas em 2012 e deverá alcançar 72,9 milhões de toneladas em 2020, crescendo em uma taxa de crescimento anual composta de 1,15% de 2014 a 2020.

– A região da Ásia Pacífico deverá ser o maior mercado para carne bovina, com as receitas excedendo US$ 580 bilhões em 2013. O crescimento da renda disponível da China junto com a alta preferência por carnes vermelhas deverão ser os principais direcionadores do mercado no período previsto.

– A América do Norte foi um importante contribuinte para a demanda de carne bovina, com um consumo de mais de 12 milhões de toneladas em 2013.

– A crescente demanda por carne bovina halal em nações predominantemente islâmicas deverá ser o principal fator tendo um impacto positivo no mercado durante o período previsto. A demanda por carne bovina kosher deverá aumentar na América do Norte devido às percepções dos consumidores de que essa é mais segura, de maior qualidade e mais saudável.

– O mercado global foi moderadamente consolidado com as quatro maiores companhias sendo responsáveis por mais de 70% do mercado em 2013. As principais companhias no mercado incluem Tyson Foods, JBS, National Beef Co. e Cargill Meat Solutions.

MeatingPlace.com 

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